ECONOMIA - Petróleo

 

Nem a selva é o limite

 

Presença da Petrobrás

 

A Companhia vem desenvolvendo pesquisas exploratórias desde 1953 na região do Baixo e Médio Amazonas, com descobertas não-comerciais em Nova Olinda do Norte, Autazes e Maués, no Amazonas. As pesquisas na Bacia do Solimões levaram à descoberta de petróleo e gás entre os rios Tefé e Coari, na região do Rio Urucu, em 1986. Numa primeira fase, em 1988, teve início a produção de três mil barris diários. Em 1989, entrou em operação um oleoduto de 50 quilômetros, ligando um campo produtor a um campo de embarque, às margens do rio Tefé. O óleo é transportado por balsas até tefé, no rio Solimões, e dali por balsas de maior porte, até a refinaria de Manaus. Hoje, existe uma estação coletora com capacidade para armazenar 20 mil barris/dia de óleo e cerca de 800 mil metros cúbicos/dia de gás natural. Uma unidade de processamento de gás natural opera no local, com capacidade de produzir 90 mil toneladas/dia de gás liquefeito de petróleo (GLP) e 12,5 metros cúbicos/dia de gasolina natural. O GLP, corresponde a 6.900 butijões diários, é transportado por dutos até Porto Terminal, no rio Tefé, e é carregado para as balsas das distribuidoras locais. Em 1993, a região de Urucu produziu a média de 12.220 barris por dia de óleo e 876 mil metros cúbicos/dia de gás natural.

 

Consumo de derivados

 

A BR é responsável por 51,67% do consumo de derivados de petróleo da Região Norte, incluindo os estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá, sendo que me Roraima esse percentual atinge 98,95%. Quarenta e sete por cento dos postos de abastecimento da Amazônia tem a bandeira BR. A Companhia está presente em 175 dos 277 municípios do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Amapá e Roraima, o que representa uma participação de 63% nesse território.

As principais etapas da distribuição compreendem o recebimento e estocagem dos produtos em base de distribuição junto a refinaria e terminais marítimos; a interiorização, para as bases de distribuição secundária, por vias fluvial, ferroviária e rodoviária; e a comercialização e entrega dos produtos aos consumidores finais e postos de revenda.

São grandes os obstáculos na distribuição de combustíveis na Amazônia. A região é mais servida por rodovias, e a via fluvial é a mais utilizada, mas depende do regime de chuvas. O rio Juruá, que leva os combustíveis para Cruzeiro do Sul, durante os meses em que o rio é navegável e estocá-los para o resto do ano. As chatas ficam atracadas junto à base de Cruzeiro do Sul durante meses, fazendo o estoque de verão. Isto porque a estrada que liga a cidade de Rio Branco, capital do Acre, o Cruzeiro do Sul é intransitável. Então, as balsas-tanque carregam os produtos, numa viagem que dura trinta dias quando o rio está cheio.

A base de Cruzeiro do Sul é mais deficitária do País em termos de custos. Dois empregados e dois carros-tanque são suficientes para fazer a entrega aos consumidores e revendedores locais. O abastecimento de outras cidades do Acre tem que ser realizado a partir de Manaus, por causa das dificuldades rodoviárias. A balsa leva 25 dias para chegar a seu destino.

O abastecimento de Rondônia não é tão problemático, porque o suprimento é feito via Manaus, por balsas-tanque, pela calha do rio Madeira até Porto Velho, numa viagem de sete dias. O rio Madeira não tem problemas de navegação. Os produtos chegam a Porto Velho e, a partir daí, seguem por rodovias para duas bases secundárias, Vilhena e Rio Branco. A BR-364, que liga Porto Velho a Rio Branco, permite o suprimento por carros-tanque de 30 mil litros de produtos. Atualmente o suprimento de Rio Branco leva de sete a dez dias, por via fluvial, e mais um dia por rodovia. Houve, portanto, uma sensível redução nos custos.  

Outro gargalo é o abastecimento de Roraima. É um caso cítrico, em que a BR está sozinha no mercado, devido às dificuldades operacionais e aos grandes custos envolvidos. Existem duas opções para fazer o abastecimento, sendo que uma delas, normalmente, é impraticável. A rodovia 174, que liga Manaus a Boavista, tem 720 quilômetros e passa pelas reservas indígenas dos Uaimiri Atroari e Ajarami, onde o caminhoneiro não pode transitar das 18 às seis horas da manhã. Já a rodovia BR-147 não é pavimentada, tem 47 pontes de madeira que não suportam cargas e também cruzam reservas indígenas. Assim, o transporte é feito por via fluvial até Caracaraí, onde a BR possui uma base. A viagem de Manaus até Caracaraí leva seis dias por balsa. Não é possível a navegação fluvial de Caracaraí até Boa Vista por causa das cachoeiras do rio Branco. Os derivados seguem por uma estrada asfaltada, com 141 quilômetros. Esse rio tem períodos de seca completa, por isso a navegação de Manaus até Caracaraí fica impraticável, e a BR tem que fazer a estocagem na época de verão.

 

De Manaus para Belém

 

De Manaus e Belém os produtos vão abastecer os estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá e Mato Grosso. Em Manaus, a refinaria atende a 15% das necessidades da região. O restante vem das refinarias de Cubatão, Rio de Janeiro e Salvador, pelos navios da Fronape ou por meio de importações. O Terminal de Manaus distribui os produtos para as bases de Caracaraí, em Roraima, Cruzeiro do Sul, no Acre, Oriximiná e Itaituba, no Pará, além da Base de Armazenamento de Santarém.

O Terminal de Manaus é fundamental para a Amazônia Ocidental. Ele faz todo o suprimento para outras bases, por meio de balsas-tanque. Um terminal flutuante interliga os tanques do rio Negro, onde esse terminal flutuante carrega as balsas que vão até Caracaraí, para atender a Roraima, a Cruzeiro do Sul, ao Acre junto à fronteira com o Peru, a Oriximiná, Itaituba e Santarém, no Pará.

A base de Oriximiná é suprida de produtos claros e atende à Mineração Rio do Norte, da Vale do Rio Doce. Ela não fica propriamente na cidade de Oriximiná, e sim, em Porto Trombetas, portanto dentro da mina. Atende aos municípios próximos, e todo o suprimento é fluvial, realizado por pequenas balsas. Com esse esquema de distribuição, o Terminal de Manaus atende a maior área da Amazônia.

O Terminal de Belém recebe os produtos das refinarias de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, tendo 16 tanques para armazenamento de produtos e um armazém de lubrificantes. O terminal também distribui derivados para as bases de Belomonte e Macapá.

O Terminal de Porto Velho é suprido pelo Terminal de Manaus. Todos os produtos chegam por balsas-tanque e são descarregados ali. Porto Velho, por sua vez, abastece as bases de Rio Branco e Vilhena, no outro extremo do estado, fazendo divisa com o Mato Grosso.

 

Outros derivados

 

Não existem usinas de álcool na região, e o produto é recebido das usinas de Mato Grosso e seguem, por via rodoviária, até Porto Velho, abastecendo os estados do Acre e Rondônia. Depois, é enviado, por via fluvial, até Manaus, onde é feita a distribuição para todo o Amazonas, Roraima e partes do Pará. Quando chega a época de entressafra nas usinas de Mato Grosso, o álcool é recebido por cabotagem das usinas do Nordeste. Em Belém, como não existe refinaria, o produto é trazido também por cabotagem, das refinarias do Sul e Sudeste.

Outro transporte bastante difícil é o do asfalto, pois, para manter temperatura do produto, seria necessária uma frota de carros-tanque apropriados. Para fazer o transporte fluvial, o número de balsas térmicas é insuficiente. A solução adotada foi retirar o produto da refinaria, levá-lo para as usinas, de propriedade dos transportadores, e ensacar o asfalto, a uma temperatura de 100 a 110 graus. Deixado ao tempo, o asfalto pedra e é colocado nas balsas, que o transportam. Quando chegam no canteiro de obras, o asfalto é derretido para ser utilizado na pavimentação.

 

Guardando as fronteiras

 

Existem 15 aeroportos na Amazônia Ocidental e nove outros nos estados do Pará e Amapá. Esse aeroportos são fundamentais para o deslocamento e apoio das comunidades carentes e para apoiar Aeronáutica e o Exército. O Aeroporto de Barcelos foi construído por solicitação da Aeronáutica – pois a localidade é um ponto estratégico na Amazônia - , que por ali tem condições de abastecer as aeronaves militares. Não existe venda de produto nessa base, mas a BR tem estrutura, com empregados, tanques e armazenagem para atender à Força Aérea. Em todos esse aeroportos, a BR mantém um estoque de garantia para a Aeronáutica. Não se pode lançar mão desses produtos, porque qualquer operação imediata da Aeronáutica conta com eles.

