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O turismo na Amazônia está cada vez mais Legal!

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27/02/02 - FNMA capacitará entidades para Gestão Ambiental em Terras Indígenas

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) realizará na primeira quinzena de março duas Capacitações de entidades executoras de projetos, em Brasília, reunindo representantes de 49 projetos conveniados em 2001. Os eventos orientarão as entidades para melhor executarem os projetos que apresentaram e foram aprovados.

Na primeira semana, dos dias 05 a 08, serão capacitados representantes de projetos aprovados nos Editais "Utilização sustentável de recursos da biodiversidade nas áreas de entorno de Unidades de Conservação de proteção integral localizadas em ecossistemas abertos" (03/2001) e "Gestão Ambiental em Terras Indígenas" (06/01). Dos dias 13 a 15, serão capacitados representantes de projetos aprovados na modalidade Demanda Espontânea, na qual as instituições apresentam propostas dentro das linhas temáticas do Fundo, sem a necessidade de esperar editais específicos.

Cada projeto será representado pelo seu coordenador e pelo técnico responsável pela prestação de contas. Os eventos serão realizados no Torre Palace Hotel.

* Fonte: Coordenadoria de Comunicação do Fundo Nacional do Meio Ambiente

 

26/02/02 - PREGUIÇA GIGANTE VIVEU HÁ 13 MIL ANOS
O fóssil de uma preguiça gigante encontrado em julho do ano passado, no município de Itaituba (PA), juntamente com os restos de outras duas preguiças e um mastodonte, possui 13.340 anos. O material foi datado nos Estados Unidos, e o resultado do exame foi encaminhado na semana passada ao Museu Paraense Emílio Goeldi, instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e responsável pelo estudo do material.

Somente o fóssil de uma preguiça pôde ser datado porque preservou o colágeno, proteína contida no osso, o que possibilitou a datação do material através da análise do Carbono 14. Essa é a primeira datação em um exemplar em fósseis de mamíferos da Amazônia.

O fóssil do animal encontrado é uma de uma preguiça gigante terrícola, da ordem Xenarthra (ou Edentata), grupo muito antigo na América do Sul, cujos representantes atuais são o bicho preguiça, o tatu e o tamanduá. O mamífero gigante media cerca de 6 metros de comprimento, vivia na terra e se alimentava de folhas.

O material estava enterrado em uma propriedade privada em Itaituba e foi encontrado durante escavações para fazer um tanque de criação de peixes. Ao que tudo indica, os animais foram levados por uma enxurrada e ficaram presos em um buraco. O mastodonte seria mais antigo, pois se localizava mais abaixo do local onde foram encontrados os fósseis das preguiças, a cerca de 3 metros da superfície.

O grande porte do animal, a dificuldade de movimentação e o fato de viver em bandos confirmam a teoria de que há cerca de 14 mil anos, a Amazônia era uma imensa savana, parecida com o que é hoje a África. "Com essas características é impossível imaginar que a preguiça vivesse em uma floresta densa", explica o paleontólogo e diretor do Museu Emílio Goeldi, Peter Toledo, que estuda os fósseis encontrados.

HOMEM - Segundo Toledo, o homem ameríndio conviveu com as preguiças, por isso, a descoberta é importante para estudar como ele pode ter contribuído para as mudanças no ecossistema. O pesquisador destaca também que as grandes transformações na vegetação ocorreram em função de mudanças na posição da Terra em relação ao Sol que acarretaram variações do clima, correntes marítimas e na paisagem. "A Amazônia é uma região instável; pequenas oscilações do clima desencadeiam grandes mudanças na região", ressalta. Em virtude disso, alerta o pesquisador, é necessário conter a devastação e fazer planos de manejos adequados para evitar que a Amazônia possa se transformar em um grande deserto.

Até o início de julho, os fósseis devem ser expostos ao público no parque zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. Na próxima semana, os ossos do mastodonte serão enviados ao mesmo laboratório para análise.

 

22/02/02 - Ibama já resgatou 20 mil metros cúbicos de mogno ilegal no Pará

O Ibama está realizando um trabalho de resgate do magno extraído ilegalmente na região amazônica. A madeira é uma das espécies ameaçadas de extinção. Até agora, o Ibama já apreendeu cerca de 20 mil metros cúbicos de mogno avaliados em R$ 60 milhões.

A madeira está sendo transportada em balsas pelo Rio Iriri até a cidade de Altamira, no sudoeste do Pará, onde devem chegar até o dia 10 de março.

Segundo o Ibama, a operação para resgate do mogno explorado ilegalmente é complicada e deverá durar quase três meses. A madeira apreendida no Pará está sendo retirada da floresta por tratores e levada às margens do rio Carajaí por caminhões, para ser amarrada em balsas que transportam cada uma 180 toras.

A madeira apreendida será doada pelo Ibama para projetos sociais.

Por: Julize Garcia, do Portal Amazônia

 

28/01/02 - Pará e Rondônia terão licenciamento ambiental
Experiência bem sucedida no Mato Grosso, com monitoramento de propriedades rurais através de imagens de satélite, será ampliada para toda a Amazônia.

Brasília - A tecnologia simplificou o manejo rural em alguns municípios da Amazônia. Um novo sistema de licenciamento ambiental georreferenciado, testado no Mato Grosso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), substitui as toneladas de papel para obtenção de autorizações de desmatamentos e queimadas legais, diminuindo as chances de burlar a lei e corromper a fiscalização. Na implantação, o sistema é caro e um pouco trabalhoso, pois cada proprietário tem que localizar sua fazenda numa imagem de satélite, na escala 1:50.000, delimitando claramente a reserva legal obrigatória, as áreas de preservação permanente (APPs), áreas já ocupadas e locais onde se pretende desmatar ou queimar. Mas, depois do investimento inicial, a manutenção é muito mais simples e barata do que qualquer outro método até agora utilizado, além de ser bem mais confiável.

