RIOS

 

A origem do Rio Amazonas

 

Origem do Rio Amazonas é confirmada com tecnologia de satélite

 

Um grupo de pesquisadores da National Geographic Society confirmou que a nascente do rio está situada em um fio de água que começa em Nevada Mismo, uma montanha de 5.600 metros de altura, ao sul do Peru

 

WASHINGTON – Pesquisadores, utilizando tecnologia de satélite, conseguiram localizar a fonte de origem do Rio Amazonas em uma montanha ao Sul do Peru, segundo publicou a National Geographic Society nesta quinta-feira.

 

Um grupo de pesquisadores da sociedade confirmou que a nascente do rio está situada em um fio de água que começa em Nevada Mismo, uma montanha de 5.600 metros de altura, situada no Sul do Peru.

 

Uma expedição realizada em 1971 identificou a montanha como a fonte primária do Amazonas, mas outros pesquisadores disputaram essa descoberta.

 

O grupo de 22 pesquisadores científicos da expedição da National Geographic usou o equipamento chamado de Global Positioning System (GP, sistema de posicionamento global) em julho passado, para traçar o percurso da corrente de água que surge na montanha até um afluente do rio.

 

"O resultado da viagem é um mapa muito confiável das origens do Amazonas que determina as fontes do rio", afirmou Andrew Pietowski, professor de Nova York, que dirigiu a expedição.

 

O Amazonas, segundo maior rio do mundo depois do Nilo, tem uma extensão de 6.440 km, desde a cordilheira andina do Peru até o oceano Atlântico, no Norte do Brasil. 

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Nossos caminhos naturais

 

Rio Amazonas: Nasce a 5.300 metros de altitude, na montanha Nevado Mismi, nos Andes peruanos, Já reconhecido pela National Geographic Society e pelo Instituto de Pesquisa Espaciais de São José dos Campos, São Paulo(INPE) como o maior rio do mundo, tanto em extensão - com 6.885 km, 214 km a mais que o Rio Nilo, que era considerado o mais extenso- como em volume d'água, pois despeja no mar cerca de 200.000m³ de água por segundo, o equivalente a um quinto de todos os rios do planeta. Até chegar à denominação de Amazonas, os rio é chamado de Apurimac, Ucayali e Solimões. Típico rio de planície, o Amazonas tem seu curso em três países- Peru, Colômbia(em curtíssimo trecho) e Brasil- cortado o Pará no sentido Oeste- Leste. No território paraense ele recebe vários dos seus 1100 afluentes, como Tapajós e Xingu pela margem direita, e Nhacundá, trombetas, Paru e Jari pela margem esquerda. Na foz do Amazonas, que mede cerca de 149.000km², ficam os rios Pará, Tocantins e Capim. Após seu longo percurso, o Amazonas protagoniza um dos maiores fenômenos hidrográfico da região: a pororoca- o estrondoso encontro das águas do oceano com as águas dos rios que provocam um barulho ouvido a quilômetro de distância. A pororoca acontece quando grande ondas(vagalhões), de 1 a 4m de altura, invadem as águas fluviais. Durante as marés de águas vivas(sizígia) que ocorrem nas luas Novas e Cheia.

 

RIO TAPAJÓS: Afluente do Rio Amazonas, nasce do encontro dos rios Juruena e São Manuel(também conhecido como Teles Pires) na divisa dos Estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso . Com 1992km de extensão, entre seus principais afluentes está o Rio Arapiuns. Suas águas, de coloração azul- esverdeada, constituem-se em atração turística. Devido às diferenças de composição, densidade e temperatura, as águas do Tapajós não se misturam com as águas do Amazonas, provocando o fenômeno conhecido como "encontro das águas", que pode ser visto em frente à cidade de Santarém.

 

RIO ARAGUAIA: com 2.627km de extensão, nasce no morro vermelho da Serra Selada, na divisa dos Estados do Mato Grosso e Tocantins. Correndo em direção SO-NE deságua na margem esquerda  do Rio Tocantins. Pela margem esquerda tem os seguintes afluentes: rios das Mortes ou Manso, das Garças, Barreiros, Cristalino e das Vertentes. Pela margem direita, rios do Peixe, Formoso, Xavante, Água Limpa, Vermelho, .Caiapó e das Lontras. O Araguaia é famoso pela beleza das inúmeras praias que se formam ao longo do seu curso, na época de  estiagem.

 

RIO TOCANTINS: Formado pelos rios Maranhão e Paranã, nasce na serra do Pireneus, em Tocantins. Juntamente ao Araguaia, próximo ao município de  Marabá, e deságua no Oceano Atlântico, formado o estuário do Rio Pará, às proximidades de Belém. Pelo canal de Tagipuru comunica-se como o Rio Amazonas. Seus principais afluentes pela margem direita são os rios Manuel Alves da Natividade, Sono, Manuel Alves Grande e Farinha; e pela margem esquerda são os rios Santa Teresa, Itacaiúnas e Araguaia(seu maior afluente).