Não são rentáveis noventa por cento desses aeroportos, por isso na maioria deles a BR está sozinha. Nos aeroportos das capitais, onde se opera com lucratividade, várias concorrentes disputam o mercado. Nos regionais, com maior fluxo de veículos menores, predomina o consumo da gasolina de aviação, com alto custo de transporte e manutenção dos equipamentos operacionais. É exigida uma constante renovação dos produtos, pois com o tempo, eles ficam fora de especificação, e a BR os devolve para Manaus. É um custo muito elevado para a Companhia. Outro caso é o da segurança nacional. A Aeronáutica e o Exercito têm destacamentos nos pontos mais frágeis das fronteiras do País, e suas aeronaves são abastecidas pela BR no local. Como ali não existe nenhuma estrutura, o abastecimento é realizado por tambores. O produto é envasado em Manaus e segue, através de aviões Buffalo da FAB, para os pontos estratégicos das fronteiras, a fim de reabastecer outras aeronaves que  utilizam a gasolina de aviação. Empregados da BR sempre visitam esses pontos para fazer o controle de qualidade dos produtos. Quando existe algum problema de abastecimento na fronteira, com operação conjunta das Forças Armadas, a BR desloca um caminhão de abastecimento com equipamentos específicos para aeronaves. A carreta vai dentro do Buffalo, que vai até o local para reabastecer pequenas aeronaves. Esse caminhão carrega, em média, 20 mil litros.

 

BR onde termina o Brasil

 

No ponto mais extremo-norte do País, na divisa com a Guiana Francesa, o posto Oiapoque, na cidade do mesmo nome, leva a bandeira BR. A cidade está a 630 quilômetros de Macapá, pela BR-156, com apenas 180 quilômetros asfaltados. Fica defronte ao rio Oiapoque, que separa os dois países. Também ao norte do estado de Roraima, na cidade de Normandia, a 220 quilômetros de Boa Vista, o Posto Normandia fica bem perto da fronteira com a Guiana Inglesa.

Tabatinga, que faz fronteira com o Peru e a Colômbia, fica a duas horas e meia de Manaus, de Boeing, ou 18 dias por via fluvial. Ali a Petrobrás também será presente, pois lá está o Posto Petronorte, da BR. Na fronteira com a Bolívia, as cidades de Guajará-Mirim, em Rondônia, e Brasiléia, no Acre, têm, cada uma, dois postos da BR.

Assim é o trabalho da Petrobrás na região. Difícil, de pequena ou nenhuma lucratividade, mas estratégico. Consciente de sua função social e vencendo os desafios humanos, técnicos e ambientais, ela avança pela Amazônia, lançando sua bandeira na floresta, no curso dos rios, onde o homem nunca imaginou chegar.

 

Longe da civilização

 

As bases de distribuição de Caracaraí, no estado de Roraima, e Belomonte, no Pará, têm características semelhantes: estão situadas em locais de difícil acesso, onde as condições de vida são precárias.

Para chegar a Caracaraí existem duas opções. A primeira é a partir de Manaus, pela BR-174, percorrendo 579 quilômetros numa estrada sem pavimentação, sujeita a todo tipo de problemas e que passa, inclusive, por reservas indígena, com horário estabelecido para entrar e sair. O trecho tem, ainda, 47 pontes de madeira. Se o rio Branco permitir, pois ele só é plenamente navegável de junho a setembro, a viagem leva seis dias.

A outra opção, mais tranqüila, é viajar até Boa Vista e percorrer os 141 quilômetros asfaltados do trecho Boa Vista-Caracaraí, passando pelo município de Mucajaí, com direito a ver o que sobrou de algumas pistas clandestinas construídas pelos garimpeiros e que foram destruídas pela Polícia Federal.

A base de Caracaraí, com oito empregados, tem oito tanques de armazenamento: dois de gasolina, dois de óleo diesel, dois de álcool hidratado, um de gasolina de aviação e um de querosene de aviação e um estoque de óleos lubrificantes, já que todo abastecimento do estado de Roraima é realizado exclusivamente pela Petrobrás. Lá não existe gasolina aditivada. Na cidade, dois postos da BR distribuem gasolina, álcool e óleo diesel.

Sem rede hospitalar e com apenas um hospital municipal, já que a cidade não possui médicos nem dentistas particulares, os empregados geralmente fazem os exames periódicos de saúde em Manaus.

 

Belomonte, o difícil acesso

 

A base de Belomonte fica a 65 quilômetros do município de Altamira, no Pará. Ela foi construída com o advento da rodovia Transamazônica. Belomonte seria um grande centro, porque é um entroncamento entre a Transamazônica e a parte navegável do rio. Como a rodovia não emplacou, pois não permite tráfego, a base ficou sozinha, com um suprimento bastante delicado. A construção de uma nova base ao seu remanejamento envolve custos elevados, pois a cidade de Altamira tem um consumo reduzido, e a BR não teria retorno desse investimento.

A base fica no meio da mata. Os quatro empregados moram em Altamira e viajam todos dias para Belomonte numa caminhonete D-1000. quando chove, o jeito é se amontoar na parte da frente, pois a viagem dura cerca de duas horas, quando a estrada está bem conservada. Nos dias de chuva, a duração da viagem é imprevisível.

A alimentação dos empregados é trazida de Altamira. Quando o acesso a Belomonte se torna impossível, uma chata-tanque é deslocada para lá, a fim de transferir o produto diretamente para os carros-tanque que atendem a região.

A base de armazenamento de Belomonte tem apenas quatro tanques: diesel, gasolina com anidro, álcool hidratado e querosene de aviação. O acesso é difícil, mas o local, acolhedor. Castanheiras, cajueiros, mangueiras e goiabeiras enfeitam a base, desde a sua entrada até o escritório e subindo até os depósitos. À noite, os macacos saem de seus galhos e vêm comer caju.

 

ECONOMIA – Petróleo

 

Óleo do Urucu

 

A descoberta do campo de Rio Urucu, no Amazonas, no dia 12 de outubro de 1986, respondeu a  uma antiga indagação, mostrando, afinal, que há petróleo comercial na Amazônia. Além de comercial, o óleo é de primeira, muito leve, de excelente qualidade, e flui associado ao gás natural. Para escoar esse óleo, produzido em pleno coração da Amazônia, foi necessário montar um estrutura especial.

Essa estrutura fica a cargo do Dtnest, numa região em que não há estradas, só rios. Rios praticamente desconhecidos até a chegada da Petrobrás na região, porque não existem cidades em suas margens, só na foz. O projeto de desenvolvimento de Urucu foi condicionado, assim, pelas limitações de escoamento, conduzindo a Petrobrás a fazer, na prática, a história da navegação dos rios Tefé e Urucu.

A primeira fase do projeto foi concluída em julho de 1988, quando o campo entrou em produção. Cerca de 3 mil barris diários de óleo eram extraídos de três poços e processados numa pequena estação coletora. Foi construído um oleoduto de cinco quilômetros, entre essa estação e o rio Urucu. Balsas de pequeno porte levavam o óleo até a cidade de Coari, às margens do rio Solimões. Ali se realizava o transbordo, para balsas maiores, que transportavam o óleo até a Refinaria de Manaus (Reman). Nessa etapa, o gás natural produzido associado era queimado.

Mas esse sistema só podia ser utilizado durante a época das chuvas, porque no verão o rio Urucu seca e não oferece condições de navegação. Para aumentar a capacidade de escoamento, a Petrobrás decidiu usar o rio Tefé, maior que o Urucu. Foi construído um novo oleoduto, com 57 quilômetros, ligando a área produtora ao Porto Terminal, às margens do rio Tefé. O duto entrou em operação em março de 1989, permitindo dar continuidade ao escoamento da produção durante todo o ano. Esta obra é um exemplo da complexidade das operações na floresta. A cada cinco quilômetros, foi preciso abrir uma pequena clareira para abastecimento de tubos, que chegavam de helicóptero. Na clareira central foi montado o alojamento da obra. Neste local funcionou uma estação de rebombeamento, que aplicou a capacidade de transferência para 5.500 barris diários de petróleo.

Um novo oleoduto entrou em operação no final de 1991, aumentando a capacidade de escoamento para cerca de 40 mil barris diários.

 

 

ECONOMIA – Petróleo      

 

A importância da MARCA

 

Nunca se discutiu tanto o conceito de marketing como nesta década. O marketing, hoje, é tudo dentro de uma empresa. Numa visão moderna, sua tarefa é integrar o cliente à elaboração do produto, desenvolvendo um processo sistemático de integração. É desenvolver relações. Caiu por água abaixo, conforme afirma o escritor Regis McKenna, uma das maiores autoridades mundiais na matéria, o pensamento voltado somente para a publicidade, promoção e merchandising para conquistar uma parcela do mercado, ou seja, anúncios e promoções são apenas uma pequena parte da estratégia de marketing. A propaganda reforça posições no mercado, mas não as cria. Essas relações que a empresa desenvolve com clientes, distribuidores e até com os concorrentes representaram uma mudança fundamental no papel e no objetivo do marketing, segundo ele.

De qualquer maneira, um produto, além de uma política de preços e distribuição adequadas, necessita, também, de um grande esforço promocional, estabelecendo-se métodos de comunicação diversificados, como a propaganda, pesquisa de mercado, relações públicas e mala direta. Este produto ou serviço, ao ser visto, transmite informações que não são visíveis. Ele é visto pela sua marca, definida como um símbolo que funciona como elemento identificador e representativo de uma empresa, instituição ou produto.

 

Nome, marca, logotipo....

