TURISMO - Pesca Esportiva     

 

A pesca esportiva no Brasil vive um momento único, uma aurora, um grande despertar. Nunca se falou tanto na pesca esportiva e no Estado do Pará , como um importante e imperdível destino para aqueles que são os grandes aficionados deste esporte milenar.

O Pará, no coração da Amazônia, abriga alguns dos mais expressivos afluentes do Rio Amazonas como o Tapajós, o Trombetas e seus lagos, Nhamundá, o misterioso Xingú, e o Araguaia - Tocantins, além de incontáveis lagos e lagoas, e um litoral de beleza ímpar, onde está encravada no delta amazônico, a ilha de Marajó, a maior ilha marítimo - fluvial do mundo.

E nesse despertar, vem toda a preocupação e o cuidado do Governo do Estado com a conservação das riquezas naturais que o Pará detém. Ao apresentar ao mundo o que tem de mais precioso, seus rios, suas florestas, sua fauna e flora, invoca naqueles que de tudo possam usufruir e aproveitar, um espírito guardião e admirador. Urge, portanto, que adote a filosofia do "pescar e soltar" para garantir a sobrevida das espécies e a boa pescaria de futuras gerações. Conclama aos pescadores, que preservem a natureza encontrada nas suas buscas pelos maiores e os mais valentes peixes.

O turismo, hoje uma meta prioritária do Governo do Pará, pode gerar empregos para sua população e importantes divisas para o seu desenvolvimento, com esse intuito, vem sendo desenvolvido, desde 1995, um projeto especial para a pesca esportiva, dando incentivo a uma atividade que, sendo verdadeiramente esportiva, não depreda e aproveita ao máximo o que nós temos de melhor: a natureza.

 

TURISMO - Pesca esportiva            

 

O Paraíso tem peixes?

Com tantos rios, lagos e o litoral, peixe é o que mais tem na região e a característica mais marcante da pescaria no Pará é a incrível fartura das espécies.

Nesta vasta e prístina região, você vai adentrar em áreas remotas, explorar as cabeceiras de rios que ainda não sofreram a interferência do homem da cidade, e ir ao encontro daquela emoção de sentir a explosão do tucunaré fisgando na sua linha, fazendo suas acrobacias no ar, sacudindo as águas de seu corpo cintilante.

Na ressaca das cachoeiras e no rebuliço das corredeiras, vai travar luta com a voraz cachorra de gigantescas presas, correndo célere com a correnteza ou vigilante nos remansos. Vai batalhar outros brigões, que nem o bicuda, o mais impertinente e melhor saltador de todos, ou o agressivo matrinxã, que garante um espetáculo inesquecível com o vigor de suas corridas laterais. O pesado e poderoso jaú vai lhe dar lembranças de uma vida com suas tentativas de fuga, carregando sua linha e sua isca para as profundezas dos rios. Sem falar da piranha, que mais parece um pacú de bom tamanho, e o trairão com seu aspecto pré- histórico e as espécies de água salgada como o fugidio tarpon, a pescada amarela e a cavala.

 

 

ALGUMAS DICAS IMPORTANTES              

Seu equipamento de pesca deve incluir caniços e "flys" para uma variedade de tamanhos de peixes. É recomendado levar empates de aço para evitar que a linha seja cortada por uma mordida. Roupas leve é tudo o que você vai precisar, em qualquer época, pois o Pará é quente o ano inteiro. Escolha algo confortável e que lhe proteja do sol, como boné ou chapéu de aba larga, além do filtro solar e óculos escuros. Geralmente o dia do pescador começa cedo, parando ao meio- dia quando o sol está forte demais e o vento pára. Beba bastante líquido. E é bom levar um repelente, embora muitas regiões surpreendam pela ausência de uma variedade de espécies e de situações. No mesmo local onde você fisga um aruanã de apenas 5 kg, poderá sentir o arranque de jaú de 100kg. Leve um bom sortimento de varas e de material de pesca leve/médio/pesado, anzóis de aço sem farpas de resistência variada, molinetes de boa qualidade para linha de calibre 8 a 30 libras, uma variedade de spinners, jigs, colheres, plugs, leaders metálicos (para não deixar aqueles gigantes fugirem), alicate, canivete, fita métrica e balança portátil e, é claro, máquina fotográfica e bastante filme para documentar seus troféus.

