MEIO AMBIENTE – Camada de Ozônio

 

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MEIO AMBIENTE – Camada de Ozônio

 

Proteção à Camada de Ozônio

 

O que é a Camada de Ozônio?

 

A Camada de Ozônio se encontra na estratosfera em forma de um escudo fino que protege todos os seres vivos na Terra dos danos causados pela radiação ultravioleta do Sol. Raios ultravioleta em excesso, principalmente na faixa do UV-B (280 a 320 nanômetros de comprimento de onda), que atinjam a superfície terrestre, podem acarretar sérios prejuízos à saúde do homem e ao meio ambiente em geral. Os principais problemas são: queimaduras e câncer de pele, catarata, fragilização do sistema imunológico, redução das colheitas, degradação do ecossistema dos oceanos e redução da pesca. Se essa camada desaparecesse, a radiação ultravioleta do Sol esterilizaria a superfície do globo e aniquilaria toda a vida terrestre. Dada a magnitude dos riscos, foi impulsionada a adoção de medidas imediatas a nível mundial para a proteção da Camada de Ozônio.

As moléculas de ozônio (O3) consistem de 3 átomos de oxigênio. Esse gás é extremamente raro na atmosfera, representando somente 3 entre as 10 milhões de moléculas no ar. 90% do ozônio existe na estratosfera, entre 10 e 50 km acima da Terra.

 

Por que a Camada de Ozônio está sendo degradada?

Há um consenso mundial sobre a teoria de que o cloro que contem as substâncias químicas artificiais liberadas na atmosfera, é responsável pela destruição do ozônio na estratosfera. Uma grande parte desses compostos são constituídos pelos Clorofuorcabonos (CFCs – 11, 12, 113, 114 e 115), brometo de metila e halons (agentes de extintores de incêndio – 1211, 1301, 2402). Substâncias contidas em erupções vulcânicas ou mesmo nos oceanos também agridem a camada, mas nesse caso a natureza sempre demonstrou fôlego para se recompor. Os CFCs, inventados em 1928, foram utilizados durante anos em geladeiras, condicionadores de ar, sistemas de refrigeração, isolantes térmicos e sprays.

A estrutura estável desses produtos químicos permite atacar a Camada de Ozônio. Sem sofrer modificações, a intensa radiação UV-C destrói as ligações químicas, liberando o cloro que separa um átomo da molécula de ozônio, transformando em oxigênio. O cloro atua como catalizador, levando a cabo essa destruição sem sofrer nenhuma mudança permanente, de maneira a poder continuar repetindo o processo. Estima-se que uma única molécula de CFC teria a capacidade de destruir até cem mil moléculas de ozônio.

Os mais perigosos produtos têm vida longa. O CFC-11 dura em média 50 anos, o CFC-12 em média 102 anos e o CFC-113 em média 85 anos. Portanto, as emissões dessas substâncias químicas influirão no processo de esgotamento da Camada de Ozônio durante muitos anos.

Já o brometo de metila, é uma substância (gás) utilizada para a fumigação de solos, visando a eliminação de fungos, bactérias e patógenos. Também tem um grande potencial de destruição da Camada de Ozônio.

Os gases Halons são utilizados principalmente para o combate a incêndios.

Essas substâncias são utilizadas principalmente nos seguintes setores:

 

- Refrigeração e serviços

- Solventes

- Extinção de Incêndio

- Agrícola

- Aerossóis

- Espumas

 

A cada primavera, no hemisfério Sul, aparece um "buraco" na Camada de Ozônio sobre a Antártida tão grande como a superfície dos Estados Unidos (20 a 25 milhões de km2). O "buraco" não é na realidade um buraco, e sim uma região que contém uma concentração baixa de ozônio. Esse termo tecnicamente incorreto dá uma idéia a opinião pública sobre a dimensão e gravidade da situação. O problema é pior nessa parte do globo devido à atmosfera muito fria e à presença de nuvens polares estratosféricas (menos de –80ºC) que retêm cloro e bromo. Com o retorno da primavera e o descongelamento das nuvens, esses elementos são liberados e reagirão com o ozônio.

 

 

O que o mundo está fazendo?

Em 1839, foi descoberto o ozônio por C. F. Schonbein.

Em 1860, começa-se a medir o ozônio superficial em certos lugares.

Em 1913, foi provado que a maior quantidade de ozônio está na atmosfera.

Em 1920, foi realizada a primeira medida quantitativa de ozônio total.