 

A identificação de uma empresa com um símbolo, segundo os professores Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa, autores do Dicionário de Comunicação, pode ser obtida por várias formas:

-          o nome da empresa, instituição ou produto e a sua forma gráfica (escrita) ou sonora (falada). Exemplo: Petrobrás ou Lubrax (nome fantasia);

-          símbolo visual ou sinal gráfico. Diz-se, também, marca-símbolo. Exemplo: BR;

-          o logotipo, representação gráfica do nome, em letras de traçado específico. No caso do nome Petrobrás, ele é traçado em alfabeto helvético, adotado a partir de 01/12/94;

-          o conjunto dessas formas, numa só composição gráfica, permanente e característica, constituído pelo nome, símbolo e logotipo. Diz-se, nesse caso, logomarca ou marca corporativa. Observe os exemplos:

                                    __

                          PETROBRÁS       BR

                                            PETRÓLEO BRASILEIRO S.A.

 

 

A marca nos transmite informações que não são visíveis. As informações estão na mente do consumidor e foram parar lá através do conceito que ele tem do produto ou da instituição. No caso de derivados de petróleo, diferentemente de um produto de consumo de baixo risco, a marca é de vital importância para a sua aquisição, pois ela carrega consigo a história e o desempenho da empresa, sua qualidade, usuários e outros. No caso da Petrobrás, especificamente, existe toda uma história em torno de sua marca: a luta pela implantação do monopólio estatal, o fato de ser uma empresa genuinamente nacional, de ser a maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo, o seu incontestável avanço tecnológico, reconhecido internacionalmente.

A falta de unidades das marcas e símbolos implica o enfraquecimento da imagem de todo um sistema corporativo, pois a identidade visual nada mais é que um sistema de elementos composto de marca, símbolo, logotipo, cor, uniformes, identificação de produtos, indicadores visuais e placas de sinalização, que caracterizam visualmente uma

organização e que dão personalidade à empresa.

Com o avanço tecnológico e a produção em série, a quantidade de produtos e serviços oferecidos aumentou consideravelmente. Perderam o âmbito local, da época dos artesãos e sua comunicação pessoal e direta, e entraram na era da comunicação de massa e dos grandes veículos de comunicação. Foi aperfeiçoado o modo pelo qual as empresas começaram a conquistar o consumidor, e as técnicas de comunicação visual evoluíram para facilitar a perpepção. Surgiram as logomarcas, utilização das cores e suas combinações para uma imediata identificação da empresa.  

 

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Em busca de harmonia

 

Faz parte das atividades de uma equipe sísmica conviver com as adversidades do meio ambiente na busca pelo petróleo, algumas vezes em locais aparentemente indevassáveis para o ser humano. Cumprir esta missão sem agredir a natureza é, ao mesmo tempo, um desafio e uma prioridade. Por isso, as equipes vêm sendo mobilizadas para a adoção de procedimentos que diminuam o impacto ambiental da atividade.

As acumulações de petróleo no subsolo são mapeados, principalmente, com uso de fontes explosivas, método menos agressivo, levando-se em conta as características das bacias sedimentares brasileiras. São regiões com espessa cobertura vegetal, áreas de produção agrícola e terrenos acidentados, o que restringe a utilização de fontes vibratórias, montadas sobre tratores.

Em algumas atividade, o uso maquinário representa progresso, mas, na sísmica, um dos maiores avanços na área ambiental foi a utilização de recursos manuais na abertura das linhas sísmicas. Picadas manuais, abertas com facão, substituíram os tratores na abertura de linhas. Os equipamentos são transportados manualmente ou por meio de veículos leves e, na Amazônia, por meio de helicóptero. Nessa região, as distancias entre as clareiras para o pouso das aeronaves foram aumentadas, diminuindo o desmatamento em 30%.

A transição da fase motorizada para a manual acarretou o aumento do efetivo pessoal, que passou a ter um convívio mais estreito com a natureza. Ao lado da atuação dos órgãos ambientais, a Petrobras dispõe de várias recomendações para harmonizar as atividades das equipes com a proteção do meio ambiente. O objetivo é orientar a ação pessoal, próprio e contratado, em diferentes situações durante a exploração e nas fases de pós-perfuração e produção. Por exemplo: a largura das picadas em área de matas deve ser o mais reduzida possível; devem ser evitados o corte de árvores e a detonação de explosivos em áreas alagadas.

 

 

ECONOMIA – Petróleo   

 

Uma década em Urucu

 

Petrobrás desenvolve novos projetos na Amazônia após dez anos da descoberta de petróleo na região.

 

Parece que foi ontem, mas já faz dez anos que a Petrobras  encontrou petróleo em quantidades comerciais na Amazônia. O campo de Rio Urucu, descoberto a 12 de outubro de 1986, foi o primeiro resultado de sete décadas de pesquisas e o marco de uma atuação que se vem ampliando desde então. Localizada a 600 quilômetros de Manaus a região produz óleo leve, isento de enxofre e apropriado à produção de nafta, gasolina e diesel, além de gás natural, cujo aumento da produção vai permitir a expansão da oferta de gás de cozinha e ainda o uso na geração de energia elétrica, substituindo, com maior eficiência, o óleo combustível. O aumento da produção de óleo e gás , a construção de uma nova Unidade de Processamento de Gás Natural e de um poliduto e a perspectiva de utilização do gás natural para geração de energia elétrica são os principais projetos hoje em andamento na Amazônia, quando se comemora o décimo aniversário da descoberta da província petrolífera de Urucu.

 

Melhora o escoamento

 

Desafogar o trânsito não é uma preocupação só dos moradores e governantes das grandes cidades. Em Urucu, em plena floresta amazônica, os sinuosos e estreitos cursos dos rios e as dificuldades de navegação na estação das secas são empecilhos naturais ao escoamento do óleo. Com o crescimento da produção, a partir de 1997, os rios Urucu e Tefé não suportarão o aumento de tráfego. Para descongestionar os rios, assegurar a navegabilidade durante o ano inteiro e, ao mesmo tempo, acelerar a chegada da produção  às refinarias, a Petrobras  vai construir um duto de 280 quilômetros de extensão, interligando a área produtora diretamente a um terminal a ser construído no município de Coari, na margem direita do rio Solimões.

Acompanhando pelo mapa, fica mais fácil entender os benefícios que a obra vai trazer para o escoamento da produção na região. De Porto Terminal, às margens do rio Tefé, à Refinaria de Manaus, as balsas percorrem quase mil quilômetros, em viagens de cerca de oito dias de duração – incluídos os dois dias necessários para a baldeação do óleo, na cidade de Tefé, para balsas de maior porte, que podem navegar pelo rio Solimões. Com a conclusão do duto, no final do ano que vem, o percurso de Coari a Manaus poderá ser realizado em 16 horas. No novo terminal, serão instalados tanques para armazenar o petróleo e o gás de cozinha e atracadouros para carregar navios e balsas.

 

Cresce a produção

 

O projeto de desenvolvimento dos campos de Rio Urucu prevê o aumento da produção dos atuais 20 mil barris/dia para 45 mil barris/dia, e a de líquido de gás natural (LGN) de 220 para 1.500 metros cúbicos, até 1999. Já a produção de gás natural saltará de 720 mil metros cúbicos/dia para 6 milhões de metros cúbicos/dia. A produção de gás será processada para retirar o gás de cozinha (GLP), e o restante será devolvida ao campo, para manutenção da pressão dos reservatórios e uso futuro.

Até 1998, a Petrobras vai investir R$ 450 milhões nas instalações para produção e processamento. Além dos 58 poços produtores (32 no campo de Rio Urucu e 26 no campo Leste de Urucu), serão perfurados mais de 20 poços e ampliados o sistema de coleta e a capacidade de processamento primário do petróleo. Uma nova Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) será construída, para separar o GLP dos seis milhões de metros cúbicos de gás natural produzidos diariamente. O aumento da produção de gás também justificou a necessidade de expansão do sistema de compreensão, para sua movimentação e reinjeção nos poços. Esse sistema já está preparado para exportar dois milhões de metros cúbicos/dia de gás reservados para comercialização a partir de 1999.

 

Gás ilumina a Amazônia

 

O projeto de desenvolvimento do campo de Urucu é o ponto de partida para o projeto que fará do gás natural a principal fonte energética da região amazônica. Com reservas de 82,8 bilhões de metros cúbicos de gás natural (mais da metade das reservas provadas no Brasil), é evidente a vocação para o uso do produto em usinas termelétricas, que atendem o mercado regional, em substituição ao óleo combustível. Os primeiros passos nessa direção já foram dados. O projeto para a utilização do gás de Urucu foi incluído nas prioridades do Plano  de Metas Brasil em ação, do governo federal, e deverá ser desenvolvido em parceria com o setor privado. Em agosto, Petrobras, Eletrobras, Eletronorte e o governo do Amazonas assinaram, em Manaus, protocolo de intenções para o fornecimento de gás natural pela Petrobras,  para a geração de energia elétrica nos estados do Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia.

De acordo com o projeto, serão fornecidos inicialmente 3,7 milhões de metros cúbicos/dia, atingindo-se 11,4 milhões de metros cúbicos/dia no ano 2010. O projeto inclui o transporte, por gasoduto, até Coari, no rio Solimões, onde serão construídas as instalações para liquefação, armazenamento e carregamento de embarcações criogênicas, que transportarão o produto liquefeito para Manaus e outras localidades, onde serão instaladas usinas termelétricas.