"Colocamos a mesma tecnologia, que antes servia apenas para avaliar as tendências dos desmatamentos, a serviço da antecipação e correção do dano, olhando para o detalhe, para ter certeza de que os desmatamentos são legais e de uso produtivo", diz a secretária de Amazônia do MMA, Mary Alegretti. O objetivo é trazer de volta para a legalidade, os proprietários de terras que foram empurrados para a ilegalidade por excesso de burocracia ou corrupção dos órgãos ambientais. "Reconhecemos que o problema (de corrupção) existe e a taxa ainda é alta, por isso não queremos continuar a usar a tecnologia apenas para assistir, todos os anos, à confirmação de uma catástrofe anunciada. Este sistema troca o croqui desenhado pelo proprietário (dos pedidos de autorizações comuns) por imagens de satélite detalhadas e, paralelamente, estamos investindo em agendas positivas, com alternativas ao desmatamento", acrescenta.

Na ocasião do pedido, são checados na imagem de satélite os percentuais de áreas a serem preservadas e áreas passíveis de utilização. Se estes estiverem dentro da lei, as autorizações são concedidas e o licenciamento da propriedade como um todo vale por um ano. No ano seguinte, o pedido é comparado com uma nova imagem de satélite, onde aparecem eventuais irregularidades, como desmatamentos ou degradação florestal fora das áreas solicitadas. A comparação das duas imagens é rápida e incontestável e, não havendo discrepâncias, o licenciamento é renovado. Nas propriedades com percentuais de desmatamento fora da lei, incluindo casos anteriores à implantação do licenciamento ambiental, a recuperação florestal e as medidas mitigadoras ou compensatórias são discutidas e acertadas em Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) individuais.

"Adotamos duas estratégias para a Amazônia: uma mais conjuntural, de aperfeiçoamento institucional, melhoria da fiscalização, descentralização e discussão de agendas positivas estaduais e outra estruturante, propondo um modelo diferente para o desenvolvimento na região, visando alto retorno social e baixo impacto ambiental", explica o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. "O licenciamento ambiental georreferenciado é um instrumento de planejamento a serviço desta nova política de desenvolvimento sustentável e, pelo programa piloto, em experiência no Mato Grosso desde 1999, é eficientíssimo".

O programa piloto começou nos 14 municípios matogrossenses, que mais desmataram, na avaliação feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de 1999-2000. A implantação do sistema foi feita pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEMA) em propriedades superiores a 200 hectares, com apoio do Ibama e financiamento do Programa Piloto de Florestas (PPG7). Em um ano, houve redução de 24% na taxa de desmatamento e 53% no número de queimadas destas localidades. Em 2001, o licenciamento foi gradualmente ampliado para outros municípios e o balanço deve ser anunciado pelo governo estadual ainda este mês. A partir de 2002, o Mato Grosso adota o sistema para todo o estado e em propriedades de todos os tamanhos.

Também em 2002, o MMA estende o licenciamento ambiental para 19 municípios de Rondônia e 10 do Pará, que, junto com os 14 iniciais do Mato Grosso, somam 70% dos desmatamentos ocorridos na Amazônia Legal, no último levantamento do INPE (1999-2000). Em números absolutos, os 43 municípios são responsáveis por 14.432 km2 de corte raso de florestas, num total de 17.529 km2 registrados em toda a Amazônia. A idéia, de acordo com o ministro Sarney Filho, é adotar o licenciamento em toda a região, sendo que os estados do Acre, Amapá e Tocantins já estão adiantando algumas medidas precursoras.

Em Rondônia, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) licencia as propriedades com mais de 150 hectares e o Ibama as menores, cobrindo cerca de 50% do estado ou 120 mil km2. O piloto estadual já está em andamento, em Extrema, na Ponta do Abunã.

No Pará, a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam) licencia propriedades maiores do que 250 hectares e o Ibama as menores, cobrindo um terço do território estadual ou 400 mil km2. O piloto é o município de Novo Progresso, no Alto Tapajós. Os recursos do PPG7 para Rondônia somam R$ 2,170 milhões e para o Pará R$ 4,049 milhões.

O licenciamento ambiental de assentamentos ainda está em negociações entre o MMA e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), mas a expectativa é de tratar cada assentamento como um todo, agrupando as reservas florestais de modo a facilitar a sobrevivência dos remanescentes florestais. "Os sindicatos rurais e pequenos agricultores da Amazônia tem nos procurado com a intenção de adotar medidas de controle ambiental e recomposição das áreas desmatadas acima dos limites legais, inclusive com propostas de mudanças no crédito agrícola", conta Mary Alegretti. "É uma demanda alta, importante e economicamente relevante e estamos estudando maneiras de atender".

Liana John

 

28/01/02 - Ibama inicia operação de guerra contra comércio ilegal de mogno
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) dará início, nesta sefunda-feira, 28, a uma "verdadeira operação de guerra" para proteger o mogno brasileiro, que vem sendo extraído e comercializado ilegalmente. A fiscalização atingirá agora, além da extração na mata e a comercialização nas madeireiras, as estradas e portos que são utilizados pelo tráfico.

O presidente do Ibama, Hamilton Casara, informou que desde junho, quando foi iniciada uma investigação sobre as irregularidades em torno da extração, transporte e comercialização da madeira, que 25 mil metros cúbicos foram apreendidos e outros 22 mil retidos por efeito de liminares.

Casara afirmou que tem informações seguras que outros 15 mil metros cúbitos estão escondidos em depósitos clandestinos, devido às proibições de extração, transporte e comercialização que vigoram desde o início de dezembro último, e que, portanto, a fiscalização se estenderá também nas portas de saída do produto, "especialmente nos portos de Belém, Santarém, Breves, Barcarena e Itaituba, no Pará, e de Paranaguá e Antonina, no Paraná".

O mogno está ameaçado de extinção devido, principalmente, aos altos preços alcançados pelo produto no exterior. Segundo informações do coordenador da Amazônia do movimento ambientalista Greenpeace, Paulo Adario, grande parte das madeireiras, que até dezembro último tinham autorização para extrair, transportar e comercializar mogno, pratica a "lavagem de madeira", que consiste em retirar o produto ilegalmente de terras indígenas, onde a comercialização é proibida e, com documentação forjada, exportar.

