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Fonte: Folha de S. Paulo/14 de setembro de 2000. (Pág. A 16)

Ibama apreendeu madeira ilegal em MT

Origem foi assentamento

 

Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e agentes da Polícia Federal apreenderam ontem 11 carretas com madeira roubada de uma assentamento do Incra em Tapurá (Mato Grosso).

É a primeira grande apreensão da Operação Macauã, iniciada na semana passada para controlar o desmatamento ilegal na Amazônia. A carga tinha 350 m de troncos e incluía espécies ameaçadas de extinção, como a castanheira, a peroba e o Angelim.

Nos caminhões foram encontradas notas fiscais de três serrarias da região de Sinop (MT). Elas foram multadas em R$ 67 mil, mas podem recorrer do valor. De acordo como estimativas do Ibama, 80% da madeira comercializada na região tem origem ilegal.

A invasão e a derrubada das árvores em Tapurá só foram descobertas porque um helicóptero do Ibama sobrevoava a região procurando queimadas ilegais.

Fiscais do Ibama informaram que foram ameaçados por telefone por supostos madeireiros.

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Fonte: Folha de São Paulo/11 de setembro de 2000. (Pág. A 16)

Pecuária no Acre está em risco, diz estudo

 

Para Embrapa, solos são inadequados para pastos da gramínea Brachiaria; 35 mil empregos estão ameaçados.

 

A degradação do solo em áreas desmatadas do Acre e o plantio de um único tipo de gramínea para pastagens está ameaçando inviabilizar pelo menos 50% da pecuária do Estado amazônico. Com isso, há risco de o desemprego atingir até 35 mil pessoas.

A previsão consta de estudos da Embrapa (Empresa brasileira de Pesquisa Agropecuária), coordenado por Judson Ferreiro Valentim. Somadas, as áreas sob ameaça alcançam 5.500 km² (superfície equivalente à do Distrito Federal).

A morte das pastagens seria causada pela falta de adaptação da gramínea Brachiaria brizantha ao tipo de solo predominante no Acre. A exagerada e sucessiva substituição da floresta nativa por pastos com gramíneas dessa espécie tornou-se inviável no Estado, causando a falência do solo.

 

Alto risco

 

De acordo com o estudo da Embrapa, 80,4% do território acreano apresenta solo inadequado para o estabelecimento desse tipo de pastagem. São os locais com risco médio a alto de morte para as gramíneas.

O motivo é a presença de grande quantidade de argila no solo, que acaba reduzindo sua permeabilidade. Assim, a drenagem no período chuvoso torna-se mais difícil, impedindo a entrada de oxigênio no terreno.

A ameaça em relação ao solo da região já havia sido detectada em 1975 pelo governo federal, por meio do Projeto Radam Brasil – o maior e mais completo levantamento de recursos da região amazônica até então.

Esse projeto gerou a única base informações de que o Brasil dispõe hoje sobre a floresta amazônica. De acordo com dados do Radam Brasil, apenas 7% do território do Estado do Acre tem potencial agropecuário, mas o desmatamento para criação de gado já atingiu cerca de 11% do Estado.

 

Pressão pelo desmatamento

 

“Caso medidas eficazes de curto e médio prazo não sejam implementadas nos próximos anos, haverá um aumento nas pressões de desmatamento de novas florestas para o estabelecimento de pastagens”, diz Valentim. “Também presenciaremos o uso de queimadas nas áreas degradadas no Estado do Acre”, afirma.

O custo estimado para recuperação das pastagens perdidas com a degradação gira em torno de R$ 275 milhões (R$ 50 mil por Km²). “Como os próprios pecuaristas devem arcar com as despesas, ficará muito difícil uma reforma na região”, diz o pesquisador.

Para evitar a perda total do solo, uma das soluções sugeridas seria utilizar sistemas agroflorestais. A intenção do programa é introduzir árvores frutíferas ou para corte. Isso manterá a cobertura do terreno e evitará sua impermeabilização, protegendo-o das constantes chuvas típicas da região, que tornam as estradas intransitáveis durante boa parte do ano.

Esses sistemas agroflorestais, em geral, se baseiam no consórcio de espécies arbóreas e palmeiras adaptadas às condições da Amazônia. Podem ser árvores de alto valor econômico e que demoram muito a crescer, como mogno e castanheira, ou com usos múltiplos, como a pupunha (que fornece palmito e frutos).

No momento não existem programas de subsídio para reflorestamento, pois o retorno desse tipo de investimento ocorre apenas no longo prazo (25 a 35 anos, no caso de produção de madeira).

