CLIMA

 

Sites de Previsão Metereológica:

 

Instituto Nacional de Meteorologia – INMET

 

Instituto de Pesquisas Meteorológicas – IPMET

 

Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC

 

ClimaTempo

 

CNN Brasil

 

Simepar

 

 

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O ambiente e os países ricos

 

Países do Primeiro Mundo demonstram estar sempre muito vigilantes quanto à falta de cuidados ambientais. Notícias de desmatamento nos países em desenvolvimento têm lugar cativo principalmente na imprensa européia, e não são raras as manifestações contra a devastação, como atestou, em meio a outras críticas, o presidente Fernando Henrique Cardoso, em visita a Londres.

Preocupação louvável e oportuna. Espera-se igualmente que a conferência mundial sobre clima estipule limites legais para outra forma de deterioração ambiental: a emissão de gases, que, segundo cientistas, gera o superaquecimento do planeta.

Mas, além de louvável, a posição dos países desenvolvidos é também confortável. Uma vez devastada sua natureza, essas nações, os Estados Unidos em particular, querem dividir mundialmente a conta da destruição e do consumo exagerado dos recursos naturais do planeta.

Mas são os países desenvolvidos os maiores emissores de gases poluentes. Os Estados Unidos, que lideram o ranking dos poluidores, são os que defendem o ritmo mais lento de redução da queima de combustíveis fósseis, que produzem os gases de estufa.

As indústrias norte-americana e australiana temem particularmente que os países em desenvolvimento não sejam submetidos às restrições, o que poderia lhes acarretar uma desvantagem econômica.

Na avaliação dos ricos, se o mundo industrializado fizer cortes grandes e unilaterais na emissão de poluentes, estará encarecendo sua produção e estimulando a criação de empregos nos países periféricos.

Por outro lado, a generalização de uma perigosa redução da emissão dos gases pode dificultar ainda mais, quando não inviabilizar, o desenvolvimento econômico desses países mais pobres. Por mais perigoso que seja o efeito estufa, deve ser considerado que as nações igualmente precisam se desenvolver, respeitando, é claro, determinados princípios.

Quem polui mais também necessita de normas mais rigorosas.   

 

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Tipologia climática 

 

Situada na zona do Equador, o Pará tem, predominantemente, o clima equatorial quente e úmido, com ventos constantes e muita chuva. O período chuvoso até já se incorporou ao folclore da cidade de Belém, com a tradicional "chuva das duas", uma alusão à chuva que cai no início da tarde, geralmente após as 2 horas da tarde. O índice pluviométro (quantidade de chuva) é menor entre os meses de julho a outubro, quando há mais horas de sol. O índice anual é de 2.000mm³, variando de 1.677mm³ a 3.215mm³. O Pará não registra mudanças bruscas de temperatura, com as médias anuais oscilando de 24ºC a 26ºC, enquanto a umidade relativa do ar é de 80%. O outro tipo de clima verificado no Pará considerando- se o regime de umidade, é o super úmido. O Arquipélago do Marajó concentra as áreas mais úmidas do Estado. Nos municípios do médico Amazonas estão as áreas mais secas.

 

 

MEIO AMBIENTE - El Niño e La Niña                

 

Alterações Climáticas                  

 

Os estudos mais importantes sobre o clima hoje envolvem a questão do aquecimento da Terra. O desmatamento e a emissão de gases têm provocado alterações no clima mundial, e é possível que a temperatura do planeta aumente 2,5 graus Celsius no século XXI. O aquecimento deve causar mudanças no regime normal de seca e chuva em algumas regiões e afetar sobretudo as áreas dos pólos. Na Antártica, maior reservatório de água doce da Terra, já se observam indício de crescimento do degelo. O derretimento das geleiras poderá acarretar a elevação do nível dos oceanos e a inundação parcial de cidades costeiras como o Rio de Janeiro ou Hong Kong. Outras mudanças climáticas podem dar-se sob a forma de chuvas pesadas, com índices pluvio-métricos anuais em torno de 2,2 mil milímetros, 10% acima dos níveis atuais.

