ECONOMIA ECOTURISMO – Comentário Geral 

 

Ecoturismo – Manaus

 

A Amazônia que sempre fascinou pela sua grandiosidade, seu mistérios e beleza, estende-se por nove países da América Latina, sendo que 60% de toda a sua área está em terras brasileiras. As pesquisas revelam segredos cada vez mais surpreendentes sobre a maior reserva de floresta tropical do mundo. Esse rico patrimônio de biodiversidade, único, heterogêneo, pouco acessível em muitas áreas e, em alguns trechos, nunca visitado pelo homem, dificilmente terá todo o seu enigma desvendado neste novo século.

“A maior celebração da diversidade do planeta” – uma definição do pesquisador americano Michael Goulding – possui entre 5 e 30 milhões de plantas diferentes, das quais apenas 30 mil foram estudadas; alguns milhões de insetos; e 324 espécies de mamíferos. Por ali corre ainda um quinto da água doce do planeta, abrigando o maior número de espécies de peixes que tem conhecimento. A cem quilômetros de Manaus, estão as Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos de água doce do mundo, com 400 ilhas cobertas de floresta virgem na vazante, em outubro, surgem praias e labirintos cheios de canais.

Esse berçário de vida, de 5,1 milhões de quilômetros quadrados, merece o nosso respeito.

Tudo aqui é prodigioso, mas nem sempre preservado. O turismo ecológico vem se constituindo numa das melhores opções para explorar economicamente a região, sem devasta-la. O Estado do Amazonas está desenvolvendo atividades neste sentido, atraindo ecoturistas americanos, europeus e japoneses. A melhor temporada acontece nos meses de junho e julho, quando os dias são mais ensolarados e os rios estão cheios, permitindo o acesso de barco a regiões belíssimas na floresta.

Na margem esquerda do Rio Negro, Manaus é o portão de entrada da Amazônia. Seus legados históricos datam do período entre 1890 e 1920, época áurea da exploração da borracha, quando arquitetos, urbanistas e paisagistas do Velho Mundo projetaram essa cidade de perfil europeu no meio da selva. O porto flutuante, que acompanha a enchente e a vazante dos rios, foi totalmente importado da Inglaterra, assim com vários prédios públicos. O Teatro Amazonas, inaugurado em 31 de dezembro de 1846, é um símbolo desse período de riqueza.

Não muito longe de Manaus estão os rústicos e confortáveis hotéis de selva, ou lodges com são conhecidos, onde se convive de perto com a vida selvagem, seu sons, cheiros e sabores peculiares.

Barcos transportam os hóspedes, através de igarapés, onde começa a se desenrolar a surpreendente experiência na selva amazônica. Os hotéis de selva incluem, em seus pacotes, passeios em canoas a motor pela mata alagada, caminhadas pela floresta, observação de jacarés, pesca esportiva e visitas a aldeias que vendem o artesanato da região. Bill Gates, Jimmy Carter, Helmut Kohl, Roman Herzog, Gro Brutland, príncipe Frederik,Kevin Costner, Silvester Stalone, Julia Roberts, Jacques Villeneuve e Emerson Fitipaldi são alguns dos que já apreciaram os encantos de se hospedar na mata.

O sabor da terra vem das águas do Rio Amazonas e seus afluentes: é peixe na sopa, no pirão, no bolinho, na moqueca, na caldeirada, servido assado, cozido, ensopado ou grelhado, com temperos provocantes e aromáticos. Entre eles está o tambaqui temperado apenas com sal grosso e assado na brasa; uma moqueca preparada com postas de tucunaré ou surubim, servida com pirão do caldo da cabeça do peixe e farinha de mandioca; o pirarucu de casaca, preparado com postas de pirarucu seco, farinha uariní, fatias de banana pacova, fritas, azeitonas pretas, uva-passa, ameixa seca, pimenta de cheiro, cheiro-verde, azeite português, cebola, pimentão e tomates picados; o bodó, servido em caldeirada com pirão de farinha de mandioca e molho de pimenta murupí com caldo de tucupi. E como todo o turista que vai a Manaus, é impossível deixar de provar o tacacá, tradicional sopa indígena servida bem quem em cuia feita por índios ou caboclos da região, e que, na verdade, é um caldo do tucupi, misturado com um pouco de goma, folhas de jambú (que dá a sensação de leve dormência na língua), camarão seco e pimenta regional a gosto.

