ECONOMIA- Comentário Geral

 

Atividades econômicas

 

Apesar do rude golpe sofrido com a crise da borracha, atualmente a economia da região começa a refazer-se. Além do extrativismo, diversifica-se: agricultura, pecuária, mineração e alguma atividade industrial. O extrativismo vegetal - principalmente de borracha, castanha-do-pará e madeira - ainda é responsável pelo sustento de grande parte da população. A caça é praticada (embora seja proibida, pois ameaça de extinção várias espécies animais) para contrabando de peles. Os solos da região apresentam problemas, pois, abaixo da camada de húmus produzida pela decomposição dos galhos e folhas mortas da floresta, são arenosos e pobres em nutrientes. Isso na terra firme, porque na várzea têm sua fertilidade renovada a cada cheia (os rios espalham húmus): aí se cultivam juta, cacau, malva, arroz, mandioca e banana. A pecuária é praticada principalmente em Roraima, na ilha de Marajó, nas várzeas do Amazonas e ao longo das grandes rodovias, como a Belém - Brasília, a Transamazônica e a Manaus - Porto Velho. A mineração intensifica-se cada vez mais. Extrai-se manganês no Amapá, ouro e cassiterita em Rondônia e no Pará. Neste último Estado, a exploração das fantásticas jazidas de ferro, cobre e ouro da serra das Carajás, bem como das jazidas de bauxitas às margens do rio Trombetas. Financiadas por órgãos regionais de desenvolvimento, como a Superintendêcia do Desenvolvimento da Amazônia  (Sudam) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (suframa) , implantaram-se na região, principalmente em Belém e Manaus, diversas indústrias: refinaria de petróleo, montadora de motores, veículos e aparelhos eletroeletrônicos, fiações, tecelagens de juta, madeireiras, fábricas de bebidas e de produtos alimentícios. Quase todas as riquezas da região Norte, porém, continuam ainda à espera de uma melhoria no sistema de transportes e comunicações, que torne possível sua exploração. A primeira medida efetiva nesse sentido foi a construção da rodovia Belém - Brasília, que serviu apenas o extremo leste da região; seguiram-se as rodovias Manaus - Porto Velho, Manaus - Boa Vista, Cuiabá - Santarém e Transamazônica, ainda insuficientes e intransitáveis em muitos trechos.

 

ECONOMIA Comentário Geral

 

Amazônia Legal: População e Espaço

 

A Amazônia Legal (AML) é constituída por nove estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Rondônia, Roraima e parcialmente pelo estado do Maranhão a oeste do meridiano de 44º GRw), que ocupam 60% do território brasileiro, abriga 12% da população do país, mas participa tão somente com 5,3% do PIB nacional. Segundo estudo da FGV, em 1995 a renda per capita da AML foi de U$ 1.201,00, bem abaixo da metade da média nacional que foi de U$ 3.028,00.

Embora venha perdendo posição para os estados do Maranhão e Amazonas, o estado do Pará ainda apresenta o maior PIB da região (25%), seguido do Amazonas (24%), Maranhão (22%) e Mato Grosso (11%). Os demais estados perfazem juntos 18%.

 

Amazônia Legal: Indicadores Sócio-Econômicos  (veja tabela)

 

A AML não é um espaço homogêneo. Os estados que a compõem possuem características bastante diferenciadas, tanto do ponto de vista dos padrões de crescimento econômico, das potencialidades de seus recursos naturais, quanto das características sociais e culturais.

Segundo o Relatório sobre o Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD/1996) - há duas Amazônias - um na faixa do desenvolvimento médio com IDH (índice de desenvolvimento humano) na faixa de 0,7 < IDH < 0,8, que compreende os estados (MT, Ro, AM, RR, e AP) e outra na faixa inferior a 0,7 (PA AC, TO e MA).

 

O IDH é um indicador de qualidade de vida, proposta pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mundialmente usado, sobretudo, a partir do início dos anos 90. O IDH é resultante da média de três outro índices: o PIB per capita, o nível de escolaridade e a expectativa de vida ao nascer. O IDH pode variar de 0 a 1. No Brasil, o Rio Grande do Sul obteve o primeiro lugar, dentre os 26 estados em estudo, com IDH de 0,871; o menor índice foi o estado da paraíba com 0,466; em termos mundiais o Canadá é o país com melhor qualidade de vida com IDH igual a 0,950.

Constatamos que estados como o Amapá e Roraima apresentam um dos melhores níveis de escolaridade e IDH da região, embora sejam os que apresentam menores PIBs da AML, em termos absolutos. Por outro lado, o Pará, que possui o maior PIB da AML e a maior participação no PIB nacional, apresenta indicadores bem mais modestos, superando apenas os estados do Acre e Maranhão. Certamente, os gastos sociais têm um peso significativo na determinação desses indicadores. De fato, enquanto os gastos em educação e saneamento representam 20,2% e 21,1% do PIB de Roraima, no Pará esses mesmos gastos representam 3,6% e 5,3%, respectivamente.

A atividade mineral tem distintos pesos na economia desses estados. Amapá e Pará apresentam características de "economias mineiras", dado o elevado indicador do valor da produção mineral (VPM) em relação ao PIB desses estados, respectivamente, de 28,4% e 20,7%. Em valores absolutos Pará é o que apresenta maior VPM da AML e é, também, o que apresenta o setor mineral mais diversificado e com potencialidades de crescimento. O VPM do Pará representa 72% do VPM da AML.

O indicador VPM/PIB é de 4,8% no Mato Grosso, de 4,2% tem Rondônia e de 3% no Amazonas. Nos demais estados da AML a produção mineral é pouco expressiva, em relação ao PIB.

 

A ocupação regional em épocas passadas se deu através dos rios. A partir da década de 60, o eixo primordial das frentes de expansão passou a ser as grandes rodovias federais implantada, considerada um elemento estratégico da política de integração regional. O intenso processo de ocupação que ocorreu a partir daí, foi, em grande parte, subsidiado pela política de incentivos fiscais e créditos bancários que possibilitou a construção de hidrelétricas, a implantação de grandes empreendimentos de mineração, bem como, de inúmeros projetos agropecuários, com seus efeitos negativos já bastante propalados (agressão ao meio ambiente, agravamento do problema social, migração rural para as cidades e o conseqüente caos na organização dos espaço urbano das grandes cidades da região, et.) e potencial de benefícios pouco explorado.

• Transportes

No setor de transporte, a região possui malha viária representada pelas  grandes rodovias federais: Belém/Brasília, Transamazônica, Cuiabá/Santarém, Cuiabá/Porto Velho/Manaus e Manaus/ Boa Vista, hoje em condições precárias de trafegabilidade, com exceção da Belém/ Brasília, que permite tráfego constante o ano inteiro. Esta malha das grandes rodovias de penetração são complementadas por rodovias estaduais e um número considerável de embarcações de pequeno e grande porte que fazem o transporte fluvial da região. O transporte ferroviário é representado pela ferrovia Carajás- São Luís, que liga a serra dos Carajás no Pará à cidade se São Luís, no Maranhão, com uma extensão de 980km; e pela ferrovia que liga a serra do Navio ao porto de santana (250km) no Amapá.

Com relação ao tráfego aéreo, todas as capitais são ligadas entre si e com o resto do país, através de vôos comerciais diários. Pequenos aviões fazem a conexão entre as capitais e o interior.

• Energia

A oferta de energia na AML se apresenta da seguinte foram: usinas hidrelétricas, usinas à diesel, biomassa (lenha, carvão) e, mais recentemente a introdução do gás natural. Historicamente, as prioridades nacionais para geração de energia foram orientadas para atender grandes centros consumidores; a preocupação com o setor energético da AML foi despertada a partir da implantação de empreendimentos eletrointensivos na região e do crescimento da demanda desses centros, uma vez que, 2/3 do potencial energético brasileiro, a partir dos recursos hídricos brasileiros, está na Amazônia.

O sistema hidrelétrico da AML é composto de:

Amapá: Coaracy Nunes, construída na década de 60, com capacidade de 40 MW;

Pará: Tucuruí, concluída a primeira fase em 1984, e Curuá- Una, com capacidades, respectivamente, de 4.000 e 30 MW;

Amazonas: Balbina, com capacidade de 250 MW;

Rondôna: Samuel, com capacidade de 87 MW.

Apesar de seu potencial hidrelétrico, a região ainda depende, em muito, de usinas movidas a diesel, na maioria das vezes, sucateadas em com dificuldades de manutenção e abastecimento, provocando constante falta de energia nas cidades do interior.

No caso do Pará, onde a energia hidráulica representa 45% do total gerado no estado, somente agora é que a energia está sendo socializada, com o início dos trabalhos para a construção do linhão que levará energia da UHE de Tucuruí para as cidades do baixo Tocantins e para o chamado tramoeste, beneficiando as cidades ao longo da rodovia Transamazônica, compreendidas entre Altamira e Itaituba.

As perspectivas para amenizar os problemas decorrentes da falta de energia estão na utilização do gás natural produzido pela Petrobras, na Província de Urucu (AM), que deverá ser usado como fonte de energia nos próximos anos.

Telecomunicações

A região possui um sistema de telecomunicação que a coloca em contato com o país e com o mundo. Nos anos 70, a AML passou a entrar no circuito do sistema nacional de telecomunicações. Atualmente a AML possui uma ampla rede de telefonia, fax, televisão, internet, correios, transmissão via satélite, etc., que garante a velocidade de informações atualizadas.

Novos projetos de infra- estrutura previstos para AML

De acordo com o projeto do governo Brasil em Ação (Políticas, 1997, p.45), apresentado á imprensa em 10 de agosto de 1996, estão orçados R$ 2.250 milhões, para serem investidos na Amazônia em obras de transporte rodoviário, hidroviário, linhas de transmissão de energia e infra- estrutura em geral, dos quais podemos destacar:

extração de gás natural da região de Urucu, que pode beneficiar o pólo industrial de Manaus e estados de Rondônia e Acre;

viabilização da navegação do Rio Madeira;

abertura da hidrovia Tocantins/Araguaia;

pavimentação da BR- 174 (Manaus/Venezuela);

recuperação da BR-364/163, ligando Cuiabá a Rio Branco;

instalação da linha de transmissão de energia de Tucuruí para beneficiar o Oeste do Pará e o Baixo Tocantins;

recuperação da estrada Santarém/Cuiabá; e

pontes e estradas no Amapá.