 

El Niño e La Niña    A temperatura da águas do pacífico também atrai a atenção dos estudiosos do clima na medida em que indica mudança da pressão atmosférica em escala mundial. Os fenômenos naturais El Niño e La Niña, que se manifestam alternadamente na região, causam mudanças profundas no clima da Terra, ao interferir no ritmo das chuvas e das temperaturas do planeta. Num ano em que o El Niño não se manifesta, os ventos alísios arrastam as águas quentes superficiais da costa da América do Sul em direção à Indonésia, provocando chuva. Com isso, na costa sul-americana ocorre o fenômeno da ressurgência: as águas mais profundas - frias e ricas em nutrientes - migram para a superfície, atraindo grande quantidade de peixes. Com El Niño, os ventos alísios enfraquecem e as águas quentes permanecem próximos da América do Sul, impedindo  a ressurgência. O número de peixes diminui e as chuvas caem no meio do Pacífico, não chegando à Indonésia. Desde o começo do século, quando começa a ser estudado, o El Niño tem se manifestado a cada dois ou sete anos. O de 1982 a 1983, considerado o pior até 1997, causou inundações, secas e prejuízos de 13 bilhões de dólares no mundo todo. Nos anos 90 registra-se um El Niño prolongado de 1991 a 1995 e outro de grande intensidade em 1997, o maior do século XX. Imagens de satélite revelaram que no início de 1997 a massa de água quente no oceano Pacífico equatorial quase triplicou de tamanho, ocupando cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados. A temperatura das águas chegou a estar cerca de 5,5 graus Celsius acima da média normal (24 graus Celsius). No Brasil, em geral, o fenômeno provoca um inverno , mais ameno nas regiões Nordeste, centro-oeste, Sul e Sudeste. No verão há fortes secas no Nordeste e enchentes no Sul e Sudeste. O fenômeno La Niña ocorre após o El Niño, com efeitos opostos. Os ventos alísios aumentam e levam as águas quentes superficiais para Ásia, onde provocam fortes chuvas. As águas frias fazem o caminho contrário e atingem a superfície nas proximidades do litoral do Peru, tornando maior o número de peixes na região. No Brasil, o La Niña causa fortes chuvas nas regiões Norte e Nordeste e estiagem no Sul.

 

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“O Norte deve pagar”

 

Os países do Sul são os que menos contribuem para o aquecimento global e os que mais sofrem seus efeitos. Devem pagar o custo de reduzir suas emissões, no contexto do Protocolo de Kyoto, tal como pedem os Estados Unidos?

 

O aquecimento global afetará de maneira igual o Sul e o Norte?

Presume-se que haverá diferentes graus de aquecimento nas diversas regiões do mundo e, portanto, os efeitos serão diversos. Embora a evidência seja limitada, acredita-se que estes impactos serão mais sérios nos países tropicais do que nos temperados. Sobretudo na agricultura (crise alimentar), saúde (maior incidência de doenças como malária, dengue, febre amarela) e nas zonas costeiras a elevação do nível do mar.

 

Por que os trópicos?

Nos trópicos a temperatura não varia de estação para estação, por isso, uma pequena mudança, mesmo de 1 ou 2 graus, pode ter efeitos significativos. Além disso, os trópicos são mais vulneráveis à condições extremas do clima, seus solos são mais propensos à erosão. Estes países dependem mais da agricultura e dos recursos naturais do que o mundo industrializado e não possuem infra-estrutura nem recursos para enfrentar ou se adaptar aos efeitos da mudança climática. Por sua vez, os paises temperados seriam pouco afetados no geral e, inclusive, seriam beneficiados, por exemplo, com o aumento da produtividade agrícola devido à época de semeadura mais longa e de invernos mais curtos.

 

Embora para muitos a variável Norte-Sul esteja fora de moda, na questão da mudança do clima não parece ser assim. Concorda?

Totalmente, especialmente se por Sul nos referirmos a países tropicais e por Norte os temperados. E há quatro chaves para entender a posição atual dos países do Sul. Primeiro: são os que contribuíram menos para o problema do aquecimento global. Segundo: os países do Sul sofreram a maior parte dos prejuízos, que já estamos começando a ver, com os desastres naturais, El Niño, etc. Terceiro: são os menos preparados para se defender ou se adaptar à mudança. E, quarto: os países industrializados pedem que assumam compromissos para reduzir suas emissões quando estão passando da agricultura para a área industrial e, portanto, suas emissões crescem.

