CACHOEIRAS

 

 

Extensos e caudalosos, os rios que cortam o território paraense em todas as direções são uma fonte inesgotável de beleza. No curso sinuoso e acidentado de rios importantes- como Trombetas, Xingu e Jari- a natureza revela todo o fascínio e a impetuosidade de inúmeras cachoeiras e corredeiras, emolduradas pela exuberância da vegetação amazônica. As cachoeiras são encontradas nos altos cursos dos rios, nas áreas mais elevadas dos planaltos, próximo às nascentes dos rios. Para os Aventureiros, as cachoeiras são um desafio constante. Para aqueles que preferem a contemplação pura e simples, elas se transformam num espetáculo carregado de misticismo. Ainda pouco explorado pela indústria do turismo, as cachoeiras situadas no Pará- afora a importância econômica proporcionada pelo potencial energético- podem ser incluídas num belo roteiro de lazer e aventura. No Oeste do Estado são encontradas as cachoeiras Porteira, do Panãma, de Santo Antônio, do Açu das Pedras, do Paraíso e do Aruã. No Sul ficam as cachoeiras do Caiapó e do Cuiú- Cuiú. A beleza deslumbrante das cachoeiras paraenses se reflete em outros pontos do Estado, num eterno convite ao lazer e ao entretenimento.

 

 

CACHOEIRAS

 

Cachoeiras de Presidente Figueiredo   

 

É estranho imaginar que em uma região de extensa planície, como a do Amazonas, possam existir cachoeiras. Mas a 129 quilômetros de Manaus, no pequeno município de Presidente Figueiredo, é possível tomar um banho refrescante em águas límpidas. São aproximadamente 60 quedas d’água que pode, inclusive, ser bebida.

A BR-174, que passa pela cidade ao ligar Manaus a Boa Vista, no estado de Roraima, e a fronteira com a Venezuela, foi asfaltada recentemente. O percurso de carro dura, em média, 2 horas. A visita às cachoeiras deve ser feita com a ajuda de um guia local, já que a maioria fica em propriedades particulares e não têm nenhuma placa indicativa.

A caverna de Maruaga, uma das belezas locais, fica a 11 quilômetros a partir da entrada de Presidente Figueiredo. Depois, mais 450 metros a pé em uma descida de 82 metros sobre degraus bastante escorregadios. A cachoeira de 25 metros, despenca na entrada da caverna. Para entrar, só com equipamento de espeleologia e na companhia de guias profissionais. O cheiro é desagradável por causa da existência de morcegos. São 410 metros de escuridão para alcançar outra queda d’água. O nome da caverna é uma homenagem ao líder dos waimiri-atroari, que chefiou o movimento de resistência ao brancos nos anos 70. Massacrados, agora sua reserva é cortada pela BR-174.

Há outras atrações. A cachoeira Santa Cláudia, com duas quedas, cada uma com quase 2 metros, piscinas naturais e areia fina, fica dentro de uma fazenda. Junto ao rio Urubuí ficam a cachoeira e caverna Iracema. São duas quedas. A mais distante obriga a passagem por pedras estreitas, chamadas de rala-bucho. As cavernas ficam mais adiante.