E há também os refrescantes sucos do energético guaraná, açaí, graviola, acerola, taperebá (com alto teor de vitaminas A e B), camu-camu (rico em vitamina C, superior a todas as frutas já pesquisadas no mundo) e do famoso cupuaçu. As sobremesas e doces, também baseados em frutas, principalmente de cupuaçu, são servidos sempre muito gelados na forma de cremes, pudins, tortas e sorvetes. Há ainda a tapioca, bolo de macaxeira, milho ou pupunha, cuzcuz, coalhada, mingau de banana, mungunzá – mingau de milho branco – tudo isso e muito mais acompanhando o café da manhã, uma das refeições mais valorizadas pelos amazonenses.

 

ECONOMIA ECOTURISMO

 

Ecoturismo - uma opção de desenvolvimento sustentável

 

No Brasil, apesar de um potencial natural inigualável, o turismo é ainda uma atividade em desenvolvimento. O ecoturismo é uma atividade de investimentos relativamente baixos e de retorno rápido. Absorvendo mão-de-obra local, contribui para valorizar o homem e fixa-lo à região. É ainda um poderoso instrumento de educação ambiental para os que dele vivem e para os que o usufruem.

O segmento da indústria turística mundial para o qual se prevê maior expansão é o ecoturismo: espera-se que, na década de 1990, ele venha a apresentar o dobro do crescimento do turismo convencional. Segundo estudos da Organização dos Estados Americanos - OEA, existe nos maiores mercados emissores de turistas uma grande demanda reprimida de ecoturismo na Amazônia.

O desenvolvimento turístico integrado da Amazônia requer ações mínimas como a expansão do transporte aéreo na região, o incentivo ao transporte turístico fluvial, a criação de infra-estrutura de saúde e saneamento básico e a ampliação dos alojamentos de selva, que hoje não chegam a sete em toda a região.

A implantação do Projeto Ecoturismo em nível nacional funciona como um vetor de desenvolvimento sustentável. Sua formulação foi feita de modo a garantir que os empreendimentos financiados obedeçam à legislação ambiental vigente.

 

ECONOMIA ECOTURISMO – Manaus

 

O Amazonas e o turismo de natureza

 

Um milhão e seiscentos mil quilômetros quadrados – dezoito por cento do território brasileiro – a maior porção de floresta tropical úmida do planeta. Dentro de seu território, um parte significativa da Bacia Amazônica, a maior do mundo, responsável por um quinto do fornecimento de água doce da Terra. Um banco genético de valor inestimável – o primeiro em biodiversidade. Dois terços de todas as espécies de seres vivos existentes. Um taxa de desflorestamento de apenas 2%, incluindo as áreas desmatadas para as construções de cidades, fazendas e estradas.

Com todos esses dados, o Amazonas revela-se um dos destinos mais atraentes para os viajantes interessados em turismo de natureza. E o que é melhor: além dos atrativos naturais, o Estado dispõe de uma boa estrutura turística, que permite ao visitante um contato estreito com a natureza, com a segurança necessária e o nível de conforto desejado.

Venha conhecer esse mundo de natureza chamado vida.

 

Passeios Fluviais

 

Se os rios são as estradas naturais da Amazônia, nada mais lógico que visitar a Região percorrendo essas estradas. Para isso, você encontrará diferentes opções de programas, com saídas regulares (1), ou em base privativa (2), sempre em barcos de boa qualidade.

Para que dispõe de pouco tempo, um cruzeiro de dia inteiro é a opção ideal. Uma passagem pelo Encontro das Águas, um fenômeno dos Rios Negro e Solimões, no exato momento da formação do Rio Amazonas e passeios de canoas por lagos, igarapés (3), igapós (4) e outros acidentes hidrográficos da Amazônia servirão para relaxar e tornar a viagem mais agradável.

Se tempo não for problema, os cruzeiros com pernoite, de um ou duas noites, levarão você pela trilhas da Amazônia, proporcionando caminhada em mata primária, pescaria de piranha e outras espécies de peixes, passeios de canoa, observação de pássaros, contato com as populações ribeirinhas (5) e seu estilo de vida e um visão da floresta, á noite, quando os animais, que dificilmente são vistos durante o dia, saem de suas tocas.