 

Pecuária cresceu 400%

 

Com cerca de 13 mil pecuaristas, o rebanho do Estado conta hoje com aproximadamente 1,5 milhão de cabeças. Longe, ainda, do Mato Grosso do Sul, com 23 milhões de cabeças.

De 1996 até hoje, a pecuária no Acre cresceu cerca de 400%. A pecuária de corte é responsável por 80% dos 14.203 km² de áreas desmatadas no Acre até 1998 (cerca de 11% da área total do Estado).

 

Previsão partiu do Inpa

Recuperar queimadas de RR levará 70 anos

 

A previsão para recuperar os danos causados à floresta em Roraima pelas queimadas que atingiram o Estado em 1997 e 1998 é de, no mínimo, 70 anos, podendo chegar a 120 anos. A previsão é do pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) Philip Martin Fearnside.

Os incêndios florestais no Estado, em 1997 e 1998, atingiram, segundo o Inpa, 13.928 km². “Esse número é quatro vezes maior que o divulgado pelo governo federal à época”, diz Fearnside.

Um outro estudo do Ibama, em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Inpa, chegou à conclusão de que a área efetivamente queimada no Estado foi de 11.394 km² de florestas e 22.583 km² de cerrados.

O engenheiro florestal Reinaldo Imbrozio Barbosa explica por que a vegetação precisará de tempo para se recuperar: “Muitas árvores médias e grandes não se regeneram, ao contrário de boa parte do subsolo, em especial da vegetação rasteira”, diz.

Para Fearnside, o grande número de queimadas em Roraima, no período, deixou a floresta propensa a novos incêndios, já que muita madeira seca ficou depositada nas áreas queimadas.” O perigo está na flamabilidade”, afirma o pesquisador.

Combate ao fogo

O Ministério do Meio Ambiente e o Ibama iniciaram uma operação aérea na região sul da Amazônia com o objetivo de fiscalizar e autuar os infratores em casos de queimadas e desmatamentos ilegais e, também, de combater incêndios florestais.

Focalizada no chamado Arco do Desflorestamento, localizado em Rondônia, norte do Mato Grosso e sul do Pará – uma área de 1,7 milhão de km² - , a megaoperação deve durar três meses.

Diariamente imagens dos satélites Noaa-12 e Noaa-14 processadas pelo Inpe ajudam na localização dos focos de incêndio.

A partir daí, helicóptero são acionados das bases nos municípios de Sinop (MT), Vilhena (RO) e Marabá (PA).

 

 

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Fonte: Correio Popular – Jornal TERRAMÉRICA/08 de setembro de 2000. (Pág. 8)

O Século XXI será o último

 

A civilização desaparecerá no século XXI se não for construído um sistema de valores que tenha por base o respeito à natureza e ao próximo, segundo o célebre ambientalista Maurice Strong, ex-secretario-geral da Cúpula da Terra de 1992, realizada no Rio de Janeiro, Strong, que hoje ocupa o cargo de reitor da Universidade da Paz, conversou com exclusividade com o TERRAMÉRICA.

 

A saúde do planeta melhora ou piora?

Agora estamos pior do que antes das conferências mundiais em Estocolmo e Rio de Janeiro. Em Estocolmo perdemos a inocência. Antes, contaminávamos o Meio Ambiente sem perceber. No Rio, compreendemos muito melhor. Firmamos convenções sobre mudança climática, sobre biodiversidade. O que aconteceu desde então? A população duplicou, a economia mundial quintuplicou. Portanto, o impacto ambiental aumentou. É como o câncer: às vezes parece um simples resfriado. Se não interpretarmos bem os sintomas nem tratarmos a tempo, invade todo o organismo. Desde Estocolmo e Rio desenvolvemos a tecnologia para minimizar o prejuízo. Agora, temos os meios, mas nos falta motivação. Nos falta um sistema de valores morais e éticos. Os governos deveriam ser o instrumento mais importante para expressar esses valores. Porém, a base é formada pelas pessoas. Não confio nos governos. Sei que não me cabe dize-lo, mas os governantes não estão atuando como líderes.

 

Recursos para a Amazônia

 

O Protocolo de Kyoto, que prevê que os países que provocam poluição ao Meio Ambiente devem ser penalizados, pode beneficiar o Brasil, através do investimento de parte das multas pagas pelos poluidores no reflorestamento da Amazônia.

Essa é a pretensão do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que vai levar a proposta ao Fórum de Mudanças Climáticas. O ministro observa que há na Amazônia 560 mil quilômetros quadrados que foram desmatados para projetos de agropecuária, área que hoje está abandonada.