Segundo Adario, estas empresas compram a madeira dos índios caiapós por R$ 50 a R$ 70 o metro cúbico e revendem nos portos por US$ 1,1 mil. O mogno é exportado e vendido nos Estados Unidos a US$ 1,6 mil e na Inglaterra, por US$ 1,8 mil. "Só a cocaína é tão rentável quanto o mogno", afirmou recentemente o coordenador do movimento.

 

28/01/02 - Amazônia será debatida hoje em Nova York
Por:  Julize Garcia, do Portal Amazônia

O presidente do Ibama, Hamilton Casara, participa nesta segunda-feira (28), em Nova York, do primeiro dia da reunião preparatória para a Conferência Mundial Rio+10, a ser realizada em setembro deste ano, em Joannesburgo, África do Sul. Casara está representando o governo brasileiro no encontro.

A Rio+10 irá reunir os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para mostrar o que fizeram nos últimos dez anos para proteger o meio ambiente.

Na semana passada, entidades ambientais da América Latina se reuniram na Granja do Torto, em Brasília, para formular propostas de desenvolvimento sustentável para a Amazônia e levá-las à Rio+10.

A Rio+10 é o encontro sobre ambiente e desenvolvimento sustentável que dará seqüência à Rio-92.

 

28/01/02 - Amazônia Legal: Proecotur comemora balanço positivo
Criado para viabilizar o desenvolvimento do ecoturismo na Amazônia Legal, o Programa Nacional de Ecoturismo (Proecotur) encerrou 2001 com um balanço positivo, atingindo todas as metas estabelecidas. A informação é do coordenador do Proecotur, Ricardo Soavinski.

Executado pela Secretaria de Coordenação da Amazônia e composto pelo comitê integrado pelos ministérios do Meio Ambiente, Planejamento, Esporte e Turismo, o Proecotur abrange nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

De uma ampla pesquisa e discussão que contou com a participação de vários órgãos governamentais, ONGs, empresários e consultores, resultou documento que lançou as bases para implementação de Política Nacional de Ecoturismo. Entre os objetivos estão assegurar às comunidades emvolvidas melhores condições de vida e reais benefícios e, ao meio ambiente, uma poderosa ferramenta que valorize os recursos naturais. O Proecotur pretende ainda assegurar à nação uma fonte de riquezas, divisas e geração de empregos. Para colocar em prática a proposta de preservar com desenvolvimento sustentável, protegendo e desenvolvendo os atrativos turísticos da região, o Proecotur tem, entre suas metas, garantir mecanismos capazes de criar ou apoiar parques e reservas com manejo ecoturístico; criar ambiente de estabilidade para investimentos em empreendimentos por meio da definição de políticas e normas de fortalecimento dos órgãos de gestão ambiental e desenvolvimento turístico; além de viabilizar operacional e financeiramente empreendimentos na área.

Para a fase de pré-investimentos, em curso até agosto de 2003, o Proecotur conta com recursos de US$ 13,8 milhões (a maior parte, US$ 11 milhões, provenientes do BID; e ,o restante, do governo brasileiro). Aproximadamente US$ 200 milhões estão previstos para a fase de investimentos, com prazo de implementação de três anos, até agosto de 2006.

 

28/01/02 - Cientistas elogiam políticas para Amazônia
A luta pela preservação da Amazônia ganha novamente espaço em uma revista científica de renome internacional, a Science. Só que desta vez é para elogiar e não criticar. Cientistas brasileiros e americanos apresentam um balanço positivo dos esforços governamentais para conter a sua devastação, apesar do aumento das taxas de desmatamento dos últimos anos.

"Não estamos abrindo as portas do paraíso. Apenas preferimos ver o copo como meio cheio, em vez de meio vazio", diz a bióloga Ana Cristina Barros, diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e uma das autoras do artigo, publicado no Fórum de Políticas da revista.

O texto é assinado também por pesquisadores do Woods Hole Research Center, em Massachusetts, que trabalham em parceria com o Ipam, no Pará. Ambos são institutos de pesquisa sem fins lucrativos. Os cientistas destacam os programas de combate a queimadas e de licenciamento das propriedades rurais por meio de imagens de satélites, além da reintegração de terras griladas como ações que prometem resultados positivos para a Amazônia.

"A grande mudança no modelo de desmatamento é que a fronteira está entrando em uma zona mais úmida, muito mais favorável à exploração florestal do que à agricultura", diz o americano Dan Nepstad, cientista do Woods Hole e um dos fundadores do Ipam, que pesquisa a Amazônia há quase 20 anos. "Nesse sentido, os esforços do governo brasileiro deverão refletir em menores taxas de desflorestamento nos próximos anos."

Segundo os pesquisadores, novas regulamentações sobre o uso da terra na Amazônia permitem conciliar conservação ambiental e desenvolvimento de maneira pioneira. "O desenvolvimento econômico é vital, já que 17 milhões de pessoas da região vivem com menos de US$ 100 mensais", escrevem os cientistas. "Interpretamos muitos dos investimentos em infra-estrutura (incluindo a pavimentação de estradas e a canalização de rios) como inevitáveis." Mesmo com o programa Avança Brasil, diz Nepstad, seria possível manter de 70% a 80% da floresta em pé, desde que as regulamentações ambientais sejam aplicadas. Até hoje, 15% da Amazônia já foi desmatada, legal ou ilegalmente.

Estradas - A abertura e pavimentação de estradas - um dos pontos centrais do Avança Brasil - é vista como uma das principais ameaças à preservação da floresta mas também como um importante agente de desenvolvimento. Segundo Ana Cristina, 75% do desmatamento na Amazônia está associado a estradas. "A pavimentação provoca um frenesi de extração madeireira e de desmatamento que historicamente supera a capacidade do governo de controlar essas atividades", diz um relatório do Ipam sobre a rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), aberta em 1974.

A mesma estrada, com mais de mil quilômetros de terra, é citada no artigo como exemplo de um cenário que pode mudar para melhor. "Apenas 5% da floresta em um raio de 50 quilômetros da estrada foi desmatada, comparado a 26% a 58% das florestas ao longo de estradas pavimentadas 20 a 30 anos atrás", escrevem os pesquisadores. "Achamos que é possível fazer um desmatamento controlado", diz Ana Cristina.