 

TURISMO

 

Ecoturismo - uma opção de desenvolvimento sustentável

 

No Brasil, apesar de um potencial natural inigualável, o turismo é ainda uma atividade em desenvolvimento. O ecoturismo é uma atividade de investimentos relativamente baixos e de retorno rápido. Absorvendo mão-de-obra local, contribui para valorizar o homem e fixa-lo à região. É ainda um poderoso instrumento de educação ambiental para os que dele vivem e para os que o usufruem.

O segmento da indústria turística mundial para o qual se prevê maior expansão é o ecoturismo: espera-se que, na década de 1990, ele venha a apresentar o dobro do crescimento do turismo convencional. Segundo estudos da Organização dos Estados Americanos - OEA, existe nos maiores mercados emissores de turistas uma grande demanda reprimida de ecoturismo na Amazônia.

O desenvolvimento turístico integrado da Amazônia requer ações mínimas como a expansão do transporte aéreo na região, o incentivo ao transporte turístico fluvial, a criação de infra-estrutura de saúde e saneamento básico e a ampliação dos alojamentos de selva, que hoje não chegam a sete em toda a região.

A implantação do Projeto Ecoturismo em nível nacional funciona como um vetor de desenvolvimento sustentável. Sua formulação foi feita de modo a garantir que os empreendimentos financiados obedeçam à legislação ambiental vigente.

 

TURISMO – Comentário Geral      

 

Avaliação Conceitual dos Atrativos Turísticos a nível da Região Amazônica, Segundo Categorias e Tipos

 

Conforme estabelecido, existem cinco categorias de atrativos que são: 1. Naturais e Ecológicos, 2. Históricos e Culturais, 3. Folclore, 4. Manifestações Técnicas Científicas Contemporâneas, 5. Eventos Programados.

 

Estudo Comparativo dos Atrativos, segundo sua Quantidade e Hierarquia em cada um dos Estados da Região Amazônica

 

A Região Amazônica, com seus nove Estados tem, conforme o Registro e Inventário, 2.204 atrativos, cifra que não inclui aqueles localizados nas Unidades de Conservação que, como foi mencionado, não puderam ser registrados.

Os atrativos se distribuem em 5 categorias, que são: 1. Naturais e Ecológicos, 2. Históricos e Culturais, 3. Folclore – Manifestações, Usos Tradicionais e Populares, 4. Realizações Técnicas Científicas Contemporâneas e 5. Acontecimentos Programados.

Considerando que os atrativos foram analisados no estudo particularizado em cada um dos Estados, foi concedido a menção aos mesmos, levando em conta, por um lado que na Caracterização Física da Região foi feita uma breve descrição das principais áreas de interesse da Região Amazônica, que reúnem atrativos capazes de atrair correntes turísticas nacionais (locais e regionais), como aquelas que se originam no exterior, em particular, do segmento da demanda de ecoturismo.

 

Distribuição dos Atrativos segundo as Cinco Categorias do Inventário e Registro de Atrativos

 

Os 2.204 atrativos se distribuem da seguinte maneira:

 

a.      Na categoria 1. Atrativos Naturais e Ecológicos, distribuídos em 14 tipos, existem 1.442 atrativos, que representam 65, 4% sobre o total, pelo que determina, a potencialidade da Região em estudo para impulsionar o desenvolvimento do turismo motivado pelo ecoturismo em suas diferentes manifestações.

b.      Na categoria 2. Históricos e Culturais existem 354 atrativos, que representam 16,1%, que considera Monumentos, Lugares históricos ou científicos e Instituições culturais de estudos, pesquisas, etc.

c.       Na categoria 3. Folclore existem 317 atrativos que significam 14,4% sobre o total, e que considera em particular, Festas, Comemorações, Atividades e Eventos, Gastronomia Típica, Artesanato, Feiras e Mercados e Grupos Étnicos, que em geral tem um valor complementar do produto.

d.      Por outro lado, na categoria 4. Realizações Técnicas e Científicas Contemporâneas existem 51 atrativos (2,3%) em particular nos tipos Explorações de Mineração, Agrícola e Industrial, Obras de Arte e Técnica, Centros Científicos, etc.

e.      Finalmente, na categoria 5. Acontecimentos Programados, que conta com 40 atrativos (1.8%), que considera os tipos Congressos e Convenções, Feiras, Exposições e Realizações Diversas.

