TURISMO CIDADES PRINCIPAIS – Parintins  

 

Onde o boi reina

 

Nas noites de 28, 29 e 30 de junho, alegorias montadas com ferro, madeira, papelão, plástico, isopor, sementes e penas transformam o boi, esse pacato coadjuvante dos humanos, na maior figura folclórica da Amazônia. Parintins, 420 quilômetros a leste de Manaus descendo o grande rio, na ilha de Tupinambarana, quase divisa com o Pará, pinta-se de azul e vermelho, respectivamente as cores dos boi-bumbás Caprichoso e Garantido, agremiações que contam com mais de 3 mil membros cada. É uma disputa que racha ao meio a cidade com quase 100 mil habitantes. Uma rivalidade que atrai mais de 50 mil espectadores e faz alguns casais mais fanáticos dormirem em camas separadas durante o festival.

O Caprichoso, considerado o boi da “elite”, vem com uma estrela na testa, enquanto que o Garantido, o boi do “povão”, traz o coração entre os olhos. Todo ano, cada bumbá cria um enredo para contar a história de Pai Francisco, capataz de uma fazenda no Nordeste, que para satisfazer o desejo de sua mulher grávida, Mãe Catarina, mata o melhor boi do patrão e arranca-lhe a língua. O patrão, furioso, quer matar o capataz, cuja única saída é ressucitar o boi. Em uma festa herdada dos grandes nordestinos, que chegaram durante o Ciclo da Borracha os amazonenses acabaram por fundir tradições para resgatar e valorizar a cultura indígena. O Festival acrescenta, com detalhes as lendas e a mitologia indígena da região do Baixo Amazonas. Para isso, foram acrescidos personagens como a cunha-poranga (moça bonita) e os taxuanas (chefes tribais). A dança e a indumentária são inspiradas nos rituais das tribos das Amazônia.

Até as noites de festa, que atraem cada vez mais visitantes do sul do Brasil e do exterior, são vários meses de trabalho em galpões tão humildes quanto calorentos. O desfile poderia ser comparado ao de qualquer escola de samba de primeiro grupo, se não caracterizasse uma ofensa aos apaixonados pelo praticamente toda a população amazonense. As toadas-enredo são sucessos de exportação musical do Estado, tocadas ininterruptamente nas rádios, residências, restaurantes, bares, gaiolas – barcos de passeio – e onde mais se puder imaginar. Tanto fervor fez até a poderosa Coca-Cola, patrocinadora do evento em 95, recuar e pedir autorização à matriz, em Atlanta, para mudar a cor de sua logomarca. Motivo: no Caprichoso não entra vermelho.

O fanatismo quase religioso das duas torcidas causa inveja a flamenguistas e corintianos. Conta-se que a origem da rivalidade começou em 1913, quando o repentista Emídio Vieira se apaixonou pela mulher do rival de viola Lindolfo Monteverde. Vieira fez o desafio: “Este ano se cuide que vou caprichar no meu boi”. Monteverde deu o troco: “Pois capriche no seu que eu garanto o meu”. A briga acabou entrando para o folclore da cidade. Até hoje, quem é adepto de um boi, sequer fala o nome do outro, se referindo a ele simplemente como “o contrário”. Só se veste de azul quem é Caprichoso, e de vermelho, quem é Garantido.

É um Bumbódromo – uma espécie de arena com capacidade para 40 mil pessoas, ao som das toadas, que acontece o embate. E é importante ficar atento, pois as personagens que representam a lenda do boi-bumbá podem surgir de qualquer lugar: do meio das arquibancadas, pendurados em cabos de aço ou pela porta de entrada. A torcida, dividida, se envolve na coreografia com dezenas de passos de seu boi do coração, tornando o espetáculo ainda mais grandioso e contando pontos na apuração. O ápice é a representação da morte do boi.

Para arrecadar fundos para a festa são realizadas apresentações no Sambódromo de Manaus. Mais recursos são obtidos junto aos patrocinadores. Os bois Garantido e Caprichoso ficaram tão famosos que já encerraram o Festival de Jazz de Montreux, em 1994.