De acordo com o artigo, a pavimentação da Cuiabá-Santarém significaria uma economia de US$ 70 milhões no transporte de grãos, que hoje saem pelo Porto de Santos e poderiam escoar por Santarém, no Rio Amazonas. O setor madeireiro também seria beneficiado. Esses benefícios poderiam ser revertidos em impostos e pedágios para financiar os esforços de preservação.

 

28/01/02 - Presidente da República se compromete com defesa da Amazônia
Por:  Benigna Soares - do Portal Amazônia

O compromisso foi assumido pelo Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso em 25/jan/2002, durante uma reunião na Granja do Torto, com representantes da União Internacional para a Conservação da Natureza. FHC se propôs a contribuir com a defesa do meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Para o presidente, "a sociedade é permeável a mudanças e adaptações, e o Estado tem que se abrir ao diálogo para poder atender às demandas mais adequadas".

O ex-deputado pelo PSDB de São Paulo, Fábio Feldmann, foi a pessoa escolhida por FHC para ajudá-lo com a participação do Brasil na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, que acontecerá na África do Sul, de 26 de agosto a 4 de setembro, informou a Agência Brasil.

 

28/01/02 - Destruição da floresta Amazônica atinge níveis alarmantes
Desmatamento da floresta Amazônia atingiu níveis alarmantes, entre os anos de 1995 e 2000. Estudo realizado pelo pesquisador americano William laurence, do Smithsonian Tropical Research, mostra que o ritmo de destruição cresceu assustadoramente.

A média de hectares devastada, entre 95 e 2000 foi de 1,9 milhões por ano, isso equivale a sete campos de futebol por minuto de floresta destruída. O resultado da pesquisa divulgado na revista científica "journal of Environmental Conservation" foi baseado nos dados da Agência Espacial Brasileira, que reúne imagens monitoradas por satélites.

 

28/01/02 - Preservação da Amazônia

Terminou em 28/jan/2002 o 1º Fórum Social Pan-amazônico,  realizado em Belém (PA), e reuniu representantes de entidades sociais e organizações populacionais da Amazônia brasileira.

A iniciativa faz parte dos esforços da organização do Fórum Social Mundial, lançado em janeiro de 2001 .

O objetivo do encontro será criar em toda a Amazônia um espaço de encontros e articulações dos movimentos e organizações sociais. As discussões sobre preservação da natureza marcaram os debates do fórum.

 

10/11/01 - É assegurado acordo sobre aquecimento global
MARRAKESH - Os ministros do Meio Ambiente e de Energia do mundo conseguiram fechar no último minuto um acordo, na madrugada de 10/11/2001, detalhando o pacto de Kyoto, que limita o aquecimento global, abrindo caminho para a sua implementação no próximo ano.

Deixando de lado os Estados Unidos, país que mais polui o meio ambiente e que rejeitou o pacto no início do ano, os proponentes do Protocolo de Kyoto de 1997 convenceram a Rússia e o Japão a trabalhar pela ratificação do acordo.

"Este é um dia marcante para o meio ambiente depois de quatro anos de negociações sobre Kyoto", disse o ministro britânico do Meio Ambiente, Michael Meacher, a repórteres depois de uma maratona de negociações. 

 

09/11/01 - BRASIL VAI INTEGRAR COMITÊ DE CLIMA EM MARRAKESH
O Brasil será um dos dez integrantes do comitê executivo do MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, um dos pilares do Protocolo de Kyoto, acordo internacional que tem o objetivo de reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa. O Brasil negociou com governos dos países da América Latina e da região do Caribe e obteve o mandato para representar essa região. Ocupará o posto o ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Luiz Gylvan Meira Filho. Entre as atribuições do comitê executivo do MDL estão a definição dos projetos que serão considerados passíveis de reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa e também a certificação desses projetos.

 

09/11/01 - IBAMA QUER REDUZIR DESPERDÍCIO DE MADEIRA
O Ibama está promovendo uma série de cursos técnicos para repassar aos empresários do setor madeireiro algumas alternativas de aproveitamento de restos de madeira. O objetivo é reduzir o alto índice de desperdício no beneficiamento da madeira amazônica, que é de aproximadamente 60%. Além de sugerir a instalação de fábricas de pisos, objetos de decoração, molduras e brinquedos, que aproveitam pedaços menores de madeira, o Ibama sugere a briquetagem ou transformação do pó de serra em blocos de madeira (briquetes) para uso em caldeiras ou fornos, no lugar da lenha. Outra alternativa oferecida é a “remadeira”, que usa pó de serra de várias cores para produzir portas, painéis, janelas, divisórias ou objetos de decoração. Há também a produção de madeira plástica, agregando resíduos como papel e plásticos de embalagens à serragem para moldar placas, que servem como divisórias ou para a fabricação de móveis.

 

30/10/01 - Aquecimento Global
Marrakech e Bruxelas – A conferência das ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudança climática teve início ontem em Marrakech (Marrocos), com o objetivo de conseguir, até 9 de novembro, um acordo para frear o progressivo aquecimento do planeta.
  
Mais de três mil representantes de 180 países deverão discutir a aplicação do Protocolo de Kyoto, firmado em 1997, no qual os países industrializados se comprometeram em reduzir até 2010 suas emissões de dióxido de carbono para reduzir o efeito estufa.

Durante o plenário de inauguração da conferência, o dirigente da ONU para mudança climática, Jan Pronk, mostrou-se otimista, mas assegurou que “resta muito a fazer” para cumprir com os acordos obtidos em Bonn (Alemanha), na conferência de julho passado.

Além disso, enfatizou que “os acordos firmados na Alemanha” não serão renegociados, nem os países poderão reduzir seus esforços para diminuir suas emissões de dióxido de carbono.

A abertura da conferência foi realizada em meio a fortes medidas de segurança, principalmente em torno da delegação dos Estados Unidos. Este encontro é um dos poucos de caráter internacional que está sendo celebrado depois dos atentados contra Nova York e Washington, em 11 de setembro.