Em 1972, trata-se do tema do ozônio na Conferência sobre o Meio Ambiente em Estocolmo, e se cria o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA.

Em 1974, Sherwood Rowland e Mario Molina da Universidade da Califórnia em Berkeley publicam um artigo, sugerindo que os CFCs poderiam desempenhar um papel fundamental na destruição do ozônio na estratosfera.

Em 1977, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNEP) criou um comitê para estudar a Camada de Ozônio.

Em 1978, os EUA, o Canadá, a Suécia e a Noruega baniram o uso de CFCs em aerossóis.

Em 1981, UNEP começou uma negociação intergovernamental para proteger a Camada de Ozônio.

Depois de 1982, o consumo de CFCs voltou a crescer. Os governos acordaram em estudar, trocar informações e proteger a Camada de Ozônio através da Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio (1985).

Em 1987, através do Protocolo de Montreal, 46 governos acordaram uma redução de 50% na produção e consumo de CFCs até o ano 2000 e congelamento ("freeze") da produção e consumo de halons até 1992. Foram desenvolvidas substâncias alternativas não destruidoras da Camada de Ozônio, ou pelo menos com um potencial de destruição muito menor do que as antigas. Começou-se a fazer uso de água, dióxido de carbono, hidrocarbonos, além de HCFCs.

Em 1990, através das Emendas de Londres, os países-membros do Protocolo de Montreal acordaram em banir completamente ("phase-out") os CFCs até o ano 2000 e estabelecer o Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal a fim de ajudar técnica e financeiramente os países em desenvolvimento, dentre outras providências. Foram alocados US$240 milhões no triênio 1991-1993.

Em 1992, através das Emendas de Copenhague, foi decidido que os países desenvolvidos fariam o "phase-out" dos HCFCs até 2030, o "freeze" do brometo de metila até 1995 e o "phase-out" de CFCs seria antecipado para 1996.

Em 1993, na reunião dos países-membros, em Bangkok, foi acordado o reabastecimento do Fundo Multilateral – US$455 milhões para 1994-1996.

Em 1994, foi realizado o "phase-out" de halons nos países industrializados.

Em 1995, alguns países, a Federação Russa e outros relataram um incapacidade de realizar o "phase-out" até 1996 por causa de problemas internos. Os países em desenvolvimento acordaram em realizar o "phase-out" de brometo de metila até 2010.

Diante da importância do tema, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou, em 23 de janeiro de 1995, resolução proclamando o dia 16 de setembro como o "Dia Internacional para a Proteção da Camada de Ozônio".

Em 1996, a reunião dos países-membros, em Costa Rica, aprovou o reabastecimento do Fundo Multilateral – US$466 milhões para 1997-1999.

Em 1997, através das Emendas de Montreal, os países industrializados acordaram em realizar o phase-out do brometo de metila até 2005. Os países em desenvolvimento vão realizar o mesmo até 2015. Também foi introduzida a licença para importação e exportação de CFCs.

Até 24 de maio de 1999, os acordos foram ratificados pelos países como se segue:

Convenção de Viena - 169 países-membros

Protocolo de Montreal - 168 países-membros

Emendas de Londres - 129 países-membros

Emendas de Copenhague - 89 países-membros

Emendas de Montreal - 13 países-membros

Apesar das emissões de CFCs terem declinado, as concentrações estratosféricas estão crescendo (apesar de estarem declinando na parte inferior da atmosfera) porque os CFCs de longa-vida emitidos anos atrás continuam a aumentar na estratosfera. Os cientistas preveêm que a destruição da Camada de Ozônio alcançará o seu pior ponto durante os próximos anos, e então, gradualmente começará a sua recuperação, retornando ao normal perto do ano 2050, se completarmos a implementação do Protocolo de Montreal.

Sem o Protocolo, em 2050 a destruição da Camada de Ozônio teria crescido pelo menos 50% no hemisfério norte e 70% no hemisfério sul, cerca de 10 vezes pior que os níveis atuais. O resultado seria o dobro de radiação UV-B alcançando a Terra no hemisfério norte e o quádruplo no sul. A quantidade de substâncias químicas que destroem a Camada de Ozônio (SDO) na atmosfera seria 5 vezes maior. A implicação disso seria desastrosa: 19 milhões a mais de casos de câncer não-melanoma, 1.5 milhões de casos de câncer melanoma e 130 milhões a mais de casos de catarata.

Em 1986, o total de consumo de CFCs no mundo era de aproximadamente 1.1 milhões de toneladas; em 1997 esse consumo baixou para 146.000 toneladas.