 

 

Festival Folclórico de Parintins

De 28 a 30 de junho.

Local: Bumbódromo de Parintins.

Informações: 633-2850.

Manaus-Parintins: 16 horas de barco na ida, 29 a 30 horas na volta; uma hora de avião.

 

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS – Parintins

 

Boi-Bumbá em Parintins

 

A cidade de Parintins, na margem direita do Rio Amazonas, é palco das coloridas festas do boi-bumbá, importante manifestação do folclore regional. Turistas do mundo inteiro assistem, em junho, ao Festival Internacional de Parintins, em que dois blocos, Garantido e Caprichoso, disputam quem conta melhor a lenda de um boi que foi morto e depois ressuscitado por um padre e um pajé.

 

 

Garantido

 

Caprichoso

 

GUIA DE ORIENTAÇÃO AO TURISTA – Manaus

 

Manaus – Comentário Geral

 

O maior atrativo é a Floresta Amazônica. Da cidade partem excursões pelos Rios Negro e Solimões e traslados para os hotéis na selva. Devido ao grande movimento de turistas estrangeiros, os hotéis trabalham com preços em dólar. As melhores opções de hospedagem na floresta concentram-se às margens do Rio Negro e de seus afluentes. A vantagem é a pequena incidência de mosquitos nessas áreas, uma vez que a acidez dessas águas desfavorece a proliferação dos insetos. A maioria dos hotéis oferece atividades como caminhadas pela mata, observação de pássaros, visita a casas de caboclos, pescaria de piranha, focagem noturna de jacarés e passeios de canoa ao amanhecer ou entardecer. Alguns hotéis fornecem opções extras, conforme a região em que estão instalados, como pernoite em redes na selva, visita a aldeias indígenas e noções de sobrevivência na floresta. A maior parte dos hotéis utiliza energia de gerador, que pode não estar disponível 24 horas. Alguns dispõem de chuveiros elétricos.

 

Quando ir

O período das cheias vai de dezembro a maio; o da seca, de junho a novembro. Cada estação tem os seus atrativos.

Durante a estiagem, a temperatura pode chegar aos 40ºC e formam-se as praias fluviais, onde concentram-se os animais, como jacarés e capivaras. Na época de chuvas, o visitante percorre trilhas dentro da floresta, a bordo de canoas a remo.

 

O que levar

- Botas confortáveis

- Roupas leves (bermudas e camisetas)

- Boné ou chapéu

- Protetor solar

- Repelente de mosquitos

- Binóculos para observar a fauna e a flora

- Cantil

- Capa de chuva

- Mochila pequena

- Lanterna com pilhas extras

 

Precaução

O Ministério da Saúde recomenda vacinar-se contra a febre-amarela 10 dias antes da viagem.

 

Dica

As melhores lembranças de Manaus são as peças de artesanato indígena, encontradas no Mercado Municipal. A cidade também tem construções históricas importantes.

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS – Manaus

 

Hotel Novotel Manaus – Brasil

 

Av. Mandii, 04 – Distrito Industrial, Manaus – AM. Fone: (55)(92) 613-1211 – Fax: (55)(92) 613-1094. A 20 km do aeroporto Internacional Eduardo Gomes a 8 km do centro da cidade. Estacionamento gratuito para 200 carros.

 

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS – Manaus 

 

Atrações Turísticas

 

Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas

 

Fundado em 1917, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas está localizado na área mais antiga da Cidade. Ali você poderá encontrar a Biblioteca Ramayana de Chevalier, que oferece um acervo de aproximadamente 60.000 livros, com documentos manuscritos e obras raras da história e geografia do Amazonas; o Museu Crisantho Jobim, com cerâmicas indígenas, uma coleção etnográfica, fotografias antigas, aves empalhadas, mobiliário, pinturas, etc.. O prédio e seu acervo foram tombados e, recentemente, restaurados pelo Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo.

Visite o IGHA.