A reunião de cúpula está marcada pelo temor (de muitos delegados) de uma volta a pontos já negociados e que resultaram em acordo alcançado in extremis no encontro passado em Bonn (Alemanha), no mês de julho deste ano.

Suspeita-se que quatro grandes países – Rússia, Japão, Austrália e Canadá – queiram apresentar novas exigências, que poderiam levar (com a aprovação tácita dos Estados Unidos, principal emissor de gases responsáveis pela mudança climática) a um fracasso da conferência.

Esta reunião de cúpula deve dotar de conteúdo jurídico e técnico o importante acordo político resultante da conferência de Bonn. Um texto que abria as portas à implementação definitiva do Protocolo de Kyoto para a redução de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento da terra.

O ministro marroquino do Meio Ambiente, Mohamed El Yazghi, insistiu sobre a necessidade de se fazer “respeitar a integridade do acordo de Bonn” e evitar apresentar “novas propostas”.

O secretário executivo da conferência, Michael Zammit Cutajar, lembrou que “a retirada dos Estados Unidos do protocolo de Kyoto transfere para os demais países de seu grupo” a responsabilidade de garantir que as negociações levem a “reduções reais das emissões de gases de efeito estufa”. Espero, disse, “que as delegações desses países nos tranqüilizem”.

A conferência de Marrakech tem que detalhar as modalidades de aplicação do protocolo, redigido em Kyoto em 1997, com o objetivo de fazer com que os países industrializados reduzam suas emissões desses gases antes de 2010. A Europa não quer fazer mais concessões.

Transgênicos
 
O desenvolvimento e o registro de produtos geneticamente modificados foi o assunto político mais importante da reunião dos ministros do Ambiente dos 15 países da União Européia (UE), que ocorreu ontem em Luxemburgo. Os ministros começaram a debater uma proposta de regulamento apresentada em julho pela Comissão Européia, que prevê a instauração do registro de transgênicos e dos produtos obtidos a partir deles, ao longo de toda a cadeia de produção e distribuição, até sua colocação no mercado.

O objetivo é contribuir para a proteção da saúde humana e ambiental, assim como fornecer aos consumidores informação sobre estes produtos. Outro destaque da reunião foram as alterações climáticas.

 

16/10/01 - Buraco na camada de ozônio fica bem maior
Os 180 países signatários do Protocolo de Montreal, contra o uso de substâncias prejudiciais à camada de ozônio, estão reunidos até a próxima sexta feira, em Colombo, no Sri Lanka, com o objetivo de ratificar emendas já aprovadas e aumentar as restrições previstas no acordo internacional. As atenções se voltam, em especial, para os países em desenvolvimento, uma vez que a maioria dos países industrializados já baniu quase todos os químicos nocivos, cuja lista negra abrange 96 substâncias diferentes.

O centro das atenções, como sempre, deve ser o reforço ao Fundo Multilateral para o período 2003-2005. O fundo financia a transferência para tecnologias mais limpas, tendo atendido a 120 países em desenvolvimento, com um total de US$ 1,2 bilhão, desde que foi criado, em 1991. Apesar de ser menor do que o registrado no ano passado, o buraco na camada estratosférica de ozônio sobre a Antártica, este ano, atingiu 38,6 milhões de quilômetros quadrados, quase a soma dos territórios do Brasil e da Rússia. Nas altas latitudes do Hemisfério Norte, a diminuição na camada de ozônio registrada durante a primavera (mês de março) foi de 20% sobre o Canadá, 30% na Sibéria, 10 a 12% na Europa e 6 a 10% nos Estados Unidos. 

As medidas são feitas sempre nos meses de primavera, quando o aumento da incidência de raios solares desencadeia as reações químicas com cloro-fluor-carbonos (CFCs), halogênios, freons e outros gases, destruindo o ozônio protetor e deixando passar mais raios ultravioleta.

O tamanho do atual buraco ainda é atribuído às emissões antigas de substâncias prejudiciais, que persistem por muitos anos na alta atmosfera. Os efeitos das restrições feitas a partir do Protocolo de Montreal, de 1987, só serão sentidos dentro de mais algumas décadas, quatro a cinco, pelo menos. Mas ainda é preciso eliminar os CFCs nos países em desenvolvimento, que hoje respondem pelo consumo de 83% destas substâncias. Por enquanto, o acordo só obriga a uma estabilização da quantidade de CFCs consumida, nos mes mos níveis de 1999. 

Em 2002, está prevista também a contenção no consumo de halogênios e brometos de metila (usados em fungicidas agrícolas). A intenção, na reunião desta semana, é acelerar a substituição dos químicos mais prejudiciais por outros, menos danosos, nos países em desenvolvimento, ao invés de apenas estabilizar o consumo. E aumentar o controle sobre contrabandos, que têm sido feitos entre países com consumo autorizados e países industrializados.

Além disso, será discutida a ampliação da lista negra, incluindo produtos recentemente desenvolvidos, como os solventes hexaclorobutadieno e n-propil-brometo; o 6-brom-2-metoxil-naftaleno, que serve para fabricar o metil brometo, já proibido, e o halogênio 1202, utilizado no combate ao fogo. 

 

03/07/01 -(OESP) Fórum discute ações contra efeito estufa 
A responsabilidade dos países na redução das emissões de gases causadores do efeito estufa deve ser diretamente proporcional à respectiva contribuição para a elevação da temperatura global, defendeu ontem o ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, no 1.º Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. "Os países desenvolvidos devem assumir a frente na redução das emissões e no financiamento dos custos associados", disse, na abertura do evento, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

As discussões foram centralizadas em torno do Protocolo de Kyoto, apoiado pelo governo brasileiro. Ele prevê que os países desenvolvidos sejam obrigados a reduzir em pelo menos 5%, se comparada aos níveis de 1990, a emissão de gases causadores do efeito estufa, no período de 2008 e 2012.

Sardenberg destacou que os países em desenvolvimento terão mais custos por causa de sua inclusão tardia no processo de desenvolvimento.

A delegação brasileira destacará, na próxima reunião entre os países envolvidos no protocolo, entre os dias 16 e 23, a necessidade da regulamentação do mecanismo de desenvolvimento limpo, uma proposta do Brasil que foi anexada ao documento. Ele prevê que a execução de projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento sejam financiados por países desenvolvidos. A próxima Conferência das Partes será em Bonn, na Alemanha.