 

Uma aventura na América

 

Trilhas abertas à mão e logística sofisticada, rios que secam e investimentos em pesquisas científicas – tudo o que cerca a exploração e produção de petróleo na Amazônia tem lados antagônicos e complementares, um submetido à natureza poderosa, o outro facilitado pelos recursos à disposição de uma moderna companhia de petróleo. Mas nem sempre foi assim. No começo, há quase 80 anos, as perfurações margeavam somente os grandes rios, e os conhecimentos geológicos eram precários. Até 1934, quando surgiu o Departamento Nacional da Produção Mineral, foram realizadas 17 perfurações com essas características. Em 1938, foi criado o Conselho Nacional do Petróleo, que furou mais sete poços, ampliando as informações sobre as bacias sedimentares da região.

Com o advento da Petrobras, começou uma nova fase na busca de petróleo na Amazônia. Em dez anos, a Companhia perfurou 192 poços e realizou algumas descobertas, embora não-comerciais: Nova Olinda, Autás-Mirim e Maués datam desse período. Entre 1964 e 1972, as dificuldades do trabalho na selva e o insucesso comercial levaram a Petrobras a suspender as atividades na região. Mas a possibilidade de usar helicópteros, que permitiriam interiorizar as operações na floresta, trouxe a Companhia de volta poucos anos depois. Em 1978, ocorreu a primeira descoberta importante: a província de gás de Juruá, no município de Carauari, a cerca de 750 quilômetros de Manaus.

Ainda na década de 70, foi iniciada a exploração no mar, na foz do Amazonas. Em 1976, foi descoberto o campo de gás de Pirapema, no litoral do Amapá, considerado subcomercial. É dessa época o início dos trabalhos das companhias estrangeiras que assinaram contratos de risco com a Petrobras. British Petroleum, Esso, Pecten e Texaco, entre outras, atuarem na Amazônia até 1990, sem conseguir realizar descobertas de valor comercial.

Foram os anos 80 que responderam, afinal, às investidas dos modernos Colombos na aventura de explorar um oceano verde, virgem e tropical. No aniversário do descobrimento da América, a Petrobras descobriu o campo de Rio Urucu. Nada a ver? Talvez. Além de revelar ao mundo alguma coisa que sempre esteve lá, há em comum nessas duas histórias a marca da ousadia, persistência e coragem que transformam os sonhos em coisa real.

 

 

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ISO 14001 em Urucu

 

E&P-AM começa implantação do Sistema de Gestão Ambiental para alcançar o certificado ISO 14001

 

Foi com o objetivo de implantar um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), sem esquecer de melhorar os aspectos de Segurança e Saúde Ocupacional na província petrolífera do Rio Urucu, que o E&P-AM assinou um contrato de consultoria com a Bureau Veritas do Brasil.

Com o objetivo de definir as diretrizes para a obtenção do certificado ISSO 14001, isto é, a versão ambiental da norma de qualidade ISSO 9000, o gerente-geral do E&P-AM, o geólogo Paulo Aquino, reuniu na Base de Tapanã, em Belém, os gerentes da unidade, técnicos da Susema e consultores da Bureau Veritas.

Receber esse certificado representa uma expressiva vantagem competitiva para o petróleo, gás de cozinha e gás natural produzidos em Urucu, principalmente agora, que a produção está sendo aumentada. O projeto de desenvolvimento dos campos de Rio Urucu e Leste de Urucu prevê, para o final de 1998m, o aumento da produção dos atuais 20 mil barris/dia para 45 mil barris/dia de petróleo, ao passo que a produção de gás natural saltará de 720 mil metros cúbicos/dia para seis milhões de metros cúbicos/dia. Já a produção do gás de cozinha deve alcançar 950 toneladas, o que torna a Amazônia auto-suficiente neste combustível. O aumento da produção de gás também justificou a necessidade de expansão do sistema de compreensão, para sua movimentação e reinjeção nos poços. Esse sistema já está preparado para exportar dois milhões de metros cúbicos/dia de gás, reservados para comercialização a partir de 1999.

Atualmente, apenas dez empresas no Brasil possuem o certificado ISO 14001. O desenvolvimento do SGA no E&P-AM pode funcionar como um programa piloto tanto para formar e capacitar facilitadores, como para implantar a ISO em outros órgãos da Companhia.

 

ECONOMIA – Petróleo 

 

A floresta encantada

 

Futuro. Esta é a idéia que permeia todas as atividades da Petrobras na Amazônia desde 1986, quando o campo de Rio Urucu foi descoberto, provocando que havia petróleo comercial na região. Desde então, inúmeros investimentos vêm sendo feitos para garantir seu desenvolvimento, sem agredir a exuberância da paisagem local e a riqueza dos recursos naturais. Associar a imagem da Amazônia à tecnologia seria bem difícil não fosse a ousadia e a capacidade dos técnicos da Petrobras, que, ao longo de mais de 40 anos de pesquisas na região, descobriram petróleo e implantaram as mais avançadas técnicas de produção. Hoje, a área é abastecida com produtos de qualidade e com os menores custos dos últimos dez anos.

Na Região Norte, a Companhia conta com várias atividades: no campo de Urucu, são produzidos 34 mil barris/dia de petróleo e 120 toneladas/dia de gás de cozinha. A produção é escoada através de balsas até Tefé, de onde segue para a Refinaria de Manaus (Reman). A maior meta da Petrobras, no entanto, é a utilização do gás natural na geração de energia elétrica na Amazônia. Para atingir esse objetivo, o Governo do Estado, a Petrobras e empresas privadas deverão investir cerca de R$ 1,1 bilhão na região.

 

Reman

 

A imensa floresta tropical protege um complexo de máquinas e de pessoas, que trabalham para atingir todas as metas traçadas para o ano 2000. A Refinaria de Manaus – uma das primeiras do País – é um dos focos desse projeto. A execução dos programas de aumento de produção de petróleo e gás natural e de expansão da capacidade de refino no Estado do Amazonas possibilitará a geração de 2.400 empregos diretos e cerca de 6.800 indiretos.

Além disso, a produção de petróleo e derivados da refinaria terá um aumento significativo. Já estão em andamento as obras que irão viabilizar o aumento da capacidade de processamento de petróleo da Reman. Será instalada uma nova unidade de destilação atmosférica (U-2111), com capacidade para processar cerca de 5.000 m3/d de petróleo leve (Urucu), fornecendo os seguintes produtos finais: gás combustível, GLP, nafta, querosene, óleo diesel e resíduo atmosférico (RAT). A unidade foi projetada pelo Centro de Pesquisas (Cenpes), com a participação de engenheiros e técnicos da Reman. A refinaria chegará ao limiar do ano 2000 com sua capacidade de refino quatro vezes maior e a um custo dez vezes menor do que o praticado em meados dos anos 90.

Mas produzir petróleo não é a única finalidade da refinaria. Por trás de todo o complexo construído no meio da floresta tropical está a preocupação com o aspecto social. A Reman quer aumentar não só o número de máquinas, mas também o número  de programas criados para integrar a comunidade com a refinaria, como o Programa de Criança, Plantando o Futuro e Pequeno Trabalhador, além do Convênio Adefa (Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas), da construção da Unidade de Queimados e dos convênios firmados com universidades.

 

Urucu

 

Em 1988, teve início a atividade de produção na Bacia de Urucu, localizada a 600 quilômetros de Manaus. Os números, na ocasião, não ultrapassavam os três mil barris diários. Hoje, a produção chega a 34 mil barris/dia. A busca de petróleo continua. E o mais importante é que a Companhia não se limita a suprir de equipamentos e mão-de-obra os acampamentos instalados no meio da mata para a atividade de sísmica: empregados da Petrobras estão na Amazônia com a função especial de replantar as clareiras abertas, garantindo a predominância do verde na região.

O homem, aparentemente insignificante no meio da grandiosa floresta, tem, na verdade, o poder de agredi-la. Por isso, a Petrobras assume o compromisso de explorar o potencial da área, zelando pela preservação do meio ambiente e estimulando o estudo de espécies típicas da região. Convênios firmados com entidades ambientais e acadêmicas permitem a análise de aspectos da flora, fauna e geografia, além de doenças de grande incidência na Amazônia.

 

Uma história de fidelidade

 

A Companhia está presente em toda a Amazônia, valorizando o trabalho do ser humano e estabelecendo uma relação de confiança entre o homem e a natureza. A supremacia da Petrobras começa nas atividades de exploração e produção e se entende até a distribuição de petróleo e derivados pela região – 47% dos postos de abastecimento da Amazônia têm bandeira BR.

Ainda existem obstáculos físicos que dificultam a ação do homem – a via fluvial é a mais usada para os transportes, já que região é mal servida por rodovias. Mas os empregados da Petrobras estão definitivamente compromissados com o desenvolvimento da Amazônia e de sua população. O petróleo vai para outros estados do Brasil, os programas sociais melhoraram a qualidade de vida do povo amazonense, e a Floresta Amazônica – a maior riqueza nacional – é preservada. Todos o colegas da Companhia participam desse trabalho, pois carregam no dia-a-dia a paixão pela exuberância da mata e a responsabilidade de manter a marca da Petrobras como símbolo do desenvolvimento da região.