 

RIO NHAMUNDÁ: também conhecido por Jamundá ou Cumuri, é afluente da margem esquerda do Amazonas. Divide os Estados do Pará e do Amazonas. Nasce na Serra de Acaraí, descendo primeiro na direção Norte- Sul para depois mudar o rumo de Noroeste para Sudeste. No curso superior forma várias cachoeira, para depois entrar num vale longo e plano. Durante o trajeto passa por inúmeras ilhas, num trecho que atinge cerca de 200m de largura. No curso inferior suas margens ficam bastante elevadas. Abaixo as confluência com o Rio Paracutu, atinge uma largura considerável, formado um lago que ultrapassa 40km de comprimento e 4km de largura. O Nhamundá  tem seu leito arenoso e águas claras. Seus principais afluente da margem esquerda é o Rio Paraná- Pitinga, onde há inúmeras cachoeiras.

 

RIO TROMBETAS: Afluentes da margem esquerda do Rio Amazonas. Nasce na fronteira do Brasil com a Guiana, e em sua formação recebe águas dos rios Mapuera, Cachorro e Erepecuru, seus principais tributários. Ele tem sua cabeleira no Rio Curucuri, descendo da Serra do Curucuri com o nome de Rio Cafu. Só passa a se chamar Trombetas a partir do encontro com o Rio Wanamu (que desce da Serra de Tumucumaque). Também é conhecido como Rio Uaiximana e Oriximiná. Com cerca de 750km de extensão é largo, profundo e navegável, por embarcações de até 500 toneladas, numa extensão de 230 km. Nesse trecho navegável suas margens apresentaram terrenos planos, onde se formam vários lagos. Suas foz fica em frente à cidade de Oriximiná, onde se junta ao Paraná de Sapucuá, cujo prolongamento é chamado de baixo Trombetas. Após o encontro com o Paraná Sapucuá, chega a atingir até 1.800 m de largura, tendo seu leito dividido por várias ilhas estreitas e compridas, como a Ilha da Jacitara. Depois estreita- se, não ultrapassando 400 m de largura, até atingir sua primeira cachoeira, a conhecida Cachoeira Porteira.

 

RIO XINGU: Afluente da margem direita do Rio Amazonas é navegável em apenas 900 km. Nasce no Planalto do Mato Grosso, na parte ocidental da Serra do Roncador, sendo formado pela junção dos rios Ronuro, Batovi e Culuene. Corre ente os rios Tapajós e Tocantins num vale estreito, na direção Sul- Norte. Com 1980 km de extensão, é um rio de águas claras. Seu curso é sinuoso até desaguar no Amazonas, na cabeça do estuário. Próximo da foz, através de um vasto emaranhado de ilhas e enseadas, alarga-se num lençol de água semelhante a um lago. Mas, ao longo de seu curso, estreita- se rochoso, com cachoeira que às vezes atingem mais de 50 m. Em sua margem esquerda fica a cidade de Altamira. No Pará seu principal afluente é o Rio Iiriri. Foi descoberto, em 1884, pelo explorador alemão Carlos Von den Steinen.

 

RIO CAPIM: Nasce a oeste da serra dos Coroados e desemboca do Rio Guamá. Um do formadores da Baía do Marajó, tem um curso sinuoso, superior a 1.000 km. É considerado um rio ligeiramente estreito, mas tem um volume de descarga superior ao Rio Guamá. Navegável em quase todo o seu custo por embarcações de pequenos porte, apresenta apenas uma cachoeira, que desaparece na época chuvosa.

 

RIO JARI: Com cerca de 800km de extensão o Rio Jari nasce na Serra do Tumucumaque e deságua no estuário do Rio Amazonas, em frente ã Ilha Grande de Gurupá. Apesar de largo, o Jari é difícil de ser navegado de vido às inúmeras cachoeiras existentes ao longo de seu curso. Destacam- se as cachoeiras da Pancada, com cerca de 20 m, e do Desespero, com 26 m. A mais bela é a de Santo Antônio, na divisa com o Amapá. Entre seus afluentes da margem esquerda estão os rios Apaouani(ou Mapaoni), o Kou(ou Rouapir) e o Iratapuru.

 

RIO PARÁ: Nasce na região das ilhas e deságua entre o Cabo Maguari e a ponta Curçá. Um dos principais formadores da Baía do Marajó, o Rio Pará recebe a vazão dos rios Anapu- Pacajá, Jacundá, Araticu, Cupijó, Tocantins, Moju, Acará e Guamá. Através do estreito de Breves, une- se ao Rio Amazonas, separando a Ilha do Marajó do continente. Da foz do Tocantins segue até o estuário do Amazonas, na direção Nordeste, até o Oceano Atlântico. Na margem esquerda tem a costa da Ilha do Marajó e na margem direita várias ilhas, separadas do continente por furos, e a cidade de Belém. 

 

RIO MOJU: Na língua Tupi, significa "Rio das Cobras". Nasce na Serra da Desordem e desemboca no Rio Pará, formando com o Rio Guamá a Baía do Marajó. Tem mais de 800 km de extensão e sua largura, na confluência com o rio Acará(a 24 km de Belém), atinge 500 m. É navegável até suas cabeceiras por embarcações de pequenos porte. Durante o fenômeno das marés de sizígia, acontece em suas margens a pororoca. Sua primeira cachoeira é encontrada a 630 km acima do ponto de encontro com o Tio Acará. Seu principal afluente é o Rio Cairari.