O diálogo com outros países, principalmente os que não querem assinar o protocolo, como os Estados Unidos, também foi enfatizado por Sardenberg. "O Brasil vai perseverar nas negociações com todos os países para regulamentar o protocolo e promover sua ratificação pelo número necessário de partes (55 países) para entrar em vigor em 2002." Anteontem, uma agência federal concluiu que houve aumento de 2,7% de emissões de dióxido de carbono nos Estados Unidos. Modelos matemáticos indicam que a temperatura média global poderá variar entre 1,5 ºC e 5,8 ºC e o nível dos oceanos aumentar em até 90 centímetros nos próximos 100 anos.

Promessa - Durante o fórum, o presidente da Petrobrás, Henri Phillippe Reichstul, declarou que a empresa quer ser líder no Brasil na adoção de políticas ambientais e de desenvolvimento sustentado.

A companhia pretende investir R$ 300 milhões, além do R$ 1,5 bilhão que já está sendo investido em projetos para reduzir o porcentual de enxofre no óleo diesel.

 

02/07/01 - Crise de energia pode aumentar efeito estufa
Ao mesmo tempo em que apóia vigorosamente a ratificação do Protocolo de Kyoto - acordo mundial para combater o aquecimento do planeta - o Brasil corre o risco de ter um aumento nas próprias emissões de gases-estufa, devido a políticas públicas pouco preocupadas com o clima.

O descompasso entre diplomacia e decisões domésticas foi apontado sábado pelo físico Luiz Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) durante o primeiro seminário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, em São Paulo.

Para ele, o projeto de construir termelétricas a gás (que emitem dióxido de carbono, principal responsável pelo efeito estufa) como solução para a crise energética está na contramão do Protocolo de Kyoto, que força os países a adotar matrizes energéticas limpas. Instituído em 1999 com o objetivo de trazer o debate sobre o aquecimento global para a agenda da opinião pública brasileira, o fórum realizou sua primeira reunião aberta anteontem.

Foram discutidas as perspectivas para o protocolo após a desistência dos EUA, anunciada em março, e a maneira como o Brasil está se preparando para enfrentar o aquecimento global.

O físico José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), foi aplaudido ao defender que o Brasil ratifique o Protocolo de Kyoto ainda este ano, como forma de estimular a implantação do acordo.

 

21/06/01 - (FSP) - Agricultura espalhou a malária, aponta análise de DNA
A disseminação da agricultura pelo Velho Mundo na pré-história também ajudou a espalhar a doença que hoje mais mata seres humanos, a malária. Essa descoberta foi feita após a análise do material genético de populações da Europa, África e Ásia.

Uma equipe internacional estimou que a doença se disseminou pela África cerca de 6.500 anos atrás, coincidindo com o momento em que o clima do continente estava mais quente e úmido.

A cada ano, em torno de 0,5 bilhão de pessoas é infectado pelo parasita da malária e cerca de 2 milhões de pessoas morrem da doença, principalmente na África.

A pesquisadora Sarah A. Tishkoff, da Universidade de Maryland (EUA), coordenou uma equipe de 17 cientistas, dos três continentes, que estudou uma mutação de um gene ligado à prevalência da malária. O trabalho será publicado na "Science" (www.sciencemag.org).

O gene G6PD é responsável pela produção de uma enzima ligada ao metabolismo da glicose. Mutações no gene afetam cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Em grau elevado, a mutação pode causar a deficiência da enzima no organismo, chegando a provocar uma forma de anemia.

Existem quase 400 variantes identificadas do gene. A sua forma normal existe em toda a parte, mas as variantes que causam deficiência da enzima estão restritas a locais que correspondem quase que exatamente a regiões onde a malária é ou foi endêmica.

Isso acontece porque, apesar dos problemas ligados à falta da enzima, a mutação confere um grau de imunidade contra a malária. Os efeitos negativos das mutações são contrabalançados pelos efeitos positivos.

"Nós olhamos a quantidade de variação que se acumulou em cromossomos contendo mutações do gene G6PD. Usando um índice estimado de mutações, nós pudemos estimar quanto tempo se passou desde que as mutações se originaram em um cromossomo ancestral. Cada mutação tinha um cromossomo ancestral distinto", disse Tishkoff à Folha.

"Esse é um exemplo notável de como a doença infecciosa pode moldar o caminho da evolução humana", afirma a pesquisadora.

Entender como isso acontece pode ajudar os cientistas a criarem estratégias de combate à doença, como vacinas e tratamentos, que não entrariam em conflito com a tendência natural da evolução biológica. O estudo foi feito em populações do Velho Mundo, a região onde se acredita que a malária tenha surgido.

A equipe mostrou que uma mutação específica ligada à disseminação da malária na África ocorreu de 3.840 a 11.760 anos atrás, dentro do período em que a doença teve impacto nas sociedades.

O clima quente e úmido, com criação de novos lagos, assim como a introdução da agricultura no Oriente Médio e na África, que trouxe a destruição de florestas, aumentou o ambiente em que o mosquito se reproduz _como ocorre na Amazônia brasileira.

O estudo das mutações nos cromossomos de populações da orla do mar Mediterrâneo, que banha três continentes, indica que a malária começou a infectar pessoas na região há cerca de 3.300 anos.

É provável, dizem os pesquisadores, que a malária tenha sido espalhada pelo Mediterrâneo pelos antigos gregos, cujas rotas de comércio e colonização afetaram largas áreas, como as onde hoje ficam Itália, Espanha e Turquia.

 

13/06/01 - Método Globio também avalia Amazônia 
Todos os tipos de rodovias, estrada vicinais e trilhas, mais ferrovias, dutos, linhas de transmissão de energia, telefone ou telégrafo e assentamentos humanos (de uma simples casa a cidades) estão sendo avaliados pelo método Globio, na Amazônia, para produzir um estudo semelhante ao do Ártico.

