FANTÁSTICOS – Bacia Amazônica

 

Muitas são as maravilhas da Amazônia e múltiplos os motivos para que, deslumbrados, os homens criem mitos e lendas. Mas não é necessário inventar: a realidade amazônica supera a imaginação. Pode-se, por exemplo, conceber rios que corram da foz para a nascente? É o que ocorre com o Guama, banha Belém. Por força da grande diferença entre a maré alta e a maré baixa, periodicamente se alterna o sentido da correnteza deste e de outros rios. É a grande amplitude das marés também a responsável pela pororoca, que, no Rio Araguari, forma, comumente, ondas de dois metros de altura. A influência das marés pode ser sentida no próprio Amazonas, a 900 quilômetros do mar, em Óbidos, onde o grande rio tem sua menor largura: dois mil metros.

Aos grandes peixes da maior bacia fluvial do planeta – o Amazonas responde por um quinto das águas lançadas no mar por todos os rios do mundo -, costuma misturar-se um visitante marinho: o tubarão Carcharinus leucas, popularmente conhecido como cabeça-chata. Um exemplar dessa espécie, informam Ulrich Werder e Carlos Elysio Alnhati, em artigo publicado nas Actas Amazônicas de março de 1981, foi capturado em Pucallpa, no Peru, a mais de 5 mil quilômetros do mar. Em janeiro de 1980, um desses tubarões foi pescado, de rede, a 250 quilômetros a leste de Manaus. Tinha 2,5 metros de comprimento.

Os dados sobre a fauna, embora não sejam precisos, devido à falta de estudos mais aprofundados, impressionam: 8.500 espécies de aves conhecidas no mundo, diz Dante Martins Teixeira, cerca de 1.000 podem ser encontradas na Amazônia. Há surpresas também na área da Arqueologia: a pesquisadora Anne Roosevelt gerou grande polêmica, ao afirmar que, nas proximidades de Santarém, viveu um povo de alto grau de civilização.

Anne é bisneta do ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt, que explorou a Amazônia em 1913, junto com o Marechal Rondon. Roosevelt é hoje o nome do Rio da Dúvida, um dos formadores do Aripuaña, afluente do Madeira. A tese de Anne Roosevelt acrescenta mais ingrediente de mistério à lendária história da região das amazonas.

 

 

Recordes da Amazônia

 

Maior bacia fluvial do mundo, com 4 milhões de quilômetros quadrados.

 

A Bacia Amazônica é o maior reservatório de água doce do planeta. Quase 1/5 de toda a água do globo flui através de seus rios.

 

FANTÁSTICOS – Bacia Amazônica

 

Bacia Amazônica  • A maior bacia hidrográfica do mundo é a Amazônica, com 7.050.000 quilômetros quadrados, do quais 3.904,8 estão em terras brasileiras. Seu rio principal nasce no Peru, no lago Lauricocha, com o nome de Vilca  - nota, e recebe posteriormente as denominações de Ucaiali, Urubamba e Marañon. Quando entra no Brasil passa a se chamar Solimões, até o encontro com o rio Negro, próximo de Manaus. Desse ponto até a foz recebe o nome de Amazonas. Atravessando os vales andinos e a floresta Amazônica até desembocar no oceano Atlântico, percorre 6.868 quil6ometro, sendo o maior em extensão e também em vazão de água (100 mil metros cúbicos por segundo) do planeta. Sua largura média é de 5 quilômetros, alcançando 50 quilômetros em alguns trechos. Com cerca de 7 mil afluentes, conta ainda com grande número de cursos d' água menores e canais fluviais criados pelos processos de cheia e vazante - igarapés, paraná-mirins e furos. Localizada em uma região de planície, a bacia Amazônica tem cerca de 23 mil quilômetros de rios navegáveis, que possibilitam o desenvolvimento do transporte hidroviário. A navegação é especialmente importante nos grandes afluentes do Amazonas, como o Madeira, o Xingu, o Tapajós, o Negro, o Trombetas e o Jari, entre outros.

 

 

 

Bacia amazônica

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