ECONOMIA – Indústria Comentário Geral  

 

A importância da MARCA

 

Nunca se discutiu tanto o conceito de marketing como nesta década. O marketing, hoje, é tudo dentro de uma empresa. Numa visão moderna, sua tarefa é integrar o cliente à elaboração do produto, desenvolvendo um processo sistemático de integração. É desenvolver relações. Caiu por água abaixo, conforme afirma o escritor Regis McKenna, uma das maiores autoridades mundiais na matéria, o pensamento voltado somente para a publicidade, promoção e merchandising para conquistar uma parcela do mercado, ou seja, anúncios e promoções são apenas uma pequena parte da estratégia de marketing. A propaganda reforça posições no mercado, mas não as cria. Essas relações que a empresa desenvolve com clientes, distribuidores e até com os concorrentes representaram uma mudança fundamental no papel e no objetivo do marketing, segundo ele.

De qualquer maneira, um produto, além de uma política de preços e distribuição adequadas, necessita, também, de um grande esforço promocional, estabelecendo-se métodos de comunicação diversificados, como a propaganda, pesquisa de mercado, relações públicas e mala direta. Este produto ou serviço, ao ser visto, transmite informações que não são visíveis. Ele é visto pela sua marca, definida como um símbolo que funciona como elemento identificador e representativo de uma empresa, instituição ou produto.

 

Nome, marca, logotipo....

 

A identificação de uma empresa com um símbolo, segundo os professores Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa, autores do Dicionário de Comunicação, pode ser obtida por várias formas:

o nome da empresa, instituição ou produto e a sua forma gráfica (escrita) ou sonora (falada). Exemplo: Petrobrás ou Lubrax (nome fantasia);

símbolo visual ou sinal gráfico. Diz-se, também, marca-símbolo. Exemplo: BR;

o logotipo, representação gráfica do nome, em letras de traçado específico. No caso do nome Petrobrás, ele é traçado em alfabeto helvético;

o conjunto dessas formas, numa só composição gráfica, permanente e característica, constituído pelo nome, símbolo e logotipo. Diz-se, nesse caso, logomarca ou marca corporativa. Observe os exemplos:

                                          __

                          PETROBRÁS       BR

                                            PETRÓLEO BRASILEIRO S.A.

 

 

A marca nos transmite informações que não são visíveis. As informações estão na mente do consumidor e foram parar lá através do conceito que ele tem do produto ou da instituição. No caso de derivados de petróleo, diferentemente de um produto de consumo de baixo risco, a marca é de vital importância para a sua aquisição, pois ela carrega consigo a história e o desempenho da empresa, sua qualidade, usuários e outros. No caso da Petrobrás, especificamente, existe toda uma história em torno de sua marca: a luta pela implantação do monopólio estatal, o fato de ser uma empresa genuinamente nacional, de ser a maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo, o seu incontestável avanço tecnológico, reconhecido internacionalmente.

A falta de unidades das marcas e símbolos implica o enfraquecimento da imagem de todo um sistema corporativo, pois a identidade visual nada mais é que um sistema de elementos composto de marca, símbolo, logotipo, cor, uniformes, identificação de produtos, indicadores visuais e placas de sinalização, que caracterizam visualmente uma

organização e que dão personalidade à empresa.

Com o avanço tecnológico e a produção em série, a quantidade de produtos e serviços oferecidos aumentou consideravelmente. Perderam o âmbito local, da época dos artesãos e sua comunicação pessoal e direta, e entraram na era da comunicação de massa e dos grandes veículos de comunicação. Foi aperfeiçoado o modo pelo qual as empresas começaram a conquistar o consumidor, e as técnicas de comunicação visual evoluíram para facilitar a perpepção. Surgiram as logomarcas, utilização das cores e suas combinações para uma imediata identificação da empresa.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

ECONOMIA Indústria – Pará

 

Extrativismo tem dias contatos

Agora a palavra de ordem no estado é agregar valor à produção

 

Os investimentos previstos no Pará entre 1998 e 2005 somam aproximadamente US$ 13,7 bilhões, segundo levantamento do Centro de Informações da Gazeta Mercantil. Só neste ano US$ 208,4 milhões estão sendo destinados à criação ou à expansão de negócios privados voltados para a verticalização na cadeia de produção.

Esse novo rumo que o Pará toma reflete-se no complexo industrial e portuário de Vila do Conde, em Barcarena, ás margens da Baía do Marajó. Maior em movimento de cargas no Norte do País – total de 5,5 milhões de toneladas de granéis sólidos e cargas gerais em 1998 - , o complexo oferece, com sua localização estratégica, boa alternativa ao porto de São Luís (MA) para exportadores paraenses que buscam rapidez e menores custos.