 

2.4 Principais Eventos da Mineração na AML

Os primeiros indícios da atividade mineral na AML aconteceram no século XVII, a partir da ocorrência e, posteriormente, produção de ouro nos estados do Pará e Maranhão.

Na Segunda metade do século XIX, a atividade garimpeira cresceu no Amapá em função do grande surto de ouro. Em 1910, a produção de diamantes em Roraima que, até então, era muito limitada, se intensificou. No período de 1920 a 1958, se destacam os seguintes eventos na trajetória do setor mineral na AML (Economia Mineral do Brasil. Brasília, 1995)

1920-descoberta de ouro e diamante (RR);

1926- reconhecimento geológico ao longo do rio Xingú (PA), com interesse em carvão e petróleo;

1928/30- estudos geológicos pelo rio Negro (AM), até as fronteiras do Brasil com a Venezuela e Colômbia;

1930- ocorrência de sulfeto de cobre (MA);

1931-reconhecimentos geológicos através do rio Oiapoque com interesse em ouro (AP)

1934-ocorrência de manganês (AP);

1935-Surto de ouro no rio Gurupi (PA);

1937-ocorrência de ouro e bauxita no rio Gurupi (PA);

1945- ocorrência de cassiterita (RO);

1952-descoberta de cassiterita (Ro);

1954-campanha com interesse para o carvão mineral no rio Fresco (PA);

1957- campanha com interesse para o carvão nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia (PA);

1958-produção de ouro no rio Tapajós (PA).

A década de 60 foi marcada por dois grandes acontecimentos: a descoberta da Província Geológica de Carajás, no Pará, em 1967 e o levantamento aerofotogramétrico da Província Estanífera de Rond6onia.

 

Durante a década de 70, o Projeto Radargramétrico da Amazônia (Projeto Radam/Brasil) apresentou relatórios e cartas temáticas ao milionésimo do uso do solo, vegetação e potencial geológico da Amazônia, dentre outros. Ainda nos anos 70, o Programa de Pólos Agro- minerais da Amazônia - Polamazônia, responsável por inúmeros projetos de pesquisa minerais na década de 1970/80, foi implantado e administrado pela Sudam.

Quanto ao aproveitamento efetivo do potencial mineral, a primeira grande empresa de mineração a se instalar na Amazônia foi a Icomi, do Grupo Antunes, para lavra e beneficiamento do manganês situando na serra do Navio (AP).

Esta jazidas já estão em fase de esgotamento, com previsão para a paralisação das atividades no ano 2005. Em meados da década de 1960 se instalaram: a Cimento do Brasil S/A - Cibrasa, localizada em Capanema (PA), para a exploração de calcário para produção de cimento; e a Siderurgica da Amazônia S/A - Siderama (atualmente em produção de cimento; e a Siderúrgicas da Amazonas, para exploração de minério de ferro, no rio Jatapu.

 

Na década de 70, teve início a operação da MRN, associada do Grupo CVRD, para exploração de bauxita metalúrgica, no Pará e da Caulim da Amazônia S/A - Cadam, cujas jazidas estão localizadas no Amapá e a base idustrial em Monte Dourado, no Pará, ligados pelo mineraduto que atravessa o rio Jari.

 

Na década de 80, teve início, em 1983, a produção de concentrado de cassiterita (minério de estanho) na mina de Pitinga (AM), através da Mineração Taboca. Em 1985, entrou em atividade o Projeto Ferro-Carajás da CVRD (PA), cujo transporte, até o porto da Madeira em São Luiz (MA), é feito por ferrovia de 980 km de extensão. A produção de gás e de óleo teve seu início, em 1985, com a exploração dos campos da Província Petrolífera de Urucu (AM), pela Petrobras.

 

Nos anos 90, foram iniciados os projetos de ouro, do Igarapé Bahia e manganês na serra de Buritirama, ambas no sul do Pará, pela CVRD, além da produção de bauxita refratária, em Ulianópolis (PA), pela Cia Brasileira de Bauxita -  CBB. Também entraram me operação, em 1996, duas empresas produtores de caulim: a Pará Pigmentos, do Grupo CVRD/Cadam e a Rio Capim Caulim, do Grupo Mendes Júnior/AKW, ambas, no município de Ipixuna, no Pará. O Projeto Salobo para produção de cobre, no sul do Pará deverá iniciar seu processo de implantação a partir de 1998.

 

Todos esses grandes projetos foram beneficiados com a política de incentivos fiscais, sobretudo, na forma de isenção de imposto de renda, preconizados pelo fundo de Investimentos da Amazônia- Finam, e estão sujeitos a legislação mineral e ambiente vigentes no país.

 

Convém registrar que, para se instalarem na região, a maioria dos projetos de mineração teve que criar sua própria infra-estrutura, construindo núcleos populacionais, estradas, portos, aeroportos, hospitais, habitações, área de lazer, escolar, além de sistema de abastecimento de água, energia elétrica e saneamento básico. Entretanto, ao lado dessas "cidades mineiras", geralmente, são encontradas "corruptelas", formadas por um contigente populacional que veio me busca de oportunidade de emprego nos projetos de mineração e os excedentes de trabalhadores desempregados após a implantação do projeto.

 

Outro grande segmento da mineração na AML é o garimpo, que, ao contrário da mineração organizada, é intensivo em mão-de-obra (estima-se que haja uma população garimpeira de 400.000 pessoas na AML), e está presente em todos  os estados da AML. A produção garimpeira concentra-se nos minerais nobres, especialmente no ouro seguido do diamante e cassiterita e apresenta todos os problemas scoi- ambientais já bastante conhecidos e divulgados.

 

ECONOMIA

 

Como Chegar

 

Vôos diários saem de Manaus para a cidade de Tefé. Em pouco mais de uma hora de voadeira se alcança a Reserva de Mamirauá. Nessa rápida viagem, o visitante já tem uma idéia das paisagens que estão por vir. Como não há nenhuma operadora  que organize excursões na região, a única opção é falar com o pessoal do programa de ecoturismo de Mamirauá  (tel: 92/743-2166-2736). A Reserva de Amanã ainda não está aberta ao ecoturismo. Para conhecer a Floresta Nacional de caxiuanã, é preciso ligar para 91/274-3844/0150 e se informar sobre preços e datas dos pacotes para ecoturismo.  

 

Melhor Época

O período das cheias vai de fevereiro a julho e o da seca, de agosto a janeiro. Cada estação tem seu atrativo. Durante a cheia, o visitante percorre trilhas misteriosas dentro da floresta, a bordo de canoas a remo. Na seca, alguns a bordo de canos a remo. Na seca, alguns cenários, como o Lago Mamirauá infestado por milhares de jacarés, são surpreendentes.

 

Onde Ficar um confortável e aconchegante flutuante é a base do ecoturismo em Mamirauá. A pousada, que flutua sobre toras de madeira no Lago Mamirauá, tem quartos espaçosos. A comida preparada pelos cozinheiros do projeto é deliciosa. O melhor de tudo, no entanto, é a deslumbrante visão que se tem do flutuante em qualquer hora do dia ou da noite. Até o final do próximo ano será inaugurada outra unidade, com mais de dez suítes flutuantes.

 

Dica do Autor

"Procure integrar-se, ao máximo, à vida na floresta. Não há preço que pague uma caminhada na mata ou um belo e tranqüilo mergulho nos lagos da região. Não tenha medo da Amazônia. Já no segundo dia você perceberá que ela é muito mais amigável do que se pinta por aí. Basta saber respeitar a selva e seus habitantes."

MEIO AMBIENTE

LINKS

Para ir mais longe      (pagina 63)

www.cnpq.br/mamiraua e www.poptefe.rnp.br/mamiraua, sites sobre a Reserva de Mamirauá. As Matas de Várzea do Mamirauá, livro de José Márcio Ayres, editado pelo CNPq e Sociedade Civil Mamirauá (tel. 0__92/743-2166). Breve a História da Amazônia, livro de Márcio Souza, editado pela Marco Zero (tel. 0__ 11/257-2144).

 

 

ECONOMIA - Comentário Geral Manaus

 

Manaus já leva a Caracas

 

Acesso à América Central e ao Caribe está assegurado; são 32 países e territórios com 65 milhões de habitantes.

 

Nos estados da região Norte, a idéia de integração com outros países da América do Sul, acalentada há muito tempo, ganha um novo alento como resultado da bem- sucedida experiência do Mercosul e da aparente tendência à abertura econômica. A razão dessa expectativa por parte de empresários e políticos da região Norte está na vocação continental da Amazônia, que responde por 74,61% das fronteiras terrestres brasileiras com os países sul-americanos, perfazendo uma linha fronteiriça de 11.728 quilômetros para um total brasileiro de 15.719. O Estado do Amazonas, sozinho, detém pouco menos de um terço da linha divisória - 3.611 quilômetros -, sendo 537 com a Venezuela, 1.430 com o Peru e 1.644 com a Colômbia.