 

RIO GUAMÁ: Afluente do Rio Pará, tem 700 km de extensão. Nasce na serra dos Coroados, correndo na direção Sul- Norte até a cidade de Ourém, situada em sua margem direita. Seguindo para o Oeste, encontra-se com o Rio Capim. É navegável por pequenas embarcações até sua primeira cachoeira, a 225 km de Belém. Na sua foz, na Baía do Guajará, atinge 900 km de largura.

 

IGARAPÉS: Os furos e igarapés também têm grande importância dentro desse verdadeiro complexo hidrográfico. O futuro é um canal, sem correnteza própria, que corta uma ilha fluvial- como os furos de Breves, do Combu, da Onça, da Paciência e das Marinhas. Liga braços de rios no meio de planícies à beira de rio com lago de várzea, dois lados de várzea e um Paraná com o rio principal ou uma depressão de lago de várzea. O igarapé é um riacho pequeno, que em seu baixo curso cruza floresta de várzea. Geralmente os igarapés fluem por túneis de vegetação e apresentam águas escurecidas, devido à quantidade de sedimentos depositados nos leitos e por receberem pouca luminosidade solar. O termo vem dos vocábulos indígenas "igara"(que é a embarcação escavada num único de árvore) e "apé ou pé"(que significa caminho). Os "caminhos de canoa" foram fundamentais na ocupação da região pelos Índios, e até hoje participam diariamente do dia- a- dia dos habitantes de suas margens.

 

POÇÃO: localizado em Santarém, é um lago de várzea que serve de limite com Óbidos e Juruti.

 

SAPUCUÁ: um dos maiores lagos de terra firme do Estado, com cerca de 30 km de comprimento por quase 8 km de largura. Localiza-se entre as cidades de Óbidos e Faro, desaguando no Paraná de Faro.

 

IPUAPIXUNA: localizado próximo à cidade de Óbidos, é um lago de terra firme. 

 

 RIOS -  Amazonas   

 

 

RIO AMAZÔNAS / Ilha Marajó

 

Num único dia, o Amazonas despeja no Oceano  Atlântico mias água do que toda a vazão do Rio Tâmisa, em Londres, durante um ano inteiro. Só a Bacia do Rio Negro, um dos afluentes do Amazonas, tem mais água doce do que toda a Europa.

        

O volume de terra que o Rio Amazonas joga no mar é tão grande que, graças a esses sedimentos, o litoral da Guiana Francesa e do Amapá está crescendo. Esse crescimento, ainda não medido, já aparece em imagens de satélites.

 

Os rios escuros, como o Negro, são muito mais bonitos, mas a água é ácida e pobre em nutrientes. Apenas 5% dos peixes vendidos em Manaus vêm do Rio Negro, que banha a cidade.

 

 

RIOS - Amazonas                

 

Situação  e Características Geográficas

 

A Bacia Amazônica, com seus quatro milhões de quilômetros quadrados, possui características extraordinárias, em termos geográficos. Um hidrólogo diria: "'é o maior complexo fluvial do mundo".

Um geólogo, considerando-a segundo  seu próprio ponto de vista, a definiria como: "a maior bacia sedimentar do planeta ". Segundo um biólogo, seria : "o maior ecossistema florestal de toda a biosfera ".

Quando se observa o mapa daquela região, montado a partir de imagens de satélite ou por radar, tem-se a nítida impressão de que uma grande rachadura, com inúmeras trincas menores e convergentes, teria ocorrido, em virtude de qualquer acidente ao, longo da linha do equador, estendendo-se desde os paredões  abruptos da cordilheira dos Andes até o oceano Atlântico. Por essa "rachadura" correm 175 milhões de litros de água a cada segundo, o que corresponderia a um tráfico absurdo e inimaginável  de 500 milhões de gigantescos caminhões, por dia, transportando água para o oceano!

Em relação ao total de água doce por todos ao rios do mundo, a contribuição do Amazonas nada menos que uma Quinta parte! Isso porque, além de drenar uma porção muito grande do continente, essa área, situada aos lados da linha  do equador, se caracteriza como uma das mais chuvosas do mundo. Não é lenda, pois, a idéia difundida através da literatura ( como o livro Galera de Chancelor, de Júlio verme) segundo a qual o oceano possui águas doces até muitas dezenas de quilômetros de distante da foz do rio!

 

Origem do grande rio

 

A idéia de uma rachadura é, entretanto, apenas ilusória. O rio Amazonas não é, como muitos outros, um rio de falha isto é, uma depressão originada por um afundamento brusco do terreno geológico de modo a criar uma calha que passa a drenar a área. Esse é o caso, por exemplo, do rio Paraná. O Amazonas, pelo contrário, é o que restou de um mar: um profundo golfo, encaixado entre dois grandes escudos cristalinos, isto é, duas plataformas formadas de rochas primitivas, graníticas, um ao norte (o chamado Escudo das Guianas)  e outra ao sul (escudo do Brasil central). E, o que quase fico, sendo fechado do lado Atlântico pelo escudo africano que, nessa época, ainda não de destaca da América! De fato, as perfurações realizadas no solo de toda a Bacia revelam, abaixo dos depósitos sedimentares de origem fluvial, extensos sedimentos marinhos de enorme espessura. Esse sedimentos chegam até à superfície atual, nos locais mais elevados, em ambas as margens do rio, onde não puderam ser muito longamente inundados pelas águas fluviais. Isso se observa, curiosamente, nas porções do Amazonas situadas "abaixo" de Manaus (entre Manaus e o oceano) que, primitivamente, eram as partes mais "altas" do rio .