De 2ª a 6ª feira – Horário: 14h às 17h30

Rua Bernardo Ramos, 135 – Centro

Entrada Gratuita

 

Teatro Amazonas

 

Principal Patrimônio cultural do estado, o Teatro Amazonas foi inaugurado em 1896, no auge da época da borracha. Apesar da predominância de elementos neoclássicos, adotou-se neste edifício vários outros estilos que o caracterizam com uma obra eclética, com materiais e artistas trazidos da Europa, como Domenico de Angelis, Giovani Capranesi e Crispim do Amaral.

Tombado com patrimônio histórico em 1965, hoje com mais de 100 anos, tem capacidade para 681 pessoas na platéia e nos três andares de camarote. Após restauração realizada em 1990, pelo Governo do Estado, retomou seu apogeu com a apresentação em seu palco de óperas famosas e músicos de renome nacional e internacional.

Visite o Teatro Amazonas

De 2ª a Sábado – Horário: 9h às 16h

Guias Bilíngües

Praça São Sebastião, s/n – Centro

Entrada Paga.

 

Catedral de Nossa Senhora da Conceição

 

Mais conhecida com “Igreja Matriz”, foi construída pela primeira vez, de madeira coberta de palha em 1695 pelos missionários Carmelitas, que deram a ela o nome da Virgem Conceição, que se tornou a padroeira de Manaus. Um ano depois, nova igreja foi construída mas em 1850 um incêndio a destruiu totalmente. Só oito anos mais tarde é iniciada um nova construção em estilo neoclássico, com a maior parte do material importado da Europa, principalmente de Portugal. Em 1878 a catedral é inaugurada.

Visite a Catedral.

Praça Oswaldo Cruz, s/n – Centro

 

Parque do Mindú

 

O Parque do Mindú é o maior em área urbana da cidade e concentra os ecossistemas de mata de terra firme, mata de capoeira secundária e mata de baixio. O visitante tem oportunidade de passear com segurança por trilhas educativas e algumas suspensas na altura das árvores. O local possui orquidário, biblioteca, anfiteatro, loja de artesanato e um centro de exposições.

Visite o Parque do Mindu.

De 3ª a domingo – Horário: 8h às 17h

Rua Perimetral, s/n – Parque 10

Entrada Paga.

 

Bosque da Ciência

 

Foi criado pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia e está localizado em plena área urbana, foi projetado para desenvolver e promover programas ligados a preservação e recuperação da natureza, permitindo unir horas de lazer com a educação e conscientização da importância do meio ambiente.

Visite o Bosque da Ciência.

De 3ª a 6ª feira – Horário: 9h às 12h/ 14h às 16h30

Sábado, Domingo e Feriado – Horário: 9h às 17h

Alameda Cosme Ferreira, 1756 – Aleixo

Entrada Paga.

 

Palácio da Justiça

 

Localizado em uma das mais antigas e importantes avenidas de Manaus, a Eduardo Ribeiro, bem no centro da cidade, o Palácio da Justiça, construído em estilo neoclássico e inaugurado em 1900, já passou por várias reformas que tem respeitado o estilo original de sua construção. Nele está instalado, o Tribunal de Justiça do Amazonas. A curiosidade fica por conta da estátua da deusa grega da justiça Têmis, que ao contrário das demais, não possui os olhos vendados.

Visite o Palácio da Justiça.

De 2ª a 6ª feira – Horário: 8h às 13h

Av. Eduardo Ribeiro, 833 – Centro

Entrada Gratuita.

Centro Cultural Palácio Rio Negro – CCPRN

 

Construído no final do século XIX, em estilo eclético, para ser residência particular do comerciante da borracha, o alemão Waldemar Scholz. O prédio foi adquirido pelo estado em 1918, para abrigar a sede do Governo. Em 1995, o Governo do Estado, em virtude de sua beleza arquitetônica e valor histórico, transformou em Centro Cultural Palácio Rio Negro, com espaços abertos a exposições, lançamentos de livros, recitais, música erudita e popular, livraria, teatro e outras atividades culturais.

Visite o CCRPN.

De 3ª a Domingo – Horário: 16h às 21h

Av. Sete de Setembro, s/n – Centro

Entrada Gratuita.