O sucesso da proteção à Camada de Ozônio foi possível porque a ciência e a indústria foram capazes de desenvolver e comercializar alternativas para as substâncias destruidoras do ozônio.

 

 

O que o Brasil está fazendo?

No Brasil, as primeiras ações de restrição às SDO ocorreram no âmbito da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, com a edição da Portaria SNVS nº 01, de 10.08.88, que definia instruções para os rótulos de embalagens de aerossóis que não contivessem CFC e, logo em seguida, com a Portaria nº 534, de 19.09.88, que proibia, em todo o País, a fabricação e a comercialização de produtos cosméticos, de higiene, perfumes e saneantes domissanitários, sob a forma de aerossóis, que tivessem propelentes à base de CFC.

A adesão do Brasil à Convenção de Viena e ao Protocolo de Montreal, além dos ajustes estabelecidos na reunião de Londres, se deu em 19 de março de 1990 (Decreto nº. 9.280 de 07.06.90). Essa adesão forçou a elaboração de diversas normas e o estabelecimento de um plano de eliminação do uso de um agrotóxico, o brometo de metila, além da defesa de projetos nacionais no Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal.

De acordo com o que foi estabelecido no Protocolo de Montreal, o Brasil como um país em desenvolvimento, teria até o ano 2010 para eliminar a produção e consumo das SDO, por meio da conversão industrial e tecnologias livres. Entretanto, o Brasil resolveu diminuir o prazo para acabar com o CFC. Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabeleceu que a data limite para banir o produto é no início do ano 2001.

Em 11 de março de 1993, o IBAMA baixou a Portaria nº 27 estabelecendo a obrigatoriedade do cadastramento junto ao Instituto de todas as empresas produtoras, importadoras, exportadoras, comercializadoras e/ou usuárias de SDO. Apesar de contar com mais de seiscentas empresas sob controle, aquele órgão detectou a necessidade de aperfeiçoamento e sistematização de seu Cadastro, baixando a Portaria IBAMA nº 29, em 02 de maio de 1995, que determina o fornecimento dos quantitativos anuais de cada empresa que manipule mais de uma tonelada anual de SDO até a eliminação, permitindo, com isso, o atendimento as compromisso das Partes em fornecer, anualmente, os dados estatísticos brasileiros ao Secretariado do Protocolo.

Outra iniciativa do Governo foi a elaboração do Programa Brasileiro de Eliminação da Produção e do Consumo das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio - PBCO, encaminhado em julho de 1994 ao Secretariado do Protocolo de Montreal. O PBCO contempla um conjunto de ações de cunho normativo, científico, tecnológico e econômico, centrado nos projetos de conversão industrial e de diagnóstico de todos os segmentos produtores e usuários, definindo estratégias para a eliminação da produção e do consumo das SDO.

O PBCO prevê, da parte do Governo, o estabelecimento de política que defina reduções das cotas de produção de SDO para todas as empresas produtoras locais. Além disso, contempla estratégias de limitação gradual e proibição de importações de SDO, bem como a proposição do aumento de taxas federais/estaduais aplicáveis às mesmas. Outras ações mais específicas compreendem: a proibição da fabricação, importação, exportação e comercialização no mercado interno de novos produtos que contenham SDO; o estímulo à substituição e o desencorajamento ao uso de SDO; o incentivo tributário para estimular consumidores a adotarem tecnologias alternativas; a etiquetagem (selo) para substâncias não danosas à Camada de Ozônio; a criação de linhas de crédito para estimular projetos de conversão industrial para pequenas e médias empresas; procedimentos regulatórios complementares para produção e importação de SDO; programas de treinamento de técnicos e certificação de estabelecimentos de reparos em equipamentos de refrigeração; programas específicos de conscientização para pequenas indústrias e empresas de serviços; regulamentação para coibir as emissões voluntárias e fugitivas durante a manutenção ou operação de equipamentos contendo SDO e, finalmente, programa de garantia de qualidade para gases reciclados e substâncias alternativas.

 

PROZON

Para coordenar as ações referentes à proteção da camada de ozônio, incluindo a implementação do PBCO, o governo instituiu um Comitê Executivo Interministerial para a Proteção da Camada de Ozônio - PROZON, pelo Decreto de 19 de setembro de 1995. Esse Comitê é constituído pelo Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Ministério da Saúde e o Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Incumbe ao PROZON coordenar todas as atividades relativas à implementação, ao desenvolvimento e revisão do PBCO.