Diante disso, é fácil imaginar a satisfação com que os amazonenses vêm saudando a conclusão, prevista para este ano, do asfaltamento da BR-174, que partindo de Manaus, alcança o porto de Caracaraí, em Roraima, a capital Boa Vista, a cidade Venezuelana fronteiriça de Santa Helena e daí Caracas, via Puerto Ordaz, o grande pólo industrial do país vizinho, situado na foz do rio Orenoco, numa extensão Manaus - Caracas de 2.331 quilômetro, sendo 971 em território brasileiro. O trecho venezuelano encontra-se totalmente asfaltado. De Boa Vista, também por rodovia (com obras de cobertura asfáltica em conclusão), chega - se à fronteira com a Guiana, distante 80 quilômetros, rumo ao porto de Geogetown, no mar do Caribe, localizado a 800 quilômetros da capital de Roraima. Assim, o Estado do Amazonas já tem acesso virtual também à  América Central e ao Caribe, região formada por 32 países, territórios e dependências, com uma população total de 65 milhões de habitantes. Essa rota apresenta-se como mais uma opção de integração do chamado Cinturão Norte, que deverá ligar, por via marítima, Salvador, na Bahia, às cidades de Cartagem e Barranquila, no norte da Colômbia. "Não podemos ficar restritos ao Mercosul quando, situados na calha norte do rio Amazonas, estamos mais próximos dos países setentrionais e do Caribe", observa o empresário e professor da Universidade do Amazonas, Samuel Benchimol. "Esses mercados - Colômbia, Venezuela, Guianas, países carimbenhos, antilhanos e da América Central - interessam-nos especialmente porque possuem um bom potencial para absorve os bens fabricados na Zona Franca de Manaus", acrescenta. Para o Estado do Amazonas, na realidade, a integração com os países vizinhos é vital. O modelo Zona Franca de Manaus, baseado na política de substituição de importações e de reservas de mercado - hoje ameaçado pela abertura do mercado nacional à competição dos produtos estrangeiros e à inserção da economia do País no mercado global -, precisa criar alternativas e opções que garantam, no futuro, a continuidade e a sustentação do desenvolvimento econômico da região no longo prazo. "Assim, é importante não apenas manter esse centro industrial de grande porte no centro da Amazônia Ocidental, com todo o seu acervo de tecnologias de ponta, indústrias limpas sem chaminés, e todo o aporte de recursos gerenciais e administrativos por parte de grandes empresas que se localizam na área, mas também transforma - lo num certo irradiador para o interior, os estados e os países vizinhos, afirma a economista Raimar da Silva Aguiar, diretor da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e ex - secretário estadual do Planejamento e Articulação com Municípios. A necessidade de integrar-se aos países vizinhos é tanto mais premente quanto é distante o pólo industrial de Manaus dos mercados consumidores do Brasil, sem falar do grande vazio demográfico do próprio Amazonas e dos demais estados do Norte, incapazes, por  si sós, de sustentar um nível de demanda compatível com a capacidade industrial instala. O crescimento econômico do Amazonas, portanto, está na dependência do rompimento da condição insular de Manaus e do incremento de suas exportações, objetivo a ser alcançado pela diversificação dos mercados e facilitado à medida que a economia amazonense torne competitiva, com a superação dos problemas de infra - estrutura, que lhe permita tirar vantagem de sua relativa proximidade dos mercados da parte setentrional da América do Sul, dos blocos regionais europeus e norte - americanos e da bacia do Pacífico. Com os países vizinhos, as vantagens mútuas da integração são óbvias e imediatas, como mostra o acordo firmado em maio entre Brasil e Venezuela, para a implantação, até o final do governo FHC, da linha de transmissão de energia Guri - Boa Vista. A utilização de energia elétrica da Venezuela, país de vastos recursos hidrelétricos, de potencial muito superior às suas necessidades internas, oferece ainda a vantagem de eliminar a necessidade de construção de novas barragens no Amazonas, questão polêmica que não conta com a simpatia de nenhuma organização não - governamental, em razão dos temidos impactos ambientais. Em recursos energéticos, a Venezuela só perde para a Rússia. Suas reservas de petróleo são 2,8 vezes maiores que as dos Estados Unidos. O país dispõe ainda do equivalente a 267 bilhões de barris de piche (betume) superpesado, 22% recuperáveis, e das mais ricas jazidas de gás natural da América do Sul. Quando à Colômbia, tem o melhor carvão e a maior indústria de produção da América Latina. Em termos de tamanho de mercado, o assim chamado cinturão Norte de Desenvolvimento conta com uma população total de 110 milhões de habitantes e u PIB de US$ 240 bilhões. Do cinturão Norte fazem parte mais de 20 portos e grandes centros urbanos. Dois estão localizados na Colômbia, quatro na Venezuela, um em Trinidad e Tobago, um na Guiana, um no Suriname, um na Guiana Francesa e onze no Brasil. O Cinturão inclui cinco principais tributário ou afluentes logísticos, Entre os principais, estão rodovias que saem de Quinto, no Equador, para Cartagena, na Colômbia; rodovias e hidrovias que ligam Bogota'com o mar do Caribe; um sistema multimodal rodo-via/hidrovia/ferrovia unindo Cuiabá ao porto de São Luís, no Maranhão, além do corredor Noroeste, que liga Cuiabá a Porto Velho, em Rondônia, por rodovia, e Porto Velho ao porto de Itacoatiara, no rio Amazonas, a 180 quilômetros de Manaus, pela hidrovia do rio Madeira, em operação desde abril. Romper o crônico isolamento de Manaus, no sentido Leste - Oeste, implica concluir a rodovia que liga Rio Branco ao Pacífico, mediante a extensão da BR- 317, no trecho Boca do Acre, no Amazonas, a Rio Branco, Xapuri e Assis Brasil, no Acre. A partir desse ponto, a estrada deve prosseguira até Inãpari, no Peru, atravessando o vale do rio Madre de Dios, afluente do Madeira, até Cuzco, onde já existe uma estrada de ferro, passando por Arequipa até alcançar Ilo e Matarani, os dois portos mineiros peruanos, onde estão localizadas grandes jazidas de fosfato e potássio.

 

 

ECONOMIA - Comentário Geral   DESENVOLVIMENTO XXXX

 

O desenvolvimento sustentável nas diferentes regiões brasileiras

 

A busca de um desenvolvimento sustentável compatível com  as particularidades das diferentes regiões brasileiras deve passar, necessariamente, pela elaboração de um zoneamento ecológico-econômico.

Na Amazônia destacam-se a riqueza mineral, um potencial inventariado de energia hidráulica da ordem de 100 mil megawatts e, especialmente, a exuberância da floresta tropical, principal ponto de polêmica e de convergência de interesses em tomo das alternativas para o uso de suas riquezas e desenvolvimento socioeconômico. Os conhecimentos ecológicos atuais apontam para uma grande fragilidade dos ecossistemas florestais na Amazônia, particularmente para a relação entre a diversidade

biológica e a reciclagem de nutrientes, e para a importância da floresta na regulação do ciclo hidrológico.

Há que se harmonizar os diversos interesses econômicos e sociais com a necessidade de preservar os ecossistemas e sua riqueza biológica. Não se trata de pensar a região Amazônica como área intocada, mas de identificar formas de uso que, ao mesmo tempo, valorizem os recursos naturais regionais, incentivem sua conservação e gerem renda.

Dentre os ecossistemas aquáticos merecem especial atenção os sistemas de várzeas, que são muito produtivos, e para cuja utilização sustentável deve se levar em conta o trinômio pesca-agricultura-madeira, e dar prioridade à produção de pescado como fonte de proteínas.

 

 

ECONOMIA- Ecoturismo     

 

G-7 vai liberar mais verbas para meio ambiente   

 

Novos recursos para financiar projetos voltados para o ecoturismo e  novas pesquisas genéticas na região Amazônica e na Mata Atlântica

 

O G-7, grupo dos países mais ricos do mundo, anunciou , em Manaus (AM), a disposição de liberar mais US$ 89 milhões ao governo brasileiro para continuidade do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil ( PPG-7). Os novos recursos anunciados garantem a transição para a segunda fase do programa, prevista para ser iniciada no ano 2000.

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva pelos embaixadores do G-7 que estiveram reunidos com o governo brasileiro para a avaliação e definição de novas estratégias para viabilizar o PPG-7. O embaixador da Alemanha no G-7, Fritz Fischer, anunciou que o seu país vai liberar mais US$ 36 milhões para projetos na Amazônia Legal e Mata Atlântica nos próximos dois anos. A Alemanha, individualmente e através do Rain Forest Trust Fund, do Banco Mundial ,já financiou 60% dos recursos que sustentaram a primeira fase do projeto.   

Apesar de a Alemanha ser o país que mais contribuiu para o PPG-7, o embaixador Fritz Fischer disse que o país vai continuar investindo nas florestas tropicais brasileiras. Ele disse que a Alemanha se orgulha de estar assumindo a liderança do PPG-7 em termos de liberação de recursos e relembrou que a mesma posição foi tomada depois da Segunda Guerra Mundial, pelos Estados Unidos, quando financiou a reconstrução da Europa através do Plano Marshall.

No bolo dos US$ 89 milhões, a União Européia ( EU ), que já participa no PPG-7 COM 92,9% do total de US$ 197,5 milhões comprometidos no programa, vai liberar mais um milhão de ecus ( equivalentes US$ 1,150 milhão ) para estimular projetos nos quais o setor privado, nacional e internacional possa se envolver com o PPG-7. Os novos recursos vão financiar especialmente projetos voltados para o ecoturismo e para pesquisas genéticas na região Amazônica e na Mata Atlântica.

A União Européia também recebeu até janeiro de 1998 a proposta de quatro novos projetos do PPG-7, nas áreas de extrativismo, ciência e tecnologia, monitoração de queimadas e preservação de parques e florestas, para poder tratar da liberação de outros  US$ 25 milhões. Os recursos já estão comprometidos, mas segundo o conselheiro para a Cooperação de Desenvolvimento Ambiental da EU, José Vasconcelos, o dinheiro só será liberado depois da aprovação dos projetos finais.

O embaixador da EU, Christoph Bail, reclamou que 93% do PPG-7 vem sendo financiado pelos países europeus e pediu uma maior participação dos demais países do G-7 para que passem a se envolver com o programa mais efetivamente. “Não apenas os Estados Unidos, mas também a Ásia, como por exemplo o Japão”. Bail observou que esses países têm investido comercialmente na Amazônia e contribuído, de certa forma, para a devastação da região, mas pouco têm feito para a preservação ambiental através do PPG-7.

O embaixador americano no G-7, Mark Schneider, ponderou que os Estados Unidos pretendem aumentar a contribuição financeira que têm dado até agora e ainda estão avaliando as áreas prioritárias de investimento. Ele anunciou que os Estados Unidos podem liberar US$ 25 milhões através da agência espacial americana Nasa para um projeto de monitoramento atmosférico na Amazônia e Mata Atlântica. Schneider também observou que com a vinda do presidente Bill Clinton ao Brasil, em outubro de 1997 US$ 10 milhões foram autorizados para o PPG-7, sendo US$2 milhões com a liberação  até dezembro . A França também anunciou novos investimentos de US$2 milhões para as florestas brasileiras.

 

  

ECONOMIA - Comentário Geral - Pará

 

Pesca - Pará

 

1-A participação dos produtos de pesca declinou de 2,24%, em 1994, para 1,32% em 1996. As indústrias de 80% da frota nacional de barcos camaroneiros, mas têm enfrentado essa queda foi de 50%. O presidente do Sindicato da Indústria de Pesca do Pará e Amapá (Sinpesca), Ivanildo Pereira de Pontes, tinta esperança de que neste ano havia recuperação. Em 25 anos de pesca na costa paraense nunca houve uma baixa produtividade por trê anos seguidos, disse ele. Mas as primeiras viagens dos barcos camaroneiros, depois do período de defeso de 70 dias que terminou em  feveriro. Frustraram essa expectativa.