Um primeiro mapa, feito em outubro de 2000, indica principalmente os impactos da ocupação humana no entorno da floresta. Também se registrou a influência da construção de infra-estrutura sobre as populações de insetos e anfíbios, que chega a 1 km de distância da estrada ou duto; sobre as populações de pássaros, entre 1 e 2 km, e de mamíferos, entre 2 e 10 km. Em geral, os efeitos mais visíveis são de redução da abundância destes animais, mas existem também as espécies que se beneficiam das alterações, como alguns mosquitos e animais generalistas ou oportunistas (que têm menos restrições alimentares e/ou mais capacidade de se adaptar a qualquer ambiente).

A cadeia de montanhas do Himalaia é outro ecossistema na mira dos pesquisadores do Globio. A primeira avaliação foi realizada em novembro do ano passado e mostra os impactos das mudanças no padrão de migração de populações nômades e semi-nômades, deslocadas pelas novas redes de transporte e infra estrutura.

 

12/06/01 - Bush promete 'esforço' para deter Efeito Estufa
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu se esforçar para encontrar soluções diplomáticas e científicas para deter o avanço do aquecimento global.

Bush, que em março anunciou que os EUA não iriam mais implementar as medidas previstas no protocolo de Kyoto, disse que sua decisão "não deve ser interpretada como negação de responsabilidade em relação ao problema".

A declaração foi feita algumas horas antes de Bush embarcar na sua primeira viagem à Europa desde que chegou ao poder, em janeiro.

O protocolo de Kyoto foi assinado em 97 pelos EUA e por vários outros países, e prevê a redução gradual da emissão de gases que produzem o Efeito Estufa por países desenvolvidos.

China

Bush disse que os EUA percebem uma responsabilidade na luta para diminuir a emissão de gases que agravam o aquecimento global.

No entanto, segundo o presidente, o protocolo de Kyoto contém sérios falhas.

Ele argumentou que os embora os EUA sejam o maior emissor mundial de gases, alguns países em desenvolvimento que não foram obrigados a implementar as medidas do documento - como é o caso da China - também deveriam adotar medidas para combater o Efeito Estufa.

A China é o segundo emissor mundial de CO2 (dióxido de carbono), um dos principais gases causadores do problema.

"Reconhecemos nossa responsabilidade de reduzir nossas emissões", disse Bush. "Mas também reconhecemos o outro lado da moeda, que o resto do mundo emite 80% dos gases que produzem o Efeito Estufa e que muita poluição é produzida pelos países em desenvolvimento".

O presidente americano completou: "Mesmo com os melhores cientistas, com a mais avançada tecnologia, nós sabemos que os EUA não podem sozinhos resolver esse problema global".

Propostas

George W. Bush, anunciou algumas propostas para combater o problema do aquecimento global.

Ele sugeriu que haja maior investimento na pesquisa de novas tecnologias a fim de diminuir a poluição atmosférica e também uma maior cooperação entre EUA e os demais países do mundo nesse setor.

Segundo o presidente americano, os EUA poderiam ajudar a estabelecer estações de monitoramento climático em países em desenvolvimento.

Três semanas atrás, Bush apresentou o seu plano para a área de energia - em que deu a entender a muitos analistas que aumentar o consumo de carvão e petróleo era a solução para a crise energética do país.

Além disso, o presidente disse que pelo menos 1.300 novas usinas de energia teriam que ser construídas nos próximos 20 anos - muitas delas usinas nucleares e termoelétricas.

Os EUA jogam na atmosfera quase seis bilhões de toneladas de CO2 anualmente, 25% das emissões mundiais.

 

11/06/01 - Amazônia é solução para crise energética
Franca Siqueira

Com um potencial hídrico de geração dimensionado em 130.000 Megawatts (MW), a região amazônica passa a ser encarada, a partir de agora, como a única solução possível para a grave crise do setor elétrico brasileiro. Esgotada a capacidade de aproveitamento dos recursos hidrelétricos existentes nas demais regiões do País, excetuando-se algumas usinas de pequeno e médio porte no Centro-Oeste, não existe na verdade outra saída: está na Amazônia a fonte primária de suprimento energético do Brasil.

E nesse novo cenário, que deve ganhar contornos mais nítidos dentro dos próximos dez anos, o Estado do Pará, hoje o quarto colocado no ranking nacional, vai emergir como o maior produtor de energia elétrica do País. Seu potencial hídrico, inventariado por estudos da Eletrobrás, é de 61.095 MW. Isso representa quase a metade (46,9%) dos aproveitamentis disponíveis em toda a Região Norte e equivale à capacidade de geração de todo o parque hidrelétrico atualmente em operação no território brasileiro.

Para que melhor se compreenda a grandeza desse potencial, basta apenas um dado comparativo. A atual potência instalada do País, incluindo a usina binacional (Brasil/Paraguai) de Itaipu, tem sua capacidade de geração limitada em torno de 60.000 MW, o que é menos da metade do potencial inventariado na Amazônia.

No Estado do Pará, somente através de quatro grandes hidrelétricas, poderiam ser gerados quase dois terços desse total, ou 39.000 MW. Nesta conta se incluem a usina de Tucuruí, com 8.000 MW quando à plena capacidade, a de Belo Monte, no Xingu, com 11.000 MW, uma outra também no Xingu, com 6.000 MW, e uma no Tapajós que, com capacidade de geração para 14.000 MW, será a maior do mundo.

Tapajós - Pouco conhecido até hoje, esse mega-aproveitamento do Tapajós fica próximo a Itaituba, à altura da localidade de São Luís. Ali está localizada a maior queda sofrida pelos grandes rios que cruzam o Estado do Pará e vão desaguar na margem direita do Amazonas. Ela resulta do mesmo fenômeno geológico que afeta também os cursos do Xingu e do Tocantins e que garante ao Pará uma condição excepcional em potencial de geração hídrica.

As águas dos três grandes rios, nascidos nas regiões serranas do Centro-Oeste Brasileiro, nos Estados de Goiás e Mato Grosso, descem pelo maciço Cristalino e, ao atingir os limites da planíce amazônica, onde alcançam o curso final para a desembocadura no Amazonas, sofrem um desnível acentuado, que chega a 70 metros no Tocantins, a 90 no Xingu e a mais de cem metros no Tapajós.