 

Base regular – saída com calendário pré-estabelecido para todo o ano.

Base provativa – saída somente mediante solicitação antecipada.

Igarapé – nome dado na Amazônia a pequenos rios.

Igapó – parte da floresta inundada.

Populações ribeirinhas – nome dado aos habitantes da margem dos rios.

 

Programas de Pesca Desportiva

 

Imagine uma região com mil e quinhentas espécies conhecidas de peixes e a mesma quantidade ainda a ser catalogada! Se você não sabe onde encontrar um local assim, basta vir ao Amazonas. Aqui, se os animais terrestres são de difícil visibilidade – pelos seus hábitos noturnos e pela densidade da mata – a fauna aquática é de fácil observação, principalmente os peixes.

E se você gosta da pescaria, não perca a oportunidade de, nos rios amazonenses, pegar um tucunaré (Cichla Ocollaris), o famoso peacock bass a espécie favorita dos amantes desse esporte. Os programas de pesca estão entre os melhores do Estado, em termos de estrutura, com barcos confortáveis e super-equipados e estão a pleno vapor, de agosto a dezembro, época ideal para pescaria.

 

Programas Especiais

 

Para aqueles que gostam de fugir ao convencional, os agentes de viagem e operadores de turismo do Amazonas podem oferecer um variedade considerável de programas diferentes, inusitados.

Realizados em base privativa, eles proporcionam ao visitante uma visão de aspectos mais específicos da floresta.

 

Sobrevivência de Selva

O Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), de Manaus, é o mais avançado do mundo e treina militares para se tornarem, como diz o nome, guerreiros de selva.

Há alguns anos, programas semelhantes começaram a ser oferecidos pelas operadoras de turismo, com instrutores especializados.

Num jungle survival, que pode durar de um a três dias, cientistas e militares se revezam, para possibilitar ao visitante o conhecimento básico sobre a vida no universo da floresta. Que caminhos percorrer na mata, como encontrar água potável, o que comer, como fazer fogo, como construir abrigos, são alguns dos atrativos de um treinamento de sobrevivência na selva, excelentes para trabalhos de construção de equipes e combate a stress.

 

Observação de pássaros

A observação de pássaros “bird watching” vem crescendo em todo o mundo, tanto com relação à demanda quanto à diversificação dos programas e serviços.

O Amazonas, já que detêm o menor índice de desmatamento de sua cobertura vegetal, concentra grande parte da fauna Amazônica, especialmente pássaros, que podem ser observados através de programas especiais oferecidos por operadoras locais.

 

Passeios fluviais para observação de peixes ornamentais

Com uma fauna aquática bastante diversificada, o Amazonas, além dos programas de pesca desportiva, também oferece expedições a regiões que servem como habitat natural de peixes ornamentais. Com barcos bem equipados e guias de alto nível, os programas possibilitam ao viajante conhecer as diferentes espécies desses animais presentes no Estado, sua forma de captura, seu ciclo reprodutivo, numa viagem que percorre uma das áreas mais bonitas da Amazônia, o alto Rio Negro.

 

Hard adventure

Para aqueles que desejam emoções fortes, um programa ideal é a prática de montanhismo e trekking, próximo ao ponto mais alto do Brasil, o Pico da Neblina. Acessível por via aérea, a região é povoada por descendentes de indígenas, com hidrografia e relevo bastante acidentados. Uma avaliação realizada há dois anos, considerou a operação como o melhor produto de aventura do Brasil.

 

Hospedar-se numa casa flutuante, ou sobre a copa das árvores. Em alguns casos, dispondo de ar condicionado e água quente no quarto.

Aventura com conforto e segurança. Isso tudo, bem no meio da floresta.

No Amazonas, você pode encontrar esses itens reunidos, em um só tipo de empreendimento: os alojamentos de selva, o produto mais procurado pelos visitantes.

São construções que utilizam as características arquitetônicas da Região, e que servem de base para programas de interpretação da floresta, com caminhadas pela selva, pescaria, observação de pássaros, passeios noturnos, contato com as populações ribeirinhas e programas noturnos.