2-Ao analisar sobre as exportações dos estados da Amazônia, o professor Samuel Benchimol, da Universidade do Amazonas, mostra que o perfil das exportação paraense começou a mudar nos anos 70 com o início da implantação dos grandes projetos, como as hidrelétricas de Tucuruí e Serra dos Carajás. Elas deram um salto de US$ 88,85 milhões em 1975 para US$ 441 milhões cinco anos depois, chegando a US$ 2,1 bilhões em 1996 um crescimento de 2.300% em 20 anos. Eles destaca como potencial futuro no incremento das exportações o cobre do Projeto Salobo, que a nova companhia Vale do Rio Doce, privatizada, está reexaminando. O ouro, que não tinha expressão na pauta, pelos descaminhos do contrabando do que era produzido nos garimpos, surgiu no ano passado com US$ 93 milhões, graças ao início da produção industrial do Igarapé Bahia, em Carajás, e deverá crescer com as descobertas em Serra Leste, em Corpo Alemão, e como sub-produto do cobre no salobo. No total é um potencial de quase 800 toneladas de ouro, se as pesquisas que estão sendo feita confirmarem a existência de 500 toneladas em Corpo Alemão. Mas o professor Benchimol faz coro com as autoridades paraense no protesto contra as perdas tributárias do Pará, pelo fato de grande parte de sua produção destinada à exportação ficar isenta de recolhimento de imposto, contribuindo com o exemplo mais  grave a Lei complementar 87, de setembro de 1996, que isentou do recolhimento de ICMS os produtos primários e semi-elaborados exportados. Com isso, a arrecadação paraense de ICMS caiu, em média, 14% ao mês, com as compensações prometidas pelo governo federal não passando de 4,2%. Embora o Estado do Amazonas tenha exportado apenas US$ 143 milhões em 1996, arrecadou em tributos federais US$ 1,1 bilhão, graças ao parque industrial da Zona Franca de Manaus. Já o Pará, com seus US$ 2,1 bilhões exportados, gerou apenas US$ 618 mil em tributos. "O Estado do Pará, apesar de possuir uma grande base produtiva e exportadora e ser um celeiro de divisas para o País, não vem conseguindo obter receitas públicas correspondentes à grandeza de sua economia e suficientes para o estado cobrir as suas despesas e necessidades de investimento nos serviços públicos e obras de infra-estrutura econômica e social. A reivindicação do Pará no sentido de obter maiores proveitos decorrentes da implantação dos grandes projetos de mineração é inteiramente justa", afirma o professor Benchimol.

 

 

RESERVAS MINERAIS

 

 

(Minerais Metálicos)

 

Bem Mineral

Quantidade (Em 1.000.000 T)

Pará / Brasil (%)

Bauxita

2.098

76,2

Cobre1

1.290

73,7

Estanho2

47,451

6,7

Ferro1

17.625

46,7

Manganês1

90

27,6

Niquel1

81

21,2

 Ouro3

86.809

6,4

Tungstênio

2

29,1

Fonte: DNPM

 

Nota: 1=mil m³. 3kg(só empresas,garimpos excluídos)

 

 

 

 

 

RESERVAS MINERAIS

 

 

(Minerais Não Metálicos)

 

Bem Mineral

Quantidade (Em 1.000.000T)

Pará / Brasil (%)

Argila

53.395

1,8

Calcário

1.521

1,9

Caulim

817

49,3

Gipsita

581

61,7

Granito

96.499

2,4

Quartzo

63

53,8

Fonte: DNPM

 

Nota: 1= mil m³

 

 

 

 

 

 

ECONOMIA Comentário Geral Manaus

 

Manaus já leva a Caracas

 

Acesso à América Central e ao Caribe está assegurado; são 32 países e territórios com 65 milhões de habitantes.

 

Nos estados da região Norte, a idéia de integração com outros países da América do Sul, acalentada há muito tempo, ganha um novo alento como resultado da bem- sucedida experiência do Mercosul e da aparente tendência à abertura econômica. A razão dessa expectativa por parte de empresários e políticos da região Norte está na vocação continental da Amazônia, que responde por 74,61% das fronteiras terrestres brasileiras com os países sul-americanos, perfazendo uma linha fronteiriça de 11.728 quilômetros para um total brasileiro de 15.719. O Estado do Amazonas, sozinho, detém pouco menos de um terço da linha divisória - 3.611 quilômetros -, sendo 537 com a Venezuela, 1.430 com o Peru e 1.644 com a Colômbia.

Diante disso, é fácil imaginar a satisfação com que os amazonenses vêm saudando a conclusão, prevista para este ano, do asfaltamento da BR-174, que partindo de Manaus, alcança o porto de Caracaraí, em Roraima, a capital Boa Vista, a cidade Venezuelana fronteiriça de Santa Helena e daí Caracas, via Puerto Ordaz, o grande pólo industrial do país vizinho, situado na foz do rio Orenoco, numa extensão Manaus - Caracas de 2.331 quilômetro, sendo 971 em território brasileiro. O trecho venezuelano encontra-se totalmente asfaltado. De Boa Vista, também por rodovia (com obras de cobertura asfáltica em conclusão), chega - se à fronteira com a Guiana, distante 80 quilômetros, rumo ao porto de Geogetown, no mar do Caribe, localizado a 800 quilômetros da capital de Roraima. Assim, o Estado do Amazonas já tem acesso virtual também à  América Central e ao Caribe, região formada por 32 países, territórios e dependências, com uma população total de 65 milhões de habitantes. Essa rota apresenta-se como mais uma opção de integração do chamado Cinturão Norte, que deverá ligar, por via marítima, Salvador, na Bahia, às cidades de Cartagem e Barranquila, no norte da Colômbia. "Não podemos ficar restritos ao Mercosul quando, situados na calha norte do rio Amazonas, estamos mais próximos dos países setentrionais e do Caribe", observa o empresário e professor da Universidade do Amazonas, Samuel Benchimol. "Esses mercados - Colômbia, Venezuela, Guianas, países carimbenhos, antilhanos e da América Central - interessam-nos especialmente porque possuem um bom potencial para absorve os bens fabricados na Zona Franca de Manaus", acrescenta. Para o Estado do Amazonas, na realidade, a integração com os países vizinhos é vital. O modelo Zona Franca de Manaus, baseado na política de substituição de importações e de reservas de mercado - hoje ameaçado pela abertura do mercado nacional à competição dos produtos estrangeiros e à inserção da economia do País no mercado global -, precisa criar alternativas e opções que garantam, no futuro, a continuidade e a sustentação do desenvolvimento econômico da região no longo prazo. "Assim, é importante não apenas manter esse centro industrial de grande porte no centro da Amazônia Ocidental, com todo o seu acervo de tecnologias de ponta, indústrias limpas sem chaminés, e todo o aporte de recursos gerenciais e administrativos por parte de grandes empresas que se localizam na área, mas também transfromá- o num certo irradiador para o interior, os estados e os países vizinhos, afirma a economista Raimar da Silva Aguiar, diretor da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e ex - secretário estadual do Planejamento e Articulação com Municípios. A necessidade de integrar-se aos países vizinhos é tanto mais premente quanto é distante o pólo industrial de Manaus dos mercados consumidores do Brasil, sem falar do grande vazio demográfico do próprio Amazonas e dos demais estados do Norte, incapazes, por  si sós, de sustentar um nível de demanda compatível com a capacidade industrial instala. O crescimento econômico do Amazonas, portanto, está na dependência do rompimento da condição insular de Manaus e do incremento de suas exportações, objetivo a ser alcançado pela diversificação dos mercados e facilitado à medida que a economia amazonense torne competitiva, com a superação dos problemas de infra - estrutura, que lhe permita tirar vantagem de sua relativa proximidade dos mercados da parte setentrional da América do Sul, dos blocos regionais europeus e norte - americanos e da bacia do Pacífico. Com os países vizinhos, as vantagens mútuas da integração são óbvias e imediatas, como mostra o acordo firmado em maio entre Brasil e Venezuela, para a implantação, até o final do governo FHC, da linha de transmissão de energia Guri - Boa Vista. A utilização de energia elétrica da Venezuela, país de vastos recursos hidrelétricos, de potencial muito superior às suas necessidades internas, oferece ainda a vantagem de eliminar a necessidade de construção de novas barragens no Amazonas, questão polêmica que não conta com a simpatia de nenhuma organização não - governamental, em razão dos temidos impactos ambientais. Em recursos energéticos, a Venezuela só perde para a Rússia. Suas reservas de petróleo são 2,8 vezes maiores que as dos Estados Unidos. O país dispõe ainda do equivalente a 267 bilhões de barris de piche (betume) superpesado, 22% recuperáveis, e das mais ricas jazidas de gás natural da América do Sul. Quando à Colômbia, tem o melhor carvão e a maior indústria de produção da América Latina. Em termos de tamanho de mercado, o assim chamado cinturão Norte de Desenvolvimento conta com uma população total de 110 milhões de habitantes e u PIB de US$ 240 bilhões. Do cinturão Norte fazem parte mais de 20 portos e grandes centros urbanos. Dois estão localizados na Colômbia, quatro na venezuela, um em Trinidad e Tobago, um na Guiana, um no Suriname, um na Guiana Francesa e onze no Brasil. O Cinturão inclui cinco principais tributário ou afluentes logísticos, Entre os principais, estão rodovias que saem de Quinto, no Equador, para Cartagena, na Colômbia; rodovias e hidrovias que ligam Bogota'com o mar do Caribe; um sistema multimodal rodo-via/hidrovia/ferrovia unindo Cuiabá ao porto de São Luís, no Maranhão, além do corredor Noroeste, que liga Cuiabá a Porto Velho, em Rondônia, por rodovia, e Porto Velho ao porto de Itacoatiara, no rio Amazonas, a 180 quilômetros de Manaus, pela hidrovia do rio Madeira, em operação desde abril. Romper o crônico isolamento de Manaus, no sentido Leste - Oeste, implica concluir a rodovia que liga Rio Branco ao Pacífico, mediante a extensão da BR- 317, no trecho Boca do Acre, no Amazonas, a Rio Branco, Xapuri e Assis Brasil, no Acre. A partir desse ponto, a estrada deve prosseguira até Inãpari, no Peru, atravessando o vale do rio Madre de Dios, afluente do Madeira, até Cuzco, onde já existe uma estrada de ferro, passando por Arequipa até alcançar Ilo e Matarani, os dois portos mineiros peruanos, onde estão localizadas grandes jazidas de fosfato e potássio.