Em dezembro de 1995, com a aprovação da Resolução CONAMA Nº 13, que estabelece, entre outras medidas, uma gradativa eliminação do uso das SDO, o Governo brasileiro proporcionou grande impulso à implementação do Protocolo de Montreal, na medida em que houve antecipação da eliminação das SDO no Brasil em relação aos prazos dispostos no Protocolo.

Os prazos, a partir dos quais fica proibido, em todo o território nacional, o uso dessas substâncias em novos sistemas, equipamentos e produtos, nacionais e importados, ressalvadas aquelas aplicações caracterizadas como de uso essencial pelo Protocolo de Montreal, são:

01 de janeiro de 1996, para instalações de combate a incêndio, instalações de ar condicionado central, instalações frigoríficas com compressores de potência unitária igual ou superior a 100HP;

01 de janeiro de 1996, reforça a legislação existente quanto a proibição de uso como propelente em aerossóis;

 

01 de junho de 1996, para os usos de embalagens descartáveis para o acondicionamento de CFC 11 e CFC 12, bem como para o comércio de SDO e produtos que as contêm com países não signatários do Protocolo;

01 de janeiro de 1997, para ar condicionado automotivo em quase todos os modelos;

01 de janeiro de 1999, para todos os usos como solventes;

01 de janeiro de 2001, para ar condicionado automotivo em todos os modelos, para refrigeradores e congeladores domésticos e para todos os demais sistemas de refrigeração;

01 de janeiro de 2001, para espuma rígida e semi-rígida e para todos os usos como esterilizantes.

Em maio de 1996, o Congresso Nacional aprovou, por meio do Decreto Legislativo nº 51/96, o texto das emendas ao Protocolo adotadas pelas Partes na reunião de Copenhague - novembro de 1992.

A Secretaria de Comércio Exterior- SECEX baixou o Comunicado nº 7, em agosto de 1996, onde foram listadas todas as substâncias controladas, bem como as restrições de importações determinadas pela Resolução CONAMA nº 13/95.

Algumas Unidades da Federação preocupadas com a problemática que envolve a rarefação da Camada de Ozônio baixaram legislações específicas:

1994 - proibida no Rio Grande do Sul a liberação de CFC para a atmosfera;

1995 - proibida no Rio de Janeiro a emissão de CFC na manutenção e na desativação de sistemas de refrigeração e na manutenção de sistemas de ar condicionado;

1995 - criado no Estado de São Paulo o Programa Estadual para a Proteção da Camada de Ozônio.

Houve, também, a contribuição financeira do Governo brasileiro que, até 1995, remeteu o montante de aproximadamente 43 mil dólares para o Trust Fund da Convenção de Viena e 250 mil dólares para o Protocolo de Montreal.

Em torno de 150 empresas brasileiras obtiveram aprovação de seus projetos pelo Comitê Executivo do Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal, montante em torno de US$ 41,5 milhões. A quantidade a ser eliminada atinge 5.000 ton/ano das SDO, representando pouco mais de 50 % do consumo registrado no PBCO. Já estão implantados 45 projetos de conversão industrial, que livraram o meio ambiente da emissão de 2.000 ton/ano de SDO. Todos esses projetos foram financiados com recursos do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal a fundo perdido e estão concluídos, ou seja, já estão com os certificados de término emitidos.

O Programa Brasileiro, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, utiliza o Dia do Ozônio (16 de setembro) como um dos meios de disseminação e divulgação das atividades de proteção da Camada de Ozônio desencadeadas no país. Temos o compromisso de divulgar as ações já realizadas e mostrar que existe um caminho concreto em que o desenvolvimento industrial, e da sociedade como um todo, pode acontecer de maneira sustentável, uma vez que interrompa o ciclo de destruição da Camada de Ozônio.

 

Agências envolvidas na elaboração de projetos

O êxito dos objetivos do Protocolo de Montreal depende de uma cooperação geral entre as nações do mundo. Não é suficiente que os países desenvolvidos participem do Protocolo. A participação dos países em desenvolvimento também é de suma importância. O consumo de CFCs nos países em desenvolvimento estava aumentando mais rapidamente que nos países desenvolvidos, e isso poderia anular o efeito do Protocolo em duas ou três décadas se não aderissem ao tratado.

Em 1990, foi estabelecido o Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal a fim de ajudar técnica e financeiramente os países em desenvolvimento. Esse Fundo é financiado por contribuições dos países desenvolvidos.