 

Distribuições dos Atrativos segundo Hierarquias

 

a.      Dos 2.204 atrativos da região, se considera que os atrativos da Região Amazônica, em conjunto com aqueles que correspondem a Manaus e Belém, com suas respectivas áreas de influência, poderiam classificar-se como hierarquia I, quer dizer, são aqueles com rasgo de especial valor e de grande significação para o mercado turístico internacional, capazes por si mesmos, de motivar importantes correntes de visitantes, tanto internacionais como nacionais.

b.      Do total de atrativos (2.204) identificados na primeira fase do inventário, o 1,6% que totalizam 34 atrativos, correspondem à hierarquia II, que são aqueles com perfis excepcionais em um país, capazes de motivar uma corrente atual ou potencial de visitantes do mercado interno e externo, seja por si mesmo ou em conjunto com outros atrativos.

c.       Os 22,6%, ou seja, 498 atrativos, correspondem a hierarquia III, que são aqueles com um perfil chamativo capazes de interessar a visitantes de longa distância, seja do mercado interno ou externo, que tivesse chegado à zona por outras motivações turísticas ou de motivar correntes turísticas locais (atuais ou potenciais).

 

O anterior determina a importância da região, já que conta com um número de atrativos excepcionais para motivar correntes turísticas para o mercado local, regional e nacional de turismo, orientado para a natureza, tanto de interesse geral e específico, como também de complementar o produto dirigido ao mercado internacional.

 

d.      Por último, existem 1.672 atrativos, que representam 75,8% do total e que correspondem à hierarquia IV, e são aqueles que não tem mérito suficiente para incluí – los nas hierarquias superiores, mas que formam parte do patrimônio turístico, como elementos que podem complementar a outros de maior hierarquia, no desenvolvimento e funcionamento de qualquer das unidades do espaço turístico, que em geral, podem motivar correntes turísticas locais, em particular, da demanda de recreação popular.

 

Quantidade de Atrativos e sua Distribuição segundo cada um dos Estados da Região Amazônica conforme diferentes Hierarquias

 

Conforme o Inventário e Registro preliminar de atrativos, concluído pela Missão da OEA, os 2.204 atrativos se distribuem em cada um dos Estados da seguinte forma:

 

a) Estado do Amazonas

 

O Estado do Amazonas reúne 139 atrativos, o que não reflete a realidade desta unidade federativa, já que em geral não considera o registro e inventário dos recursos que se encontram compreendidos nas múltiplas unidades de conservação, atividade que deveria ser concluída como follow up do presente documento.

O Estado conta com um produto turístico consolidado nos mercados internacionais e locais, para os quais é a oferta que representa a Amazônia, o que está determinado pela alta hierarquia de um número importante de atrativos de hierarquia II e III, em geral localizados na cidade de Manaus e seus arredores.

Este Estado aglutina 26,4% dos atrativos da hierarquia II, 18,9% dos atrativos da hierarquia III e 2,2% da hierarquia IV, o qual, de alguma maneira expressa, que o produto se apóia em um conjunto, de ao menos nove atrativos de alta hierarquia, que pode dirigir-se para a captação do mercado internacional de ecoturismo, os quais se complementam com outros 94 da hierarquia III, que podem ser visitados de forma complementar ou serem destinos do turismo nacional.

Os nove atrativos da hierarquia II, que são capazes de motivar importantes correntes turísticas internacionais e locais, são os seguintes: (i) a presença do Rio Amazonas e o nascimento do mesmo na confluência dos Rios Negro e Solimões, (ii) o sistema hidrográfico com o conjunto de várzeas, igapós e igarapés da área de influência de Manaus, que representa um conjunto de alta hierarquia, (iii) a Estação Ecológica das Anavilhanas, (iv) a cidade de Manaus e arredores, com seu patrimônio cultural do período de esplendor da extração da borracha, (v) o Parque Nacional Pico da Neblina e o Parque Nacional do Jaú, (vi) a Floresta Nacional Amazonas, (vii) Reserva Biológica Morro dos Seis Lagos, (viii) Parque Nacional da Amazônia (Maués), (ix) a Reserva de Abufari (Tapauá).