 

ECONOMIA    Pesca

 

 

Em Manaus são consumidos, em média, 55 quilos de pescado per capita por ano, ou 64% da proteína animal utilizada.

 

Aparentemente, a fonte é inesgotável. Detendo quase 20% de água doce do planeta e a ictiofauna mais rica e diversificada, com cerca de 2 mil espécies de peixes - antes apenas 200 no Hemisfério Norte -, era de supor que, se alguma limitação existe na atividade pesqueira, esta deveria Ter origem na capacidade de captura e não na disponibilidade de pescado. Na verdade, não é assim. Os estoque pesqueiros das espécies mais apreciadas da bacia amazônica começaram a dar os primeiros sinais de exaustão.

 

Consumo alto - O diagnóstico, feito a tempo, é tanto mais preocupante quando se sabe que o peixe, o Estado do Amazonas, contribui com uma parcela substancial da fração protéica consumida por seus habitantes, sendo que essa importância cresce na razão inversa do  poder aquisitivo da população. Na cidade de Manaus, por exemplo, são consumidos em média 55 quilos de pescado per capita por ano, o que corresponde a 64,4% da proteína animal utilizada. Além disso, o setor pesqueiro desempenha papel social importante na manutenção do emprego, com45 mil pessoas dependentes financeiros da atividade para sua sobrevivência - contigente não inferior ao empregado pelo Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus. Assim, desde outubro de 1996, com o objetivo de assegurar a exploração sustentável dos recursos pesqueiros, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabeleceu o defeso da piracema no rio Amazonas e seus afluentes, proibido a captura de aracu, pacu, tamaqui, curimatã, pirapitinga, matrinchã e branquinha, no período de 1° de dezembro a 2 de fevereiro. Anteriormente, já em 1991, o Ibama havia tomado medida semelhante em defesa do pirarucu - uma espécies mais apreciadas -, proibindo sua captura entre os meses de dezembro e maio e estabelecendo seu tamanho mínimo de captura em 1,50 metro. Da mesma forma, o surubim e o caparari encontram-se protegidos desde o ano passado, com tamanho mínimo de captura de 0,80 metro. São espécies sujeitas a forte pressão de pesca, uma vez que sobre elas recai a preferência do consumidor, em meio a centenas de outras que não chamam atenção do paladar do nortista. Como resultado, no caso do tambaqui e do jaraqui, por exemplo, constatam-se redução do tamanho médio do peixe capturado e aumento da distância entre os locais de pesca. Não existe pesca predatória na região e sim preferência por determinadas

 espécies nobres, encomendadas especialmente pelos hotéis e que naturalmente alcançam melhores preços. Daí a busca incessante que determina a escassez cada vez mais acentuada de cardumes antes abundantes. Segundo o diretor da Federação das Colônias de Pescadores do Amazonas, Wldomiro Falcão, nos últimos sete anos o peso médio do tambaqui capturado caiu de 15 para 6 quilos.

 

Preservação - O estabelecimento de períodos de defeso, medida que conta com aprovação do setor pesqueiro profissional, acarreta sérias dificuldades financeiras para o setor pesqueiro informal, responsável por 40% da oferta em Manaus. Como alternativa de curso de investimento relativamente racional em gaiolas flutuantes ou tanques cavados no solo, poderia contribuir não apenas para a estabilidade da oferta e da renda dos pescadores, como também abrir caminho para uma indústria pesqueira tropical de futuro assegurado, dadas as excelentes características de sabor e sua adequação às cozinhas mais exigentes. Mas a inexistência, no estado, de uma indústria de ração e de insumos utilizados na produção tem dificultado o avanço nessa direção.

 

 

ECONOMIA  Turismo

 

Parintins, pólo de turismo

 

A festa do bois - bumbás é um dos maiores festivais folclóricos do País, atraindo mais de 100 mil turistas.

 

A pequena cidade de Parintins, localizada na ilha de Tupinambarana, no rio Amazonas, a pouco mais de 400 quilômetros de Manaus, foi mais uma vez invalida, no final de junho, por mais de 100 mil pessoas, quase o triplo de sua população norma, de 40 mil habitantes. O motivo foi a festa dos bois - bumbás Garantido e Caprichoso, um dos maiores espetáculos folclóricos do País, que se transformou hoje,a o lado dos hotéis de selva, na principal atração turística do Estado do Amazonas, com direito a transmissão ao vivo pelas grandes redes de televisão. Há pelo menos 30 anos a festa dos bois - bumbás de Parintins, hoje um verdadeiro festival, vem atraindo gente de toda parte. Sempre nos dias 28,29 e 30 de junho, os bois Garantido e Caprichoso apresentam -se no "bumbódromo", uma arena construída em 1988 que recebe 35 mil pessoas por noite, com muito luxo, resultando de investimentos de cerca de R$ 1,5 milhão em, cada um deles. A maior parte desse dinheiro vem da arrecadação feita, durante todo ano, por vários eventos. Neste ano o governo do estado ajudou com R$ 350 mil cada boi e a Coca-Cola com R$ 200 mil. O secretário de Indústria e Comércio do Amazonas e presidente da Empresa Amazonense de Turismo (Emantur), Paulo Corrêa, garante que o festival de Parintins tem um potencial enorme para atrair cada vez mais turista. Por isso, o governo vai procurar incentivar a realização e promoções o ano todo e não apenas em junho. Como Parintins não tem estrutura para abrigar tanta gente, a Ematur implantou o programa "cama e café-da-manhã', com financiamento para as famílias interessadas em ampliar suas casas, com a construção de mais quartos. Com isso a empresa espera ofertar mais 200 quartos para os turistas.

 

Ecoturismo - Com uma taxa de desflorestamento de apenas 2%, o Amazonas tem um imenso potencial para explorar o ecoturismo em seus 1,6 milhão de quilômetros quadrados. O estado tem os três ecossistema básicos da floresta amazônica, que são as matas de várzea, de igapó e de terra forme. Os órgãos oficiais e as agências de turismo particulares oferecem uma série de programas ao interessados em explorar esse potencial, como passeios fluviais, pesca esportiva, cursos de sobrevivência na selva, observação de pássaros e até o montanhismo. Para quem procura um contato com a floresta e deseja um mínimo de conforto, as opções são muitas, como os chamados alojamentos de selva. Há pelo menos 16 deles registrados pela Emantur com hospedagem em casa flutuante ou sobre a copa das árvores. Um dos mais conhecidos é o Ariaú Amazon Towers, no rio Negro. Tem 268 leitos, distribuídos entre as copas das árvores na margem do rio. Bem mais distante, a 300 quilômetros da capital, está a Pousada dos Guanavenas, no município de Silves, com 135 leitos. Há ainda o Amazon Ecopark Lodge, a apenas 20 quilômetros de Manaus e com 100 leitos; o Anavilhanas Creek, com 80 leitos, no famoso arquipélago de Anavilhanas; e o Boa Vida Jungle Resort, com 40 leitos, em Itacoatiara. Pesquisas feitas pela Organização Mundial de Turismo colocam o Amazonas como um dos novos atrativos nas viagens internacionais, por suas características naturais, por possuir a maior bacia hidrográfica do mundo e a expressiva densidade biótica da floresta. "A diversidade do ecossistema da Amazônia e suas projeções no debate internacional sobre meio ambiente conferem á região uma posição privilegiada como atração turística, com destaque para o turismo ecológico ou turismo de natureza", diz um documento da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O documento revela ainda que, se mantido o crescimento médio de 5,8% da última década, o Estado do Amazonas deverá receber anualmente cerca de 100 mil turistas estrangeiros nos próximos anos," certamente transformando a indústria de turismo ecológico em uma das bases de sustentação da economia amazonense, o que reflete um modelo equilibrado de desenvolvimento sustentado que valoriza a convivência harmônica e integrada das atividades humanas com a natureza em seus diversos ecossistemas". Para explorar esse potencial, deve começar a ser implantado no segundo semestre de 1997 o World Trade Center de Manaus, um complexo turístico - hoteleiro de cinco estrelas de quase R$ 200 milhões de investimentos, similar ao que existe em São Paulo. O projeto foi aprovado no final de 1996 pelo Conselho Deliberativo da Sudam, que vai liberar R$ 93,2 milhões de recursos do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam). O WTC de Manaus terá um complexo de hospedagem constituído de 329 suítes, distribuídas em 16 pavimentos, alimentação e bebidas, lazer e saúde, convenções e eventos, apoio aos negócios e comunicação. Será integrado ao Amazonas Shopping Center e poderá abrigar vários eventos simultâneos, com até 3 mil pessoas. Segundo Gilberto Bousquet Bomeny, da Servlease Empreendimentos Imobiliários, responsável pela implantação do empreendimento, o WCT de Manaus, que deverá operar integrado a um hotel de selva, pretende captar realizadores de grandes negócios, principalmente americanos e europeus, "que desejam aliar a realização de negócios de comércio exterior à oportunidade de usufruir toda a exuberância da Amazônia.

 

 

 

ECONOMIA Comentário    DESENVOLVIMENTO XXXX

 

O desenvolvimento sustentÁvel nas diferentes regiões brasileiras

 

A busca de um desenvolvimento sustentável compatível com  as particularidades das diferentes regiões brasileiras deve passar, necessariamente, pela elaboração de um zoneamento ecológico-econômico.

Na Amazônia destacam-se a riqueza mineral, um potencial inventariado de energia hidráulica da ordem de 100 mil megawatts e, especialmente, a exuberância da floresta tropical, principal ponto de polêmica e de convergência de interesses em tomo das alternativas para o uso de suas riquezas e desenvolvimento socioeconômico. Os conhecimentos ecológicos atuais apontam para uma grande fragilidade dos ecossistemas florestais na Amazônia, particularmente para a relação entre a diversidade

biológica e a reciclagem de nutrientes, e para a importância da floresta na regulação do ciclo hidrológico.

Há que se harmonizar os diversos interesses econômicos e sociais com a necessidade de preservar os ecossistemas e sua riqueza biológica. Não se trata de pensar a região Amazônica como área intocada, mas de identificar formas de uso que, ao mesmo tempo, valorizem os recursos naturais regionais, incentivem sua conservação e gerem renda.

Dentre os ecossistemas aquáticos merecem especial atenção os sistemas de várzeas, que são muito produtivos, e para cuja utilização sustentável deve se levar em conta o trinômio pesca-agricultura-madeira, e dar prioridade à produção de pescado como fonte de proteínas.