Alguns interessantes processos dinâmicos ocorridos na crosta terrestre modificaram esse panorama. Há de 100 milhões de anos, no Período Carbonífero, houve um levantamento do continente. Como conseqüência, o mar "afastou-se" , na medida em que áreas muito baixas se elevaram a poucos metros acima da superfície oceânica, fenômeno dominado regressão marinha. O leito primitivo da enorme depressão, elevando-se acima do nível domar, deixou de constituir um golfo; porém, sendo mais baixo que o restante da superfície terrestre, passou a receber todas as águas de chuvas provenientes da drenagem parte do continente. Nessa condições, o antigo mar interior passou a constituir um verdadeiro e imenso rio correndo na direção do oceano Pacífico. Em seguida (há menos que 70 milhões de  anos) o continente africano se separou do nosso, encurtando a distância, a leste, até o oceano Atlântico. Mas só bem tarde, há cerca de 12 milhões de anos, já no Terciário , a elevação da cordilheira dos Andes uma imponente barreira no lugar onde existiam depressões e mares internos, bloqueou a saída do rio para o Pacífico, obrigando-o a fluir em direção contrária, para despejar no oceano Atlântico, como faz até hoje.

Todos esses episódios de forma extremamente lenta, ao longo de muitos milhões de anos. Assim, em vários períodos como por exemplo após o 'fechamento" pela cordilheira dos Andes e antes que o rio "transbordasse" para o Atlântico - houve a formação de enormes lagos, ocupando quase toda área da atual bacia hidrográfica. Durante esses longos períodos de águas paradas, imensas quantidades de materiais em suspensão, ou transportadas pelas chuvas ao escorrer pelas superfícies de solo, foram precipitadas acumulando-se no fundo dos lagos, vindo a constituir os terrenos sedimentares, com centenas de metros de espessura em alguns pontos (os sedimentos originados de água doce chegam a medir 300 metros de espessura e os de origem marinha, mais abaixo, até 3.000 metros). Com a abertura para o lado do Atlântico, formando a atual foz, as águas represadas se  escoaram, as terras secaram e esse solo sedimentar passou progressivamente a ser povoado pela vegetação que, cada vez mais adaptada às condições locais, transformou- se na atual floresta amazônica. Percebemos, assim,  que o conceito de 'maior complexo fluvial" coincide com os de "maior bacia sedimentar"; na verdade se interligam, sendo devidos às mesmas causas primárias: uma coisa não poderia existir sem a outra.

O rio Amazonas, que constitui o eixo principal ou espinha dorsal desse pujante sistema fluvial, na verdade é divido, pelos geógrafo, em três segmentos principais: o primeiro, cujas nascentes se encontram nos Andes peruanos , é chamado rio Marañon .

Logo ao entrar no território brasileiro, após transpor as fronteiras  do Peru e Colômbia, inicia-se o segundo segmento, que toma o nome de rio Solimões. Finalmente, ao receber o grande rio Negro, em frente de Manaus, é que se inicia o verdadeiro rio Amazonas, o terceiro segmento, até desembocar no Atlântico. Em cerca de 10500 quilômetros de extensão de sua parte baixa, o rio apresenta 4 a5 quilômetros de largura média,  sendo que em suas porções mais largas a nossa visão  não alcança a outra margem, por causa da Terra. No famoso estreito de Óbidos, trecho em  que o rio, a meia distâncias entre Manaus e a embocadura, se estreita violentamente formando um “cintura” de 1.500 metros, sua profundidade atinge os 100 metros.

Esse complexo sistema de rios, em geral muito tortuosos por causa da planura do terreno (que desce apenas 15 metros em1.500quilômetros de percurso ou 65 metros desde a fronteira com o Peru, a 3.000 quilômetros ) drena uma are de sete milhões de quilômetros quadrados, a qual recebe a denomina’vão geral de Amazônica e que, em sua maior parte (67%) é território brasileiro. Cinco dos sete milhões de quilômetros quadrados são cobertos pela floresta amazônica.

 

O complexo amazônico

 

Os primeiros que se aventuraram a sobrevoar a floresta, nos primeiros deste século, como escritor Afrânio Rangel, que vista de cima ela se assemelhava a uma placa de bolor, verde , cortada por veios sinuosos. De fato, esta é a impressão que temos, ainda hoje, quando viajamos de avião por sobre as áreas ainda não devastadas da região: um verdadeiro tapete verde e fofo, uma superfície apenas rugosa , mas perfeitamente plana, estendendo-se a perder de vista.  Os pilotos de pequenos aviões têm medo de perder-se nessa paisagem sempre igual, e por isso procuram seguir o trajeto sinuoso dos rios conhecidos

 Mas a planura dessa superfície verde também é enganadora ,tendo sempre dado a impressão, aos exploradores aéreos, de que a superfície do solo fosse plana e uniforme. Na verdade, a topografia é freqüentemente ondular, por baixo das espessas copas das árvores que, de forma características, se tocam  umas  às outras e até mesmo emaranham seus ramos entrelaçados, formando como que um único dossel de folhas, um verdadeiro teto verde fazendo sombra e obscurecendo o ambiente da mata. Alguns grandes projetos na Amazônia foram seriamente dificultados por esse erro fatal a respeito da característica topográfica do solo.