Este conjunto de atrativos se complementa com aqueles da hierarquia III, que são aproximadamente 94 recursos que consolidam o produto do Estado do Amazonas.

 

b) Estado do Pará

 

O Estado aglutina 1085 atrativos que representa 49,2% sobre o total. Esta cifra significa, por um lado, que esta unidade federativa é uma das de maior tamanho da União, porém reflete um minucioso registro e inventário elaborado pela PARATUR, de maneira sistemática em um número importante de municípios, que foi incorporado pela Missão da OEA no presente documento.

É importante destacar que do total de atrativos mencionados, ao menor 316 (14,3%) correspondem aqueles lugares explorados tanto pelo turismo internacional e local, como são Belém e arredores (Mosqueiro, Cotijuba, etc.), a Ilha de Marajó e os municípios que integram a costa norte do Estado.

O Estado reúne seis atrativos que representam 17,6% dos recursos da hierarquia II, considerando o conjunto de municípios turísticos e não turísticos. Este patrimônio se complementa com a existência de 88 atrativos da hierarquia II (18,3%) e com 991 atrativos da hierarquia IV que representam 59,2%.

Neste caso, como no anterior, o potencial do Estado para impulsionar correntes turísticas internacionais ou nacionais é elevado, considerando que o conjunto de atrativos dos Estados do Amazonas do Pará, em particular, o produto da capital e arredores de ambas unidades federativas, poderiam ser avaliados em conjunto com a hierarquia I, que expressa e reúne atrativos capazes por si mesmos de motivar importantes correntes do turismo internacional.

Entre os atrativos de maior hierarquia se encontram: (i) a cidade de Belém e os atrativos situados em seu território e área de influência que inclui um excelente patrimônio natural e cultural, (ii) a Floresta Nacional dos Tapajós, (iii) Parque Nacional da Amazônia (iv) as oportunidades de observação da flora e fauna tanto da Mata de Terras Altas, de várzeas como o ambiente aquático em seu conjunto de vários centros turísticos: Belém e arredores, Ilha de Marajó, cidade de Santarém e arredores (v) o sistema hidrográfico do Rio Amazonas e seus afluentes no Estado do Pará e as oportunidades de pesca, etc.

Por outro lado, o Estado reúne um conjunto de 88 atrativos complementares da hierarquia II que apóiam aos anteriormente mencionados e consolidam um produto de grande interesse para o mercado nacional e internacional.

 

c) Estado do Mato Grosso

 

Considerando o volume de atrativos, o Estado do Mato Grosso poderia ocupar segundo lugar, já que foram registrados 203 atrativos que representam 9,2% sobre o total.

Por outro lado, é o Estado que ocuparia um terceiro lugar no ranking de quantidade e qualidade dos atrativos, na medida em que totaliza quatro atrativos da hierarquia II, que representa 11,8%, que se complementa com aqueles da hierarquia III, que são aproximadamente 72 atrativos (14,5%). Em adição aos anteriores, existem 127 recursos (7,6% dos de menor hierarquia.

O sistema do Pantanal, com o sistema hidrográfico do Rio Paraguai e o Cuiabá, as áreas inundáveis, os lagos, lagunas e baías, como oportunidades de observação da flora e da fauna associada, têm hierarquia I.

Em adição ao anterior, o Estado reúne quatro atrativos da mais alta hierarquia que são: (i) o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, (ii) a área do Pantanal em Barão de Melgaço, Porto Cercado e Porto Jofre-Rio Pixaim, (iii) o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, (iv) as Unidades de Conservação que integram a Reserva Ecológica de Caracará, a Estação Ecológica da Serra das Araras e a Estação Ecológica de Taiamá.

O conjunto de atrativos mencionados se complementa com atrativos da hierarquia II e IV, que diversificam a oferta e constituem um dos melhores produtos da Região Amazônica.