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Fonte: O Estado de S. Paulo/06 de setembro de 2000. (Pág. A 9)

Começa combate a fogo na Amazônia

 

Operação do Ministério do Meio Ambiente também prevê ação contra desmatamentos

 

Brasília – O Ministério do Meio Ambiente vai deflagrar a partir de hoje, com a ajuda de três helicópteros, uma operação de combate às queimadas e aos desmatamentos irregulares na Amazônia. A operação será desenvolvida em todo o Arco do Desflorestamento (área que abrange os Estados do Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Amazonas, Pará e Amapá), onde a incidência de incêndios florestais é grande nesta época do ano.

A operação faz parte do Programa de Combate aos Incêndios nas Florestas (Proarco). Segundo o coordenador Humberto Candeias, Mato Grosso e Pará receberão atenção especial porque nesses dois Estados os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) vem registrando anualmente um número significativo de focos de calor. Dos 22.323 focos detectados em agosto pelo Inpe, 11.555 (51,76% do total) ocorreram nesses locais.

Este ano, o número de focos no Mato Grosso baixou de 13.269 para 6.070. A redução, segundo Candeias, ocorreu porque as queimadas no Estado a partir do início de julho. No Pará, houve uma pequena redução: de 5.679 para 5.475 no mês passado.

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Fonte: Revista Ecologia e Desenvolvimento/Ano 10 nº 83

Ecoturismo na Amazônia terá US$ 200 milhões

 

O Brasil conseguiu um crédito de US$ 11 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para investir na identificação de áreas adequadas para o Programa de Ecoturismo na Amazônia. Segundo dados da Organização Mundial de Turismo, o ecoturismo cresce 20% ao ano e, por isso vem sendo tratado como uma prioridade pelo governo federal.

Os estudos preliminares, que devem estar concluídos em 2002, receberam US$ 2,8 milhões do próprio governo. Na segunda etapa, prevista para durar mais três anos, serão destinados cerca de US$ 200 milhões para obras de infra-estrutura, manejo ambiental e capacitação, criando condições para atrair a iniciativa privada.

O programa, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, envolve ainda recursos de nove estados da região amazônica e instituições de fomento. Seu principal objetivo é promover negócios sustentáveis e alternativas de renda para as comunidades locais.

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Fonte: Folha de São Paulo/quinta, 31 de agosto de 2000 (pág. A 19)

Mudança climática ameaça habitat

 

O aquecimento global está produzindo uma nova geração de refugiados. Assim como os migrantes que todo ano abandonam seus países, eles também estão atrás de melhores condições de vida. Só que os retirantes em questão não são pessoas -e sim ecossistemas inteiros. E eles podem se extinguir antes de conseguir asilo.

Um relatório divulgado ontem pela organização não-governamental WWF (Fundo Mundial para a Natureza, em inglês) mostra que até 35,7% dos habitats do planeta podem sumir em um século devido ao aumento da temperatura terrestre.

A principal conclusão do relatório (disponível no site panda.org/ resources/ publications/ climate/ speedkills/) é que o aquecimento global está forçando os biomas (grandes comunidades de espécies) a migrar à procura de melhores condições ambientais.

Só que o ritmo desse aquecimento excede a capacidade dos biomas de migrar à procura de melhores condições ambientais. Resultado: as árvores e os habitats que elas abrigam desaparecem.

A situação mais grave é a das florestas do hemisfério Norte, mais sujeitas à variação súbita de temperatura. Estima-se que regiões como o Canadá, a Rússia e a Escandinávia tenham perdas de habitat superiores a 40%.

"Isso não é uma previsão: é apenas um cenário possível", adverte o zoólogo Adam Markham, da ONG Clean Air-Cool Planet (EUA), co-autor do estudo.

Para realizar suas projeções, ele e o ecólogo Jay Malcolm, da Universidade de Toronto (Canadá), levaram em conta a previsão das Nações Unidas de que a concentração de CO2 na atmosfera irá dobrar em 2100 em relação ao início do século 20.

Se isso acontecer, os biomas terão de migrar a velocidades de até 10 quilômetros por ano, algo difícil de imaginar para uma floresta.

A maior taxa de deslocamento -1 quilômetro por ano- foi registrada durante o final da última era glacial, há cerca de 10 mil anos.

 

Jogo de cintura

Para o ecólogo José Maria Cardoso da Silva, da Universidade Federal de Pernambuco, o ponto fraco do relatório é usar apenas o clima como fator que provoca migração. "Nem sempre o clima é a única variável. O solo, por exemplo, também pode influenciar a movimentação do bioma."