 

 

TURISMO Cidades Principais - Manaus

 

Manaus

 

Há um pouco mais de cem anos, Manaus vivia seu apogeu. A selva estava muito próxima com todo o seu exotismo, mas no coração da cidade falava-se francês. Nos seus bares e cafés, ouvia-se Puccini e Strauss. Havia telefone, bonde e luz elétrica. Importavam-se casas inteiras da Europa. Era a riqueza extraída dos seringais. O Teatro Amazonas, inaugurado em 1896 – reformado em 1990 – é belíssimo em seu estilo neoclássico. A obra, financiada por comerciantes europeus no apogeu do ciclo da borracha, incluiu blocos de pedra da Inglaterra, telhas francesas da Alsácia e mármore italiano. O pano de boca do palco representa o encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O salão nobre é decorado com pinturas do italiano Domenico de Angelis e o piso formado por 12 mil peças de madeira encaixadas sem prego ou cola. Na cúpula, 36 mil escamas de cerâmica esmaltada levam as cores da bandeira nacional. Por seu palco passaram Sarah Barnhardt, Caruso, companhias operísticas européias e, na festa do centenário do Teatro, apresentou-se José Carreras. Hoje, o teatro Amazonas está no roteiro dos espetáculos nacionais, divulga a cultura regional, possui um coral e uma Orquestra Filarmônica, composta por músicos de todo o mundo.

Este tempo está também assinalado nos beirais de casas antigas; nos coretos; no Prédio da Alfândega, totalmente importado da Europa; na Praça São Sebastião com seu piso de pedras portuguesas; no monumento Abertura dos Portos em bronze, granito e mármore; no Mercado Municipal erguido com armações, estruturas, arcos e grades de ferro importados, em 1892, para ser uma pequena, porém perfeita, réplica do famoso Les Halles de Paris. O porto flutuante foi construído em 1902 por engenheiros ingleses e é formado por um grande píer de concreto estendido sobre vigas de aço, apoiadas em bóias. Esse sistema permite acompanhar os movimentos das águas do Rio Negro e receber navios de qualquer calado durante o ano inteiro.

Do local partem embarcações de pesca e transporte de cargas e turista para sua melhores aventuras na Amazônia. Nesses passeios é comum encontrar os curiosos botos cor-de-rosa saltando sobre as águas.

O skyline, a silhueta da cidade de Manaus, emergindo do Rio Negro, na volta de um passeio de barco ao entardecer, é inesquecível. Depois de conviver um dia ou mais com as belezas da selva, este cenário de casa antigas, da Alfândega e do porto flutuante com todo o tipo de embarcações, surge com o uma bela pintura de cores fortes.

Com a implantação da Zona Franca em 1967, Manaus transformou-se num grande pólo comercial e industrial e numa cidade moderna. O prazo de vigência dos incentivos fiscais está assegurando até o ano 2013, mas com a liberação das importações para todo o Brasil, a economia não apresenta mais o mesmo vigor. Novas saídas estão sendo planejadas e o Ecoturismo se apresenta mais o mesmo vigor. Novas saída estão sendo planejadas e o Ecoturismo se apresenta como a alternativa mais importante para o século XXI.

O incorporável encanto de Manaus está na sua história e no binômio rio-floresta com uma imensa variedade de belezas naturais. Tudo converge para a preservação de uma riqueza incalculável em florestas, fauna, rios fantásticos como o Negro e Amazonas e cristalinos igarapés correndo à sombra de imensa arvores. A apenas 8 Km de Manaus acontece o singular encontro de escuro e profundo Rio Negro com o barrento e fértil Rio Solimões, cujas águas correm quilômetros lado a lado, sem se misturar, para depois formar o Rio Amazonas. A paisagem dos arredores da cidade oferece ainda piscinas naturais, formadas com o aproveitamento das águas dos igarapés, o contado do sol tropical nas areias da Praia Ponta Negra e as cachoeiras de Tarumãzinho e Tarumã-Grande.