O PNUD, a UNIDO e o Banco Mundial são os responsáveis pela assistência técnica e projetos de investimento para realizar o "phase-out" das SDO.

Cada país, assistido por uma dessas agências, prepara um programa nacional, mostrando o uso atual e projetado das SDO e identificando oportunidades para a redução.

Na elaboração de projetos, os países podem pleitear os chamados custos incrementais, que são: custo de conversão para tecnologias e substâncias alternativas, patentes, royalties, treinamento, pesquisa e desenvolvimento. A reciclagem de substâncias controladas e modificação ou compra de equipamento também são elegíveis, e o Comitê Executivo do Fundo Multilateral tem poder discricionário para incluir outros custos que não os listados. O Comitê aprova tanto os programas nacionais quanto as propostas subseqüentes para projetos de investimento e fortalecimento institucional.

 

Contatos com as Agências Implementadoras de Projetos

PNUD

Cândido Lomba – Diretor Executivo da Associação Brasileira da Indústria de Poliuretano - ABRIPUR

Tel: 55 - 11 - 814-5910 / 814-0569 / 867-9726

Fax: 55 - 11 - 867-8707

Celular: 55 – 11 - 9141-8159

E-mail: abripur@uol.com.br

 

UNIDO

Carl G. Almén – Consultor

Tel/Fax: 55 - 47 - 422-6560

Celular: 55 – 47 - 9972-4420

E-mail: almen@zaz.com.br

Teresa Chaves Terra – Oficial de Projetos

Tel/Fax: 55 - 61 - 273-8903

E-mail: terechaves@zaz.com.br

 

Contatos com a coordenação do PROZON

Ministério do Meio Ambiente

Secretaria do Comitê Executivo para a Proteção da Camada de Ozônio - PROZON

Esplanada dos Ministérios, Bloco B, sala 824.

Brasília - DF

CEP: 70068-900

Fone: 55 - 61 – 317-1017

Fax: 55 - 61 - 226-4869

E-mail: prozon@mma.gov.br

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Brasil tem peso no ambiente

 

O grande progresso dos últimos anos foi na redução das emissões de substâncias nocivas à camada de ozônio. Graças ao cumprimento do Protocolo de Montreal (1897), essas emissões se reduziram em 75%.

Já o canadense Doug Miller, presidente de outra instituição internacional, a Synergistics, apresentou os dados de uma pesquisa mundial feita entre janeiro e março de 1997 com 25 mil pessoas em 25 países (a empresa que a fez “esqueceu-se” de incluir o Brasil, que vai ter a pesquisa à parte), e que mostra crescente preocupação com as questões ambientais - a ponto de mais de dois terços das pessoas na Alemanha, mais de 50% nos Estados Unidos e no Japão entenderem que proteger o meio ambiente é mais importante que proteger a economia.

Os índices de preocupação das populações com o meio ambiente chegaram a patamares muito altos - em geral mais de 70% -, ao mesmo tempo em que aumentou muito de 1992 para cá a porcentagem de pessoas que acham que os problemas ambientais estão afetando sua saúde e, principalmente, a de seus filhos.

Franceses (74%), alemães (71%), suíços (70%) e japoneses (69%) são os povos mais favoráveis a que seus governos adotem já, imediatamente, “medidas fortes” para evitar que aconteçam as temidas mudanças climáticas. Nos Estados Unidos, só 46%. E os Estados Unidos, o maior emissão de poluentes, foi um dos que mais aumentaram suas emissões nos últimos cinco anos - mais de 6%. Alemanha - que aumentou os impostos sobre combustíveis fósseis - e Inglaterra são os dois únicos que conseguiram reduzir as emissões.

De modo geral, os governos são rigorosamente desaprovados pelas populações, por não cumprirem seus compromissos em matéria de meio ambiente e por deixarem que a situação se agrave.

As maiores preocupações dos institutos que promoveram a pesquisa são, pela ordem, com o crescimento populacional, perda da biodiversidade, poluição da atmosfera, escassez de água e redução dos estoques pesqueiros (esta, pela redução de proteínas em grande número de países pobres). Entre as populações pesquisadas, a maior preocupação é com a poluição atmosférica.

O Brasil - acrescentou Flavin - está entre os países que aumentaram a devastação de florestas tropicais (mais de 36%, entre 1991 e 1994, chegando perto de 15 mil quilômetros anuais - o que levou o governo brasileiro a aumentar a área de reserva legal obrigatória de 50 para 80% em cada propriedade, a suspender as autorizações novas para extrair mogno e virola e a promover uma revisão de todos os planos de manejo).