 

ECONOMIA – Petróleo    

 

Mais do que uma coincidência

 

A meta é ousada: fazer do gás natural e do petróleo da Amazônia a melhor solução energética. Às vésperas do ano 2000, o clima na base do Tapanã (E&P/ AM), em Belém do Pará, é de puro otimismo. Oitocentos e setenta empregados estão lotados na unidade, gerenciando as operações da região ou trabalhando diretamente na Base de Urucu. Responsabilidade grande para uma base que foi construída somente para prestar apoio aos trabalhos de exploração na Amazônia. Com o final de mais um ano se aproximando, Belém não é lembrada apenas como a cidade homônima do local onde nasceu Jesus, mas como base de sustentação para toda a história da Petrobras nesses 44 anos. Quem trabalha para manter os diversos projetos sociais do E&P/AM e para transformar o gás natural de Urucu em energia elétrica sabe da importância das atividades da Petrobras na Amazônia para todo o País.

 

Investimento e ascensão

 

Botes, barcaças e balsas marcam o começo da história da Companhia. Não o começo de suas atividades, mas o início do trabalho para a perfuração do primeiro poço de petróleo em terras amazônicas, em 1917. Muito antes de qualquer inovação tecnológica, os empregados já investiam na mata com tratores e pesadas estruturas de aço: motores, torres e tubos de perfuração. Somente em 1955 houve a indicação da existência de petróleo na Amazônia, porém inviável comercialmente. Os esforços foram finalmente recompensados em 1986, com a descoberta do campo de Urucu. Hoje, o E&P/AM apóia todo o trabalho de produção e exploração nesse campo, com o objetivo de colocar os produtos da Petrobras no mercado de forma competitiva e rentável, sem agredir o meio ambiente e respeitando os interesses da comunidade.

As atividades da Companhia na região estão em plena ascensão, e as experiências para 1998 são de uma produção diária de 45 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural. Novecentas e cinqüenta mil toneladas de GLP serão obtidas por dia com o processamento desse gás, o equivalente a 10 mil barris ou a 70 mil botijões de gás de cozinha. Para viabilizar esse planejamento, a Petrobras está utilizando a mais avançada tecnologia e ampliando suas instalações industriais. Surge no cenário da Amazônia o “corredor do petróleo” – um duto de 14 polegadas com 275 quilômetros de extensão, ligando a estação de produção (Pólo Arara) ao Terminal do Solimões. No Terminal, que será construído na margem direita do rio Solimões, serão instalados tanques de armazenamento e atracadouros para carregar navios e balsas. A produção da região será escoada para a Refinaria Isaac Sabbá (Reman).

 

Por trás da produção de petróleo

 

Aproximar ao máximo Companhia, empregados e familiares é um dos maiores objetivos da Petrobras. Por intermédio do programa Integração Família & Empresa, mulheres, filhos e pais são convidados a conhecer o ambiente e as condições de trabalho da Petrobras. O E&P/AM instituiu o projeto Visita a Urucu, para familiares de empregados que trabalham naquele núcleo de produção.

A principal preocupação está em mostrar a realidade do regime de confiamento, os benefícios oferecidos pela Petrobras e a realidade do setor petróleo no Brasil. Assim, o E&P melhora o clima organizacional interno e sua própria gestão. A aceitação do programa foi tão grande que o E&P já promoveu duas visitas à base. Todos os parentes que participaram dos encontros aprovaram a iniciativa da unidade: “Achei muito importante a possibilidade de conhecer o ambiente e as condições de trabalho na Petrobras. Percebi a distância que me separa do meu marido quando ele está embarcado”, conta Regina do Vale Nascimento, mulher do embarcado Diniz Nascimento. Vanessa Costa Tuma, filha do engenheiro de perfuração José Jorge Tuma, descobriu o quanto era necessário conhecer o tipo de atividade de seu pai: Nós debatemos sobre diversos aspectos da relação trabalho X família e crescemos com isso”.

 

Apoio à população

 

A unidade também tem um plano de acompanhamento de adolescentes provenientes de famílias de baixa renda – o Programa Menor Assistido. Por meio de um convênio com a Fundação Papa João XXIII (Funpapa), o E&P traz menores na faixa etária de 14 a 18 anos para estagiar na Companhia, oferecendo-lhes iniciação profissional. Além do treinamento para a realização de tarefas administrativas, os assistidos recebem aulas de informática, noções básicas de segurança no trabalho e meio ambiente, e ainda participam de palestras sobre saúde e comportamento social. “ Há um resgate de auto-estima e da auto-confiança, favorecendo o exercício da autonomia e da cidadania dos meninos”, resume a assistente social Saint-Clair Martins Vale, coordenadora do programa.

O apoio às populações carentes da região próxima à província petrolífera de Urucu também é um exemplo do compromisso da Petrobras com a sociedade. A Companhia presta assistência médica de urgência a essa pessoas, que moram longe da cidade de Coari e não têm acesso ao atendimento de instituições governamentais. Além do trabalho no posto médico da base de apoio de Urucu, a Petrobras realiza freqüentemente ações de caráter preventivo nos povoados às margens dos rios Tefé e Urucu.

Um barco equipado com medicamentos e materiais percorre a região, combatendo as doenças que mais atingem os moradores, como a malária, e atendendo às pessoas que sofreram acidentes domésticos. Para Elton Elvis Gomes, médico da base de apoio, o serviço é fundamental: “Apesar de não haver um programa definido, o importante é que a população sabe com quem contar quando precisa. As pessoas procuram os barcos ou as bases e são encaminhadas ao Grupo de Saúde Ocupacional (Gesao). A Petrobras oferece, inclusive, apoio de transporte até o grupo”.

A preocupação com a fauna e a flora da região completa o trabalho social realizado pela Petrobras. O pessoal do E&P/AM acumula essa função na Amazônia. Da unidade de Belém saem programas com o chamado Sistema de Gestão Integrada de Meio Ambiente, Segurança e Saúde (SGI), que tem como objetivo principal a implantação da ISO 14001 e da BS 8800 nos órgãos. A ISO é a sigla da organização que elabora normas internacionais para o sistema de gestão ambiental, e a BS é uma norma britânica que trata do sistema de gestão de segurança e saúde. Receber esses certificados significa ter nível de competição internacional. Trata-se de uma prova de que, mesmo trabalhando para aumentar a produção em Urucu, a Petrobras se preocupa em harmonizar as atividades de exploração, perfuração e produção com a preservação da natureza e com a melhoria da qualidade de vida da população.               

 

ECONOMIA - Petróleo

 

Sobrevivência na selva

 

A refinaria Isaac Sabbá (Reman), de Manaus, que completou recentemente 42 anos de operação, está vivendo um novo ciclo de sua existência, com metas e objetivos apontados para a realidade atual. Para isso, vem se empenhando e buscando o que há de melhor para modernizar suas instalações, aumentar sua produção e, conseqüentemente, atender à demanda da região.

 

Para atender aos chamados da modernidade, a Reman está passando por obras de ampliação que vão aumentar, principalmente, sua capacidade de refino. Inicialmente projetada para processar cinco mil barris de óleo por dia, depois de terminadas as obras, a refinaria vai triplicar a capacidade atual, de 15 para 45 mil bpd, no início de 2000.

Isso significa que o volume de produção de gás de cozinha (GLP), gasolina, diesel, óleos combustíveis e outros derivados será maior. Atualmente, a Reman, além de produzir, recebe e fornece os derivados para os estados do Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre, e parte do Pará, Mato Grosso e Amapá. Esses bens são indispensáveis às várias atividades desenvolvidas na região.

 

Abastecendo o Norte

A Reman iniciou operação em 6 de setembro de 1956, ainda com a denominação de Companhia de Petróleo da Amazônia (Copam), fundada por Isaac Benayon Sabbá. Na década de 70, os sete mil barris processados por dia não eram suficientes para atender ao consumo de derivados de petróleo da Região Norte. Assim, em 1971, a Petrobrás adquiriu o controle acionário da Copam, e, em 1974, passou a constituir mais uma unidade do Departamento Industrial.

Localizada a cerca de 15 quilômetros do centro comercial de Manaus e a única refinaria da Região Norte brasileira, ela adaptou seu funcionamento às características regionais, fazendo, por exemplo, o transporte de derivados de petróleo para as cidades ribeirinhas por balsas. Assim a Reman foi se desenvolvendo muito nesses últimos anos.

 

O mercado exige crescimento

Para se adequar ao consumo dos dias de hoje, a Reman precisou passar por algumas mudanças, preparando-se para pequenos aumentos de produção, sendo a última em 1996. Nesta nova fase da reforma, alguns equipamentos serão instalados e darão maior volume à produção. Assim, entrarão em funcionamento a Unidade de Destilação Atmosférica, sistemas de transfer6encia e estocagem de equipamentos, de co-geração de energia e uma estação de tratamento de despejos industriais. Aliado a isso, continua chegando, pelos portos flutuantes, o petróleo mais pesado, diferente do encontrado na região, para a produção dos derivados, como asfalto, óleos e combustíveis e bunker.

O mercado de influência da Reman está exigindo maior demanda de produção. A capacidade de tancagem da refinaria é de mais de dois milhões e meio de barris.

