MEIO AMBIENTE – Manguezais

 

Mangues e dunas a importância para o ecossistema

 

Mangues: Declarados áreas de preservação permanente pela Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965, os manguezais paraenses, localizados principalmente no município de Bragança e ao Norte da Ilha de Caratateua (onde fica o distrito de Outeiro), são fundamentais para a manutenção do equilíbrio ecológico do litoral paraense. Os manguezais são úteis à pesquisa científica – devido à variedade da fauna e da flora - , à educação ambiental e também ao lazer da população. A palavra mangue origina-se do vocábulo malaio manggimanggi e do inglês mangrove, designando as formações arbóreas da zona de balanceamento das marés, nos litorais tropicais.

Os manguezais abrigam árvores e arbustos litorâneos que se desenvolvem em ambientes salinos, inundados constantemente pelas marés. Formam-se nas praias localizadas em bacias ou enseadas e nas margens de estuários, onde há influência da água salgada. Os mangues também aparecem em ilhas oceânicas e em recifes de coral, nas áreas livres da ação das ondas. A vegetação típica possui raízes aéreas (que absorvem o ar e sustentam as plantas no solo) ou pneumatóforos (que levam oxigênio até a parte mergulhada na lama). Essas raízes reduzem o ímpeto das ondas, favorecendo a deposição de lodo e fornecendo condições para a fixação de algas e animais marinhos.

A flora e a fauna dos manguezais estão sujeitas ao fluxo das marés. As espécies que aparecem nas áreas inundadas são diferentes daquelas encontradas nas áreas não atingidas pelas marés. Isso se deve a vários fatores, como a salinidade e o teor de oxigênio da água. Nas margens habitam os caranguejos do gênero Uca. Os mangues também são o habitat de inúmeras espécies de aves, de répteis, anfíbios e pequenos mamíferos, além de muitos insetos.

 

Dunas: só quem ainda não foi a uma praia não sabe o que é duna. Verdadeiras montanhas de areia formadas pelos ventos que sopram nas regiões costeiras, as dunas podem fixas ou móveis. São fixas quando possuem vegetação, geralmente moitas e pequenos arbustos. A vegetação – que por ser adaptada ao solo arenoso é denominada psamofítica (do grego psamos, que significa areia) – é condicionada pela distância do mar, devido ao teor de sanilidade.

Já as dunas móveis sofrem com a ação dos ventos, que vão retirando sua camada superficial, até que sejam transportadas para outros lugares. No litoral banhado pelo Oceano Atlântico, como o paraense, as dunas podem atingir até 80 m de alturas. Poucas espécies animais habitam as dunas, com destaque para a aranha venenosa conhecida por “viúva negra”. Por isso, apesar de belas e atrativas, as dunas guardam perigos, dos quais é melhor se prevenir.