 

Os países do sul deveriam assumir compromissos de redução de emissões, tal como propõem os Estados Unidos?

Devo dizer, que o os países desenvolvidos fizeram em Kyoto não é muito impressionante. Foram a Kyoto e depois de muito protestar concordaram em assinar o inevitável, isto é, comprometeram-se a fazer algo que já estava ocorrendo, que é a redução das emissões no Norte. Eles já sabiam disso, foram, assinaram e disseram que fizeram uma grande coisa. Eles assinam o inevitável e querem que o Sul assine o impossível.

 

Então a comunidade internacional está perdendo tempo tentando elucidar como chegar à “participação significativa”do Sul no Protocolo?

Nas condições atuais os países em desenvolvimento não deveriam fazer nada. Kyoto não ajudará a controlar a mudança climática e tampouco será possível faze-lo sem a participação dos países em desenvolvimento.

 

É um problema de tempo, de decidir quanto os países em desenvolvimento podem começar a assumir compromissos?

Não é um problema de eqüidade. Propomos que os países desenvolvidos paguem aos do Sul pelos prejuízos que causaram durante o século e meio em que produziram emissões na atmosfera. Deveria ser feita uma avaliação de quanto prejuízo foi provocado por essa concentração de gases desde a Revolução Industrial, na América Latina, no Sudeste Asiático, na África subsariana, etc., e propor um compensação. Neste sistema, avalia-se, país por país, qual foi sua contribuição para a mudança climática global e, ao mesmo tempo, em que medida foi vítima dos prejuízos. Se a contribuição for maior do que o dano sofrido, então tem de pagar. Se for o contrário, recebe um pagamento.

 

Através dos quais instrumentos concretos se realizará?

Pode-se outorgar ao países em desenvolvimento grandes orçamentos de carvão. Isto é, se um país cresce 5% mas, devido ao estado de seu desenvolvimento, produz 7% de emissões, permite-se que continue com esses 7%. Trata-se de dar mais espaço aos países do Sul, para que continuem crescendo e, ao mesmo tempo, possam encontrar novas tecnologias para reduzir suas emissões.

 

Seria popular uma idéia como essa nos Estados Unidos?

Não, ninguém quer pagar, mas então os paises em desenvolvimento não fazem nada e ponto final. Tenho outra idéia: deveríamos estimar quanto o mundo em desenvolvimento e criar um Fundo Global de Mudança Climática, por todo o dinheiro das Compensações ali e utiliza-lo para a criação de tecnologias para o Sul.

 

Não é utópico pensar num sistema de compensações no contexto atual?

Utopia? Se alguém tem uma casa e seu vizinho vêm e a danifica, ele deve pagar uma compensação por isso. Se ele causa um prejuízo chamo a polícia e acerto a situação. Se há um vazamento de petróleo de um navio japonês em águas norte-americanas, o Japão deve compensar pelos danos.

 

 Clima

 

Pluviosidade média anual: 2.500 mm

Temperatura média anual: 24º C

 

Clima Equatorial úmido e sub-úmido controlado pela ação dos alísios e baixas pressões equatoriais (doldrums) e pela ZCIT – Zona de Convergência Intertropical. Na Amazônia Ocidental o clima sofre a interferência da massa equatorial continental (mEc); na Amazônia Oriental, região do médio e baixo Amazonas e litoral, o clima sofre interferência da massa equatorial marítima (mEm) e da ZCIT. A massa polar atlântica (mPa) atua no interior da Amazônia, percorrendo o território nacional sentido S – NW através da depressão do Paraguai, canalizando o ar frio e provocando queda na temperatura. O fenômeno é conhecido com “friagem”. Em 1936, na região de Sena Madureira, no Acre, a friagem abaixou a temperatura para 7,9º C.

 

Evapotranspiração: 50% do total da precipitação

Retenção dos raios solares: dossel na Mata de Terra Firme bloqueia 95% dos raios

Área alagável em torno dos grandes rios: 300 mil km²