É possível também que os ecossistemas simplesmente se adaptem à nova realidade climática.

Um exemplo desse jogo de cintura foi descrito hoje na "Nature" por um grupo de cientistas norte-americanos. Eles descobriram que a tundra, a vegetação rala do Ártico, conseguiu superar os efeitos do aquecimento global.

Nos anos 80, medições mostraram que o aumento da temperatura no Ártico estava provocando um aumento na decomposição da matéria orgânica, fazendo a tundra emitir uma quantidade de gás carbônico maior do que a sequestrada, acabando com o equilíbrio.

O novo estudo mostrou, no entanto, que a decomposição pode ter aumentado o grau de mineralização do nitrogênio no solo. E isso provocou o crescimento das plantas, que voltaram a absorver CO2 do ar. Ao menos uma vez, a natureza deu a volta por cima.

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Fonte: O Estado de São Paulo/quarta, 30 de Agosto de 2000 (pág. A14)

Grupo lança na Internet página para protestos

 

Gland, Suíça - Em preparação para uma conferência internacional sobre o clima global em novembro, um grupo de 16 organizações ambientais lançaram ontem uma página na Internet para canalizar mensagens de protesto contra o aumento da temperatura do clima mundial. O objetivo de organizações como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e o Greenpeace é repassar mensagens da população para líderes políticos, pedindo que utilizem o encontro para cortar a emissão de poluentes.

No site www.climatevoice.org, internautas podem mandar e-mails já preparados para chefes de Estado de todo o mundo, selecionados semanalmente ao longo da campanha. Um dos nomes na lista é o do presidente Fernando Henrique Cardoso. O site foi lançado em inglês, mas versões em francês, espanhol e alemão estão sendo preparadas. Na conferência de novembro, os governantes deverão finalizar as regras internacionais para o cumprimento do Tratado de Kyoto.

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Fonte: O Estado de São Paulo/quarta, 30 de Agosto de 2000 (pág. A14)

Montanhas estão perdendo gelo “eterno”

 

Pesquisador alerta para o derretimento de geleiras em terra em razão de mudanças no clima

 

Campinas - Não é só o gelo ártico que está derretendo, com anunciado por cientistas americanos que viajaram ao Pólo Norte a bordo do quebra-gelo russo Yamal. Segundo alerta publicado por Lester Brown, do Worldwatch Institute, o planeta também está perdendo o gelo da Antártida e das principais geleiras dos Alpes, Andes, Himalaia e das Montanhas Rochosas.

A equipe do Yamal encontrou uma passagem de 1,6 quilômetro de largura no Pólo Norte – onde, em 1994, o mesmo navio havia enfrentado gelo de 1,8 a 2,7 metros de espessura. Na “lagoa” degelada, o pesquisador James McCarthy, da Universidade de Havard, notou presença de plâncton, sinal de que o gelo já tinha derretido havia algum tempo.

Esse derretimento de geleiras, consideradas “eternas” não é apenas indício de que os efeitos das mudanças climáticas começam a ser mensuráveis. É também um sinal para os cientistas reverem suas teorias de “gatilho”. Em outras palavras, o derretimento do gelo não só está associado ao aumento médio do nível dos oceanos – que já subiu 30 centímetros no último século – como pode “disparar” outros desastres ambientais de grandes proporções.

Conforme Brown, o derretimento massivo do gelo do Himalaia, por exemplo, afetará o suprimento de água da maior parte da Ásia, sobretudo Índia, Paquistão, Bangladesh, Tainlândia, Vietnã e China. Esses países são abastecidos por rios que dependem da água acumulada como neve no alto das montanhas e de seu lento derreter durante o verão.

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Fonte: Correio Popular/quarta-feira, 30 de Agosto de 2000. (Pág. 7)

Buraco na camada de ozônio aumenta neste ano

 

O buraco no trecho da camada de ozônio sobre a Antártida deve se ampliar neste ano. Primeiras avaliações indicam um crescimento significativo na taxa de destruição do ozônio, informou a agência climática das Nações Unidas. Quatro estações de observações baseadas na Antártida informaram uma queda no ozônio de 20% a 35%, em comparação com o período de 1964 a 1976, antes que o “buraco do ozônio” fosse observado, disse Taysir al-Ghanem, porta-voz da Organização Mundial de Meteorologia (WMO, na sigla em inglês). “ Não é possível ser otimista com base nessas últimas medições”, ele disse.

