FANTÁSTICOS – Peixes

 

Tubarões e outros peixes do mar entram com cerca regularidade no Amazonas. Eles não se reproduzem na água doce, mas conseguem se dar relativamente bem. Tubarões já foram pescados até em Iquitos, no Peru, uns 4000 quilômetros rios acima.

 

Das 483 espécies de mamíferos existentes no Brasil, 324 vivem na Amazônia (67%). Das 141 de morcegos, 125 voam por lá.

 

 

Aos grandes peixes da maior bacia fluvial do planeta – o Amazonas responde por um quinto das águas lançadas no mar por todos os rios do mundo -, costuma misturar-se um visitante marinho: o tubarão Carcharinus leucas, popularmente conhecido como cabeça-chata. Um exemplar dessa espécie, informam Ulrich Werder e Carlos Elysio Alnhati, em artigo publicado nas Actas Amazônicas de março de 1981, foi capturado em Pucallpa, no Peru, a mais de 5 mil quilômetros do mar. Em janeiro de 1980, um desses tubarões foi pescado, de rede, a 250 quilômetros a leste de Manaus. Tinha 2,5 metros de comprimento.

 

 

Naércio Menezes, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), informa que se estima entre 2.500 e 3.000 o número de espécies de peixes de água doce  na América do Sul. Do total, 1.500 são encontradas no Brasil e 1.000, na Bacia Amazônica. Admite-se, porém, que haja no continente mais de 5.000 espécies de peixes fluviais e lacustres e, na Amazônia, certamente o número passaria de 2.000. No entanto, Manuel Musa Filho, vice-presidente da CNDDA e integrante de seu Departamento de Estudos, dá uma informação sobre a qual todas as dúvidas foram tiradas com os devidos temperos: as espécies comestíveis são 120. Entre elas, estão os dois recordistas mundiais dos peixes fluviais de couro e de escama, respectivamente: a piraíba, que supera os 300 quilos, e o pirarucu, com mais de 100 quilos.

 

 

Total no Brasil de espécies de peixes de água doce: 1.500 espécies (aproximadamente)

Somente na Bacia Amazônica: 1.000 espécies

(Em toda a América do Sul: 3.000 espécies)

 

Das espécies fluviais comestíveis: 120 espécies

Os dois maiores do mundo habitam a Amazônia:

-         -         Piraiba = 300 kg (couro)

-         -         Pirarucu = 100 kg (escama)

 

Peixes

 

Agulhão-de-vela – Strongylura raphidoma

Agulhão-trombeta – Fistularia babacaria

Albacora – Thunus sp.

Arraia-pintada – Elipesurus strongulopterus

Aruanã – Osteoglossum biccirrhosum

Atuns – Thunnus thunys

Barbeiro – Teuthis coeruleus

Barracuda – Sphyraena picudilha

Bicuda – Sphyraena picudilha

Bicudinha – Sphyraena branneri

Bodião – Scarus spp./Cryptomus spp.

Cação-anjo – Squatina squatina

Cação-lixa – Nebrius cirratum

Congulo

Balistes carolinensis

Cerigado-preto – Mycteroperca bonaci

Garoupa-rajada – Alphestes afer

Jandiá – Rhamdia spp.

Jaú – Paulicea luctkni

Mero – Promicropus itaiara

Moreira – Lycodontis ocellatus

Pargo-rosa – Pagrus pagrus

Pintado – Pseudoplatystoma corruscans

Piracatinga – Luciopimelodus pati

Piraíba – Brachyplatistoma filamentosum

Piramutaba – Brachplatystoma vaillant

Piranhas – Pygocentrus spp./Pygopristis spp./Serrasalmus spp.

Piranha-branca – Serrasalmus branati

Piranha-preta – Serrasalmus denticulata

Pirarara – Phractocephalus hemiliopterus

Pirarucu – Arapaima gigas

Saberê – Abudefduf marginatus

Salmonete – Mullus surmuletus

Surubim – Pseudoplatystoma fasciatum

Tambaqui – Colossoma spp.

Traíra – Hoplias malabaricus

Tucunarés – Cichla ocelaris/C.temensis

Xaréu-branco – Caranx hippos

Xaréu-preto – Caranx lugubris

 

 

 

Acará Acará
Acará Bandeira
Acará Disco Marrom
Acari
Apapá
Aracu
Arraia de Fogo
Cara de Gato
Jaraqui
Jatuarana
Mapará
Muçum
Pacu
Piranha
Pirarucu
Saranha
Surubim
Tambaqui
Tucunaré