 

d) Estado do Amapá

 

No Estado foram registrados 67 atrativos que representam 3% da oferta dos recursos existentes.

Desde o ponto de vista do volume de atrativos segundo as mais altas hierarquias, o Estado ocuparia um quarto lugar, já que reúne quatro atrativos da hierarquia II que representam 11,8% do total, que se complementam com 26 (5,2%) na hierarquia III e 37 (2,2%) nos de menor hierarquia.

Conforme mencionado, o Amapá totaliza quatro atrativos da hierarquia II, que são os seguintes: (i) Floresta Nacional do Amapá, (ii) Reserva Biológica do Lago Piratuba e Estação Ecológica da Ilha Maracá Jipioca, (iii) o sistema hidrográfico do Amazonas, cujos limites se encontra em Macapá, (vi) Parque Nacional do Orange.

O Amapá conta com excelentes oportunidades de observação da fauna e flora associada ao Mata Tropical de Terras Altas  em Serra do Navio, como do eco-sistema do Cerrado ou Savana do Litoral Atlântico e de Várzeas, a presença de vários lagos como dos Índios, Ambé e Lago do Curiaú, etc.

 

e) Estado do Tocantins

 

O Estado do Tocantins conta com 196 atrativos que representa 8,9% do total.

Por outro lado, ocuparia um quinto lugar, relativo à quantidade de atrativos da mais alta hierarquia, já que reúne três atrativos (8,8%) da hierarquia II, que se complementa com 51 (10,2%) da hierarquia III, e 8,5% da hierarquia IV, que totalizam 142 atrativos.

O Estado conta com três atrativos da hierarquia II que são: (i) o Parque Nacional do Araguaia, (ii) a Ilha do Bananal em seu conjunto, (iii) as oportunidades de observação da flora e da fauna associada à Mata Tropical de Terras Altas, de Savana ou Cerrado, de Pantanal, nos lagos de Araguacema e Caseara que integram um quarto ecossistema.

Este produto de grande interesse para o mercado do ecoturismo, se complementa com outros destinos na Região de Palmas com a Reserva Ecológica da Serra de Lajeado, além de outros na Região do Bico de Termas e Gerais, que em conjunto reúnem 51 atrativos da hierarquia IV.

 

f) Estado do Maranhão

 

O Maranhão reúne 161 atrativos que representa 7,3% do total, para qual se deve fazer a ressalva que só considera 50% de seu território, na medida que o resto pertence à PRODETUR do Nordeste. Em conseqüência, na parte assinada como integrante da Amazônia Legal, foi estimado que reúne dois atrativos da hierarquia II que representam 5,9% complementando-se com 64 (12,6) da hierarquia III e 5,7% dos de menor hierarquia, que são em torno de 95 recursos adicionais.

O Estado do Maranhão conta com dois atrativos da hierarquia II que são: (i) o Centro Histórico de São Luis e sua área de influência com atrativos naturais como unidades de conservação e praias no litoral Atlântico, (ii) o Centro Histórico de Alcântara e seu entorno.

Ambos atrativos se complementam com outras áreas de grande interesse ecológico como são: (i) a costa oeste e a Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses, (ii) a Baixada Maranhense que apresenta oportunidades de observação da flora e fauna do sistema do Pantanal e oportunidades da pesca e (iii) a área de Carolina de transição entre o Mata Tropical e Planalto.

O Maranhão conta com 64 atrativos da hierarquia III e 95 atrativos da hierarquia IV, que integram e consolidam um produto de grande interesse que poderia operar de forma conjunta com o Estado do Pará e Tocantins.

 

g) Estado Rondônia

 

No Estado de Rondônia foram registrados 148 atrativos, que significam 6.7%. Por outro lado, Rondônia agrupa 5.9% dos atrativos da hierarquia II, com o total de dois atrativos, que se complementam com 64 recursos (12,8%) da hierarquia III e 4,9% da menor hierarquia, em torno de 62 recursos adicionais.

Em função destes dados, se localizaria em uma mesma posição que o Estado do Maranhão, sendo que este último, considerando o Estado em seu conjunto, amplia seu patrimônio, com a incorporação do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que se localiza sobre a costa leste e não se incorpora dentro do território da Amazônia Legal.