A descoberta de petróleo em Urucu foi fundamental para a Reman continuar existindo e as obras terem início. Assim, para se tornar competitiva e permanecer no mercado, a refinaria está se apoiando em quatro vetores: 1) o Programa Reman 5000 visa ampliar a escala de produção, com a modernização do parque de refino, da parte operacional, da segurança e preservação do meio ambiente; 2) gestão empresarial voltada para os resultados; 3) implementação de novos programas nas áreas de marketing e comercialização, dentro do conceito de foco no cliente; 4) consolidação de novas políticas e práticas de recursos humanos, como suporte essencial de todo o processo.

 

Integração com a comunidade

Não só de obras vive a Reman. Os projetos sociais também fazem parte do seu cotidiano. Assim como acontece quase em todas as unidades da Petrobrás, lá também se desenvolve o Programa de Criança - iniciativa da Companhia que oferece reforço escolar e alimentar, atividades esportivas e culturais -, no qual 100 crianças são atendidas.

Há cerca de três anos, também com o objetivo de estar mais presente na vida da comunidade, começava o projeto Plantando o Futuro. Nas escolas de Manaus, as crianças aprenderam a cuidar de hortas e a produzir reforço para a merenda.

Um outro tipo de trabalho é desenvolvido com adolescentes, que têm a oportunidade de complementar os estudos e ainda trabalhar na Petrobrás. Com uma jornada de 30 horas semanais, os pequenos trabalhadores executam diferentes tarefas administrativas em diferentes setores da Companhia.

Além disso, em parceria com a Associação do Deficientes Físicos do Amazonas, a Reman emprega 11 associados, dando a eles a chance de ingressar no mercado de trabalho e se integrar com o mundo que está ao redor. São por essas atitudes que a Reman preserva os valores pessoais e regionais.

 

O corredor do petróleo na Amazônia

Ela é uma espécie de tubo tamanho gigante, que vai interligar os vários poços de perfuração na região amazônica. Essa comparação simples serve para mostrar a grandiosidade do poliduto Urucu-Solimões.

Localizado a 600 quilômetros de Manaus e tendo cerca de 280 quilômetros de extensão, o Poliduto começa na floresta amazônica, na base de Urucu, e vai até Coari. O petróleo dessa região, que tem características geológicas recentes, resulta na produção de muitos subprodutos nobres, como GLP, gasolina e diesel.

Com essa descoberta, a Reman conseguirá aumentar o volume de produção, triplicando o número de barris processados por dia. Juntando ao que é destilado na própria refinaria, ficará mais fácil atender à demanda na região.

 

ECONOMIA - Petróleo

 

Selva Premiada

 

Já é emocionante, para começar, o vôo que liga Manaus à Província Petrolífera do Rio Urucu. A floresta se mostra em toda a sua exuberância, rios e mata fechada até onde a vista alcança nas quase duas horas do trajeto.

Mas a emoção continua quando se está chegando a Urucu. A mata fechada começa a mostrar seus detalhes - pássaros, uma árvore com flores vermelhas, diferentes tons de verde - e as instalações da Petrobras surgem nas clareiras abertas.

Tudo o que existe na Província Petrolífera do Rio Urucu foi planejado, feito, trazido e construído, pela Petrobras, para produzir petróleo. Hoje, a infra-estrutura montada na Província inclui um aeroporto, portos, estradas, alojamentos, instalações administrativas, de telecomunicações, almoxarifados, restaurantes e ambulatório.

Trata-se de dar suporte a um pólo de coleta e processamento de óleo e gás natural (Pólo Arara) e promover o escoamento da produção de petróleo, GLP e, futuramente, gás natural. Urucu possui ainda uma pequena unidade processadora de diesel para atender o consumo interno.

Parece muito? Tem mais. Está em andamento um projeto de desenvolvimento da produção de Urucu, sustentado pelas reservas de gás natural e petróleo. Já em fins de 1999 a produção de óleo deverá atingir 45 mil barris/dia.

Para a produção de gás natural, hoje em 6 milhões de metros cúbicos/dia, os investimentos serão mais pesados. Na nova Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), também prevista para entrar em operação no final de 99, serão obtidas diariamente 950 toneladas de gás de cozinha - o equivalente a 73 mil botijões - além de gasolina natural.

O gás natural também será escoado para a geração de energia termoelétrica nos estados de Rondônia e Amazonas. No dia 4 de junho, com a visita do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi assinado um termo de compromisso entre Petrobrás, Eletrobrás, Gaspetro, os governos dos dois estados e suas companhias distribuidoras de gás para viabilizar o projeto.

Esta protocolo prevê viabilizar a utilização do gás natural dos campos de Urucu e Juruá, cujas reservas chegam a 96,7 bilhões de metros cúbicos (o equivalente a 24% das reservas brasileiras). A Petrobrás já construiu um gasoduto de 275 quilômetros de extensão ligando a área de produção no rio Urucu à cidade de Coari, às margens do rio Solimões (daí, hoje’os produtos seguem de navio para Manaus). Pelo projeto, para permitir o rápido escoamento do gás natural para as cidades de Manaus e Porto Velho, serão construídos mais dois gasodutos: um ligando Coari a Manaus, com aproximadamente 420 quilômetros de extensão, e outro ligando Urucu a Porto Velho, com 550 quilômetros.

Para a construção desses gasodutos serão necessários investimentos da ordem de R$ 500 milhões, com geração de 3 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. Também serão feitos investimentos pesados na adaptação de usinas termoelétricas existentes, linhas de transmissão, etc., num exemplo de parceria empresarial que prevê a participação majoritária de investidores privados.

Todo esse esforço que tem sido feito em Urucu está dentro dos mais rígidos controles de segurança, cidadania e qualidade ambiental.

 

Ecologicamente correta

 

Exercer suas atividades de acordo com as normas de preservação do meio ambiente faz parte do princípio empresarial da Petrobrás como empresa cidadã. Ela deu mostras disso quando conquistou em janeiro de 98 pela E&P/AM as certificações ISO 14001 (proteção ambiental) e BS8800 (segurança e saúde), concedidas pelo Bureau Veritas Quality International (BVQI). O fato rendeu à Companhia o honroso título de primeira empresa de petróleo no mundo a receber simultaneamente tais certificações. Uma vitória com sabor especial: as atividades certificadas são aquelas desenvolvidas em plena Floresta Amazônica.

Tamanha proeza resultou da implementação, em janeiro de 97, do Sistema de Gestão Integrada (SGI) com base nas normas ISSO 14001 e BS 8800. A palavra de ordem para que o SGI tivesse sucesso foi integração. A gerente da Assessoria de Meio Ambiente da E&P/AM, Venina Velosa Fonseca, ressalta que a parceria entre as empresas prestadoras de serviço e a Companhia foi vital para a obtenção das certificações.

“Com o Programa de Sensibilização para às Áreas de Meio Ambiente, Segurança e Saúde, treinamos empregados e contratados, discutimos os impactos das atividades da Petrobrás na região amazônica, os efeitos desses impactos, e como mudar nossos procedimentos de trabalho para diminuir agressão ao meio ambiente. Foi uma verdadeira mudança de visão e de comportamento”, conta Venina.

 

Mudança de hábitos

Segundo a gerente da Assema, há hoje entre todas as pessoas que trabalham na E&P/AM “o compromisso de respeitar o meio ambiente e de trabalhar de acordo com as normas de segurança”. Para sensibilizar as pessoas, são realizados simulados mensais de emergência, programas de contenção de vazamentos e inspeções para constatar irregularidades, que resultam em relatórios para ações corretivas. Mesmo os contratados, a maioria ribeirinhos oriundos do extrativismo, que não tinham uma cultura de ação preventiva, cobram e valorizam mais o uso de equipamentos de proteção industrial.

“O processo de certificação trouxe mudanças radicais não só nos procedimentos de trabalho, mas também na qualidade de vida dos funcionários contratados. Cobramos e conseguimos das empresas prestadoras de serviços instalações e alojamentos adequados, mais limpeza nesses locais e refeições de melhor qualidade. O trabalhador precisa sentir que a busca da certificação traz benefícios para sua vida”, afirma Venina Fonseca.

 

Um passo à frente

Depois das certificações, a palavra de ordem passou a ser aperfeiçoamento.

Qualquer empresa certificada tem sempre mais um passo a dar ruma à qualidade. Tudo pode e deve ser melhorado constantemente.

Bons exemplos de como isso acontece na E&P/AM são o programa de reeducação alimentar, implantado este ano para os empregados da Companhia, e o lançamento em maio último do Prêmio E&P/AM de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Treze empresas prestadoras de serviços concorrem à premiação, que será concedida em agosto nas categorias operação e serviços.

“Essa premiação faz parte da busca pela melhoria contínua dos procedimentos das empresas prestadoras de serviços, através do reconhecimento de seu desempenho na gestão de suas atividades de segurança, saúde e meio ambiente”, explica Venina Fonseca.

Para verificar se os padrões atingidos estão sendo mantidos ou melhorados, a E&P/AM se submete a auditorias externas a cada seis meses, pelo BVQI, e internas, realizadas trimestralmente. Os indicadores comprovam que todo o esforço foi válido. “Melhoramos consideravelmente nossos índices relativos a meio ambiente, saúde, segurança e até nosso custo operacional caiu”, relata Venina Fonseca.