A diminuição do ozônio na região normalmente tem início em julho, e se intensifica em agosto. De acordo com WMO, o maior “rombo” já’ registrado ocorreu em 1998, quando a abertura atingiu 12 milhões de quilômetros quadrados. Ano passado, o tamanho foi de 10 milhões de km².

A camada de ozônio da atmosfera protege a superfície da Terra dos perigosos raios ultra-violeta do Sol. O excesso de radiação ultra-violeta pode causar câncer de pele, e destruir os minúsculos vegetais que estão na base de cadeia alimentar terrestre.

Umas das principais causas da destruição do ozônio é a disseminação, na atmosfera, de alguns produtos químicos produzidos artificialmente, como os clorofluorcarbonetos (CF-Cs), usados em certos tipos de aerosol. A WMO informa que o uso dessas substâncias caiu graças ao Protocolo de Montreal, que levou diversos países a se comprometerem a eliminar a produção de agentes nocivos à camada de ozônio. Mas, de acordo com a agência da ONU, a camada só estará recomposta por volta de 2050.

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Fonte: Correio Popular – Jornal Terrramérica/25 de agosto de 2000. (pág. 10)

Bird cria Fundo Ambiental

 

O Banco Mundial lançou em 22 de agosto, com a Conservation International (CI) e a Global Environment Facility (GEF), um fundo de parcerias para ecossistemas em situação crítica, que pretende angariar US$ 150 milhões em cinco anos. O Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF) deve proporcionar uma melhor coordenação a esforços de proteção locais.

Durante os próximos cinco anos, a CI, o Banco Mundial e a GEF contribuirão com US$ 75 milhões restantes a cargo de outras agências. Indivíduos e grupos de defesa ambiental podem fazer pedidos de recursos do fundo da Internet, no endereço www.cepf.net .

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Fonte: Folha de São Paulo – Folha Ciência/18 de agosto de 2000 (pág. A 16)

ONG propõe “commodity ambiental”

 

O Brasil poderá se tornar um grande exportador de um novo tipo de commodity – a ambiental.

O conceito, formulado pela economista Amyra El Khalili, foi apresentado ontem no seminário “O Setor Financeiro e o Meio Ambiente”, promovido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA do Rio.

Segundo El Khalili, da organização não-governamental CTA (Consultant Trading and Advertising), commodity ambiental  é qualquer commodity produzida de acordo com critérios de desenvolvimento sustentável.

Um exemplo: água mineral que fosse explorada obedecendo a regras de proteção da mata ciliar. Ou produtos agrícolas orgânicos.

Segundo a economista, há sete matrizes para as commodities ambientais: água, energia renovável, minérios, biodiversidade, madeira, reciclagem e controle de emissão de poluentes. “O país tem tudo isso em abundância”, afirmou a economista. “Há um mercado novo a se explorar.”

Os compradores dessas commodities seriam fundos de investimento do terceiro setor. Eles atuariam em uma bolsa de commodities ambientais.

 

Mercado de Carbono

A posição do Brasil no mercado mundial de carbono também foi discutida. Esse mercado, que deverá ser regulamentado em novembro, com a continuidade da discussão do Protocolo de Kyoto, pode ser fonte de investimentos.

“O aquecimento global é uma realidade inegável. Se ele não for tratado pelo mercado financeiro, algum outro mecanismo terá de ser criado para fazê-lo”, disse o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sérgio Besserman Vianna.

Uma maneira de negociar o carbono é vender “créditos” aos países poluidores – obrigados pelo Protocolo de Kyoto a reduzir suas emissões. Os créditos viriam do carbono seqüestrado por projetos de reflorestamento.

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Fonte: Correio Popular/16 de agosto de 2000.

Pantanal vai receber título de patrimônio da humanidade

 

O Pantanal vai receber o título de patrimônio da humanidade, na Austrália, entre os dias 1º e 2 de dezembro. O anúncio foi feito ontem, em Cuiabá, pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil, Jorge Werthein, durante lançamento do programa Pacto Pela Paz em Mato Grosso.

A área do Pantanal ocupa 210 quilômetros quadrados. Nela caberiam, juntos, um Portugal, uma Suíça, uma Holanda e uma Bélgica. O ecossistema, que se destaca pela pujança da fauna, cobre parte dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, da Bolívia e do Paraguai.

A maior planície alagada do Planeta funciona como uma esponja no centro do continente, absorvendo águas do degelo da Cordilheira dos Andes e das chuvas no Planalto Central brasileiro. Só metade de toda a água é escoada pelos rios. “ O título de patrimônio da humanidade é importante para o Mato Grosso”, disse Jorge Werthein. “ Mas as nossas responsabilidades vão aumentar”.