 

SOINCO – O primeiro exemplo de verticalização no distrito de Vila do Conde, onde operam os gigantes Alunorte e Albrás, produtores de alumina (matéria-prima) e de alumínio primário, destinado a indústrias de transformação, é o do grupo argentino Soinco. Desde 1997, vem produzindo, com investimento de US$ 30 milhões, cabos e vergalhões de alumínio para as indústrias elétrica e automobilística. E já toca um projeto que vai duplicar a capacidade de produção.

Ainda em Vila do Conde, as facilidades portuárias e a presença da Albrás, da Alunorte e de duas grandes indústrias beneficiadoras de caulim – Rio Capim Caulim e Pará Pigmentos – estão contribuindo para a materialização de outros negócios. Entre elas, as Manutenções Industriais do Brasil (MIB), que entrou em atividade há quatro anos na área de serviços e agora parte, com Indústria Cerâmica do Conde (ICC), para o aproveitamento de refeitos industriais abundantes na região. “Mesmo em tempos de crise, todo mundo precisa de tijolos e de telhas para construir”, diz Wagner Berbet, presidente da empresa.

 

 

ECONOMIA – Indústria Pará

 

Quase toda a produção paraense de alumínio primário é exportada

 

Novas Indústrias – Nos últimos anos, além de Albrás e do início de atividades da Alunorte, em 1996, o complexo de alumínio e a logística do porto fizeram com que outras empresas se instalassem em Vila do Conde. Em 1995, chegaram as indústrias Rio Capim Caulim (RCC), formada pela norte-americana DBK, a empresa alemã AKW e o grupo brasileiro Mendes Júnior, e a Pará Pigmentos S.A. (PPSA), uma associação entre a CVRD, a Mitsubishi Corporation e o Banco Mundial.

A RCC investiu US$ 180 milhões na planta industrial de Vila do Conde. A empresa, segunda maior fornecedora de caulim do País, produziu 300 mil toneladas em 1998. Até 2001, a RCC estará investindo R$ 300 milhões para atingir a capacidade de 1 milhão de toneladas anuais de caulim coating, matéria-prima usada no revestimento de papel.

O minério extraído das reservas paraenses é “um dos melhores do mundo”, segundo o superintendente administrativo da empresa, Dérgio Scahch. Ele sai das jazidas de caulim de Ipuxima (PA), onde fica a planta principal do projeto, chega a Vila do Conde em barcaças, em estado bruto, para depois ser beneficiado e seco, até se transformar em insumo na fabricação de papel. Noventa e cinco por cento da produção sai pelo porto de Vila do Conde.

 

Expansão – No caso da PPSA, o processo de beneficiamento é feito na mina, também localizada em Ipuxina. O material é transportado por um mineroduto de 180 quilômetros de extensão entre a mina e a planta, onde é feita a secagem a ar quente, num imenso spray driver. Todo o projeto PPSA custou US$ 320 milhões e a empresa está investindo, até 2001, mais US$ 25 milhões para alcançar uma produção de 1 milhão de toneladas anuais de caulim.

No final deste ano a produção anual de caulim plate pela empresa chegará a 250 mil toneladas. Desse total, 98% serão exportadas para os mercados europeu e asiático pelo terminal da Ponta da Montanha, em Vila do Conde. Para chegar à plataforma de carregamento, onde atracam os navios cargueiros, o minério da PPSA é transportado por uma correia de 750 metros de extensão.

 

Cerâmica – A chegada desses grandes empreendimentos vem provocando o surgimento de empresas menores, que utilizam em sua linha de produção parte da matéria-prima fornecida pelas maiores. Uma delas é a Manutenções Industriais do Brasil S.A. (MIB), da área de caldeiraria pesada e fabricação de estruturas metálicas. Em operação há quatro anos, diversificou suas atividades no ano passado. Teve a criatividade de apostar no aproveitamento dos rejeitos das indústrias do pólo de Vila do Conde para fabricação de produtos cerâmicos. A nova atividade resultou na formação de outra empresa, a Indústria Cerâmica do Conde (ICC), que começou a operar em dezembro.

“Há dois anos vínhamos procurando um produto para a MIB. Nossa atividade hoje é serviço, mas esse mercado flutua muito. Daí criamos a ICC, porque mesmo em tempos de crise todo mundo continua precisando de tijolos e telhas para construir”, diz o diretor-presidente da empresa, Wagner Berbet.

No mês de maio, a MIB ganhou o Prêmio CNI de Ecologia na categoria Gerenciamento, pelo projeto experimental de fazer produtos cerâmicos com 30% de argila e 70% de um mix de lama vermelha (resíduo da produção da alumina) e o rejeito da produção de caulim e das cubas eletrolíticas utilizadas para a produção de alumínio Albrás.