A E&P/AM se prepara agora para superar um novo desafio. Até agosto, o órgão se submeterá à auditoria de qualidade do BVQI para certificar pela ISO 9000 todos os seus processos de produção e gestão totalmente integrados ao atual Sistema de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Segundo Venina, esse último projeto de certificação estará concluído em sete meses, um prazo curto, se comparado aos 12 meses necessários para a obtenção das certificações ISO 14001 e BS 8800. O motivo é óbvio: “Hoje, existem na empresa ambiente e cultura voltados para a normatização de procedimentos de trabalho, o que antes não acontecia”, ressalta a gerente.

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Intercâmbio de conhecimentos na Amazônia

 

A Comissão para Coordenação do Sistema de Vigilância da Amazônia do Ministério da Aeronáutica (CCSIVAM) e a Petrobras assinaram, em julho, um acordo de cooperação tecnológica para ampliar os conhecimentos sobre a região amazônica. O documento foi assinado pelo presidente da Petrobras, Philippe Reichstul, e o brigadeiro-do-ar José Orlando Bellon.

O acordo prevê a obtenção de dados científicos, pesquisas sobre a Amazônia e aplicação de tecnologias de sensoriamento remoto com radar, produzidas no Cenpes para essa região. Haverá intercâmbio de informações ambientais e desenvolvimento do banco de dados regional, além do treinamento e formação de técnicos nas áreas de sensoriamento remoto e geoprocessamento.

A cooperação vai auxiliar a implantação do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), também para troca de informações. Com larga experiência em estudos na região, o Cenpes irá fornecer apoio técnico ao projeto.

       

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Quando a Petrobras trabalha com o meio Ambiente você também quase não percebe

 

Quando a Petrobras está trabalhando com o meio ambiente você quase não sente. Nem você, nem os animais, planetas e rios que vivem no local. Foi assim com a Amazônia, onde a Petrobras foi a primeira petroleira a conquistar ao mesmo tempo as certificações ISO 14001, pelo respeito e cuidado com o meio ambiente, e a BS 8800, pela preocupação com a segurança e saúde dos empregados. Agora, a Petrobras recebe pela segunda vez consecutiva o Top de Ecologia da ADVB. Desta vez com o case: “Petrobras e Meio Ambiente: Um Parceria de Vida na Amazônia”. Isso mostra que quando a Petrobras trabalha em harmonia com o meio ambiente você quase não sente. Nem a natureza.

 

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Programa sócio-educacional no Amazonas

 

Em convênio com a Prefeitura da cidade de Coari, no Amazonas, a E&P-AM, o Dtnest e o Sercom patrocinam programas sócio-educacionais para estudantes de escolas do município. Os adolescentes têm aulas de dança, música, percussão, canto e teatro.

A Petrobras disponibilizou R$157 mil para a viabilização de projetos esportivos, atividades culturais e educação ambiental com a construção de casas de vegetação e composteiras nas escolas. As composteiras transformam o lixo orgânico em adubo, que será aproveitado nas hortas escolares, jardins e praças, e em aulas práticas de como separar o lixo orgânico do inorgânico.

O convênio, que começou em 1998, tem duração de dois anos. No primeiro semestre deste ano, já foram realizados eventos culturais, como a III Festa Cultural, com a estréia do coral de Coari, o XXII Festival Folclórico de Coari e a apresentação da Orquestra Municipal durante a comemoração do 67º aniversário da cidade. Cerca de 300 jovens que participavam das aulas de dança formaram os grupos Geração 2000, Anos 60 e Grupo Clássico.

   

 

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Expectativas na Selva

 

Fazer do gás e óleo da Amazônia a melhor solução energética”, mostra a placa na estrada que atravessa o verde maciço que envolve o campo de Urucu. Circundado pela mata, o campo abriga, em meio à exuberância da natureza, 60 poços, 32 já em produção e 28 que serão abertos após o início de operação da nova Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN). Nesta região encontra-se o SUC-1, poço Sudoeste de Urucu, que assinala o extremo oeste da Petrobras no Brasil e delimita a província de Urucu. Fechado no momento, o poço é uma esperança que se junta às metas que estão nas placas e nas cabeças de pessoas que aprenderam a lidar com o desafio de produzir petróleo numa cidade industrial cercada de árvores e bichos. Ali estão em pleno vigor novas maneiras de realizar as atividades diárias, através de uma rotina de sistematização de procedimentos, integrada na filosofia do Sistema de Gestão Integrada (SGI). Como resultado, a E&P/AM conquistou a ISSO 9001. É um reconhecimento pela qualidade que se junta a outras certificações: a ISSO 14001, obtida para o meio ambiente, e a BS 8800, para a segurança e saúde.

 

Em ritmo de pré-operação

 

O movimento é de expectativa: está em fase de pré-operação o projeto de ampliação das instalações de coleta e processamento de gás natural, denominado AM 028, que inclui a nova UPGN, a maior planta de processamento de gás natural do Brasil e uma das maiores da América Latina.

A E&P-AM tem a segunda maior reserva de gás natural do País. Com previsão de iniciar a produção em dezembro, a nova UPNG tem capacidade para processar seis milhões de metros cúbicos de gás por dia e gerar mil toneladas/dia de GLP (gás de cozinha). Vai representar um grande avanço em relação à antiga UPNG, cuja capacidade de processamento é de 600 mil metros cúbicos de gás natural por dia, com produção de 130 toneladas/dia de GLP. Parte do Projeto de desenvolvimento sustentável na Amazônia, a nova UPGN vai viabilizar a auto-suficiência de abastecimento de GLP nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Amapá, Roraima e parte do Maranhão.

 

A gestão é o suporte

 

Confinamento em Urucu é sinônimo de dedicação ao trabalho: a jornada começa bem cedo todas as manhãs (para se ter uma idéia, o serviço de café da manhã termina às 7:30min) e pode se estender noite adentro quando é necessário. Como o trabalho na selva não pára, o desafio da ISO 9001 passou a fazer parte da rotina do pessoal desde janeiro de 1999.

Atualmente, todas as tarefas seguem padrões de execução, seguindo a estratégia da Companhia. “Buscamos o aperfeiçoamento contínuo para obter resultados crescentes e enfrentar o mercado competitivo”, afirma o gerente de Operações Marques Cavalcante.

Trata-se de uma meta que envolve todos os parceiros e empresas contratadas, que se juntam à gerências e aos empregados. Segundo o gerente, sistematização é a palavra-chave.

Voltado para a norma ISO 9001, foi implantado um software denominado Siga ( Sistema Integrado de Gestão de Anomalias), que abrange processos, produtos, segurança, qualidade, riscos ambientais, reclamações de fornecedores e pesquisa de satisfação junto aos clientes.

É um passo-a-passo que vai desde a operação de uma planta, passa pelo registro de processos, análise de anomalias e chega à implantação de ações corretivas e preventivas. Como resultado, o gerente aponta: “Hoje temos o menor custo operacional de extração de óleo do Brasil”.

   

ECONOMIA - Petróleo

 

Na indústria petrolífera, a água também se faz presente. Ela tem papel fundamental no refino. Sem esse líquido valioso, cuja disputa tem gerado conflitos no Oriente Médio e na Ásia, seria impossível processar o óleo e produzir derivados. Já na exploração, ela serve para empurrar o óleo e produzir derivados. Já na exploração, ela serve para empurrar o óleo que está no fundo da rocha para a superfície. Nos campos marítimos, é usada para manter a pressão no reservatório. Entretanto, a água salgada que sai junto com o petróleo extraído dos campos marítimos não é bem-vinda. Ela influi na qualidade do produto e ainda provoca corrosão nos equipamentos das refinarias. É preciso separá-la do óleo, dar o tratamento adequado e, então, devolvê-la ao mar.

 

A água na produção de petróleo

 

Na exploração e produção, a água atua como mocinha e vilã. Está presente na rocha juntamente com o petróleo e o gás natural. Estes fluidos estão separados em camadas. O mais pesado, a água, fica na parte inferior da rocha, sobre ela o petróleo e acima deste, o gás. “É usual a injeção de água no reservatório para manter a pressão e auxiliar o fluxo do petróleo para a superfície”, explica o engenheiro da Gerência Geral de Produção da E&P Clovis Burmann. A água a ser injetada na rocha pode ser doce, salgada ou aquela produzida juntamente com o óleo depois de separada. Seja qual for o tipo de água injetada no reservatório, ela é tratada para garantir que não ocorra entupimento dos poros da rocha, dificultando a migração do óleo para os poços.

Na fase inicial de operação dos poços produzem apenas óleo e gás. Com o passar do tempo, a camada de óleo diminui, a de água aumenta e uma mistura de óleo e água é trazida à superfície em conjunto com o óleo.

Na superfície são separados os três produtos: óleo, água e gás. Em algumas plataformas marítimas e em campos terrestres a água produzida é tratada antes de ser devolvida ao ambiente. “As plataformas marítimas que não possuem sistema de tratamento de água transferem a água juntamente com o óleo, pelo oleoduto, para os terminais terrestres, onde é tratada para ser descartada”, conta Burmann.