Apesar do reconhecimento da Unesco, denunciam ambientalistas, o Pantanal enfrenta graves problemas com os garimpos clandestinos, uso incorreto de agrotóxicos, poluição dos rios e saneamento básico em 56 cidades dos Estados de MT e MS.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) investirá ainda este ano US$ 400 milhões nos dois Estados em obras de infra-estrutura, saneamento básico, unidades de conservação e atividades econômicas. O programa denominado BID Pantanal visa diminuir os impactos ambientais provocados na região.

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Fonte: Folha de São Paulo/Folha Ciência/11 de agosto de 2000. (Pág. A 20)

Projeto ajuda a diminuir fogo na floresta

 

A incidência de queimadas na Amazônia em julho sofreu uma redução de 42% em relação aos índices do mesmo período em 1999, segundo dados obtidos por sensoriamento remoto feito por satélite. A queda foi mais acentuada nos municípios em que foram implantados trabalhos de conscientização e treinamento de agricultores, apresentando uma redução média de 91%. Esses trabalhos integram um projeto coordenado pela entidade Amigos da Terra e financiado pelo governo italiano. 

Eles custaram cerca de R$ 1,2 milhão. As atividades foram desenvolvidas em 11 dos cerca de 50 municípios que ficam no chamado "arco do desmatamento" (Rondônia, norte do Mato Grosso e sul do Pará). O projeto, iniciado em 1999, concluiu neste mês sua primeira fase. "Queremos dobrar o número de municípios no ano que vem", disse Roberto Smeraldi, coordenador da entidade. Julho, agosto e setembro são os meses mais críticos no uso do fogo em agricultura e pastagem. 

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Fonte: Correio Popular/quinta-feira 10 de agosto de 2000. 

Carbono da Amazônia reduz efeito estufa

 

As árvores da Amazônia são responsáveis pela captura anual de até cinco toneladas de carbono por hectare de floresta, o que contribui para reduzir os efeitos nocivos da concentração da substância, como o efeito estufa. A tese será apresentada hoje durante o 31º Congresso Internacional de Geologia, no Rio, pelo professor Pedro Leite da Silva Dias, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (USP).

"As mudanças climáticas no mundo estão ligadas ao que acontece na Amazônia", afirmou Dias. "Estão estocados na floresta cerca de 70 bilhões de toneladas de carbono, o que é um valor significativo". Pesquisa feita durante o Experimento de Grande Escala da Bi-osfera-Atmosfera na Amazô-nia (LBA), desenvolvido por cientistas brasileiros e estrangeiros, indicou que todos os países do mundo seriam afetados caso a Amazônia fosse devastada por completo.

"No local, o impacto seria enorme: o índice de chuvas diminuiria em até 25% e a temperatura seria elevada em 3 graus" explicou Dias. No restante da região Norte do país e também no Centro-Oeste, a estação seca poderia se estender por seis meses, hoje dura três, segundo o pesquisador. "Isso teria uma influência muito forte na agricultura", disse. Nos países do Hemisfério Norte, o inverno seria bastante afetado. As conseqüências são variáveis, podendo ficar mais frio ou mais quente, informou Dias.

Dos 5,5 milhões de quilômetros quadrados de área da Amazônia, 10% já estão desmatados, segundo pesquisas do LBA. O ritmo de devastação está diminuindo: há trinta anos eram derrubadas 40 mil quilômetros de árvores por ano; hoje o índice fica entre 15 e 25 mil quilômetros. Dias informou que quando a floresta tiver 40% de sua mata comprometida (cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados devastados), o impacto em regiões longínquas do Planeta começará a ser realmente sentido.

 

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Fonte: Folha de S. Paulo/Quarta-feira, 09 de agosto de 2000 (pág. A 18)

Ambientalista propõe “econologia” no lugar da economia predatória

 

O presidente em exercício da ONG norte-americana World-watch, Christopher Flavin, defendeu ontem no Rio adoção da “econologia” como um desafio da humanidade “para que o progresso econômico continue, mas em equilíbrio com o planeta”.

A tese foi apresentada no lançamento oficial do Cids (Centro de Desenvolvimento Sustentável) da Fundação Getúlio Vargas.

A econologia, que combina princípios da economia, sociologia e ecologia, é defendida por ambientalistas como forma de viabilizar o desenvolvimento sustentado. O conceito prevê a “reinvenção da economia” com a adoção de energia renovável.