Alguns números e comparações  poderão, finalmente, dar uma idéia mais profundada da grandiosidade desse importante sistema geográfico: o rio Amazonas lança ao Atlântico, em um só dia, quase o mesmo volume de água que o Tâmisa (Inglaterra) em um ano, o Mississipi (Estados Unidos) em 12 dias ou rio Congo (África) em 5 dias. Sua profundidade máxima (na cidade de Óbidos) é de 100 metros e a média, de 40 a50 metros, é extraordinária para um rio de tão pouca declividade, significando que seu leito se encontra muito abaixo do nível do mar, só pode ser explicado pelo fato de Ter constituído antes um grande mar. Mas os sedimentos formados pelo primitivo mar, depois pelo próprio rio atingem, na ilha de Marajó, a incrível profundidade de3.850 metros!       

 

RIOS - Comentário     

 

Origem da água

 

A explicação científica para a delicada combinação de fatores que resultaram no milagre da vida

 

Durante os primeiros milhões de anos do Universo, imensas nuvens de hidrogênio dispersas pelo cosmos se adensaram até atingir concentrações de várias centenas de milhares de partículas por centímetro cúbico. Sua temperatura ultrapassava centena de milhares de graus. Eventualmente acendiam fornalhas celestes. Eram as primeiras estrelas. Só existiam no cosmos os dois elementos mais simples: hidrogênio e hélio. Todos os outros, como ferro, ouro, urânio e oxigênio, cuja combinação com o hidrogênio iria formar a água, foram fabricados no interior das estrelas.

Mais tarde, condições muito especiais facilitaram a união do hidrogênio ao oxigênio, na proporção de dois átomos de hidrogênio para um de oxigênio. As primeiras nuvens de água permaneceram na forma de vapor nas regiões periféricas das estrelas. E a água expandiu-se, depois, para todos os lugares. Com o nascimento dos planetas o vapor d’água ficou aprisionado nas entranhas desses novos corpos celestes. No sistema solar, somente um planeta - a Terra - parece ter reunido fatores (tamanho, força gravitacional e distância do Sol) em condições ideais para que a água pudesse se apresentar naturalmente em seus três estados (líquido, gasoso e sólido), tornando possível a vida no planeta.

 

 

Água: O combustível da vida

 

Substância primordial do Universo e fonte da vida, a água compõe 70% do planeta e, curiosamente, o mesmo percentual do corpo humano. A quase totalidade das águas que cobrem a Terra é a mesma desde a sua origem. A mesma em que os dinossauros se banhavam e bebiam, há bilhões de anos. Desde então, essas águas circulam, mudando de estado físico e de lugar, num ciclo que não se interrompe e no qual elas estão sempre se renovando e, por isso mesmo, mantendo generosamente, apesar do desperdício, da poluição e da contaminação promovidos pelo homem, a vida do planeta e dos seres que o habitam.

 

A água no corpo humano

 

A vida, que teve início no oceano, jamais se afastou da água. Ela é o alimento mineral mais precioso para os seres vivos, um componente fisiologicamente indispensável à vida. Quase 95% do feto humano é feito de água. No organismo adulto, devido ao desenvolvimento do esqueleto, formado em grande parte por matéria seca, essa porcentagem se reduz, embora continue sendo elevada: nunca inferior a 65%. Se não contivesse água, o corpo de um ser humano adulto não teria mais do que 60 centímetros de altura e pesaria aproximadamente 45 quilos. Mas existir vida nessas condições seria completamente impossível.

A água no corpo humano - assim como em outros animais e vegetais - não desempenha somente um papel estrutural, como componente obrigatório das células. Ela é o veículo que transporta substâncias dentro e para fora do organismo. Atravessa facilmente as membranas de todas as células e regula a temperatura corporal através da transpiração ou passando ao estado gasoso. Com a perda de um litro d’água, o organismo começa a sentir sede. A partir de dois litros, surgem algumas complicações - a fadiga é uma delas. Quando um ser humano perde cinco ou seis litros de água, passa a correr sério risco de vida. O homem consegue ficar a té 28 dias sem alimento, mas apenas três sem água.

Na criança, pode haver mais água. No velho, menos. É a falta de água que enruga a pele. Qualquer perda tem de ser reposta e o organismo sinaliza através da sede. Em condições normais, o homem perde aproximadamente 2,5 litros de água por dia - 0,4 litro quando expira; 1,2 litros ao urinar; 0,6 litro com a transpiração; e 0,1 a 0,3 ao evacuar. Diariamente, ele necessita de quase três litros d’água, quantidade que pode ser reposta através da ingestão direta (1,5 litro), dos alimentos (1,0 litro), e com a queima de açucares no organismo (0,35 litro).

 

Escassez que preocupa

 

Desperdício de água doce encarece e ameaça o abastecimento

 

A Terra tem aproximadamente 1,4 trilhão de quilômetros cúbicos de água. Pode parecer muito, mas não é. Desse volume, a maior parte está nos oceanos. Do total de água doce, só 1,5% está em rios, lagos e cursos d’água. A quase totalidade (97%) está em reservatórios subterrâneos que podem chegar a 800 metros de profundidade.