O processo mais comum de tratamento de água antes de devolvê-la ao meio ambiente é a separação gravitacional em que a mistura de água/óleo, após algum tempo descansando em tanques ou vasos de pressão e com o uso de produtos químicos, é separada por diferença de densidade. O óleo, por ser mais leve, sobe até à superfície, separando-se da água. Burmann explica que “para tornar mais eficiente a separação gravitacional, pode ser feita a injeção de pequenas bolhas de ar ou gás”. Essas bolhas aderem às gotículas de óleo, facilitando sua subida à superfície. Outro processo para separar o óleo da água utiliza a força centrífuga e usa equipamentos denominados hidrociclones, de formato cônico e alongado. Neste caso, a mistura óleo/água é separada. A água se desloca para as paredes do equipamento e o óleo migra para o centro, saindo em sentido oposto ao da água. “O hidrociclone é o equipamento de tratamento de água oleosa mais compacto, característica importante para sua utilização em plataformas marítimas, onde área e peso são fatores limitantes”, afirma Burmann.

 

A água no refino

Uma refinaria gasta, em média, de meio metro cúbico de água para processar um metro cúbico de petróleo. O uso intenso da água no refino levou a Petrobras a produzir em quase todas as suas unidades industriais a água necessária para o seu processamento do óleo e até para o consumo dos trabalhadores. É o que acontece em todas as refinarias, algumas captanto em barragem própria, como é o caso da Reduc e da Repar. Outras retiram água diretamente do rio, como Refap, RPBC, Replan, Revap e Recap. A Regap tem o seu abastecimento suprido pela lagoa de Ibirité, construída pela Petrobras. Segundo o chefe do Setor de Sistemas de Águas Efluentes do Abast, Roberto Amorim, “a obtenção de água para os processos das refinarias se torna cada vez mais difícil à medida que as fontes diminuem e as unidades crescem, aumentando o consumo”. Por isso, as refinarias reciclam as águas captadas. O vapor d’água injetado nas torres de fracionamento é condensado e reutilizado como água de processo após a remoção de amônia e gás sulfídrico. Sempre há perdas por evaporação, e parte da água captada retorna à fonte de abastecimento.

“O objetivo é retirar quantidades menores, apenas o volume suficiente para completar as necessidades do processo”, diz Amorim.

Reciclar a água, mais do que uma atitude ecologicamente correta, é sinônimo de economia de milhares de reais. Uma refinaria do porte da Reduc consume 1.400 metros cúbicos de água por hora. A lei de 9.433, de janeiro de 97, em fase de regulamentação, estabelece o pagamento para a captação e a devolução de águas. “Por isso, para diminuir seus custos, as unidades industriais devem manter sempre a preocupação de economizar água, através da reciclagem e da eliminação de desperdícios”, afirma Amorim.

Depois de captada, a água passa por diversos tratamentos para a adequação de sua qualidade de acordo com o uso. Para utilização como água de combate a incêndio, é necessária uma fonte abundante e segura. Para os demais usos, é preciso remover os sólidos suspensos (argila, areis, microorganismos e outros), sendo empregados os processos de clarificação e filtração, nova dose de cloro. Para a produção de vapor é necessária a remoção dos sais dissolvidos na água .

No refino, a água é utilizada em todos os processos. Uma das principais utilizações é como água de resfriamento. “A água, após retirar o calor do óleo nos trocadores de calor, é resfriada nas torres de resfriamento, retornando para a retirada de mais calor”, explica Amorim. Outro consumo de água é na dessalgadora, onde a água é injetada para a retirada do sal proveniente dos campos de petróleo. Uma parte da água consumida na refinaria é para a produção de vapor. O vapor é utilizado na geração de energia elétrica, no acionamento de máquinas ou diretamente no processo.

Antes retornar à fonte, a água passa por novo tratamento. As unidades industriais dispõem de sistemas de tratamento dos despejos hídricos, cumprindo as exigências da legislação que regulamenta o uso de águas em indústrias. O tratamento primário consiste na separação do óleo e da água, nos chamados separadores de água e óleo. O óleo, por ser mais leve, tende a subir e a se concentrar na superfície da água. O óleo recuperado é reaproveitado no processo e a água é submetida a tratamento biológico, para retirar o óleo que ainda permanece dissolvido. Lá, os microorganismos, “alimentados” com oxigênio e nutrientes, se reproduzem e consomem as substâncias dissolvidas na água, biodegradando os contaminantes.

 

ECONOMIA - Petróleo

 

Gasoduto ameaça o Pantanal

 

Petrobras é acusada de sonegar informação sobre uso de explosivos

 

A Câmara Técnica do Conselho de Meio Ambiente do Conselho Nacional (Conama), a Curadoria de Meio Ambiente de Corumbá (MS) e a Comissão de Defesa dos Consumidores de Meio Ambiente, da Câmara Federal, vão solicitar explicações da Petrobras e da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) sobre a utilização de explosivos no pantanal mato-grossense durante a execução das obras do Gasoduto Brasil- Bolívia.

Dizendo-se surpreso com a utilização de explosivos no Pantanal, o curador de Meio Ambiente de Corumbá, Gilberto Robalinho, disse que deverá entrar, com uma ação civil pública para embargar os 123 Km da obra que cortarão o pantanal mato-grossense, conforme divulgou a agência O Globo.

A interdição das obras também poderá ser solicitada pelo membro da Comissão de Defesa do Consumidor de Meio Ambiente e Minorias da Câmara Federal, deputado Gilnei Viana (PT-MT), que pediu hoje explicações ao ministro do Meio Ambiente, Gustavo Krause, sobre o uso de explosivos. Gilnei, que encaminhou ofício à presidência da Câmara, solicitando a convocação da Petrobras para dar explicações sobre o uso de explosivos, defende também a criação de uma comissão de externa para fiscalizar a obra.

“Como toda sociedade me sinto burlado. Esse relatório de Impacto Ambiental (Rima) parece uma bula de remédio, onde, com o intuito de enganar a sociedade, só fala de explosivos nas linhas minúsculas”, disse o deputado, acrescentando que , na verdade, não conseguiu perceber no Rima o trecho em que fala de explosivos.  

O consultor da Câmara Técnica do Pantanal no Conselho Nacional de Meio Ambiente, Alcides Farias, garantiu, também, que nunca ouviu falar de explosivos, apesar de ter participado das audiências públicas para a elaboração do Rima. Farias decidiu convocar uma reunião do órgão “em regime de urgência”, para pedir explicações a Petrobras.

A utilização do uso de explosivos não consta do texto principal do Estudo de Impacto Ambiental, aprovado pelo Ibama, que já concedeu licença para as empreiteiras tocarem as obras no Pantanal. Segundo o geólogo da Petrobras, Eduardo Lopes, o texto principal do relatório ambiental consolidado priorizou outros problemas ambientais: alteração da fauna aquática, aumento da caça predatória, alteração da iluminação dos vegetais e hábitos da fauna. O uso de explosivos é citado de forma genérica no anexo A da página 21 do relatório, o que acabou provocando surpresa até mesmo em entidades ambientalistas e em secretários de meio ambiente.

O uso de explosivos foi relatado inicialmente pelo chefe da obra na Bolívia, o engenheiro Fredy Orellano. Segundo ele, no trecho que vai da divisa do Brasil até 20 quilômetros em direção a Porto Suarez, foram encontrados 113 focos com rochas. Para desobstruí-los serão necessários - de acordo com o chefe da obra - cerca de 10 toneladas de dinamite e de explosivos à base de nitrato de amônia.

“Certamente por estar na divisa e apresentar o mesmo tipo de solo, esse tipo de explosão também terá de ser feita no lado brasileiro”, disse o engenheiro, garantindo que, ao contrário do Rima brasileiro, a utilização dos 113 focos está prevista com prioridade no relatório de Impacto Ambiental da Bolívia.

Após consultar a área técnica, a assessoria de imprensa do Ibama informou hoje que a utilização de explosivos deve se limitar a algumas ilhas do Pantanal. Segundo a assessoria de imprensa do Ibama, uma técnica, que permite afastar através de sons os peixes antes das explosões, deve minimizar o impacto ambiental. O Ibama informa ainda que a quantidade certa de explosivo a ser usada somente será conhecida depois que obras forem iniciadas. De acordo com o Ibama, todas as explosões deverão ser comunicadas antecipadamente ao órgão.

Para Alcides Farias, essa informação já devia constar no relatório detalhado das empreiteiras, que levou o Ibama a autorizar o início das obras. Farias a credita que o uso de explosivos poderá espantar os pássaros e outros animais da região. A denúncia é refutada por Antônio Meneses, vice-presidente da Petrofértil, subsidiária da Petrobrás, que garante que o impacto ambiental será mínimo. “Só serão utilizados explosivos onde não houver outra saída e com todo rigor técnico”, disse. Meneses nega que a Petrobras esteja sonegando informações e disse que o uso de explosivos consta inclusive das cláusulas do contrato firmado pela Petrobras com as empreiteiras responsáveis pelas obras.        

ECONOMIA – Petróleo

 

Transgasmazônica

 

A Vale do Rio Doce procurou recentemente a Petrobras para juntas analisarem a construção de um megagasoduto ligando as reservas de gás natural de Urucu, no Alto Solimões, à região de Marabá. Sob o ponto de vista econômico, o projeto faz todo o sentido. O maior problema, no entanto, é a distancia a ser percorrida pelo novo tubo. Ao todo, serão 1600 quilômetros de confusão com as entidades ambientalistas.