 

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS - Manaus  

 

Manaus e sua orquestra

 

Há pouco mais de uma não, o conceituado maestro Júlio Medaglia foi convidado para formar e dirigir uma orquestra de padrão internacional em Manaus. O palco já existia: o belíssimo  Teatro Amazonas, construído em estilo barroco e neoclássico, inaugurado em 1896. formou-se, então, a Amazonas Filarmônica, da qual fazem parte inúmeros músico de países do Leste Europeu. “Muitos deles vieram de cidades próximas a São Petesburgo, onde existem as melhores escolas de instrumentos de corda do mundo”, informa o maestro. Todos os músicos, inclusive os brasileiros, assumiram também a função de professore, objetivando a formação de outros profissionais para que o projeto tenha continuidade. O sonho do maestro Júlio Medaglia é reger a Ainda em montagem ao ar livre, às margens do Rio Amazonas, o que seria extremamente significativo, uma vez que a ópera de Verdi tem como cenário o Rio Nilo. A possibilidade de se tornar um centro da música erudita começa a ganhar  força em Manaus, revivendo um período áureo em que o país detinha o monopólio mundial da borracha. Para o turismo será fascinante esta união entre a selva e um refinado projeto cultural.

“É preciso aproveitar o carisma que a Amazônia exerce sobre o mundo e oferecer também produtos cultuais”, diz o amestro Júlio Medaglia, que recebe o incentivo das autoridades e da Sociedade Amigos da Amazonas Filarmônica.

 

Centro de Pesquisa na Amazônia

 

A Amazônia legal brasileira, incluindo a extensão dos demais países amazônicos, representa 80% da biodiversidade existente no mundo e a maior reserva de água doce do planeta. Grande parte das riquezas, flora e fauna desse paraíso são desconhecidas do homem. O Centro de Instrução de Guerra na Selva possui na área de seu aquartelamento um zoológico que, além e abrigar cerca de 300 animais, presta serviços gratuitos à comunidade de manaus com aulas teórico-práticas de preservação do meio ambiente e fauna amazônica, criando assim uma consciência ecológica. Em meados de 1999, foi concluído o Cento de Pesquisa da Fauna e Flora da Amazônia – CPFFA, com recursos provenientes de um convênio firmado entre o Ministério do Exercito, Governo do Estado Amazonas, Prefeitura de Manaus e Superintendência da Zona Franca de Manaus, com objetivo de suprir nossa reais necessidades em pesquisa, desenvolvimento científico e cultural. O CPFFA englobará toda a área do atual zoológico – 6000 m² - para construção do complexo cultural que incluirá anfiteatro, museu, auditório, aquário e restaurante, e uma nova área anexa de 30.000 m² com recintos para abrigar animais, uma passarela com visão panorâmica, lago com cinco ilhas, além de toda a infra-estrutura para trabalhos técnicos e de pesquisa.

 

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS – Manaus

 

Paris na Linha do Equador

 

Nascida em 1669, Manaus é uma antiga fortaleza ás margens do Rio Negro. Chamada de “Paris dos Trópicos”, por causa de sua arquitetura, tem belos monumentos, como o Teatro Amazonas, construção de 1896 que reflete o auge do Ciclo da Borracha. A cidade sedia também a Zona Franca, área comercial com lojas especializadas em produtos importados e eletroeletrônicos. Como contraste, as comunidades que vivem à beira do rio constroem suas casas sobre palafitas, para evitar inundações com as cheias periódicas. Manaus apresenta ainda belos espetáculos da natureza, como as praias e o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

 

TURISMO – Cidades Principais – Manaus       

 

Manaus terá o maior Jardim Botânico do Mundo.

 

Manaus cuida de suas reservas ecológicas como se cuida de um jardim. Prova disso é que a Prefeitura irá transformar 100 milhões de metros quadrados da Reserva Ducke, que vivia sob a ameaça de invasões, no maior Jardim Botânico do mundo.

Um dos lugares mais lindos e preservados do planeta será também um dos mais visitados por turistas de todas as partes.

O Jardim Botânico será essencial para preservação de espécies vivas e raras que só existem no Amazonas, além de funcionar como centro de pesquisa, educação e lazer

Com atitudes como esta, a Prefeitura vem melhorando as condições de vida de seus cidadãos e fazendo de Manaus a Capital Ecológica do Mundo.