Flavin se encontrará hoje com o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, para defender que o Brasil reforce o pedido de reconhecimento formal do E-9 – grupo de nove países que, segundo a ONG, dominam o mundo do ponto de vista econômico-ambiental (Brasil, EUA, China, Rússia, Índia, Indonésia, Canadá, África do Sul e União Européia).

A Worldwatch, formada por cientistas, lançou o relatório “Sinais Vitais 2000”. Trata-se da versão brasileira para o relatório que aponta as tendências ambientais no mundo. O livro pode ser adquirido pela Internet (www.worldwatch.com.br).

 

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Fonte: Folha de S. Paulo/Quarta-feira, 09 de agosto de 2000 (pág. A 18)

FAO diz que desmatamento está caindo

 

A taxa de desmatamento de florestas no mundo está diminuindo, segundo estudo preliminar da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação)

Em algumas áreas, essa taxa diminuiu em até 10% durante a década de 90, em relação aos anos 80. A FAO declarou, porém, que o desmatamento continua e que é preciso criar formas de exploração econômica menos destrutivas.

Análises preliminares mostraram que a taxa está diminuindo mais rapidamente nos trópicos. A destruição é pior em países subdesenvolvidos, que, segundo estudo de 95, concentram cerca de 55% da área de florestas do mundo.

O relatório definitivo deve ficar pronto no final deste ano.

A expansão da agricultura de subsistência, principalmente na África e na Ásia, e programas de desenvolvimento, em especial na China, estão entre as principais causas de desmatamento.

 

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Fonte: Correio Popular/ 07 de agosto de 2000.

Fazendeiros impedem demarcação de reserva

 

Cerca de 250 fazendeiros e madeireiros de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, decidiram ontem se organizar e impedir, armados, a demarcação da Reserva Baú, dos índios caiapós. A decisão de demarcar a área foi tomada pelo ministros da Justiça, José Gregori, atendendo exigência dos índios para libertar 16 turistas e pescadores esportivos – dez de Avaré (SP) e seis de Novo Progresso - , flagrados quando pescavam na margem esquerda do rio Curuá. Os reféns foram libertados na última sexta-feira.

Em reunião no sábado, em Novo Progresso, com o prefeito Juscelino Rodrigues (PSDB), os líderes do movimento prometeram intensificar na Justiça Federal as ações para reduzir o tamanho da reserva. Os fazendeiros afirmam que ocupam 600 mil dos 1.850 mil hectares reivindicados pelos índios e prometem resistir a qualquer tentativa da Fundação Nacional do Índio (Funai) de retirá-los do local.

“Somos brasileiros e se os índios têm direito à terra nós também temos. Foi o Incra quem deu as terras para nós”, disse o fazendeiro Antonio Pavanelli. Gaúcho, ele acrescenta estar na região há mais de 20 anos. “Vim para cá atraído pelo governo federal, que deu a terra para que fosse explorada.” “Se for para morrer na terra, eu morro, também posso matar lutando pelos meus direitos”, disse o fazendeiro Ricardo Oliveira.

O diretor da Funai, Paulo Roberto Soares, entende que, para retirar as famílias que ocupam a área exigida pelos caiapós, será preciso indenizá-las. “Não se pode simplesmente chegar lá com a Polícia Federal e exibir um mandado de reintegração de posse.”

O cacique Bei Caiapó, líder dos 30 índios que durante sete dias mantiveram os 16 reféns na reserva, disse à imprensa que o direito dos índios sobre os 1.850.000 hectares já foi reconhecido pela Funai. “ O ministro (José Gregori) deu a palavra dele e assinou no papel que essa terra é nossa. Se os fazendeiros dizem que não vão sair, o problema é deles com o governo.

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Demora da Funai ameaça vida de reféns dos caiapós

 

A falta de providência da Funai em negociar com os índios caiapós da reserva Baú, em Altamira, a libertação de 15 pescadores está colocando em risco de vida os integrantes do grupo. Os pescadores estão desde sexta-feira passada (28 de Julho) em poder dos índios, que ameaçam matar a todos. Apenas dois teriam sido libertados e uma pessoa conseguiu fugir.

Para libertar o grupo, os índios pedem a demarcação da área indígena Baú. Os caiapós reivindicam essa demarcação há 20 anos.

 

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Fonte: Correio Popular/02 de agosto de 2000.

Permanece o impasse na aldeia indígena Baú, Amazônia Legal.

 

Os índios dizem que não estão dispostos a esperar mais pela demarcação da reserva, que sempre é invadida por pescadores e madeireiros.