 

ECONOMIA Turismo Ecológico  

 

 Ecoturismo - uma opção de desenvolvimento sustentável

 

No Brasil, apesar de um potencial natural inigualável, o turismo é ainda uma atividade em desenvolvimento. O ecoturismo é uma atividade de investimentos relativamente baixos e de retorno rápido. Absorvendo mão-de-obra local, contribui para valorizar o homem e fixa-lo à região. É ainda um poderoso instrumento de educação ambiental para os que dele vivem e para os que o usufruem.

O segmento da indústria turística mundial para o qual se prevê maior expansão é o ecoturismo: espera-se que, na década de 1990, ele venha a apresentar o dobro do crescimento do turismo convencional. Segundo estudos da Organização dos Estados Americanos - OEA, existe nos maiores mercados emissores de turistas uma grande demanda reprimida de ecoturismo na Amazônia.

O desenvolvimento turístico integrado da Amazônia requer ações mínimas como a expansão do transporte aéreo na região, o incentivo ao transporte turístico fluvial, a criação de infra-estrutura de saúde e saneamento básico e a ampliação dos alojamentos de selva, que hoje não chegam a sete em toda a região.

A implantação do Projeto Ecoturismo em nível nacional funciona como um vetor de desenvolvimento sustentável. Sua formulação foi feita de modo a garantir que os empreendimentos financiados obedeçam à legislação ambiental vigente.

 

 

ECONOMIA – Comentário Geral Pará                                                               

 

Pará, Desenvolver sem devastar

 

Riquezas naturais

 

O Estado do Pará é caracterizado por sua riqueza em recursos naturais, destacando-se tanto por suas grandes reservas minerais e hídricas, como pela exuberância de sua biodiversidade.

 

Com uma área de 1.248.000 km2, correspondentes a cerca de 24% de toda a Região Amazônica, o Pará é um Estado tipicamente florestado: são cerca de 974.000 km2 de floresta de terra firme (83% de sua área total), às quais se somam, ainda, vastas áreas de cerrados, campos, mangues e florestas de igapó.

 

O Pará detém 76% das reservas brasileiras de bauxita, 73% de cobre, 46% do minério de ferro, 27% do manganês, além de responder por 30% da produção de ouro do país. Entre os minerais não-metálicos estão 62% da gipsita, 53% do quartzo, e 49% do caulim. Aqui se encontra, também, a maior província mineral do Planeta, localizada na região da Serra dos Carajás.

 

O território paraense é cortado por rios com alto potencial energético e pesqueiro. Estima-se o potencial energético do Estado com 62 milhões de Kw. A usina de Tucuruí, maior hidrelétrica exclusivamente brasileira, produz atualmente 4 milhões Kw, e isto é apenas metade de sua capacidade planejada.

 

Os recursos pesqueiros, por seu lado, são aproveitados principalmente por pescadores artesanais. A produção atual, pequena diante da potencialidade, equivale a quase 50% do total da Região Norte.

 

Os cerca de seis milhões de habitantes do Pará encontram no Estado todos os recursos naturais que precisam para o seu sustento. O desafio que hoje envolve todos os segmentos da sociedade local se traduz numa palavra: sustentabilidade.

 

Mudando o rumo da História

 

Tradicionalmente, a economia do Estado tem sido baseada na exploração e comercialização in natura dos seus recursos naturais.

 

Planos federais de ocupação da Amazônia desenvolvidos nas últimas décadas, que levaram à abertura de novas estradas, à implantação de grande projetos minero-metalúrgicos, à expansão de atividade pecuária e ao surgimento de novas frentes de colonização, contribuíram para o crescimento econômico do Estado, mas, por outro lado, provocaram seqüelas ambientais e sociais em parte de seu território, deixando como herança a devastação de cerca de 12% da floresta original.

 

Com o objetivo de reverter definitivamente esse quadro, o Governo do Estado está empenhado na mudança do perfil histórico da base produtiva estadual, buscando reduzir os riscos ambientais de exploração de recursos naturais, valorizar esse patrimônio e democratizar os benefícios decorrentes de sua utilização.

 

As ações empreendidas seguem a diretriz Desenvolver sem Devastar e se destinam a ampliar os conhecimentos sobre a biodiversidade, racionalizar sua exploração, estimular a expansão de atividades econômicas não predatórias, recuperar áreas degradadas e promover o beneficiamento de matérias-primas, em território paraense, através do incentivo à implantação de empresas de base tecnológica.

 

Os rumos da mudança estão consubstanciados nos programas estratégicos que integram o Plano Plurianual de Trabalho do Governo Estadual, atualmente em curso.

 

Ao lado dos programas destinados a reduzir desigualdades regionais e sociais, destacam-se como elementos-chaves para a reorientação da base produtiva do Estado, aqueles voltados à sua dinamização econômica, que buscam compatibilizar a necessidade de crescimento econômico com a distribuição de renda e a preservação ambiental. São considerados prioritários, nesse contexto, o Programa de Desenvolvimento da Agroindústria, voltado para o aproveitamento e a recuperação de áreas degradadas.

 

Na linha de respeito ao meio ambiente, o Governo do Estado concentra esforços para a viabilização das hidrovias Araguaia – Tocantins e Tapajós – Teles Pires como elos naturais para sua integração à região centro-oeste do País. Da mesma forma, o governo está procedendo a substituição de várias de suas usinas termoelétricas a diesel, através da expansão do sistema de transmissão de energia, a partir do melhor aproveitamento da capacidade já instalada da Hidrelétrica de Tucuruí.

 

Programas destinados ao Desenvolvimento de Competências, Geração e Difusão de Ciência e Tecnologia, Implantação de Parques Tecnológicos e Desenvolvimento Sustentável de Comunidades Rurais completam o quadro da dinamização econômica do Estado, que tem a sustentabilidade como sua premissa básica.

 

Legislação ambiental e incentivos

 

O uso disciplinado dos recursos naturais do Estado e a proteção efetiva do potencial bioenergético da região foram reforçados com a regulamentação e aprovação de leis específicas do setor.

 

No início de 1995, foi sancionada a Lei Ambiental do Estado do Pará (Lei nº 5.887), que dispõe sobre política estadual do meio ambiente. Era o instrumento que faltava para garantir ações concretas e contínuas em prol do desenvolvimento sustentável. A Lei nº 5.977, aprovada em julho de 1996, surge para efetivar a proteção à fauna silvestre paraense, evitando o desaparecimento de espécies ameaçadas de extinção. Trata-se de um reforço à legislação federal, considerando as peculiaridades do Estado.

 

Além de promover estudos para a elaboração de uma legislação eficiente e divulga-la, o Estado oferece incentivos fiscais para as empresas adotarem princípios ambientalmente corretos. É a Lei de Incentivos às Atividades Produtivas no Estado do Pará. Beneficiam-se os empreendimentos destinados à execução de projetos ou programas de pesquisa, de atualização tecnológica e incorporação de novos métodos que levem à exploração sustentável dos recursos naturais.

 

Fiscalização, monitoramento e controle ambiental

 

As ações de fiscalização, monitoramento e controle ambiental são desenvolvidas pela Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, que assume um papel destacado na implementação da diretriz Desenvolver sem Devastar adotada pelo Governo do Estado. Para garantir a eficácia de suas ações a Secretaria foi modernizada e fortalecida, passando a utilizar o sensoriamento remoto como instrumento de rotina em suas atividades e a liderar o trabalho de articulação com outros órgãos da administração pública, com vistas a melhoria da gestão ambiental do Estado.

 

As ações de fiscalização e controle desenvolvidas pela SECTAM estendem-se a todas as atividades ou empreendimentos, públicos ou privados, potencialmente poluidores ou degradores do meio ambiente ou que explorem recursos naturais. A área da pesca, por exemplo, constitui um item fundamental das atividades da Secretaria, tendo em vista seu significado como patrimônio natural, sua relevância social e sua importância para a economia estadual.

 

Reflorestamento e controle de desmatamento e queimadas

 

Um dos itens fundamentais da política ambiental do Estado reside no estímulo às ações de reflorestamento, com o objetivo de recuperar áreas degradadas. Ações realizadas em parceria com instituições científicas e organizações não-governamentais tem obtido sucesso na execução de projetos de implantação de sistemas agrosilviculturais, gerenciados pelos habitantes de comunidades rurais em vários pontos do Estado.

 

Por outro lado, está em curso o projeto de implantação de laboratórios de produção de sementes e mudas florestais em oito pontos do Estado, realizado em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, através da Secretaria de Coordenação dos Assuntos da Amazônia Legal, o Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Úmido (CPATU/ EMBRAPA) e a Associação das Empresas Exportadoras de Madeira do Pará (AIMEX).

 

Em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e contando com o apoio do PPG-7, estão sendo iniciadas as ações permanentes de controle de desmatamento e queimada no Estado.

 

 

Unidades de Conservação

 

 

Rico por natureza, o Pará tem características peculiares definidas por diferentes ecossistemas. Com o objetivo de preservar os centros relevantes de biodiversidade, o Estado possui 16 unidades de conservação da natureza, somando mais de 9,1 milhões de hectares. Espécies ameaçadas de extinção e características excepcionais da região do ponto de vista faunístico, florerístico, geológico, geomorfológico, arqueológico, espeleológico, histórico e cultural estão sendo preservadas.

 

As unidades servem também para pesquisa científica, manejo sustentado, educação ambiental, recreação e turismo, de acordo com as vocações naturais e condições sócio-econômicas dessas amostras representativas dos ecossistemas do Estado.

 

O Parque Estadual da Serra dos Martírios/ Andorinhas, recém-criado, é um bom exemplo desses ecossistemas. A serra fica no sudeste do Estado, no Município de São Geraldo do Araguaia. Nos seus 25 mil hectares, guarda 80 sítios arqueológicos com mais de cinco mil pinturas e gravuras rupestres com idade estimada em 8.300 anos, 36 grutas, 26 cavernas, 28 cachoeiras, 80 espécies de orquídeas, 38 espécies de plantas medicinais, mais de 650 espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas e 532 espécies de aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes. Neste centenário encantado, preserva 16 grupos populacionais da fauna e três da flora ameaçados de extinção, de acordo com a lista oficial brasileira.

 

Investindo no conhecimento

 

O Estado do Pará criou o Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia (FUNTEC), além do Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA), para investir em pesquisas e projetos que favoreçam o desenvolvimento sustentável da região.