O Estado do Amazonas foi pioneiro neste tipo de alojamento construído em meio à floresta, na margem dos rios ou flutuando sobre águas tranqüilas de um lago amazônico. Um cenário capaz de proporcionar ao visitante a emoção de integrar em perfeita harmonia o universo natural que o rodeia. Inserido nesse processo o visitante contribui para a preservação da natureza, pois evita outras alternativas econômicas prejudiciais ao meio ambiente. Os recursos naturais do Amazonas são levados pelos turistas apenas na memória, na emoção e na sensibilidade das fotografias e vídeos daqueles que tiveram o privilégio de conhecer a maior biodiversidade do planeta.

 

ECONOMIA ECOTURISMO – Manaus 

 

Manaus e sua orquestra

 

Há pouco mais de uma não, o conceituado maestro Júlio Medaglia foi convidado para formar e dirigir uma orquestra de padrão internacional em Manaus. O palco já existia: o belíssimo  Teatro Amazonas, construído em estilo barroco e neoclássico, inaugurado em 1896. formou-se, então, a Amazonas Filarmônica, da qual fazem parte inúmeros músico de países do Leste Europeu. “Muitos deles vieram de cidades próximas a São Petesburgo, onde existem as melhores escolas de instrumentos de corda do mundo”, informa o maestro. Todos os músicos, inclusive os brasileiros, assumiram também a função de professore, objetivando a formação de outros profissionais para que o projeto tenha continuidade. O sonho do maestro Júlio Medaglia é reger a Ainda em montagem ao ar livre, às margens do Rio Amazonas, o que seria extremamente significativo, uma vez que a ópera de Verdi tem como cenário o Rio Nilo. A possibilidade de se tornar um centro da música erudita começa a ganhar  força em Manaus, revivendo um período áureo em que o país detinha o monopólio mundial da borracha. Para o turismo será fascinante esta união entre a selva e um refinado projeto cultural.

“É preciso aproveitar o carisma que a Amazônia exerce sobre o mundo e oferecer também produtos cultuais”, diz o amestro Júlio Medaglia, que recebe o incentivo das autoridades e da Sociedade Amigos da Amazonas Filarmônica.

 

Centro de Pesquisa na Amazônia

 

A Amazônia legal brasileira, incluindo a extensão dos demais países amazônicos, representa 80% da biodiversidade existente no mundo e a maior reserva de água doce do planeta. Grande parte das riquezas, flora e fauna desse paraíso são desconhecidas do homem. O Centro de Instrução de Guerra na Selva possui na área de seu aquartelamento um zoológico que, além e abrigar cerca de 300 animais, presta serviços gratuitos à comunidade de manaus com aulas teórico-práticas de preservação do meio ambiente e fauna amazônica, criando assim uma consciência ecológica. Em meados de 1999, foi concluído o Cento de Pesquisa da Fauna e Flora da Amazônia – CPFFA, com recursos provenientes de um convênio firmado entre o Ministério do Exercito, Governo do Estado Amazonas, Prefeitura de Manaus e Superintendência da Zona Franca de Manaus, com objetivo de suprir nossa reais necessidades em pesquisa, desenvolvimento científico e cultural. O CPFFA englobará toda a área do atual zoológico – 6000 m² - para construção do complexo cultural que incluirá anfiteatro, museu, auditório, aquário e restaurante, e uma nova área anexa de 30.000 m² com recintos para abrigar animais, uma passarela com visão panorâmica, lago com cinco ilhas, além de toda a infra-estrutura para trabalhos técnicos e de pesquisa.

 

ECONOMIA – Ecoturismo

 

Ecoturismo

 

Ecoturismo lembra tudo de bom que tem a Natureza e lembra também o lugar mais fantástico que existe no mundo para desfruta-lo.

Se você é ecoturista, você tem o nome na ponta da língua.

Se você vai iniciar a sua carreira de ecoturismo, corra para o lugar onde você mais vai poder correr a pé, de canoa, a cavalo, em cima do búfalo, atrás dos peixes, correndo serras acima, trilhas abaixo, aplaudindo o sol todo santo dia na hora em que ele se recolhe, porque também é filho de Deus.