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS – Silves

 

Silves

 

Numa ilha fluvial, a 360 km de Manaus, encontra-se pequeno município de Silves. Aqui se desenvolve uma experiência única na Amazônia: um modelo de ecoturismo de base comunitária. Esta foi a alternativa encontrada para o sustento de seus habitantes e a proteção dos rios e lagos da região. Para isso foi criada a Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultural – Aspac – que fundou a Aldeia dos Lagos, uma pousada no meio da mata, financiada pelos governos da Suécia e da Áustria, com o apoio do Fundo Mundial para a Natureza. A Pousada ocupa uma área de cinco hectares, contando com seis quartos para hóspedes, administração, loja, cozinha e restaurante. Seus serviços incluem ainda hospedagem completa na casa dos próprios caboclos, passeios por trilhas de diferentes ecossistemas e pescaria noturna nos rios da região. A comunidade envolve-se no projeto, protegendo a natureza e usando a atividade como fonte para sustentação dos recursos naturais e usando a atividade como fonte para a sustentação dos recursos naturais. A Aspac criou ainda a Camaçari Turismo, uma operadora responsável pelos roteiros e pela administração da Pousada. Com a exploração predatória, os estoques de peixe, fundamentais para a sobrevivência das populações ribeirinhas, estavam ficando reduzidos. A pressão pela proteção dos lagos levou a Prefeitura Municipal a criar uma reserva ambiental, e o Ibama treinou dez membros da comunidade para integrar a estratégia de fiscalização contra a pesca ilegal.

 

 

TURISMO – Cidades Principais – Presidente Figueiredo

 

Presidente Figueiredo – Comentário Geral

 

Com quase 25 mil km², formando um território do tamanho da Holanda, Presidente Figueiredo abriga mais de 100 cachoeiras dentro da selva amazônica. A profusão de quedas-d’água deve-se à localização em uma área acidentada próxima ao Planalto das Guianas. O município abrange ainda a Represa de Balbina, a reserva dos índios waimiri-atroari, 5 sítios arqueológicos e 9 cavernas abertas ao turismo. Para chegar a quase todas as atrações, o visitante percorre trilhas cercadas pela fauna e flora da Amazônia. É comum observar árvores de até 30 m cercadas por espífitas, cipós e bromélias, além de antas, capivaras, macacos, pacas e muitas espécies de aves. Em quase todas as caminhadas exige-se a presença de um guia e o pagamento para entrar nos locais (que pode variar de R$ 1 a R$ 5 por pessoa). A maioria dos acessos para as cachoeiras fica na BR-174 (a rodovia que liga Manaus a Presidente Figueiredo) ou na AM-240 (Presidente Figueiredo-Balbina). Essa rodovias são asfaltadas e há placas indicando o acesso para as atrações.

 

Quando ir

Evite os meses de abril, maio, e junho, quando chove muito e as estradas ficam intransitáveis. A temperatura permanece sempre entre 28ºC e 35ºC.

 

Como chegar

A partir de Manaus, são 130 Km pela BR-174.

 

O que levar

Dois, tênis ou botas confortáveis para caminhadas

Roupa leve para caminhadas

Roupa de banho                                

Repelente

Protetor solar (inclusive labial)

Boné ou chapéu

Capa de chuva

Mochila

Cantil

Sacos plásticos para depositar o lixo durante as trilhas

Lanterna

Pilhas

Lanches

Frutas

 

Dicas

Durante a semana é difícil conseguir guias e barcos com piloteiro. É melhor ligar ante e já deixar agendado. Fora de temporada as cachoeiras ficam praticamente desertas, mas nos fins de semana e nas férias algumas lotam. Quem estiver sem carro vai ter dificuldades para chegar à cachoeiras, todas ficam muito afastadas do Centro. A única alternativa (nada econômica) é usar os serviços de táxi.

TURISMO Cidades Principais – Presidente Figueiredo                                  

 

Presidente Figueiredo

 

O município de Presidente Figueiredo foi criado em 1981 e recebeu seu nome em homenagem ao primeiro Presidente da Província do Amazonas, João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha (1798 – 1861).