Por outra parte, Rondônia conta com dois atrativos da hierarquia II, que são: (i) o Parque Nacional de Pacas Novas e (ii) a Reserva Biológica de Guaporé, ambos de grande interesse para o mercado do ecoturismo.

É importante destacar, que este Estado agrupa um número importante de áreas ecológicas de Cerrado ou Savanas, da Selva Tropical de Terras Altas e, inclusive, apresenta áreas de transição de características similares ao Pantanal na área de influência de Costa Marques, como também altas montanhas e serras em Pacas Novos. Os sítios mencionados reúnem excelentes condições de observação da flora e fauna, dos quais se sobressai Caçaulandia, que se encontra em um dos primeiros lugares do mundo para a visualização de aves e mariposas.

O Estado conta com numerosas áreas protegidas, tanto dependentes do IBAMA como do Estado, que em muitos casos se encontram próximos aos principais centros urbanos com: (i) a Floresta Nacional do Jamari, (ii) Parque Municipal de Porto Velho, (iii) a Reserva Biológica de Cuniá, (iv) a Reserva Biológica de Jarú, (v) a Reserva Biológica de Pedras Negras, (vi) o Parque Natural Pimenta Bueno, (vii) o Parque Municipal de Cacoal, etc., que embora tenham a hierarquia III, poderiam constituir um excelente produto para o turismo orientado para natureza em seus diferentes segmentos, sempre e quando se concluam as ações para sua valorização.

Em adição ao anterior existem o sistema hidrográfico do Rio Madeira e o Guaporé, numerosas quedas de água e corredeiras, etc.

Rondônia conta com 64 atrativos da hierarquia III e 62 da hierarquia IV, dentro dos quais se encontram os atrativos mencionados anteriormente.

 

h) Estado de Roraima

 

O Estado de Roraima conta com 75 atrativos que representa 3,4% do total.

Roraima ocuparia uma oitava posição, considerando que os atrativos da hierarquia II representam 5,9% com um total de dois recursos, complementados com 25 atrativos (5,0%) da hierarquia III e com 48 (2,9%) na hierarquia IV.

O Estado conta dois atrativos da mais alta hierarquia, que são: (i) Parque Nacional do Monte Roraima, (ii) a Estação Ecológica da Ilha de Maracá.

Como no caso de Rondônia, estes arquivos se complementam com as oportunidades de observação da flora e da fauna de áreas de grande interesse ecológico, que pertencem ao Cerrado ou Savana com a flora de campos limpos e sujos, o Cerrado e o Cerradão, ao que se soma o ambiente da Flora Tropical de Terras Altas e Várzeas do Rio Branco, entre Caracaí e a desembocadura no Rio Negro.

Por outro lado, é importante destacar o eixo que se encontra entre a fronteira de Venezuela e Boa Vista e a Estação Ecológica de Caracaraí, onde se localizam numerosos atrativos naturais e culturais, que complementam aqueles de mais alta hierarquia.

Em síntese, aos atrativos da hierarquia II se devem integrar 25 da hierarquia III e 142 da hierarquia IV, que complementam e diversificam o produto.

 

i) Estado do Acre

 

O Acre conta com 130 atrativos que representa 6.1% sobre o total.

Por outro lado, reúne 5,9% dos atrativos da hierarquia II, igual Rondônia, Roraima e Maranhão, complementando-se a oferta com 14 atrativos da hierarquia III, que representam 2,8% e com 114 atrativos (6,8%) da hierarquia IV.

O Estado conta com dois atrativos da hierarquia II, que são: (i) a Reserva Extrativista Chico Mendes, que se complementa com outras existentes no Estado e (ii) o Parque Nacional Serra do Divisor.

A primeira que se poderia dirigir ao mercado europeu de ecoturistas, no médio prazo, aproveitando a imagem de Mendes, em particular na Alemanha, nos segmentos de maior consciência ecológica.

Ambos atrativos se complementam em torno de 14 atrativos da hierarquia II e 114 da hierarquia IV, que poderiam estruturar um projeto de interesse para o mercado nacional em escala local e regional, já que reúne numerosas oportunidades de compras em diferentes pontos da fronteira, várias praias, etc.