O uso irracional da água transforma o abastecimento - tanto residencial como industrial - em um dos grandes problemas mundiais. A explosão urbana desordenada dos anos 80 transferiu para metrópoles emergentes em todo o mundo, como São Paulo, Cidade do México e Beijing, uma preocupação típica de países do Oriente Médio e da Ásia: a iminência da escassez de água em condições de uso.

Nos últimos 50 anos, o consumo de água no mundo mais que triplicou. Nesse período, a Terra ganhou cinco bilhões de habitantes. O gasto per capita também cresceu. Hoje, as pessoas consomem em média 800 metros cúbicos de água por ano, 50% a mais do que 45 anos atrás. Estudiosos acreditam que nos próximos anos a água poderá ser alvo de disputas financeiras e o estopim de guerras, assim como ocorreu com o petróleo nos anos 70. Em alguns países, o custo da água já supera o do petróleo.

Mesmo num país de natureza pródiga como o Brasil, que detém 14% das águas doces do mundo, esse líquido que vale ouro pode se tornar mais caro e escasso. Só em Brasília, a oferta de água diminui um terço desde a sua fundação. Estima-se que, em todo o País, o desperdício alcance 40% do total consumido. Cada gota de água desperdiçada significa dinheiro jogado fora e mau uso das escassas fontes de água doce, tornando cada vez mais difícil e caro abastecer a população com água potável.  

 

Gotas de curiosidade

 

·         consumo total de água em uma cidade de grande porte, se dividido pelo número de habitantes, é estimado em 500 litros diários.

·         Uma pessoa gasta, em média, de 75 a 200 litros de água por dia em ingestão, cuidados pessoais, limpeza, preparo de alimentos.

·         A lavagem de carro com mangueira de jardim pode consumir até 600 litros de água.

·         Para produzir um litro de cerveja são necessários 30 litros de água, e para produzir uma tonelada de milho exige 1,6 milhão de litros de água.

·         Do total de recursos hídricos disponíveis no mundo, 69% destinam-se ao uso agrícola, 23% vão para as indústrias e 8% para o consumo doméstico.

·         Uma refinaria gasta, em média, de meio a um metro cúbico de água para processar um metro cúbico de petróleo.  

 

HIDRATE-SE

 

Manter o corpo hidratado é importante. Siga o programa abaixo para dar ao seu corpo a água de que ele necessita.

 

7 horas

Beba um copo* de água assim que sair da cama. Isso estimula o funcionamento do fígado e dos rins.

 

9 horas

Hora do segundo copo. Se for sair, leve uma garrafa de água

 

11 horas

Terceiro copo. Se estiver em local muito seco ou quente, beba dois

 

12:30

Beba outro copo meia hora antes do almoço

 

14 horas

Momento do quinto copo

 

16 horas

Pare para tomar outro copo

 

19 horas

Sétimo copo. Espere meio hora para jantar

 

21 horas

Último copo antes de ir para a cama

 

 

Água doente, vida em perigo

 

A água que chega pela torneira percorre um longo caminho: depois de ser captada em um manancial, é transportada por tubulações até uma estação de tratamento, e daí até um reservatório, de onde é distribuída. Geralmente, as águas que abastecem as cidades são captadas nos rios, mas em certas regiões brasileiras, como no Nordeste, a água subterrânea - retirada de fraturas e falhas de rochas - tem sido muitas vezes a única fonte de abastecimento.

Toda água depois de utilizada fica suja. Ela passa a transportar restos de alimentos, urina, fezes, resíduos e substâncias químicas. A água utilizada se transformou em água servida, ou esgoto, composto por 99,9% de água e 0,1% de sólidos dissolvidos em suspensão. É preciso coletá-lo e tratá-lo. O tratamento retira dele detritos, substâncias químicas e microorganismos, deixando as águas tão limpas quanto possível, antes de despejá-las nos rios e mares. As águas completam naturalmente o processo, graças à sua capacidade de autodepuração.

No Brasil, somente 10% do esgoto recebem tratamento adequado. O restante é despejado diretamente no solo, em cursos d’água ou valas que correm a céu aberto. Do total de domicílios urbanos, mais da metade (51,8%) não tem esgoto e outros 23,8% não dispõem de água encanada. Os 36 milhões de brasileiros que não recebem água em casa se abastecem em poços, rios ou outros mananciais próximos, cujas águas podem estar contaminadas ou poluídas. Os números desse triste desempenho se revelam no estado de saúde da população: 30% das mortes de crianças brasileiras com menos de um ano são causadas por falta de saneamento básico. Outro dado surpreendente é o percentual de internações no mundo vinculado à qualidade da água: 65% do total. Prova que esse alimento mineral precioso para os seres vivos é mesmo o combustível da vida.

 

 

RIOS - Comentário Geral 

 

O elementos naturais da Amazônia

Os rios e suas águas

 

De acordo com o aspecto de suas águas, os rios da Amazônia têm sido classificados em: rios de água brancas e rios de águas claras. Já Humboldt, navegando no alto rio Negro e em sua ligação com o Orenoco, tivera sua atenção fortemente despertada por essa acentuada coloração das águas da margem esquerda do Amazonas, entre o 3º e 4º graus de latitude norte, onde “a natureza renovou muitas vezes o misterioso fenômeno das chamadas águas negras”, com “a cor do café” ou o “negro da tinta” ou ainda “o amarelo do ouro, quando recolhidas num copo transparente”. O rio Negro, e outros rios de águas pretas, com nomes significativos, como o rio Urubu, nascem, realmente, no escudo cristalino das Guianas, como também no Brasil Central, seguindo seus cursos por áreas de relevo plano, pouco acidentado e onde não há muita erosão dos terrenos. Por conseguinte, suas águas, não carregando grandes quantidades de matérias em suspensão, não possuem turbidez: são transparentes, embora escuras como o “chá fraco”, por causa da grande quantidade de matéria orgânica dissolvida, adquirida ao atravessarem as densas zonas de mata pluvial. Sua coloração varia do marrom-oliváceo ao marrom-café, com uma transparência que permite enxergar até 2 a 3 metros de profundidade.