 

Comparação – A grande importância do pólo industrial de Vila do Conde são a internalização de renda no estado e a verticalização da produção mineral, diz o diretor industrial da Alunorte. Para ele, o estágio de desenvolvimento da base industrial do complexo de alumínio paraense pode ser comparado, sem exageros, ao da Austrália, o maior produtor mundial de alumínio. Em 1998, aquele país produziu 1,93 milhão de toneladas de alumínio, entre 1,22 milhão de toneladas do Brasil. Em alumina, a Austrália produziu 13,55 milhões de toneladas e o Brasil, 3,32 milhões.

O efeito sócio-econômico das duas empresas – consideradas a circulação de capital no Pará e as exportações – ultrapassa as fronteiras regionais. Apesar da sistemática queda nos preços do alumínio no mercado internacional, a produção do complexo vem crescendo e não há planos de cortes na produção para este ano.

Em 1998, a Albrás produziu 342,3 mil toneladas de alumínio primário, um aumento de 6,3 mil toneladas em relação a 1997. Do total, 336,5 mil toneladas (98%) saíram do porto de Vila do Conde para o mercado externo. Maior indústria empregadora da região, com 1.393 funcionários (80% da região Norte), ela faturou R$ 500 milhões em 1998. Foi uma das primeiras empresas, no Brasil, a adotar os princípios da Gerência de Qualidade Total, preconizados pelo Total Quality Control (TQC), ao estilo japonês. Em 1995, recebeu o Certificado de Aprovação do Bureau Veritas Quality Internacional (BVQI), por seu enquadramento na Norma ISSO 9002.

 

Ação comunitária – A empresa preocupa-se também com a elevação da qualidade de vida na empresa e na comunidade, segundo o gerente de marketing da Albrás, Paulo Ivan Faria. De 1995 para cá, a Albrás investiu R$ 15,5  milhões em projetos de relações com a comunidade, com reforma de escolas e creches, construção de pontes, estação de tratamento de água e postos de saúde.

O mais recente projeto foi a Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo de Barcarena – a primeira do Norte do País. A usina foi inaugurada em junho e entregue à administração da Cooperativa de Serviços Agroindustriais, para processar 15 toneladas de lixo doméstico por dia. “A idéia é buscar alternativas econômicas para as comunidades locais, como a venda de adubo orgânico para pequenos produtos”, diz Faria.

 

ECONOMIA – Indústria – Pará

 

Quase toda a produção paraense de alumínio primário é exportada

 

Novas Indústrias

 

Nos últimos anos, além de Albrás e do início de atividades da Alunorte, em 1996, o complexo de alumínio e a logística do porto fizeram com que outras empresas se instalassem em Vila do Conde. Em 1995, chegaram as indústrias Rio Capim Caulim (RCC), formada pela norte-americana DBK, a empresa alemã AKW e o grupo brasileiro Mendes Júnior, e a Pará Pigmentos S.A. (PPSA), uma associação entre a CVRD, a Mitsubishi Corporation e o Banco Mundial.

A RCC investiu US$ 180 milhões na planta industrial de Vila do Conde. A empresa, segunda maior fornecedora de caulim do País, produziu 300 mil toneladas em 1998. Até 2001, a RCC estará investindo R$ 300 milhões para atingir a capacidade de 1 milhão de toneladas anuais de caulim coating, matéria-prima usada no revestimento de papel.

O minério extraído das reservas paraenses é “um dos melhores do mundo”, segundo o superintendente administrativo da empresa, Dérgio Scahch. Ele sai das jazidas de caulim de Ipuxima (PA), onde fica a planta principal do projeto, chega a Vila do Conde em barcaças, em estado bruto, para depois ser beneficiado e seco, até se transformar em insumo na fabricação de papel. Noventa e cinco por cento da produção sai pelo porto de Vila do Conde.

 

Expansão – No caso da PPSA, o processo de beneficiamento é feito na mina, também localizada em Ipuxina. O material é transportado por um mineroduto de 180 quilômetros de extensão entre a mina e a planta, onde é feita a secagem a ar quente, num imenso spray driver. Todo o projeto PPSA custou US$ 320 milhões e a empresa está investindo, até 2001, mais US$ 25 milhões para alcançar uma produção de 1 milhão de toneladas anuais de caulim.

No final deste ano a produção anual de caulim plate pela empresa chegará a 250 mil toneladas. Desse total, 98% serão exportadas para os mercados europeu e asiático pelo terminal da Ponta da Montanha, em Vila do Conde. Para chegar à plataforma de carregamento, onde atracam os navios cargueiros, o minério da PPSA é transportado por uma correia de 750 metros de extensão.

