ECONOMIA PECUÁRIA – Pará

 

Pecuária cresce e atrai investimentos

 

Considerado pelo último censo agrícola do IBGE como o segmento rural mais produtivo do Estado nos últimos anos, graças aos bons níveis de incorporação de tecnologia, a agropecuária paraense já desponta como a 4a maior produtora de bovinos do Brasil, com mais de 8 milhões de cabeças, sendo que 70% deste rebanho está concentrado no Leste paraense, e tem sido alvo de continuados investimentos, em especial na região Sudeste. Outro potencial considerável está no gado bubalino, que tem no Arquipélago do Marajó o maior rebanho brasileiro, com 1 milhão de cabeças. Condições climáticas e sanitárias, padrões genéticos e manejo adequado não são mais obstáculos para a expansão da atividade pecuária no Estado.

O maior problema ainda está no aprimoramento do manejo de pastos artificiais e no melhor aproveitamento dos pastos nativos. A produção avícola, por seu lado, vem crescendo em grande escala em todo o Estado, dependendo apenas do aumento da produção interna de grãos para despontar como um elemento alimentador de toda essa cadeia agroindustrial.

 

 

ECONOMIA PECUÁRIA – Pará

 

Agropecuária

 

Enquanto se volta para a verticalização em várias áreas, o Pará caminha melhor também no setor agropecuário. No pólo agrícola de Paragominas, o maior do estado, foram plantados 15 mil hectares de grãos na última safra. Essa área soma-se a mais de 10 mil hectares em Marabá e 5 mil em Redenção.

O pólo mais novo é o de Santarém, com área plantada de 3 mil hectares de grãos na última safra e projeção de 8 mil na próxima. A força desse pólo está na logística: com a ampliação do porto de Santarém, o custo de escoamento da produção agrícola terá grande queda.

Até a pecuária paraense, antes desleixada, está entrando nos eixos: um número crescente de criadores de bois e de búfalos investe em várias frentes – da formação de pastos ao uso de inseminação artificial – para ter animais que podem ser abatidos com dois a três anos, não com cinco ou seis, dando carne de melhor qualidade.

 

ECONOMIA – Pecuária

 

Búfalo criado corretamente

 

Animal abatido com até dois anos dá carne melhor do que a de boi

 

O búfalo chegou ao Pará, pela ilha de Marajó, há mais de 100 anos, em 1892. Mas só agora está sendo criado corretamente para fornecer carne de boa qualidade, já vendida em Belém a preço 20% superior ao da carne bovina de nelore, por pecuaristas como o presidente da Associação Paraense de Criadores de Búfalos (APCC).

O empresário entrou no negócio em 1991 ciente do grande potencial do búfalo. Pesquisas da Universidade da Flórida e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) já indicavam que o búfalo bem manejado e abatido na faixa de dois anos, com aproximadamente 450 quilos, fornece carne com menos colesterol e gordura, comparativamente à do boi.