Os rios de águas brancas são os que nascem na cordilheira dos Andes, como o próprio Amazonas (cuja denominação indígena é Paranapitinga, que significa “rio branco” ), o Purus, o Madeira e o Juruá. São águas turvas, de cor levemente ocre ou leitosa derivada da intensa atividade erosiva que ocorre na cordilheira, nos períodos de chuva, fazendo com que o rio, com alta velocidade, transporte grande quantidade de material argiloso em suspensão. A maior parte desse material, rico em sais minerais, vai sendo depositado ao longo do trajeto dos rios, renovando a fertilidade das várzeas e formando bancos de lodo no meio do seu curso, nos locais onde o rio se alarga e as águas caminham com menor velocidade. Mercê do material calcário que dissolvem e carregam dos Andes, as águas brancas, ao contrário das pretas, apresentam reação neutra (pH 6,5 a 7,0) enquanto as pretas são fortemente ácidas. Sua transparência, porém, é muito menor, não se podendo enxergar além dos 50 centímetros de profundidade e ás vezes bem menos.

Os rios de águas claras são bem menos turvos e não possuem a pigmentação marrom; sua cor é verde-olivácea e sua transparência atinge 4,5 metros de profundidade, com um mínimo de 1,10 metros. Alguns são ácidos e pobres em sais minerais; outros são neutros e ricos, com elevadas concentrações de cálcio e magnésio. Os rios Tapajós e Xingu são dois grandes exemplos de rios de águas claras.

Como todas essa águas se misturam no caudal principal do Amazonas, esse rio vai sofrendo variações em sua composição, desde as nascentes até desaguar no oceano. O alto Amazonas é três vezes mais rico em sais minerais que a sua embocadura.

 

Os igapós

 

Um ambiente aquático muito peculiar à Amazônia, entretanto, é constituído pelos igapós ou áreas submersas durante o tempo das cheias, que se prolongam por quase metade do ano. Além de constituírem uma das paisagens mais típicas da Amazônia, no dizer do naturalista Alfred Russel Wallace, essas várzeas inundadas representam vastíssima área, variando entre 1,5 e 20 quilômetros de largura a cada lado do rio e estendendo-se por quase três mil quilômetros! Essas grandes extensões líquidas, de águas calmas e espelhadas, são quase inteiramente cobertas pelas copas das imensas árvores de uma flora também perfeitamente adaptada a essa condição de submersão periódica de seus troncos. “Quem segue por aí”- diz Wallace – “terá, por dias a fio, que achar o caminho por entre as árvores semiemersas, raspando o fundo da canoa nos troncos encobertos pelas águas, abaixando a cabeça para passar por debaixo das espinhentas folhas das palmeiras, agora ao nível da água, conquanto sejam sustentadas por caules de 40 pés de altura! Nesse intrincadíssimo labirinto, os índios acham seu caminho com infalível certeza. Baseando-se em insignificantes indicações fornecidas por galhinhos quebrados e lanhos nas cascas de árvores, eles seguem em frente por dias e dias seguidos, como se estivessem  em alguma estrada batida...”

Muitas das árvores dos igapós permanecem completamente afogadas durante 4 ou mais meses das cheias, enquanto que a maior parte tem suas copas acima do limite máximo das águas. Estas copas são habitadas por bandos de macacos, além de uma fauna variadíssima de aves específicas desse habitat. Também o ser humano indígena adaptou-se a esses ambientes, vivendo em casas sustentadas por estacas do tipo palafitas e com piso móvel, de tábuas, que vai sendo suspendido à medida que as águas crescem sobre a várzea. Tais habitantes, exímios canoeiros, têm a alimentação farta e variada, constituída de produtos de vegetação arbórea – principalmente as inúmeras variedades de palmeiras que medram nesse ambiente – regiões ricas em matérias nutritivas.

 

RIOS

 

Muitas são as maravilhas da Amazônia e múltiplos os motivos para que, deslumbrados, os homens criem mitos e lendas. Mas não é necessário inventar: a realidade amazônica supera a imaginação. Pode-se, por exemplo, conceber rios que corram da foz para a nascente? É o que ocorre com o Guama, banha Belém. Por força da grande diferença entre a maré alta e a maré baixa, periodicamente se alterna o sentido da correnteza deste e de outros rios. É a grande amplitude das marés também a responsável pela pororoca, que, no Rio Araguari, forma, comumente, ondas de dois metros de altura. A influência das marés pode ser sentida no próprio Amazonas, a 900 quilômetros do mar, em Óbidos, onde o grande rio tem sua menor largura: dois mil metros.