 

Os recursos são provenientes de dotações orçamentárias do próprio Estado, de cooperações internacionais, doações e outras fontes.

 

A utilização da biodiversidade como matéria-prima de produtos químicos e fármacos vem atraindo cada vez mais o interesse mundial. A Floresta Amazônica é a mais rica reserva natural do planeta, um manancial genético pouco conhecido do ponto de vista biotecnológico.

 

Especificamente com o objetivo de financiar pesquisas científicas e tecnológicas para o aproveitamento sustentável da biodiversidade amazônica, a Companhia Vale do Rio Doce e o Governo do Estado decidiram criar a Fundação para o Desenvolvimento de Produtos Naturais para a Amazônia – Pronatam.

 

A Pronatam será a primeira fundação do Pará mantida pelo setor empresarial com essa finalidade. A idéia básica é criar alternativas tecnológicas para agregar valor aos produtos da região e reverter o quadro histórico da exportação de matéria-prima. Além de contribuir para reduzir a pressão pelo desmatamento, dando uso nobre às espécies da floresta, essas pesquisas possibilitarão a ampliação da renda da população.

 

Qualidade de vida para as comunidades rurais

 

Cerca de 40% da população paraense, pelo menos 2,4 milhões de pessoas, sobrevivem a custa da pesca artesanal e do extrativismo agrícola na zona rural.  Eles vivem agregados em pequenos povoados ou dispersos nas margens de rios e igarapés.

 

Para propiciar a essas comunidades melhores condições de vida, o Governo do Estado elaborou e vem desenvolvendo com sucesso o Programa de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades Rurais.

 

As principais ações propostas são relacionadas ao saneamento básico e à ampliação das possibilidades de acréscimo de renda das famílias rurais, pelo beneficiamento de produtos naturais com conseqüente agregação de valor.

 

A estratégica combina inovações tecnológicas de alta resolutividade e baixo custo com o trabalho de organização comunitária, através de metodologias já testadas com êxito pelo Programa POEMA, da Universidade Federal do Pará. Na área de saneamento, são usados microssistemas de abastecimento de água e estações de produção de hipoclorito de sódio, com a participação das prefeituras e das próprias comunidades na elaboração e execução dos projetos.

 

Para melhorar a renda das famílias, são aplicados projetos agrossilviculturais. Além da definição das espécies a serem plantadas e da técnica utilizada, há o fornecimento de insumos, como mudas e sementes, e o assessoramento técnico nos dois primeiros anos. Com vistas ao melhor aproveitamento dos produtos, eles passam por beneficiamento primário ou industrial que resultem na geração de subprodutos mais valorizados no mercado.

 

A esse programa foram incorporados, recentemente, seis Projetos de Execução Descentralizada (PED), aprovados pelo Programa Nacional do Meio Ambiente e contemplados com R$ 4,8 milhões. Eles integram prefeituras de 21 municípios, comunidades, instituições científicas e organizações não-governamentais, em ações destinadas a preservar o meio ambiente e produzir renda e empregos para a população.

 

 

 

 

 

Ações conjuntas e descentralizadas

 

Segundo maior Estado brasileiro, o Pará ocupa quase 15% do território nacional. Alguns de seus municípios sãos maiores do que países como a Holanda e a Suíça. O desafio de administra-lo apresenta-se, portanto, nas mesmas proporções de sua extensão territorial.

 

Neste contexto, o governo estadual tem pautado suas ações na parceria com os demais órgãos envolvidos na questão ambiental, com a iniciativa privada e a sociedade. A descentralização é a principal estratégia.

 

Particularmente importante nessa estratégia é o Programa de Descentralização da Gestão Ambiental, com o objetivo de estruturar os municípios para a execução de suas competências específicas, com vistas ao compartilhamento das ações de controle ambiental no extenso território paraense.

 

O trabalho em cooperação com as instituições científicas e ambientalistas sediadas no Estado, que dão suporte técnico ao desenvolvimento de projetos ambientais, têm sido a tônica da atuação do Governo do Estado.

 

Apoio às sociedades indígenas

 

A população indígena do Pará é estimada hoje em 16 mil pessoas, distribuídas em 38 áreas que representam 10% das existentes na Amazônia. A metade dessas áreas ainda não foi demarcada, sendo motivo de conflitos entre brancos e índios provocados pela exploração dos recursos naturais.

 

Com objetivo de promover ações de proteção e assistência às comunidades indígenas, o governo criou o Conselho Estadual Indigenista, com a atribuição de implementar a política indigenista do Estado. De mediador de conflitos em situações emergenciais, o Estado passa a atuar preventivamente, em conjunto com o governo federal, no encaminhamento de soluções para os problemas das comunidades indígenas.

 

As linhas de atuação do Estado concentram-se no estímulo a projetos que visem garantir o respeito à terra e às culturas indígenas e às ações destinadas a promover a auto-sustentabilidade econômica das populações, evitar conflitos decorrentes de interferências externas e apoiar atividades nas áreas de educação e saúde.

 

Educação Ambiental, a base da mudança

 

A superação do desafio do desenvolvimento sustentável da Amazônia passa necessariamente pelo caminho da educação ambiental e a formação da consciência de que é possível desenvolver sem devastar.

 

Para que a população incorpore as questões ambientais amazônicas no seu comportamento cotidiano, o governo estadual, através da SECTAM, tem como meta prioritária desenvolver ações contínuas de educação ambiental.

 

A estratégia é estimular a participação, de forma autônoma e democrática, dos diferentes segmentos sociais no processo de gestão ambiental, inserindo a discussão ambiental na prática educacional, em todos os níveis, e fomentar ações com essa orientação desenvolvidas por outras esferas de governo e pela sociedade.

 

Merece destaque especial, nesse sentido, uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Belém, que criou e mantém o Centro de Referência em Educação Ambiental Prof. Eidorfe Moreira, conhecido como Escola Bosque. Da pré-escola até o segundo grau profissionalizante, o tema está presente em todas as atividades como filosofia de vida. A escola é considerada modelo na América Latina.

 

A mobilização da sociedade teve como conseqüência a criação do Fórum Permanente de Educação Ambiental, que reúne quase duas dezenas de instituições sediadas no Pará, e que tem desempenhado um papel altamente relevante na conscientização da população para as questões ambientais.

 

 

ECONOMIA – Comentário Geral

 

A ordem é agregar valor

 

Chegada ao Pará recentemente, a empresa Argentina Soinco tornou-se um emblema. Fabricante de vergalhões e cabos, a indústria tem fornecedor da matéria-prima quase parede-meia, a gigantesca Albrás, produtora do alumínio primário a ser transformado na mercadoria. Fica tudo em família. Pois a Albrás, por sua vez, recebe da vizinhança tanto o material bruto quanto o principal insumo para trabalhar, a bauxita do rio Trombetas e a energia elétrica de Tucuruí.

É esse o retrato projetado pelos paraenses quando falam do parque industrial ideal. Ou seja, o estado não quer ficar deitado no berço de eterno vendedor de matérias-primas e pretende agregar valor à produção.

Os investidores parecem concordar, quando colocam o Pará em 7º lugar no ranking dos estados brasileiros destinatários de investimentos em projetos datados do período 1998/2005. Além de recheada – U$ 13,7 bilhões -, a carteira é bem diversificada por vários ramos de atividade.

Funciona como estimulante para os aplicadores a oferta de logística, dois portos bem aparelhados e modernos, Vila do Conde e Santarém – um mais dedicado a embarque de manufaturados, outro a artigos da agropecuária.

Está, portanto, fincada a plataforma de onde o Pará pode arriscar o vôo rumo à verticalização: entrada firme de capital e saídas garantidas da produção para o mundo.

 

ECONOMIA – ACRE

 

Economia

 

Composição do PIB - Agropecuária: 9,1;

PIB nacional: 0,22% (1998).

Renda per capita estadual:  US$ 2.847 (1998).

Agricultura: mandioca (275.896 t), milho (35.626 t), arroz (27.754 t), banana (7.440.000 cachos) ( 1999).

Pecuária: bovinos (862.534), suínos (168.683) (1997).

Mineração: pedra britada (117.010 m³) (1997).

Indústria: alimentícia, construção civil, madeireira e moveleira.

 

ECONOMIA - AMAPÁ

 

Economia 

 

Composição do PIB - Agropecuária: 7,7;

Indústria: 22,4;

Serviços: 69,9 (1998)

Participação no PIB nacional: 0,17% (1998).

Renda per capita estadual: US$ 2.734 (1998)

Agricultura: mandioca (40.000 t), arroz (800 t), milho (800 t), feijão (80 t) (1999).

Pecuária: bovinos (65.953), suínos(15.693) (1997)

Mineração: manganês (138.442 t), cromo-cromita (16.292 t), ouro (126.932 g) (1997)

Indústria: extrativa mineral, pesqueira e madeireira

 

ECONOMIA - AMAZONAS

 

Economia

 

Composição do PIB - Agropecuária: 6,4;

Indústria:3,8;

Serviços: 55,6 (1998)

Participação no PIB nacional: 1,28% (1998)

Renda per capita estadual: US$ 3.385 (1998)

Agricultura: mandioca (912.435 t). arroz (31.562 t), milho (15.413 t), malva (9.368 t), feijão (4.384 t), guaraná (2.208 t), junta (1.139 t), banana (46.087.000 cachos) (1999).

Pecuária: bovinos (770.805), suínos (248.659) (1997)

Mineração: estanho-cassiterita (21.700.000 kg), ferro (12.479 t / bruta) (1997)

Indústria: eletroeletrônica, mecânica e transporte.

             

ECONOMIA - MARANHÃO

 

Economia

 

Composição do PIB - Agropecuária: 13,9

Indústria: 27,1

Serviços: 59 (1998)

Participação no PIB nacional: 0,98% (1998)

Renda per capita estadual: US$ 1.222 (1998)

Agricultura: cana-de-açúcar (830.40 t), mandioca (825.899 t), arroz (639.941 t), soja (409.012 t), milho (238.872 t), feijão (26.052 t), banana (12.075.000 cachos) (1999)

Pecuária: aves (11.466.150), bovinos (3.905.623), suínos (1.883.382), caprinos (318.299) (1997).

Mineração: pedra britada (947.924 m³) (1997); ouro (17.000 g) (1996) (1997)

Indústria: metalúrgica, alimentícia, madeireira e têxtil.