Segundo Worldwatch Institute, no ano passado o fluxo de capitais dos países do Norte para o Sul chegou a US$ 240 bilhões. Mas os investidores “não têm preocupações ambientais”. E em cada país receptor seria preciso engajar nessas preocupações pelo menos o ministro da Fazenda, quando não o chefe do governo.

De qualquer forma, a Europa está muito à frente dos EUA em matéria ambiental. Desde 1992 - acha Flavin - a Alemanha e outros países tomaram a dianteira e tentam dar um impulso maior à convenção sobre mudanças climáticas. As emissões de poluentes por pessoa na Europa correspondem à metade da média norte-americana.

Outra boa notícia, além dos avanços na questão do ozônio, está em que as taxas de crescimento da natalidade estão declinando rapidamente em países como Brasil, China e  Indonésia - o que talvez permita que a população se estabilize em meados do próximo século em cerca de 10 bilhões, e não 11 ou 12 bilhões como se estimava.

Flavin não mencionou, mas o Brasil é um dos países que menos avanços conseguiram na substituição de equipamentos emissores de CFCs, que afetam a camada de ozônio. Cerca de US$ 10 milhões já disponíveis, dos recursos do Protocolo de Montreal, não foram usados, quase sempre por dificuldades burocráticas.         

 

MEIO AMBIENTE – Camada de Ozônio

 

Buraco na Camada de Ozônio sobre a Antártida fica ainda maior

 

WASHINGTON - Um satélite de monitoramento da Nasa detectou sobre a Antártida o maior buraco na camada de ozônio já observado, com uma área de 28,3 milhões de quilômetros quadrados - mais de três vezes o território brasileiro. O anúncio, feito ontem por cientistas da agência espacial norte-americana, indica que gazes nocivos à camada de ozônio emitidos anos atrás só agora estão causando seus maiores danos.

Em imagem captada pelos instrumentos a bordo do satélite Toms-EP (Total Ozone Mapping Spectrometer-Earth Probe), o buraco aparece como uma mancha azul gigante, cobrindo completamente a Antártida e chegando até o Cabo Horn, no extremo sul da América. Até agora, o maior buraco na camada de ozônio sobre o Pólo Sul havia sido registrado em 1998, quando chegou a 27,2 milhões de quilômetros quadrados, de acordo com a Nasa.

O buraco recorde pode ter sido causado por uma mudança em uma corrente de ar emespiral sobre a Antártida - uma espécie de jet stream polar que circula a área e contém o buraco de ozônio. Este ano, essa corrente de ar chegou mais ao norte do que o normal.

 

Surpresa - O técnico Paul Newman, que trabalha com o espectrômetro especial do Toms-EP na Nasa, disse que especialistas já esperavam encontrar um buraco maior este ano, mas não tão grande. "Sempre prevemos uma certa variação de ano para ano, mas o buraco este ano começou mais cedo que o normal e é consideravelmente maior do que esperávamos", disse Newman. Observado pela primeira vez em 1985, o buraco sobre os céus da Antártida é causado pela destruição da camada protetora de ozônio na Terra por gases conhecido como CFCs (clorofluorcarbonetos), produzidos pelo homem.

 

Proibição tardia - Apesar de terem sido proibidos a partir de 1987, os CFCs permanecem na atmosfera - e devem ficar lá ainda por muitos anos, segundo Newman. "O pico de vulnerabilidade não ocorreu logo após a proibição dos CFCs", explica o técnico. "Isso ocorre depois de uns 15 a 20 anos."  A partir daí, a situação retorna ao normal, muito lentamente. "Seremos pessoas muito velhas quando esse buraco de ozônio realmente desaparecer", completa Newman.

A temperatura sobre a Antártida também contribui significativamente para o tamanho do buraco a cada ano. Temperaturas mais elevadas a partir de outubro reduzem a habilidade de o cloro e outros gazes destruir  a fina camada de ozônio que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol.

Atualmente, o tamanho do buraco está estável, mas os níveis de ozônio em seu interior continuam a cair, com as concentrações mais baixas normalmente registradas em setembro e outubro. "Essas observações reforçam preocupações sobre a fragilidade da camada de ozônio da Terra", disse o diretor do Programa de Pesquisas Atmosféricas da Nasa em Washington, Michael Kurylo.

(Reuters e Associated Press).