 

RIOS

 

Amazonas    

 

Amazônica, Bacia. A mais de 400 quilômetros do mar, no interior da Amazônia, podem ser vistos, ancorados em Manaus, navios de grandes calado e transatlânticos de luxo, além de grande número de "montarias" (como os caboclos amazonenses chamam suas canoas) e "motores"(ou batelões). Habitante da maior bacia fluvial do mundo, a  população amazônica usa estas embarcações para todo transporte. Os grandes navios chegam a Manaus pela única via de acesso possível: o Amazonas, um dos rios mais extensos do mundo - 5.800 quil6ometros. Na cordilheira dos Andes nascem os formadores do Amazonas, o Ucayali e o Marañon. Recebendo afluentes de três grandes divisores de águas do continente - os Andes, o planalto da Guianas e o planalto Brasileiro -, o Amazonas representa a calha central de vasta bacia hidrográfica, que drena mais de metade do território brasileiro. Em grande parte da bacia, o índice pluviométrico é elevado, de 2000 de 3000 milímetros por ano. O Amazonas e muitos de seus afluentes apresentam pequeno declive em seu leito, e, portanto, um curso lento, facilitando a navegação, mas não permitindo grande aproveitamento hidrelétrico. As enchentes ocorrem entre março e junho, época das grandes chuvas, quando a descarga do Amazonas  chega a 240.000 metros cúbicos de água por segundo. Em outubro-novembro, com outra estação chuvosa, dá-se nova cheia, até fins de janeiro. Além dos  Estados do Acre, Amazonas e Pará, a bacia Amazônica entende-se pelos Territórios do Amapá, Roraima e Rondônia, até o Peru, a Bolívia, a Colômbia e a Venezuela. Os maiores afluentes do Amazonas e do Solimões (seu nome até a confluência com o Negro) são: Javari, Juruá, Tefé, Purus, Madeira, Tapajós, Tocantins e Xingu na margem direita; e Içá, Japurá, Negro, Atumã, Jamundá, Trombetas, Paru e Jari na esquerda. A largura média do Amazonas é de 4 a 5 quilômetros; na confluência com o Xingu é de 20 quilômetros. A foz mede 400 quilômetros. Entre as duas margens situa-se a ilha de Marajó.

RIOS   Amazonas         

 

Segundo maior rio do mundo, medindo 6.280 km desde a sua nascem no alto dos Andes, América do Sul, até sua foz na costa leste do Brasil. Nos últimos 650 km é um rio de maré, e o lodo que despeja no mar faz com que uma  área do oceano Atlântico se tinja de lama vermelha. Muitos dos seus tributários são mais longos do que qualquer rio europeu e ele drena uma área de 6 milhões de km², mais de duas vezes a bacia de captação de área do Nilo. Após deixar as cascatas e gargantas do seu nascedouro, penetra na enorme bacia tropical amazônica, uma baixada que vai do leste do Peru e passa entre as montanhas da Guiana ao norte e o planalto mato-grossense ao sul. Isso inclui a maior área de floresta tropical do mundo. A vegetação é tão densa que raramente a luz do sol consegue penetrar os topos das árvores e chegar ao solo. Os maiores caminhos são os rios, seus tributários e lagos sem conta, que são freqüentemente inundados, seja pela neve derretida dos Andes ou pelas chuvas tropicais. As áreas inundadas podem chegar a 320 km de extensão. Embora hoje o clima seja  quente e úmido, já foi muito mais frio e seco em outros tempos durante a Era Plistocênica, quando havia prados e até dunas de areia no lugar da floresta de hoje. Curso: nasce em território peruano, a 5.300m de altitude, nas encostas do Nevado Misi, na cordilheira de Tila, próximo da cidade de Arequipa. Ainda nos Andes, tem como principal formador o Ucayali,  que desce em direção a Tabatinga, no Brasil; a partir da confluência do rio Javari, passa a chamar-se Solimões. Do rio Negro até a foz, volta a denominar-se Amazonas. É todo navegável no percurso de 3.165 km em território brasileiro. Foram com seus tributários a maior bacia hidrográfica do planeta, com elevado potencial hidrelétrico. Largo e profundo, lança no mar mais de 200.000 m²/Seg em volume d'água.

 

RIOS

 

Os Rios Amazônicos

 

Solimões/Amazonas

 

O rio Solimões/Amazonas lança no Atlântico entre 16 e 18% de toda a água doce que chega aos oceanos no Planeta. Nascente no Norte da Cordilheira dos Andes peruanos com altitude de 5,3 mil metros. É o segundo maior rio do mundo com 6.437 km de extensão, com vazão média de 215 milhões de litro por segundo ou 6 bilhões de litros a cada 28 segundos.

 

Rios de água branca: ocorrem em geral nos afluentes da margem direita do Solimões/Amazonas. Apresentam águas turvas, ricas em partículas suspensas e com visibilidade entre 10 e 15 cm. Exemplo: Solimões, Juruá, Purus e Madeira.

 

Rios de água clara: ocorrem em toda a Amazônia. Apresentam águas transparentes, com pH quase neutro e visibilidade em torno de 4 metros. São exemplos os rios Tapajós e Xingu.

 

Rios de água preta: têm esta cor porque correm sobre solos ricos em matéria orgânica (que possui cor escura). Apresentam pH ácido, em torno de 4,5. Pertencem a este tipo o rio Negro e todos os seus tributários, bem como inúmeros lagos amazônicos.