No Tocantins, o maior aproveitamento - mas não o único - inventariado pela Eletrobrás é o de Tucuruí, cuja potência instalada será de 8.000 MW quando estiver operando à plena capacidade. A sua bacia, que inclui como principal afluente o Araguaia, comporta também uma série de outras hidrelétricas de médio porte. No Tocantins, podem ser relacionadas, além de Tucuruí, outras nove usinas - Serra da Mesa, Canabrava, Peixe, Ipueiras, Lajeado, Tupiratins, Estreito, Serra Quebrada e Marabá. A estas se acrescentam mais cinco aproveitamentos inventariados no Araguaia: Couto Magalhães, Barra do Peixe, Torixoréu, Barra do Caiapó e Santa Izabel.

Potencial - Qualquer uma das quatro grandes hidrelétricas projetadas para os rios Xingu, Tocantins e Tapajós tem, isoladamente, uma grandeza que não pode ser desprezada. Para efeito comparativo, basta que se mencione outro aproveitamento hidrelétrico também situado em território paraense. A usina de Cachoeira Porteira, no rio Trombetas, também um importante afluente do Amazonas - mas já na sua margem esquerda -, terá potência instalada de 1.400 MW. Um potencial considerável, mas que seria suficiente para atender apenas à atual demanda do Pará, com seu parque de indústrias eletrointensivas.

É para essa feliz combinação de fatores, que vai transformar o Pará dentro de poucos anos no maior produtor brasileiro de minérios e energia elétrica, que deve se voltar desde já a atenção dos nossos governantes, das lideranças políticas, dos dirigentes empresariais e da sociedade como um todo: como aproveitar essas riquezas e transformá-las em instrumentos efetivos de desenvolvimento econômico do Estado e de bem-estar para sua população?.

Hidrelétricas se destacam

Com seu encanto inicial perdido desde o final da década de 80, as hidrelétricas voltam a recuperar prestígio, especialmente agora com o drama do racionamento, e devem retomar uma posição de destaque na política energética do país, conforme admite o próprio Ministério de Minas e Energia, que já tem pronta uma listagem de nada menos que 28 novas usinas a serem licitadas até o final do ano que vem. Entre elas, Belo Monte, no Xingu, e Santa Izabel no rio Araguaia, na divisa com o Tocantins.

As hidrelétricas começaram a perder terreno em 1988, quando em Altamira o roqueiro Sting e a atriz Lucélia Santos mobilizaram a opinião pública nacional e internacional contra a usina de Kararaô - que agora está renascendo como Belo Monte -, e a índia Tuíra humilhou o então diretor de engenharia da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes (hoje presidente da empresa), esfregando-lhe um facão na cara. Para alguns, a cena foi divertida, mas que acabaria tendo um preço alto: decorridos 13 anos pode-se considerar que ela foi em parte responsável pelo racionamento que hoje castiga a população brasileira.

“O discurso a partir de agora será fortemente hidrelétrico, porque essa é a vocação natural deste país”, diz o secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Afonso Henriques Moreira Santos, acrescentando: “Faremos todo o esforço possível para viabilizar o maior número possível de hidrelétricas que sejam ambientalmente aceitáveis e economicamente atrativas”. A usina de Belo Monte, projetada para o Xingu, cabe bem neste figurino. Na antiga concepção do projeto, seu reservatório alagaria uma área de 1.200 km quadrados. No projeto atual, o lago terá apenas um terço disso - 400 km. Em qualquer dos casos, muito menor que o de Tucuruí, cuja extensão é de 2.875 quilômetros quadrados.

Esta é uma formidável vantagem comparativa do ponto de vista ambiental, mas há outras igualmente importantes no aspecto econômico. Segundo uma alta fonte da Eletrobrás, os custos estimados de Belo Monte são de US$ 3,7 bilhões na obra civil e de US$ 2,8 bilhões na transmissão. Considerando-se sua potência instalada, esses custos se diluem para uma faixa de US$ 11 dólares na geração e de US$ 22 na ponta de consumo mesmo em centros distantes como São Paulo, por exemplo, o que faz dela, na ótica oficial, um empreendimento atraente também para os investidores.

Mas ainda sem dispor da energia de Belo Monte e de novas fontes de geração hídrica, o próprio ministro de Minas e Energia, José Jorge de Vasconcelos, já avisou que 2001 e 2002 serão “anos críticos” e, externando as preocupações do governo, anunciou que medidas emergenciais vão ser adotadas para enfrentar a crise do setor elétrico. Além da licitação de novas hidrelétricas, o ministro estima que serão instaladas em todo o Brasil até o final de 2003 nada menos que 55 usinas termicas, que vão adicionar ao sistema perto de 15.000 MW. Uma dessas usinas, com capacidade de geração para 1.300 MW, tem sua construção projetada para o município de Barcarena, no Pará.(F. S.)

 

21/05/01 - Incra quer identificar desmatamentos ilegais na Amazônia
O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) vai solicitar ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) cópia do relatório que acusa crescimento dos desmatamentos na Amazônia.

O objetivo é identificar os locais dos desmatamentos para que o governo possa adotar providências para combater a ilegalidade.

De acordo com o secretário nacional de Reforma Agrária, Orlando Muniz, essa prática ocorre mais em função da pressão de madeireiros do que por iniciativa dos agricultores assentados nos projetos de reforma agrária.

 

21/05/01 - Reserva da biosfera vai facilitar investimento no Pantanal
O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, afirmou há pouco que é muito importante a Reserva Internacional da Biosfera Pantanal porque fica claro que os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso fizeram o seu dever de casa na questão dos estudos.

Segundo Sarney Filho, o reconhecimento internacional da Biosfera do Pantanal vai possibilitar a obtenção de financiamento externo.

O ministro, em entrevista há pouco na Associação Comercial e Industrial de Corumbá, comentou que o ecoturismo vai ser a principal alavanca no desenvolvimento da região pantaneira.

 

 

 

 

PROJETOS FNMA

Veja aqui os Editais para obter apoio financeiro de R$ 8 milhões em projetos na Amazônia

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