Localizado a 107 km ao norte de Manaus, com acesso pela BR-174, sua área compreende reservas ecológicas, reserva indígena, sítio de mineração, usina hidrelétrica, rios , igarapés e maravilhosas cachoeiras.

A Usina Hidrelétrica de Balbina, localizada a 72 km da sede do município de residente Figueiredo possui uma Vila com infra-estrutura de primeiro mundo, incluindo hospital, duas vilas residenciais, hotel e pousada, agência bancária, estação rodoviária e pista de pouso, ginásio coberto, complexo esportivo, dois clubes, dois centros comerciais, central telefônica, sistema televisivo, escola de alfabetização, ensino fundamental e ensino médio, escola agrotécnica, centros de pesquisa. O Centro de Proteção Ambiental foi implantado com a finalidade de desenvolver estudos, pesquisas e ações para minimizar os efeitos da Hidrelétrica Balbina sobre o meio ambiente. Com o mesmo objetivo foi criado o Programa Waimiri Atroari, um convênio de 25 anos assinado entre a Eletronorte e a Funai, visando diminuir os impactos causados pela inundação de 30 mil hectares das terras indígenas.

O município vive da extração de vários minérios, da agropecuária , agra, também do turismo. Na segunda quinzena do mês de maio, Presidente Figueiredo realiza a Festa do Cupuaçu, fruta da qual é o maior produtor no Amazonas e a Feira da Agroindústria, com exposições, shows, concursos e outras promoções.

O turismo ecológico e de aventura vem sendo incentivado com visitas a cachoeiras e cavernas, trilhas para caminhadas e pernoite na selva, passeios de barco no Lago Balbina, pesca de tucunarés no lago e no Rio Uatumã. Na Bacia do Rio Amazonas, os rios correm em leitos amplos, formando lagoas e igarapés, mas em Presidente Figueiredo o relevo é mais acidentado e a profusão das águas corre sobre rochas de arenito. Em meio á mata, surgem cerca de 100 cachoeiras – 45 foram catalogadas – que formam piscinas naturais e tobogãs, escondem cavernas e se estendem em corredeiras excelentes para a prática de canoagem, rafting e pesca esportiva. A belíssima Cachoeira do Santuário, a mais famosa do município, está a 12 Km do centro, na estrada para o Lago de Balbina. A Cachoeira da Neblina é a mais alta da região, com 35 m caindo sobre areias brancas, contra o fundo verde da floresta. Os rios Pitinga e Uatumã, afluentes do Amazonas, formam nove corredeiras que fazem a festa do s praticante de canoagem. As águas agitadas do Rio Urubuí e de Santa Bárbara são ótimas para o rafting. A ação das chuvas e dos rios escavou saltos e cavernas com a Maruaga, uma formação em arenito, com sua galeria de 380 m de extensão. Estes são apenas alguns exemplos do que oferece Presidente Figueiredo em matéria de ecoturismo. Para conhecer melhor as atrações da Terra das Cachoeiras, Associação dos Condutores de Turistas de Presidente Figueiredo, na entrada da cidade.

 

Visitas

 

CPA – Balbina – Centro de Proteção Ambiental; CPMA – Balbina – Centro de Proteção de Maníferos Aquáticos; Parque Temático da Área Indígena Waimiri – Atroari (em projeto); Usina Hidrelétrica de Balbina; Mina do Pitinga; Jazida de Ametista – Km 139 da Rodovia BR 174, margem direita; Comunidade Cristã, no km 32 da Rodovia AM 240, acesso a Balbina; Estação de Psicultura – Vila de Balbina; Comunidade Bom Futuro – Rio Uatamã; Instalações das Agroindústrias do cupuaçu e do leite pasteurizado; Casa da Cultura do Município; Floresta Totalmente preservada.