Está previsto para hoje a chegada de agentes da Polícia Federal, que deverão pousar na pista da aldeia para tentar intermediar a Liberação dos reféns.

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Fonte: Revista Época/Ano III nº 115/ 31 de julho de 2000 (pág. 88).

Investigação inédita revela como as multinacionais transitam no comércio clandestino de madeira, da Amazônia ao Museu Britânico.

 

Excelente a Reportagem da Revista Época de 31/07/00.  Após uma inédita investigação de 18 meses sobre a rota clandestina de extração ilegal, o Greenpeace mapeou áreas de extração ilegal e marcaram árvores com tinta só visível com aparelho de raios ultravioleta e seguiram o rastro das toras por terra, rios e mar, até os centros de consumo.   Consulte toda a reportagem detalhada na Época n. 115 (www.epoca.com.br).

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Fonte: Folha Ciência/25 de julho de 2000 (pág. A 17)

Investigação do Greenpeace mostra rota da Amazônia até Reino Unido

 

Londres usa madeira ilegal brasileira

 

A madeira extraída ilegalmente da Amazônia está sendo usada em alguns do endereços mais nobres de Londres. Um relatório do grupo ambientalista Greenpeace denuncia que as toras vão para obras do governo britânico, para uma prestigiada grife de móveis e até para a nova ala do British Museum, um dos museus mais prestigiados do mundo.

Da mata fechada no norte do Brasil ao British Museum, a investigação do Greenpeace durou dois anos. Os ecologistas se disfarçaram de estudantes e empresários, marcaram árvores com tinta fosforescente, usaram sensores eletrônicos e seguiram barcos e caminhões até completar o ciclo do desmatamento.

A investigação foi concentrada na área do rio Juruá, onde os ecologistas identificaram por avião cinqüenta pontos onde eram jogadas no rio toras de samoama. Em botes, os ecologistas acompanharam as toras até Manaus.

Em Manaus, diz Greenpeace, as toras são vendidas para uma madeireira da Malásia chamada WTK, conhecida no Brasil com Amaplac. Apesar de a samoama ser uma madeira rara, é transformada pela Amaplac em chapas de madeira prensada barata. Uma vez por mês, as chapas são embarcadas para o Reino Unido num navio de empresa alemã B&F.

Ao chegar ao Reino Unido, a madeira é distribuída por caminhões para comerciantes que abastecem construções do governo, a tradicional loja de móveis Heals e até as obras do novo salão do British Museum. O museu resfuta a acusação.

“ Nós exigimos que fornecedores usem material de fontes de desenvolvimento sustentável. Mas por via das dúvidas, estamos checando a origem da madeira”, disse Rebeca Chetley, que é porta voz do museu.”

De acordo com o Greenpeace, a Amaplac exporta 1.400 toneladas de samoama por mês e já foi multada várias vezes pelo governo brasileiro. O Greenpeace pede às empresas britânicas um boicote aos produtos da Amaplac e também à madeireira japonesa Eidai, que também foi investigada por comércio ilegal no Pará.

“ Essas madeireiras trabalham de madeira ilegal. As empresas só devem comprar madeira de fornecedores que provem que trabalham com desenvolvimento sustentável”, disse Brand Ramsey, do Greenpeace. A investigação teria contado com o apoio do governo brasileiro.

 

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Fonte: Folha Ciência/ 25 de julho de 2000 (pág. A 17)

Ativistas são presos nos EUA por barrar navio

 

Sete ativistas do Greenpeace foram presos dia 24-07-2000 nos EUA ao tentar impedir o descarregamento de madeira brasileira na cidade de Savannah, na costa do Estado da Geórgia.

Os ativistas (norte-americanos e europeus) foram rechaçados pelos tripulantes de um navio de bandeira dinamarquesa e presos pela polícia.

O navio trazia compensados de madeira exportados pela Selvaplac, subsidiária brasileira de um grupo da Malásia.

O Greenpeace sustenta que existe uma grande possibilidade de que a madeira seja ilegal.

“ Não temos certeza de que aquela carga era ilegal, mas sabemos que 80% da atividade madeireira no Brasil é irregular e que a Selvaplac tem uma tradição de envolvimento com madeira ilegalmente extraída”, disse Rebeca Lerer, ativista brasileira do Greenpeace.

A operação resulta de uma investigação de 18 meses sobre o comércio de madeira em regiões remotas da Amazônia.

Para a ONG, há evidências de que as companhias que mais exportam madeira para os EUA estejam envolvidas com o comércio ilegal do produto.

A União estima que 80% da madeira extraída na Amazônia brasileira seja ilegal.