As cifras manejadas se refletem nos seguintes quadros:

 

SÍNTESE DOS ATRATIVOS DA REGIÃO AMAZÔNICA LEGAL SEGUNDO CATEGORIAS

 

 

Municípios                    A1                           A2                    A3                  A4                  A5             TOTAL (18)

Atrativos Históricos Folclore (17) Realiz. Eventos  IENT / TEC.

 

C

%

C

%

C

%

C

%

C

%

C

%

ACRE

67

4.6

53

14.9

06

1.9

02

3.9

02

5.0

130

6.0

AMAPÁ

35

2.4

19

5.4

08

2.5

04

7.8

01

2.5

67

3.0

AMAZONAS

88

6.1

21

5.9

19

6.0

09

17.6

02

5.0

139(19)

6.3

MARANHÃO

60

4.2

59

16.6

38

12.0

-

-

04

10.0

161

7.3

M.GROSSO

126

8.7

39

11.0

27

8.5

01

2.0

10

25.0

203

9.2

PARÁ 1(20)

199

13.8

56

15.8

44

14.0

13

25.5

04

10.0

306

14.3

PARÁ 1(21)

608

42.2

56

15.8

87

27.4

12

23.5

06

15.0

769

34.9

RONDÔNIA

102

7.1

22

6.2

20

6.3

03

5.9

01

2.5

148

6.7

RORAIMA

49

3.4

12

3.4

09

2.8

01

2.0

04

10.0

75

34.

TOCANTINS

108

7.5

17

4.8

59

18.6

06

11.8

06

15.0

196

8.9

 

TOTAL

442

100

354

100

317

100

51

100

40

100

2204

100

PERC.

65.4

-

16.1

-

14.4

-

2.3

-

1.8

-

100

-

Fonte: Anexo I: Inventário e Registro de Atrativos da Região Amazônica Legal.

Elaborado por Programa de Assistência Técnica SUDAM/OEA (DDRMA).

 

 

INVENTÁRIO DE ATRATIVOS SEGUNDO CATEGORIAS E

HIERARQUIAS PARA A REGIÃO AMAZÔNICA LEGAL

 

 

CATEGORIAS    Nº ATRAT          %                   HIERARQUIA

                     I                   II                   III                   IV

ACRE

130

6.0

02

5.9

014

2.8

114

6.8

AMAPÁ

067

3.0

04

11.8

026

5.2

037

2.2

AMAZONAS

139(22)

6.3

09

26.4

094

18.9

036

2.2

MARANHÃO

161

7.3

02

5.9

064

12.8

095

5.7

M. GROSSO

203

9.2

04

11.8

072

14.5

127

7.6

PARÁ 1

316

14.3

05

14.7

061

12.2

250

14.9

PARÁ 2

769

34.9

01

2.9

027

5.4

741

44.3

RONDÔNIA

148

6.7

02

5.9

064

12.8

082

4.9

RORAIMA

065

3.4

02

5.9

025

5.0

048

2.9

TOCANTINS

196

8.9

03

8.8

051

10.2

142

8.5

 

TOTAL

2204

100

34

100

498

100

1672

100

%

100

-

1.6

-

22.6

-

75.8

-

Fonte: Anexo I, Registro e Inventário de Atrativos da Região Amazônica Legal.

Elaborado por: Programa de Assistência Técnica SUDAM/OEA (DDRMA).

 

TURISMO    

 

Ecoturismo – Manaus

 

A Amazônia que sempre fascinou pela sua grandiosidade, seu mistérios e beleza, estende-se por nove países da América Latina, sendo que 60% de toda a sua área está em terras brasileiras. As pesquisas revelam segredos cada vez mais surpreendentes sobre a maior reserva de floresta tropical do mundo. Esse rico patrimônio de biodiversidade, único, heterogêneo, pouco acessível em muitas áreas e, em alguns trechos, nunca visitado pelo homem, dificilmente terá todo o seu enigma desvendado neste novo século.