 

ECONOMIA – MATO GROSSO

 

Economia

 

Composição do PIB - Agropecuária: 24;

Indústria: 10,5

Serviços: 65,5 (1998)

Participação no PIB nacional: 1,09% (1998)

Renda per capital estadual: RS$ 3.127 (1998)

Agricultura: cana-de-açúcar (10.378.088 t), soja (7.466.389 t), milho (1.134.919 t), arroz (1.801.937 t), algodão (597.700 t), mandioca (282.072 t), feijão (27.436 t) (1999)

Pecuária: bovinos (16.337.986), aves (14.234.821), suínos (724.651) (1997)

Mineração: ouro (74.375 g), diamante (4.585 k) (1997)

Indústria: metalúrgica e alimentícia.

ECONOMIA – PARÁ

 

Economia

 

Composição do PIB - Agropecuária: 18,3

Indústria: 26

Serviços: 55,7 (1998)

Participação no PIB nacional: 2,18% (1998)

Renda per capita estadual: US$ 2.524 (1998)

Agricultura: Mandioca (3.748.878 t), arroz (386.878 t), milho (629.613 t), feijão (34.067 t), cacau (33.025 t), pimenta-do-reino (29.388 t),abacaxi (231.659.000 frutos), coco-da-baía (143.402.000 frutos), banana (80.464.000 cachos) (1999)

Pecuária: aves (15.622.145), bovinos (7.539.154), suínos (1.320.900) (1997)

Mineração: ferro (43.818.358 t), alumínio-bauxita (9.314.480 t), manganês (1.054.157 t), ouro (11.253.952 g) (1997)

Indústria: extrativa mineral, madeira e metalúrgica.

 

 

ECONOMIA - RONDÔNIA

 

Economia 

 

Composição do PIB - Agropecuária: 17,6

Indústria: 5,8

Serviços: 76,6 (1998)

Participação no PIB nacional: 0,73% (1998)

Renda per capita estadual: US$ 3.794 (1998)

Agricultura: milho (217.880 t), arroz (151.159 t), mandioca (250.394 t), café (72.000 t), feijão (60.328),cacau (6.887 t) (1999)

Pecuária: bovinos (4.330.932), suínos (422.622) (1997)

Mineração: estanho-cassiterita (11.400.574 kg) (1997), nióbio-col.-tant.(2.200 kg), ouro (1.324.000 g) (1997)

Indústria: madeireira, extrativa mineral e alimentícia.

 

 

ECONOMIA - Rondônia                   

 

Uma história de desbravamento

 

Até o século XX, a região do Estado de Rondônia, no oeste da Amazônia, era praticamente desconhecida dos brasileiros. Antes disso, apenas alguns bandeirantes procuraram explorá-la, em busca de ouro e pedras preciosas. A trilha dos bandeirantes foi retomada em 1907 por um major do corpo engenharia militar, Cândido Mariano da Silva Rondon, encarregado de estender o telégrafo de Cuiabá para o alto Purus e o alto Juruá. A primeira expedição de Rondon foi atacada pelos índios nhambiquaras, em outubro daquele ano, às margens do rio Juruena. Rondon foi obrigado a recuar , mas voltou nos anos seguintes, até completar sua missão. Ele se recusava a atacar a população indígena. Pelo contrário, procurava por todo os meios protegê-la. "Morrer, se necessário. Matar, nunca", era seu lema. Embora a população de Porto Velho tenha aumentado cerca de 60% entre 1970 e 1980 (de 84 048 para 133 898 habitantes), ela ainda não possui um comércio desenvolvido. A indústria, em fase de implantação, abrange apenas alguns estabelecimentos de preparação de borracha, serrarias, olarias e fábricas de mosaicos.

 

Porto Velho e a estrada de ferro 

 

As origens de Porto Velho estão ligadas à construção da Estrada de Ferro Madeira - Mamoré, iniciada em 1907, como parte do acordo firmado entre Brasil e Bolívia, no momento da compra do Acre (1903). Essa ferrovia foi construída pela empresa norte-americana May Jechyl & Randolph (do magnata Percival Farquhar) para escoar a produção de borracha da região a oeste do rio Madeira, que lá não é navegável, devido às corredeiras. Partindo de Guajará-Mirim (na fronteira com a Bolívia), a ferrovia percorria mais de 300 km em território brasileiro, na direção leste, acompanhando o rio Madeira até o trecho em que ele se torna navegável. Nesse trecho, a borracha era embarcada me navios que a levavam ao Atlântico, através do Amazonas. Esse pequeno porto é que deu origem a Porto Velho. Inicialmente, a vila de Porto Velho foi sendo povoado pelos próprios funcionários da Madeira - Mamoré e por comerciantes de borracha. Mas o desenvolvimento foi tão rápido que a vila foi elevada à categoria de cidade já em 1919

 

ECONOMIA – RORAIMA

 

Economia 

 

Composição do PIB - Agropecuária: 1,8

Indústria: 23,7

Serviços: 74,5 (1998)

Participação no PIB nacional: 0,12% (1998)

Renda per capita estadual: US$ 3.162 (1998)

Agricultura: mandioca (58.500 t), arroz (49.200 t), milho (19.500 t), banana (3.080.000 cachos) (1999)

Pecuária: bovinos (377.546), suínos (65.114) (1997)

Mineração: ouro (262.000 g) (1996) (1997)

Indústria: madeireira, construção civil e cerâmica.

 

ECONOMIA – RORAIMA     

 

Em 1962, o antigo território de Rio Branco passou a se chamar Roraima, expressão indígena que significa "monte verde".

 

O estado de Roraima, que fica no extremo norte do país, tem uma área de 225.116 km². A maior parte da população vive na capital, Boa Vista localizada na margem direita do rio Branco. A atividade econômica mais importante da região é a pecuária. A agricultura destina-se principalmente à subsistência. O comércio nas duas principais cidades do território (Boa vista e Caracarás) é pouco desenvolvimento, reduzido-se a alguns estabelecimentos que servem apenas às populações. Em Boa Vista , para suprir o mercado de legumes , verduras, frutas e aves, a  Prefeitura, em 1980, organizou o Distrito Hortigranjeiro de Boa Vista, que já começou a dar bons resultados. Visando a estimular a colonização de Roraima, o Governo elaborou um projeto de aproveitamento do rio Contigo para a construção de uma hidrelétrica, que deveria fornecer 1 milhão de quilowatts ao território. O custo da obra estava calculado em 750 milhões de dólares. Ainda dentro desse plano, em 1981 o Governo resolveu fornecer gratuitamente aos migrantes  (principalmente nordestinos) glebas de terra de até 300 hectares. Além das terras, o Governo do território pagava as despesas de viagem e ajudava os colonos, emprestando máquinas e fornecendo financiamentos através do Banco de Roraima S.A .  Com tal plano, as autoridades pretendiam que 1,5 milhões de hectares, hoje improdutivos, passassem a produzir, elevando as rendas do território e assim, fazendo crescer cidades e trazendo progresso para a região.

 

ECONOMIA - TOCANTINS

 

Economia 

 

Composição do PIB - Agropecuária: 39,6

Indústria: 3,4

Serviços: 57 (1998)

Participação no PIB nacional: 0,17% (1998)

Agricultura: arroz (425.434 t),mandioca (190.861 t), soja (102.043 t), milho (91.82 t)

Pecuária: bovinos (5.350.885), suíno (232.797)(1997)

Mineração: ouro (663.991 g) (1997)

Indústria: alimentícia, construção civil, madeireira e moveleira.

ECONOMIA  

 

Biodiversidade

 

Das cerca de 250 mil espécies de plantas existentes hoje no mundo, 55 mil estão no Brasil. O país possui a mais extensa coleção de palmeiras (359 espécies) e de orquídeas (2,3 mil) e a maior variedade de vegetais com importância econômica mundial, como o abacaxi, o amendoim, a castanha-do-pará, a mandioca, o caju e a carnaúba. Pertencem à fauna brasileira 10% de todos os anfíbios e mamíferos existentes e 17% de todas as espécies de aves. O Brasil ainda abriga a maior diversidade de primatas do planeta, com 55 espécies. Para explorar racionalmente essa riqueza, está sendo instalado na Zona Franca de Manaus o Centro da Biodiversidade da Amazônia (CBA). O complexo de laboratórios de pesquisa é o principal projeto do Programa Brasileira de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia (Probem). Com um orçamento de 60 milhões de dólares - 40% financiados pelo governo e 60% por entidades e empresas privadas -, o Probem irá desenvolver tecnologias para montar uma central produtora de extratos naturais, provavelmente a maior da América do Sul, com base na biodiversidade da Amazônia. O mercado brasileiro de fitoterápicos (ervas e produtos naturais) movimenta 1 bilhão de dólares, de acordo com dados os Probem. A intenção do programa é transformar o CBA em um centro de referência nessa área, além de estabelecer contatos com as indústrias farmacêuticas internacionais para a pesquisa de princípios ativos de novos fármacos. Já existem cerca de 120 produtos de uso na medicina alopática baseados em plantas brasileiras. O mercado de fármacos gera 350 bilhões de dólares no mundo e 11 bilhões de dólares no Brasil.

 

ECONOMIA - Região Norte

 

Economia

 

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abid), a região ocupa o segundo lugar nos investimentos públicos e privados programados para até 2003, atrás do Sudeste. Até lá, espera-se que sejam injetados nos estados do Norte cerca de 43 bilhões de dólares. Grandes parte dos investimentos privados estará concentrada na agroindústria. Na área das telecomunicações, Telepará, Teleamapá, Telamazon e Telaima  recebem avaliações negativas da Agência Nacional de Telecomunicações (Antel) por não terem cumprido as metas esperadas para dezembro de 1998.

 

Recursos naturais

 

A maior parte da região apresenta clima equatorial. No inverno, o oeste sofre a ação de frentes frias que provocam quedas bruscas de temperatura. No norte do Pará e em Rondônia, o clima é tropical. A floresta Amazônica é a vegetação predominante. Dela se extrai látex, açaí, madeira e castanha, essenciais à economia do Norte. Além dos produtos vegetais, a região mostra-se rica em minérios. Lá estão a serra do Carajás (PA), a mais importante área de mineração do país e de onde se extrai grande parte do minério de ferro brasileiro exportado, e a serra do Navio (AP), rica em manganês. A extração mineral, porém, é praticada muitas vezes sem os cuidados adequados, o que contribui para a destruição ambiental.