 

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS

 

Resgate do Passado

 

Com 248 anos de história, fortaleza é restaurada para ser centro cultural

 

A  Fortaleza de São José de Macapá, símbolo do expansionismo português, está passando por um processo de restauração e revitalização. Do período colonial ao Brasil Império, o prédio foi ocupado e utilizado por pelotões das guardas portuguesas e Imperial, atendendo a interesses estratégicos. A  partir de 1889, entretanto, com a proclamação da republica, a fortaleza perdeu sua função principal e entrou em processo de total abandono. Isso possibilitou a ocorrência de saques de diversos objetos - entre eles, artefatos de guerra, canhões, pedras e tijolos. No início deste século, a marinha do Brasil instalou um farol no edifício para facilitar a navegação na região. A pesar disso, o período de abandono se prolongou até 1945, quando o  comando da Guarda Territorial, do recém criado Território Federal do Amapá, instalou-se nas dependências do edifício. Nessa ocasião, foram realizadas algumas obras no telhado e trocadas janelas, portas, madeiras e portões, mas com reutilização de peças originais, como fechaduras e dobradiças. Com a ocupação da Guarda Federal, a fortaleza teve sua importância reconhecida, e em 22 de março de 1955 foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico (Ipnhan). A partir de 1955, enquanto o governo construía uma colônia arredores da cidade de Macapá, a fortaleza foi utilizada provisoriamente como hospedagem à cidade e como cadeia pública. Posterior foi ocupada pela Imprensa Oficial, pelo Exército e pelo Museu Territorial. No período em que abrigou o museu, diversas comemorações foram realizadas no espaço interno, mas a partir de 1964, diante do regime de força instituído pelos militares, a fortaleza voltou a ser usada como cadeia, agora para presos políticos. Nos anos subseqüentes, o prédio foi ocupado pelo Pelotão da Banda de Música da Polícia Militar. Em 1989 foi feito projeto de restauração e revitalização, proposto pelo governo territorial, mas as obras só foram iniciadas  em julho de 1997. O projeto, orçado em R$ 2 milhões, foi dividido em duas fases: a primeira, de restauração da parte interna, ou seja, da área envolvida pela muralha. "Nessa fase foram reestruturados os sistemas de drenagem de água, esgotos e energia", diz Ana Célia Gomes Rodrigues, diretora da fortaleza. Num segundo momento serão restauradas área em volta da edificação, com trabalhos de terraplenagem, restauração do piso e troca da grama.  Na reforma serão preservadas as características originais do prédio, com a utilização de produtos artesanais, segundo Roseane Norat, uma das arquitetas encarregadas da restauração do espaço. "O revestimento do piso, por exemplo, será feito com cerca artesanal, produzida com óleo de linhaça", diz a restauradora. Estão previstos ainda estudos arqueológicos dos sítios encontrados durante a reforma e a instalação de um novo sistema de iluminação numa terceira fase de revitalização. Depois disso, a fortaleza vai servir de espaço para exposições, comemorações cívicas e reuniões. Cerca de 90 % dos R$ 2 milhões destinados à primeira e à Segunda fase da reestruturação foram investidos pelo governo do Estado do Amapá, que tem incentivado a cultura regional e no ano passado construiu o Centro de Cultura Negra, onde, entre outras atividades, são realizados encontros com participação da comunidade afro-brasileira.

 

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS – Belém

 

Belém, Cidade-Pomar

 

A capital do Pará nasceu como Santa Maria de Belém do Grão-Pará, em 1616, quando os portugueses ergueram o Forte do Castelo, diante da Baía de Guajará, no Rio Pará, a fim de conter o avanço dos piratas que ameaçavam nossas riquezas. Distante pouco mais de 100 quilômetros do Oceano Atlântico, Belém tornou-se um importante centro comercial da região. Suas atrações são muitas: as construções antigas, as largas avenidas arborizadas com mangueiras, os coretos de ferro trabalhado, as praças e o tradicional mercado público Ver-o-Peso.

 

TURISMO CIDADES PRINCIPAIS – Santarém

 

Santarém da Areia Branca

 

Redes, frutas, peixes, bonecas de pano e cerâmica tapajônica fazem de Santarém a cidade mais turística do Pará, depois da capital Belém. Ela nasceu do confronto entre os portugueses e os povos nativos, no século XVII. Localizada na confluência dos rios Amazonas e Tapajós, Santarém tem lindas praias de areia branca, além da riqueza de seu artesanato.