“A maior celebração da diversidade do planeta” – uma definição do pesquisador americano Michael Goulding – possui entre 5 e 30 milhões de plantas diferentes, das quais apenas 30 mil foram estudadas; alguns milhões de insetos; e 324 espécies de mamíferos. Por ali corre ainda um quinto da água doce do planeta, abrigando o maior número de espécies de peixes que tem conhecimento. A cem quilômetros de Manaus, estão as Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos de água doce do mundo, com 400 ilhas cobertas de floresta virgem na vazante, em outubro, surgem praias e labirintos cheios de canais.

Esse berçário de vida, de 5,1 milhões de quilômetros quadrados, merece o nosso respeito.

Tudo aqui é prodigioso, mas nem sempre preservado. O turismo ecológico vem se constituindo numa das melhores opções para explorar economicamente a região, sem devasta-la. O Estado do Amazonas está desenvolvendo atividades neste sentido, atraindo ecoturistas americanos, europeus e japoneses. A melhor temporada acontece nos meses de junho e julho, quando os dias são mais ensolarados e os rios estão cheios, permitindo o acesso de barco a regiões belíssimas na floresta.

Na margem esquerda do Rio Negro, Manaus é o portão de entrada da Amazônia. Seus legados históricos datam do período entre 1890 e 1920, época áurea da exploração da borracha, quando arquitetos, urbanistas e paisagistas do Velho Mundo projetaram essa cidade de perfil europeu no meio da selva. O porto flutuante, que acompanha a enchente e a vazante dos rios, foi totalmente importado da Inglaterra, assim com vários prédios públicos. O Teatro Amazonas, inaugurado em 31 de dezembro de 1846, é um símbolo desse período de riqueza.

Não muito longe de Manaus estão os rústicos e confortáveis hotéis de selva, ou lodges com são conhecidos, onde se convive de perto com a vida selvagem, seu sons, cheiros e sabores peculiares.

Barcos transportam os hóspedes, através de igarapés, onde começa a se desenrolar a surpreendente experiência na selva amazônica. Os hotéis de selva incluem, em seus pacotes, passeios em canoas a motor pela mata alagada, caminhadas pela floresta, observação de jacarés, pesca esportiva e visitas a aldeias que vendem o artesanato da região. Bill Gates, Kevin Costner, Silvester Stalone, Julia Roberts, Jacques Villeneuve e Emerson Fitipaldi são alguns dos que já apreciaram os encantos de se hospedar na mata.

O sabor da terra vem das águas do Rio Amazonas e seus afluentes: é peixe na sopa, no pirão, no bolinho, na moqueca, na caldeirada, servido assado, cozido, ensopado ou grelhado, com temperos provocantes e aromáticos. Entre eles está o tambaqui temperado apenas com sal grosso e assado na brasa; uma moqueca preparada com postas de tucunaré ou surubim, servida com pirão do caldo da cabeça do peixe e farinha de mandioca; o pirarucu de casaca, preparado com postas de pirarucu seco, farinha uariní, fatias de banana pacova, fritas, azeitonas pretas, uva-passa, ameixa seca, pimenta de cheiro, cheiro-verde, azeite português, cebola, pimentão e tomates picados; o bodó, servido em caldeirada com pirão de farinha de mandioca e molho de pimenta murupí com caldo de tucupi. E como todo o turista que vai a Manaus, é impossível deixar de provar o tacacá, tradicional sopa indígena servida bem quem em cuia feita por índios ou caboclos da região, e que, na verdade, é um caldo do tucupi, misturado com um pouco de goma, folhas de jambú (que dá a sensação de leve dormência na língua), camarão seco e pimenta regional a gosto.

E há também os refrescantes sucos do energético guaraná, açaí, graviola, acerola, taperebá (com alto teor de vitaminas A e B), camu-camu (rico em vitamina C, superior a todas as frutas já pesquisadas no mundo) e do famoso cupuaçu. As sobremesas e doces, também baseados em frutas, principalmente de cupuaçu, são servidos sempre muito gelados na forma de cremes, pudins, tortas e sorvetes. Há ainda a tapioca, bolo de macaxeira, milho ou pupunha, cuscuz, coalhada, mingau de banana, mungunzá – mingau de milho branco – tudo isso e muito mais acompanhando o café da manhã, uma das refeições mais valorizadas pelos amazonenses.

 

TURISMO

 

WORLD TOURISM ORGANIZATION – Código Global de Ética para Turismo