 

Cerâmica – A chegada desses grandes empreendimentos vem provocando o surgimento de empresas menores, que utilizam em sua linha de produção parte da matéria-prima fornecida pelas maiores. Uma delas é a Manutenções Industriais do Brasil S.A. (MIB), da área de caldeiraria pesada e fabricação de estruturas metálicas. Em operação há quatro anos, diversificou suas atividades no ano passado. Teve a criatividade de apostar no aproveitamento dos rejeitos das indústrias do pólo de Vila do Conde para fabricação de produtos cerâmicos. A nova atividade resultou na formação de outra empresa, a Indústria Cerâmica do Conde (ICC), que começou a operar em dezembro.

“Há dois anos vínhamos procurando um produto para a MIB. Nossa atividade hoje é serviço, mas esse mercado flutua muito. Daí criamos a ICC, porque mesmo em tempos de crise todo mundo continua precisando de tijolos e telhas para construir”, diz o diretor-presidente da empresa, Wagner Berbet.

No mês de maio, a MIB ganhou o Prêmio CNI de Ecologia na categoria Gerenciamento, pelo projeto experimental de fazer produtos cerâmicos com 30% de argila e 70% de um mix de lama vermelha (resíduo da produção da alumina) e o rejeito da produção de caulim e das cubas eletrolíticas utilizadas para a produção de alumínio Albrás.

 

Comparação – A grande importância do pólo industrial de Vila do Conde são a internalização de renda no estado e a verticalização da produção mineral, diz o diretor industrial da Alunorte. Para ele, o estágio de desenvolvimento da base industrial do complexo de alumínio paraense pode ser comparado, sem exageros, ao da Austrália, o maior produtor mundial de alumínio. Em 1998, aquele país produziu 1,93 milhão de toneladas de alumínio, entre 1,22 milhão de toneladas do Brasil. Em alumina, a Austrália produziu 13,55 milhões de toneladas e o Brasil, 3,32 milhões.

O efeito sócio-econômico das duas empresas – consideradas a circulação de capital no Pará e as exportações – ultrapassa as fronteiras regionais. Apesar da sistemática queda nos preços do alumínio no mercado internacional, a produção do complexo vem crescendo e não há planos de cortes na produção para este ano.

Em 1998, a Albrás produziu 342,3 mil toneladas de alumínio primário, um aumento de 6,3 mil toneladas em relação a 1997. Do total, 336,5 mil toneladas (98%) saíram do porto de Vila do Conde para o mercado externo. Maior indústria empregadora da região, com 1.393 funcionários (80% da região Norte), ela faturou R$ 500 milhões em 1998. Foi uma das primeiras empresas, no Brasil, a adotar os princípios da Gerência de Qualidade Total, preconizados pelo Total Quality Control (TQC), ao estilo japonês. Em 1995, recebeu o Certificado de Aprovação do Bureau Veritas Quality Internacional (BVQI), por seu enquadramento na Norma ISO 9002.

 

Ação comunitária – A empresa preocupa-se também com a elevação da qualidade de vida na empresa e na comunidade, segundo o gerente de marketing da Albrás, Paulo Ivan Faria. De 1995 para cá, a Albrás investiu R$ 15,5  milhões em projetos de relações com a comunidade, com reforma de escolas e creches, construção de pontes, estação de tratamento de água e postos de saúde.

O mais recente projeto foi a Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo de Barcarena – a primeira do Norte do País. A usina foi inaugurada em junho e entregue à administração da Cooperativa de Serviços Agroindustriais, para processar 15 toneladas de lixo doméstico por dia. “A idéia é buscar alternativas econômicas para as comunidades locais, como a venda de adubo orgânico para pequenos produtos”, diz Faria.

Criada para produzir e comercializar alumina, a Alunorte forma – junto com a Albrás e a Mineração Rio do Norte (MRN), com minas de bauxita em Oriximiná (PA) – o ciclo de produção do alumínio no Pará. No ano passado, a Alunorte recebeu 3,6 milhões de toneladas de bauxita da MRN, pelo porto de Vila do Conde, para a produção de 1,43 mil toneladas de alumina calcinada, a matéria-prima do alumínio.

Isso representou 57 mil toneladas acima da produção originariamente prevista para 1998 e superou a capacidade da fábrica em 30%. A Alunorte faturou R$ 250 milhões com vendas. Em 1999, a empresa que atingir a produção de 1,5 milhão de toneladas de alumina, e a Albrás que superar a marca de 354 mil toneladas de alumínio.